Ensinando a Beijar
3 A Sentença
Notas iniciais
Matt andava e Linda o seguia uma distancia não muito longe) ao laboratório de ciências tentando os dois passarem por todos nos corredores despercebidos. A próxima aula no Laboratório só seria daqui à uma hora. Não teria problemas e ninguém iria os atrapalhar...
Era o que eles pensavam...
Até mais ou menos uns vinte minutos depois, quando ouviram a porta abrir...
Responda a pergunta abaixo:
Se você fosse um diretor, se tivesse a responsabilidade de guiar e cuidar de alunos como reagiria se visse seus alunos infringindo suas normas? Imagine essa cena junto com um homem que não estava de bom humor então resulta nisso:
— MA... MAS... O QUE SIGNIFICA ISSO? – Diz Roger, ainda não acreditando no que seus olhos viam
MERDA!
— ROGER! – Agora é a vez de Matt falar, parando o beijo com a garota, totalmente corada. – P-Posso explica-ar, é-é que-e... b-bem, n-nós só estáv-vamos...
Ele tentava explicar enquanto um pequeno grupo de alunos e professores se formava na porta.
Todo mundo para por um barraco!
— PARA MINHA SALA MATT! AGORA! – Exclamava Roger, não sabendo direito como agir nessa situação.
— Espera! — Implorava Matt — D-Deixa e-eu e-explicar....
— Você vai me explicar! Na minha sala!!
Isso não é o tipo de coisa que esse senhor tinha que lidar todo dia.
Mas também não era uma novidade.
— Roger, espera!! – Linda praticamente se ajoelha aos pés do diretor – Não faça nada conosco, p-por f-favor-r – Falava, já aos prantos.
— Vamos – Roger falou, dando um ponto final.
Roger os levou até o seu escritório que nesse momento Matt e Linda desejavam que fosse no Alasca.
De repente ouve-se uns grunhidos como se fosse gato passando mal e um choro muito forte.
Poderia se pensar que era uma das crianças menores da Wammy’s House
Mas era só a Linda mesmo
A garota desabou em lágrimas murmurando coisas que não se entendiam muito bem. Chorava tanto que foi acolhida pelas amigas e alguns professores.
Parece que ela estava passando mal.
Parece
— MATT!! – Ouve ao longe e logo ele chegou.
— M-Mells! – Matt não conseguia parar de gaguejar de tão envergonhado e aflito por estar nessa situação.
Também não era por menos...
— O que houve? Eu só vi o Roger com vocês e uma gritaria que dava para ouvir essa gritaria do segundo andar! – Falou, um pouco exaltado e cansado da mini-maratona do Segundo Andar ao Térreo, que era uma distância considerável.
— Eu não fiz nada de errado – Se defendia Matt, mandado uma indireta
— Como assim “Não”? Mello, não é da sua conta o que aconteceu e o que... vai acontecer! – Falava Roger – Agora, vamos Matt!
— É da minha conta sim porque ele é meu amigo! – Retrucou Mello – O que ele fez de tão grave?! – De Roger Mello olhou para Matt, que não conseguia tirar os olhos do chão.
— Eu peguei seu amigo, se... agarrando com a Linda no laboratório, o que inadmissível!
— Ahm.. – Mello falou, mas não estava surpreso. Sabia que uma hora ou outra isso ia acontecer.
Seu idiota, falei que era para tomar cuidado...
— Não está surpreso, Mello? – Falou Roger – Você... sabia disso? — Perguntou, ainda tendo esperanças que a resposta fosse não, mesmo já sabendo qual era.
— Bom... Eu não vejo problema nenhum no que eles estavam fazendo! – Defendeu-se Mello, e seus amigos também
— Como não?! Olha, eu cuido de você depois! – Roger falou já cansado de toda essa situação.
— Não! – Matt finalmente se pronunciou conseguindo a atenção de ambos – Eu infringi suas regras, eu pedi a Linda para ir ao laboratório comigo, eu pedi ao Mello que não contasse nada, EU! Fui só eu!! Nenhum deles tem nada a ver com isso... só eu. Então me castigue mas não a eles... – Matt falou, também cansado dessa situação.
— Nada disso! Você não colocou uma arma na minha cabeça me ameaçando, nem uma fita na minha boca me impedindo de falar. – Mello falava, colando as mãos no ombro do amigo — Eu não contei porque sempre acreditei que o que vocês tinham era real, e... nenhuma regra devia impedir isso! – Falava Mello, agora olhando para Roger
— Eu entendo que queria defender seu amigo... mas regras são regras! Agora vamos, Matt! Já perdemos muito tempo. – Roger falou, puxando Matt e o levando Matt até minha sala
— Espera, Roger! Mello... não pode ir comigo? – Falava, escondendo os olhos verdes com sua franja ruiva.
— Não! Isso é sobre eu e você Matt, apesar de saber que depois irá contar ao Mello mesmo. Vamos!
E eles foram, deixando um Mello preocupado e com raiva para trás.
Matt...
E lá ia Matt, como um réu indo para a corte, esperando sua sentença...
Se você é mandado para a sala do diretor ou você entrou numa briga, ou quebrou uma das regras ou fez algo que você queria
Que para a escola...
Tudo dá no mesmo
Quando chegaram no amplo escritório principal, Roger se dirigiu a sua cadeia enquanto Matt se sentava em uma das cadeiras a frente da mesa.
Ficaram se encarando por alguns minutos
Cada um com seus pensamentos
De um lado:
Não sentia minhas pernas!
O que vai acontecer comigo? E Linda? E Mello?
Por que ele não fala nada?
E de outro:
Tenho mesmo que recorrer a isso?
Não tem outro jeito... Não é?
Por que ele não fala nada?
Depois de um considerável tempo em que o som se tornou-se inexistente um se pronuncia:
— Roger, eu sinto muito mesmo pelo ocorrido! Aceito qualquer punição que o senhor queira, que o senhor tenha que me dá!
Não fale isso..
— Matt, você me decepcionou muito! — Franco, curto e direto — Você conhece muito bem as regras e normas desta instituição! – Roger fala, realmente decepcionado com esta atitude, vindo de um na lista de sucessão ao L*...
Matt não sabia o que falar, nem como agir — Sinto muito...
— Matt.... – Fala Roger se levantando da cadeira e indo em direção a janela — Quem sente sou eu agora — ele falou, olhando para a vista que a janela lhe proporcionara daquele ângulo.
— O que.. você quer dizer com isso?
— Sinto realmente Mail... – Falou o diretor, bem sério e triste.
Pelo que será que ele sente?
— Não tenho absolutamente nenhuma escolha, eu queria ter mais nesse momento estou de mãos atadas! Mail Jeevas... – Deu uma pausa colocando ainda mais suspense no garoto a sua frente
Se é que era possível
— Você está expulso da Wammy’s House!
Só se ouvia o silêncio, e o grito de espanto do garoto.
CONTINUA...
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