Ensina-me a amar.

21 O acordar de um pesadelo.


Notas iniciais
Hello! Fiquei tão empolgada e inspirada que voltei correndo. Estão tão imensamente feliz agora. Quero agradecer aos comentários insanamente maravilhosos do ultimo capitulo. Vocês vão me matar do coração! Não fazem a menor ideia do quanto vocês me motivam a melhorar em todos os sentidos. Sério mesmo! É um privilegio ter vocês, como leitoras. Obrigado, amores. MUITÍSSIMO OBRIGADO. ♥ Espero que gostem desse capitulo com um pov diferente, tanto quanto eu. Sem mais delongas. Enjoy!!!! ♥ Erros e duvidas, estarei nos comentários.

STEVEN ROGERS.

Frustrado. Era a palavra que me definia no momento. A visão da Maximoff para mim, diferente das outras não tinha sido o meu pior medo, era tudo que eu havia perdido. Depois de tanto tempo, ver aquilo era como um eterna tortura e uma constante lembrança do que eu poderia ter tido, se o rumo da minha briga com a caveira vermelha fosse diferente.

Quando voltei a mim, vi água ao meu redor. Aquilo era angustiante! Por algum motivo, eu sentia aquele pressentimento ruim. Algo estava errado. Não apenas comigo, mas o ar parecia estranho. Um nome veio em minha cabeça, o instinto era forte demais para ignorar.

Todos estão bem? Perguntei, no comunicador. Tentando saber se ela estava bem.

Natasha e Thor estão comigo no quinjet. Tony está tentando conter o verdão, nenhum sinal da Scarlet. Clint me respondeu. Absolutamente preocupante! O ar ficou ainda mais firme e ventava muito forte para dentro de um navio. O que inferno estava acontecendo ali?

Scarlet? Chamei, ainda no comunicador. Sem nenhuma resposta. – Scarlet? Repeti, soando quase desesperado. Novamente, sem nenhuma resposta. Algo estava muito errado! Será que Ultron tinha a pego? Que modo melhor de ferir Tony, consequentemente nós todos? Os Maximoff? Se ele usasse o cedro nela, como Loki. Nós teríamos um gigantesco problema, Tony jamais lutaria contra ela. Eu, tampouco.

Barton. Chamei pelo comunicador, novamente. – Não acho ela em lugar algum. Ela não responde. Será que... Disse, deixando implícito minhas suspeitas.

Creio que não, Capitão. Os Maximoff pegaram o Bruce, já vejo Tony e ele vindo para o jato. Me confirmou, parecendo alarmado e preocupado.

Olhei novamente para água, que dominava cada vez mais o navio. Isso era ela, era Scarlet. Eu sentia isso e cada vez mais, tinha certeza. A água que invadia o navio agitada, quase furiosa. Parecia querer destruir tudo em sua frente, como se tivesse consciência e vida.

Eu sempre me surpreendia, a vendo usar seus poderes. Eu tentava me acostumar, mas nunca conseguia. Ela sempre mostrava uma nova faceta extraordinária, capaz de fazer os mais poderosos e capazes a temerem. Tão diferente daquela menina tímida que me cumprimentou em meio a uma batalha de alienígenas.

Deus sabe o quanto tentei enterrar e arrancar o que eu sentia por ela. Extinguir, como uma erva daninha. Apesar, de Tony e eu não sermos os maiores exemplos de boa convivência. Eu não queria magoa-lo, não queria a magoar. Eu a via, assim como seus poderes. Imparável, impossível de domar.

Mas, eu sempre acreditei que o amor mudava até as almas mais descrentes. E ver ela com o Stark era uma prova diária disso. Ela vinha se mostrando uma amiga fiel, principalmente depois de Washington. Me ajudou com Bucky, quando todos haviam perdido a fé. Me protegeu até quando eu não pedi, quase matando ele no processo. Era uma aliada poderosa para os Vingadores. Mas, porque minha cabeça e coração insistiam em vê-la como mulher? Se assim como, Stark me disse uma vez, eles pertenciam um ao outro.

Me joguei habilmente, nos compartimentos do navio abaixo. Colocando o escudo nas costas, andei dificilmente pelas correntes de água poderosas, que batiam em mim com cada vez mais força.

E lá estava ela, encolhida e tão frágil.

Scarlet. A chamei. Ela estava sentada entre bombas, a água passando por ela sem realmente a tocar, seus olhos abertos e vermelhos – efeito da manipulação de Wanda – soltavam lágrimas. Sua expressão tão aflita, dolorida e agoniante. Tremendo e ofegando, como se estivesse em pura agonia.

Os outros de nós, não ficavam assim. Por Deus! O que ela está vendo?

Encostei em seu rosto, ouvi um ranger alto e claro de metal se retorcendo. Ela estava destruído o navio inconscientemente, usando a água do oceano. Se ela continuasse presa naquela visão, destruiria o navio e nós dois afundaríamos com ele. Me concentrei em tentar acordá-la, em a fazer reagir ao que quer, que estivesse vendo. Eu estava desesperado por ela, vê-la assim me tirava do eixo. Ansioso para tira-la daquele estado catatônico. O vermelho de seus olhos diminua gradativamente, um sinal de que estava acabando. Suspirei aliviado, vendo com imensa surpresa a água se acalmar lentamente respondendo ao seu estado de ânimo, físico e mental.

Seus olhos piscaram levemente, respirando fundo.

Scarlet, olhe para mim. Você está segura. Chamei, tentando faze-la voltar a sim e entender que estava tudo bem agora. A ergui em meus braços e tentei ignorar as sensações que se apossaram do meu corpo. Ela olhou para suas mãos que tremiam. – Se concentre, Scarlet. Pedi, para que ela me ajudasse com toda aquela água. Estranhando meu pedido, mas mesmo assim me obedecendo. Ela viu a água e deduziu ou sentiu rapidamente que aquilo era ela.

Se assustando com a magnitude da situação.

Todos já saíram? Perguntou, assustada. Se preocupando com a segurança dos outros, secretamente admirei isso nela. Mesmo, ainda afetada pela visão e pela situação se preocupava com os outros e não consigo. Pequena altruísta! Ergueu a mão, tirando a água que se movia a seu comando da minha frente. Para que eu pudesse passar livremente. Assustador e impressionante! – Me tire daqui, Steve. Implorou, com a voz chorosa.

Caminhei para fora do navio, com cuidado. Assim, que coloquei meu pé fora dele junto com ela. O navio rangeu mais, a água o perfurando e o consumindo, o barulho era ensurdecedor.

Olhei para Scarlet, que estava inconsciente. Encostada em meu ombro. Sua respiração ritmada me dizia que ela estava bem, mas ainda sim estava preocupado. Aquela visão tinha sido demais dela, o navio destroçado era a prova disso. O que ela havia visto? O que a tinha deixado daquele jeito?

Eu preciso de ajuda. Scarlet não está nada bem. Disse, no comunicador. Minutos depois, o quinjet pairava sobre nós, seu compartimento aberto e Tony desesperado nos olhando. Subi imediatamente, todos estavam em estado de letargia pelas visões se movimentaram afim de me ajudar. Era incrível, como cada um de nós se importava com ela. Como ela era importante para equipe, para cada um de nós individualmente.

O que porra aconteceu, Rogers? Perguntou Tony, assim que a pegou de meus braços. Furioso era a palavra certa para descreve-lo nesse momento. Thor e Natasha nos olhavam, preocupados e até Bruce se levantou para a checar imediatamente. O repreendi pelo palavrão com o olhar, mas ignorei aquilo. Ele a chamou várias vezes, sem resposta. O que parecia deixa-lo ainda mais descontrolado.

A visão da Maximoff. Eu a encontrei com os olhos vermelhos e desesperada, tremia e chorava. Afirmei, a olhando. Apesar, de estar mais calma e desacordada. – E...

Maldita Maximoff! E o que mais? Perguntou Tony, a segurando no colo. Não, ele não havia a soltado e não parecia ter a menor intenção de fazê-lo. A cercou, seu passos e seu corpo dando sinais de sua super proteção. Ele parecia não saber o que fazer com tudo o que sentia naquele momento.

E eu continuei ignorando aquilo, para o meu bem.

O que a deixaria assim? Ela está bem, Tony. É uma questão de tempo até que volte. Questionou Bruce, impressionado e receoso. Chegando seu pulso, tranquilizando Tony.

É bem obvio. Disse, Natasha. – Algo com Tony, com certeza. Ou bem pior. Aquela garota merece uma surra. Terminou, nos encarando. Pensando dessa forma! Era lógico. Uma mescla de sentimentos me dominavam. Cada vez, eu sentia que eles dois eram como duas peças que foram criadas para se encacharem. A vida de um ao outro, perfeitamente ligadas para sempre. E eu não sabia o que dizer, nem para mim. Afim de me consolar.

Tony segurava as mãos dela e seu rosto permaneciam colado ao dela. A segurando, como se pudesse traze-la de volta pra ele. Eu debatia, tentando me distrair da cena. Se falava sobre o navio ou não, esse tipo de descontrole devia ser partilhado? Eu não queria a prejudicar, mas não sabia se era certo esconder essa informação deles.

Tem mais. Alertei- os quase tranquilamente. Voltando a pensar nas visões que havia visto, todos eles se voltaram para mim. Parecendo sair de seus mundo e suas reflexões novamente. – Quando acordei, a água tinha tomado o navio...

Mas, nós não destruímos o navio na briga. Disse Natasha, confusa. Todos pareciam confusos com toda a situação. Imaginem, se estivessem visto como eu vi. Um navio ser retorcido como uma folha de papel pelo poder da água e dela.

Não, nós não destruímos. Confirmei, acenando positivamente. – Mas, ela destruiu. Nunca vi algo assim, a água parecia ter vida. Se mexia furiosa e desesperada dentro do navio, o ferro parecia retorcido pela pressão. Eu a achei, a água sequer encostava nela. Assim que saímos, o navio foi destroçado. Terminei, os olhando. A lembrança daquilo, ainda em minha mente. Não era fácil de esquecer.

Todos a olharam apreensivos, mas sem medo. Suspirei, aliviado. Tony a cercou, ainda mais em seus braços quase instintivamente. Ele parecia se controlar para não colocar a armadura e enforcar a Maximoff com suas próprias mãos.

Vai ficar tudo bem. Nos assegurou, a olhando. E eu torcia para que ficasse. No fundo, eu sabia que Scarlet preferia morrer do que nós ferir de qualquer forma. Principalmente, Tony.

E eu ainda não sabia o que pensar ou dizer sobre isso. Para mim, ou qualquer outra pessoa. Suspirei, me encostando no quinjet. Esperávamos para que ela acordasse e nos contasse sobre sua visão, se ela quisesse.

***

SCARLET

Acordei, sentindo um perfume que eu conhecia bem. Eu pude respirar aliviada novamente, ao sentir ele aqui comigo. Eu sabia que quem me segurava era Tony. Ninguém me tinha nos braços, como ele. Aquela sensação de lar e de bem estar, que só ele possuía. Naquele mágico momento, todos os nossos problemas estavam esquecido perante a certeza que o homem que eu amava estava ali comigo em seus braços.

Aquela maldita visão que quase me enlouqueceu não era real. Me afundei mais em seus braços, procurando minha paz e consolo. Ele estava aqui comigo, por um instante as lágrimas de alivio preencheram meus olhos. Nada poderia nos separar! Ninguém seria forte o bastante.

Lhe dei um longo e carinhoso selinho, sem sequer abrir meus olhos. Só queria desfrutar da sua presença, da satisfação de ama-lo profunda e desesperadamente. Se antes, eu duvidava. Agora, eu tinha a certeza. Viver sem ele não era uma opção, a hipótese sequer devia ser cogitada.

Eu te amo tanto, profundamente. Enlouquecidamente. Todos os ‘mentes’ do planeta. Você é minha alma, Anthony Stark. Por favor, diga que me ama. Disse, implorando calmamente. Eu não havia aberto os olhos, sequer sabia onde estávamos. Se os outros estavam vendo. Tudo isso em um segundo plano. Se eu estava delirando ou não, eu só sabia que era ele. E ele era meu e meu, somente.

Senti seus braços me apertarem ainda mais. Se inclinando para mim e sussurrando em meu ouvido.

Eu te amo. Você é a minha alma. Nunca mais me deixe preocupado assim. Você não tem a menor ideia do que senti ao te ver desacordada nos braços do Picolé. Disse Tony, abri os olhos calmamente. Seus olhos brilhavam ao me encarar, como se vissem o sol pela primeira vez. Ele parecia ainda assustado com meu estado, e sendo sincera... Eu também estava.

Olhei para todos, que desviavam de nós por mera educação. Mas, escondiam sorrisos debochados.

Ele não são meigos? Sorriu Natasha, com seu evidente sarcasmo. Thor riu, tranquilo. Assim como, Clint que nos olhava debochado.

O que aconteceu? Como vocês estão? Me levantei, sendo prontamente impedida por Tony que me cercou, me trazendo ao seu colo novamente. Olhei para ele, que negou com a cabeça dando um sorriso tranquilo.

A bruxinha mexeu com todos nós. Clint foi o único que escapou. Disse Natasha, parecendo querer uma revanche.

Eu nem sei o que sou capaz de fazer, se a encontrar. Disse Bruce, parecendo furioso.

Eu já sei o que farei. Darei a maior surra da vida dela. Disse, furiosa. Aquela garota pagaria caro por aquela maldita visão, ela teria um imenso e elementar problema quando eu a achasse.

Se acalmem. Ultron está tentando virar nossos pontos fracos contra nós, ele quer nós separar. Afirmou Steve, e ele estava como sempre com a razão. O olhei tranquila e extremamente agradecida por tudo o que ele fez. Acenei um obrigado com a boca, me preparando para agradecer ainda mais depois. Ele sorriu para mim, assentindo de volta.

O que aconteceu? O que faremos? Questionei, os olhando.

Basicamente, uma surra. Barton está nós levando para um refúgio agora, não somos as pessoas favoritas do mundo agora. Disse Tony, entrelaçando as mãos nas minhas. Olhei para Bruce, a Maximoff o pegou também. Não tocaria no assunto para ele não se sentir mais culpado, até eu sai da linha. E olha que ultimamente isso era quase comum. – Mas, vamos nos reunir. Planejar e partir para o 2° round. Terminou, me olhando.

Notas finais
Gostaram? Vejo vocês abaixo. Até o próximo e Tony ama vocês. ♥