Ensina-me a amar.
5 Minha paixão e padrinho.
Notas iniciais
TONY STARK
Mais do qualquer um deles...
Inicialmente, não acreditei nos Vingadores. Assim, como eles não acreditavam em mim. Ação e reação básica! As probabilidades que nossa '' união'' dessem errado eram muito altas. Éramos diferentes demais. E eu estava preparado para todos os possíveis efeitos colaterais que pudéssemos ter naquela batalha. Inclusive, perdas. Logo eu, que nunca soube lidar com perdas, apenas com ganhos. Minha personalidade havia melhorado bastante, depois de ter me tornado o homem de ferro. Porém, a armadura não fez milagre. Eu ainda tinha problemas! Muitos, aliás. Mas, como o agente Coulson havia dito não era uma questão de personalidades, e sim de vida ou morte. Fim do mundo e salvar a terra, todo aquele blábláblá.
Porém, um problema havia se somado a equação complexa que era minha vida. Scarlet...
Um problema recente e que apareceu em minha vida. Okay! Egocentrismo demais. Nada que vocês não estejam acostumadas, é claro. Corrigindo: Na vida dos Vingadores. Eu soube assim que a vira, voando e matando chitauris naquele sexy vestido preto, exalando poder e coragem. Ela seria um problema pra mim. Um problema, especificamente para mim. E quis aquele ''problema'' desde que ele voou ao meu lado.
Eu a desejei, assim que a vi e não negava isso. Eu fiquei imediatamente obcecado e quando a vi usar seus poderes, ainda mais. Eu tentei me convencer que era curiosidade e que em breve, aquilo passaria. Engano meu!
Eu nunca seria um homem de passar vontades e não era agora que eu começaria a ser. Porém, ela mudou tudo quando segurou aquele míssil ao meu lado. E me garantiu que me faria voltar, com tanta confiança. Me encheu de questionamentos que nenhuma outra mulher ou cálculo matemático havia feito... Ao contrário do que pensam, eu vi quando voltamos do portal e ela me segurou entre os braços e pousou me colocando no chão com tanta delicadeza, como se eu não estivesse com uma armadura. O cuidado e proteção dela estavam marcados na minha mente. Desde então, ela era uma constante em meus pensamentos.
Depois, da nossa pequena reunião do shawarma. E das minhas falhas tentativas de ignorar como depois de tudo aquilo e com o vestido todo rasgado, eu só pensava em como seria maravilhoso tirar ele do corpo dela. Enfim, passei a noite em claro querendo saber sobre ela. Tudo que era conhecido sobre ela, eu tive acesso. Com pouco sucesso, confesso.
Mais tarde, eu descobriria que isso era devido ao seu singular isolamento. E mesmo, após toda sua explicação de sua vida, parecia não ser o suficiente. Não para mim! Eu precisava de mais.
Era uma necessidade de tê-la por perto que eu não entendia, mas me enervava.
Eu precisava olhar para ela, precisava entendê-la e saber mais sobre ela. Porém, no fundo ... Eu sabia que não era isso. Havia toda a nossa atração. Atração que eu sabia que ela não era imune. E que nos tirava do eixo e éramos constantemente afetados por ela. Como cientista e inventor, e acima de tudo para o bem do restante da minha sanidade mental, tentava me convencer que ela era mais uma curiosidade ou uma pesquisa. E eu estava errado, outra coisa que parecia bem comum desde que ela se juntou a mim.
Tudo isso me levou a estranha necessidade de tê-la por perto, de insistir para que ela viesse morar aqui. Tentei convencê-la por todos argumentos que conhecia que aqui era o lugar mais seguro para ela. E definitivamente, era mesmo! Mas, não era esse o principal motivo que me movia. Com a pequena ajuda de Bruce, ela decidiu que ficaria aqui para minha alegria. Tanta que depositei um beijo carinhoso em sua testa que eu queria prolongar e ficar ali, eu não conseguia entender, porque queria tanto protege-la ou cuidar dela. Eu não raciocinava muito bem em sua presença.
Só que no dia que ela dormiu aqui, toda e qualquer ideia sobre aprender ou pesquisa-la desapareceu. E nossa relação passou a ser diferente e única! Todos os dias, eu a via andando pela torre. Conversando com Jarvis e Bruce, isso quando não estava deliberadamente me provocando, o que eu gostava. Só não gostava dos excessivos banhos frios.
Não que minha Avatar, — como eu a apelidava carinhosamente, sem o pronome possessivo — precisasse de muito para me provocar. Só precisava ela estar ao meu redor com seu perfume, seu sorriso, seu corpo e suas roupas. Ou quando, ela insistia em me abraçar e beijar meu rosto. Eu a queria e foda-se! Eu era Tony Stark e a teria.
Por isso, eu havia feito meu plano. Eu a levaria nesse evento, ela já estava há um mês aqui e íamos comemorar. E eu faria de tudo para tê- lá, finalmente para mim.
Eu a conquistaria. As chances do feitiço, virar contra o feiticeiro? Imensas, realmente.
Só que o Picolé e sua trupe de soldadinhos de chumbo tinham que estragar meu dia. Típico!
Eu ainda não acreditava que eles queriam levar para longe de mim, longe da minha proteção.
Não que ela precisasse dela, mais era algo que ia além de mim. E sinceramente, depois da batalha e pós batalha, eu sabia que ela se sentia da mesma forma comigo.
Admito! Que tudo que eu sentia por ela, estava me deixando desnorteado. E eu tentei lutar contra isso! Inutilmente. Cada dia, nossa relação se aprofundava e eu a queria. Perto de mim! Eu precisava protege- lá, cuidar dela, sentir ela, queria sua pele e seu corpo perto de mim.
NÃO! NÃO! NÃO! ELA NÃO IRIA DESTRUIR BASE NENHUMA DA HIDRA. Gritei pra mim mesmo e para eles que ela não iria. Porque, eu não era racional quando se tratava dela?
Eu queria vestir minha armadura e tirar eles daqui, até que nunca mais ousassem algo parecido.
Embora, eu soubesse que estava sendo ilógico. Ela tinha destruído centenas de alienígenas sozinha, era muito poderosa. Mas... Não podia ir. E se a machucassem... Só de imaginar, ela correndo perigo. O pânico corria como veneno no meu sangue.
Eu nem percebi que eles haviam ido embora e ela estava lá. Me encarando indignada em toda sua glória e era tão inocente quanto ao que fazia comigo, o que me fazia sentir. Ela querer fazer missões pela Shield contra a Hidra me tirava do eixo, assim como meus pesadelos.
Porque, ela sempre se feria neles e eu sempre a perdia. E ao imaginá-la morta, eu tive um ataque de pânico, eu estava sufocando e sentia uma dor imensa no peito.
Onde eu estava? Minha mente tentou raciocinar. O medo me dominava.
Ela me envolveu tão rapidamente em seus braços que eu não percebi. Foi a mesma sensação de quem estava na água sem respirar e o ar pela primeira vez, entrava pelos pulmões. Eu só precisava ouvir sua voz e sentir o seu perfume.
Ela está aqui! Ela está segura aqui comigo. Falei para mim mesmo, enquanto ela falava comigo.
Percebi que ela chorava, o sofrimento nos olhos dela era tão angustiante. E não passou, até eu melhorar. Até, eu me acalmar. Então, eu tive certeza que o que tínhamos e teríamos era diferente de tudo o que eu tinha sentido.
Seus carinhos tão cuidadosos, como apenas para me sentir. Saber que eu estava ali, seguro.
Principalmente, depois do beijo. Do nosso beijo! E lá estava eu, a beijando como se não tivesse acabado de ''surtar''. Quando ela me beijou, me acariciou. Tão poderoso e único, como nós dois. Nada mais importava, eu senti todo o medo ir embora. Eu senti, como se estivesse voando de armadura pela primeira vez. Eu me senti livre. Só para depois, uma necessidade que eu conhecia bem me tomar. O desejo que eu sentia por ela me atingiu, como um soco.
Estávamos na nossa bolha, que nem percebemos quando o verdão apareceu. Só para sair, não que aquilo estivesse me constrangido. Eu sequer me lembrava da última vez que fiquei constrangido com alguma coisa. Quando o som da gargalhada dela retumbou em meus ouvidos e eu gostei ainda.
Eu gostava de ouvi-la sorrir. E eu começava a me perguntar... Tinha algo que eu não gostasse nela?
Eu só queria que ela ficasse ali por um tempo muito longo. Entre meus braços!
A convidei para o evento e para que me acompanhasse, eu não tinha culpa por querer a companhia dela á todos os momentos. Depois que nos separamos a um custo pessoal muito grande. Desci para oficina para encontrar o verdão.
— Desculpe o ocorrido, verdão. Eu não queria ser responsável por seus pesadelos que estariam mais para sonhos, já que eu estava nele... Afirmei, gesticulando e tentando para minimamente culpado, coisa que eu não estava. – A culpa não foi minha é claro, ela não resistiu e me agarrou. Continuei, meu singelo discurso até ele me interromper.
— Tony, eu fico feliz por vocês. Disse Bruce, bem minimalista.
— Feliz? Foi somente um beijinho. Tentei fingir sem a mínima vergonha.
— Jura? Ele continuou, enquanto revirava seus olhos de cientista para mim. Um abuso! – Acho que você precisa admitir que está apaixonado, Tony. E para sua sorte, ela corresponde. Continuou.
Acho que meu cérebro pela primeira vez em meus 40 lindos anos de vida. Havia dado um curto-circuito! Apaixonado? Eu? Anthony Edward Stark?
— Impossível. Falei em voz alta, aquela assustadora realidade.
— Você não tinha percebido. Afirmou ele, enquanto balançava a cabeça negativamente. Como, se repreendesse uma criança. – Eu venho observado vocês, Tony. Acredite! Eu já me apaixonei, eu já amei alguém. Eu sei identificar o sentimento. Aliás, quero ser o padrinho. Continuou, afirmando. Tão calmo! Como se tivesse me informando que iria chover hoje.
Eu estava apaixonado? Como aquilo tinha acontecido? Eu sabia que o que eu sentia por ela era diferente, era especial. Mas, paixão? Fazia sentido. Porém, era demais para assimilar agora. Parecia que uma bomba havia estourado no meu colo, estava atordoado com o poder dela! O que eu faria? Ela me correspondia? Parecia que sim.
Bem, deixaria isso para me preocupar depois. Ou agora, já que eu tinha um evento e não pretendia faltar. Assim, que parei para pensar nisso...
— Sr.Stark, o seu traje e o traje da Srtª. Scarlet já estão devidamente prontos. Anunciou ele, brevemente.
E para meu completo desespero, o vestido dela também era preto. Assim, como a primeira vez que a vi. Quando ela atraiu minha atenção, quando eu havia me apaixonado.
Fale com o autor