Ensina-me a amar.

26 Consequências de Ultron.


Notas iniciais
Hello, amores. Estamos em contagem regressiva para Guerra Civil. Sei que vocês estão muito ansiosas! Adoram uma boa confusão, como eu... E Guerra Civil é muito especial para mim, foi assistindo o filme que criei Ensina-me a amar. ♥ Quero passar a vocês com todo o amor e loucura que imaginei. Em breve, estaremos entrando na fase mais importante da fic e é uma alegria tê-las comigo. Obrigado á todas as lindas que comentaram no ultimo capitulo, é muito importante para mim. E motivante! ♥ Em especial, Marie Monteiro e Safira Laufeyson. Obrigado meninas! Quero agradecer também á Luiza Seixas que fez comentários fofo ao começar á ler minha bebezinha. ♥ Obrigado Á TODAAAAS VOCÊS! Por esse imenso carinho comigo e com minha fic. Guardo todas e todos no meu coração. Gosto de trata-las igualmente e especialmente! Sou pisciana! Então, eu sou deboista e amo todo mundo. HAHAHA Obrigado á quem favoritou e leitoras novas, sejam bem vindas. ♥ Hoje, o dia está triste. Porque, o vocalista do Linkin Park faleceu. Fizeram parte da minha adolescência! Por isso, é importante dar todo apoio e carinho ás pessoas que possuem depressão. Temos que espalhar o amor e cuidar daqueles que precisam! ♥ E The Originals foi cancelada. Amo o Klaus! Então, está foda para mim. Sem mais delongas. Enjoy!

Voltei a consciência no dia seguinte à luta, saber que fiquei tanto tempo desacordada me enervou. Foram quase 24 horas desmaiada, Nat me informou que Tony fez com que fizessem todos os exames possíveis e impossíveis em mim. Até, o médico o informar com absoluta certeza que eu havia desmaiado por exaustão. Havia acordado com Tony, Steve e os Vingadores na torre ao meu lado e todos estavam esperando que eu acordasse, ansiosos e preocupados. O uso desenfreado dos meus poderes me custou, mas valeu a pena.

Tem noção de como ficamos preocupados? Questionou, Steve. Me olhando, exausto e aliviado.

Posso imaginar. Disse, com a voz rouca e parecendo debilitada. – Me perdoem, eu só queria ajudar. Pedi, os olhando.

Você foi muito imprudente. Nunca mais faça isso. Disse, Clint. Tony me encarava, ao lado da cama com nossas mãos entrelaçadas. Ele me encarava com tanto carinho e alívio. Ele saíram nos deixando sozinhos, olhei para Tony.

Oi, amor. Disse, sorrindo tímida.

Nunca mais faça isso comigo. Pediu, desesperado. – Eu pedi para você não fazer aquilo, Scarlet. Que porra! Sabe o que eu senti, quando vi você daquela forma? Pontuou, sério.

Eu tive... Tentei dizer, sendo interrompida.

Teve o que, Scarlet? Você se expôs, você quase se matou. E se Ultron tivesse acertado você? E se aquele exército tivesse matado você? Como eu... Como eu viveria sem você? Disse Tony, me encarando. – Não existe vida para mim sem você, Scarlet. A morte seria melhor. Terminou, seus olhos lacrimejados e sua respiração ofegante. Como se estivesse em uma crise de pânico bem na minha frente. O puxei pelos braços, o abraçando em minha cama. Nós estávamos em um caminho se volta. E disso, eu sabia a algum tempo. Mas, ter a certeza disso em frente aos meus olhos era assustador.

Tony preferia a morte do que viver sem mim. E eu poderia dizer a mesma coisa. Viver longe um do outro, nos despedaçaria. O abracei com todas as minhas forças, pedindo para que ele se acalmasse e que eu estava aqui agora.

Está tudo bem, meu amor. Eu estou com você agora. Me perdoe, não quero te magoar. E eu não viveria um dia sem você. Pedi, nervosa e profundamente afetada por seu estado. Ele me abraçou novamente, me envolvendo em seus braços e me dando um beijo longo e necessitado, mas tão apaixonado e carinhoso. – Talvez, nós precisamos de umas férias. Sorri, ao me separar dele.

Tony e Steve haviam me informado que a queda lenta os destroços de Sokovia diminuiu o número de vítimas, consideravelmente. E isso me causava alivio, em mim e em Tony. E claro, em todos os Vingadores.

Já eu só pensava em me deixar nos braços de Tony e dormir por algumas horas. Toda essa pressão dos últimos dias, o fim quase inevitável do mundo e Ultron. Tinham sido demais para mim.

Steve e o restante dos Vingadores estavam no nosso novo e reformado complexo. Com exceção de Bruce, Thor e Pietro. Pietro havia sido atingindo por Ultron durante a luta, tentando salvar Clint e uma criança. Ele esteve muito perto da morte, porém não havia morrido. Mas, não melhorava sua precária situação. Pietro estava em coma. Deixando a bruxinha arrasada! Mas, Tony o enviou para uns dos melhores centros de saúde em parceria com as indústrias Stark na Suíça. Até, a Dr. Cho estava envolvida em fazê-lo sair daquilo. Tony e eu estávamos entre a torre e o complexo dos Vingadores. Steve, Nat e eu estávamos responsáveis pelo treinamento dos novos Vingadores.

Um mês depois de Ultron, tudo parecia se acertar gradativamente. Os Vingadores, a imprensa e o governo. Steve, eu e Falcão procurávamos incansavelmente Bucky. Sem muito sucesso, aliás. O cara era um fantasma.

Mas, algo me preocupava mais do que tudo. Algo não, alguém. Tony... A cada dia, ele se afundava mais em culpa. Em álcool e suas armaduras, mas ele não havia me afastado. Muito pelo contrário. O que em parte, era um grande alivio para mim.

Ele não ficava muito tempo longe de mim.

Não ficávamos mais do que uma hora separados. Eu até tentava lhe dar um espaço, um tempo. Ficando no quarto ou no complexo dos Vingadores, mas logo ele estava lá comigo. Suas noites eram divididas entre mim e suas armaduras. Ele ficava na oficina e quando saia de lá, já era madrugada. Então, ele me envolvia em seus braços ou encostava a cabeça em meu peito. Em alguns momentos, que eu fingia dormir e outros... Eu simplesmente acordava e o apertava em meus braços. Tentando tirar a culpa e os sentimentos negativos que o consumiam. Em alguns momentos, ele chorava em silêncio em meu colo. E vê-lo sofrendo assim, me destruía de várias maneiras.

***

Seis meses.

Seis meses... Depois de Ultron.

Eu via Tony se dividir entre as fundações, suas armaduras e a mim. Mas, ele simplesmente não melhorava. Ele não havia se afastado de mim, mas não conversava sobre o assunto e não me deixava entrar. Então, eu cuidava dele o máximo que podia. Eu tinha episódios constantes de super proteção sobre ele. Como quando um repórter perguntou como ele podia dormir, depois de ter criado Ultron... Bem, o que posso dizer que ele não disse muita coisa, depois que o ergui pelo pescoço de tão furiosa que fiquei. A notícia se espalhou e os repórteres haviam sumido, nenhum deles procurou mais Tony para saber de nada. Mas, eventualmente... Alguns deles saiam falando que eu era uma tirana super protetora. Mas, foda-se.

Minha prioridade era e sempre seria Tony.

Eram 3 horas da manhã. E Tony estava na oficina.

Eu já havia dado espaço demais a ele. Hoje, encaramos as consequências disso juntos. Desci e o achei, chorando com uma garrafa de uísque no chão da oficina. Suspirei, andando até ele. Me sentei ao seu lado, dando um gole no uísque.

Ele me olhou por alguns momentos, ergui minhas mãos e acariciei seu rosto. Me sentei entre o espaço de suas pernas, segurando seu rosto e o trazendo para mim. Beijei seu rosto calma e lentamente, beijando suas lágrimas. Ele suspirou, envolvendo seus braços em minha cintura.

Eu te amo. Disse, com minha testa colada na dele. – Para todo o sempre! Sempre vou cuidar de você. Te amar e te proteger. Você sempre será meu, Tony. Nada pode nos separar. Sussurrei, para ele. Eu me lembrava de alguns momentos, quando meus poderes me dominaram em Sokovia. Mas, sua voz me chamando é o que mais permanecia em minha mente.

Como pode me amar? Olha, o que eu fiz? Quantas pessoas eu prejudiquei? Quantas pessoas eu matei? Eu te fiz chegar ao limite. E se eu tivesse perdido você? Eu não sou a pessoa certa para você, Scarlet. Falou, irritado e furioso. – Eu errei... Fui longe demais. Você merece algo melhor. Disse, me encarando. Sua voz embargada refletia pura dor e culpa. Ele poderia parar com essa merda. O pânico dele querer me deixar me assolou.

Não! Eu não suportaria.

Sim, você errou e foi longe demais. E as consequências disso vieram. Mas, se nós lutamos contra Ultron podemos lutar contra o depois dele, também. E você fazer o certo ou não, nunca foi uma condição para o meu amor. Eu sempre estarei do seu lado e eu sempre amarei você. Nunca vou me afastar e nunca irei embora, há não ser que você peça. Então, não fique falando essas merdas. Eu mereço você, porque não existe outro homem para mim e eu só quero você. Disse o encarando. Eu só queria que ele soubesse que eu estaria ali, que eu o amaria. Que não o deixaria lidar com isso sozinho. Que nada iria nos separar, nós éramos um só. Nós não seriamos esses relacionamentos fodidos que na primeira confusão, se separam. Se eu não amasse Tony para sempre, não amariam ninguém mais.

Eu te amo. Sempre e para sempre! Me perdoe. Disse, me olhando.

A única coisa que quero agora é dormir em seus braços. Disse, me levantando. Enquanto, ele me abraçava sorrindo. Nós superaríamos aquela fase juntos e eu tinha certeza.

Estava no complexo com Steve. Natasha escondia muito bem, mas o sumiço de Bruce a feria bastante. Não fazia ideia de quão longe, eles foram nessa relação. Mas, Natasha era uma garota durona. Ela era A garota durona. Todas as garotas da equipe eram.

Apesar, de eu ter me oposto com a adição de Wanda na equipe. Não confiava nela ainda ou talvez, seja porque toda maldita vez que eu olhava para garota. A imagem de Tony morrendo em meus braços me assombrava.

Eu havia dado minha opinião, apenas uma vez sobre a adição de Wanda. No mais, meus cumprimento e relacionamento com a bruxinha. Me limitava a rápidos cumprimentos ou ordens nos treinamentos dos Vingadores.

Steve tentava sempre incentivar a nossa mínima comunicação, mas se frustrava ao ver que não evoluímos em nada.

Eu posso falar com você? Questionou Wanda, quase intimidada. Ergui a sobrancelha com estranheza, a encarando. Isso sim era algo surpreendente!

Já está falando. Mas, continue. Disse, tentando dar um sorriso simpático. Por Deus, Scarlet! Ela é só uma adolescente. Segura sua onda. Pensei, tentando baixar a guarda. Ela havia se redimido, não?

Eu queria pedir perdão. Disse, cruzando os braços na minha frente. – Pela visão, principalmente. Por Ultron. Eu sinto muito mesmo. Steve falou comigo sobre o navio. Me desculpe. Disse, apressada. Tive que olha-la surpresa e pasma com seu pedido de desculpas. Suspirei e pensei muito bem, antes de falar.

Wanda, eu... Comecei a dizer e fui interrompida.

Não precisa falar nada, se não quiser. Eu sei que você viu algo sobre Tony e nesses meses que estou aqui. Eu percebi o quanto você o ama e o quanto ele ama você. Não devia ter mexido nisso, então me perdoe. Disse e saiu, me deixando mais do que pasma e sem palavras. Sorri. Quem sabe um dia, eu e a Bruxinha seriamos amigas. Mas, agora minha prioridade é Tony e evitar que ele se afundasse em culpa.

Como estão as coisas com Tony? Questionou Nat, se colocando ao meu lado. Enquanto, assistíamos o treino dos Vingadores no complexo.

Melhoraram bastante, depois da nossa última conversa. Mas, eu sei que ele se culpa. As fundações e ONG’s, o tratamento de Pietro do coma, o novo complexo dos Vingadores. Isso são formas dele nos compensar por isso e de tentar se perdoar. Mas, não está surtindo efeito. Disse, encarando Nat. – Eu sei e sinto o quanto ele está afetado. Não suporto vê-lo assim, simplesmente me enlouquece. Afirmei, balançando a cabeça negativamente e meus olhos lacrimejaram. O nó em minha garganta ficava cada vez mais insuportável, eu só tinha vontade de esconder Tony do mundo e protegê-lo. Inclusive, de si mesmo.

Porque vocês não viajam? Sugeriu, tranquila. – Estamos sem missões. Interrompemos vocês na Grécia e acho que vocês dois precisam de um tempo,de paz. Quem sabe assim, você fica mais bem humorada. Disse, me zoando. Não conseguir evitar a risada com sua insinuação. Mas, seria excelente. Eu e Tony sozinhos em um lugar paradisíaco, longe de toda essa pressão. E de tudo! Poderia ser o ideal para nós.

— Você tem razão. Com certeza, é uma boa ideia. Disse, sorrindo. O treino dos Vingadores estava chegando ao fim. E eu estava trabalhando a 100 por cento para tirar Tony de Nova York, nem que sejam alguns dias.

***

Entrei na torre e ouvi o barulho de uma discussão. Uma voz feminina estranha e desconhecida, reclamava com Tony com muita intimidade e autoridade. E isso me enervava, eu me considerava uma mulher segura e que podia controlar o meu ciúme. Tony nunca me deu motivos. Eu era uma constante em sua vida e eu sabia que ele me amava mais do que tudo.

A grande questão é que eu não conseguia lidar muito com todos os sentimentos que Tony ainda me despertava. A luxúria, o amor, a possessividade, a paixão, o carinho. Tudo tão intenso e desesperador que as vezes, eles me dominavam antes que pudessem conte-los.

Não posso acreditar que você foi tão irresponsável, Tony. Gritou, a voz feminina. – Criar um robô assassino é demais até para você.Finalizou, o olhando. Tony abaixou a cabeça, muito afetado pela sua última frase. Ah não mesmo! Andei até eles, os encarando.

Nada que não possa ser remediado. Disse, jogando a frase no ar. Ela ficou imediatamente rígida, quando ouviu minha voz. Eu não a conhecia, não sabia quem era. Mas, a única mulher que chamaria atenção do Tony e brigaria por Ultron, sou eu. – E você quem é? Questionei, a encarando. Ela me encarou pálida e parecia me temer. Eu sabia que muitas pessoas me temiam e deixava claro, que Tony era o meu limite rígido. Mas, qual é o sentido dessa ruiva estar com medo de mim?

Ela caminhou em seus saltos, em um terninho branco e estendeu a mão para mim.

Virginia Potts. Mas, pode me chamar de Pepper. Você deve ser a namorada do Tony. Disse, sorrindo simpática. Eu sorri, calmamente. Tentando controlar a situação, tentando sair da postura agressiva que eu entrei na sala. Veja sob meu ângulo, uma mulher desconhecida grita com o seu namorado. Como se fosse mãe ou namorada dele, o repreendendo de algo que ele já estava se remoendo e culpando a meses. Lide com isso, Scarlet. Pensei, respirando fundo.

Sim, eu sou. E Vingadora, nas horas vagas. Sou Scarlet Cross. Disse, sorrindo. Tony olhava para nós duas.

Bem, foi um prazer conhece-la. Eu já havia falado tudo o queria. Adeus, Tony. Disse Pepper, o olhando séria. Saiu pela porta, com a mesma rapidez que havia entrado. Olhei para Tony, bem curiosa.

Explique. Pedi, confusa.

Pepper é uma amiga e ex- presidente das industrias Stark. Já que ela veio aqui se demitir, ao que parece eu ter criado Ultron foi demais para ela. Disse, triste e decepcionado. Bufei, enciumada.

É uma pena que ela pense assim. Sinto muito, amor. Ela grita muito, pensei que fosse sua mãe. Disse, rindo. Tony não conteve a risada.

Você não brigou comigo. Você não ficou com raiva. Só me apoiou... Porque? Perguntou, deitando perto de mim e colocando a cabeça em meu colo. Acariciei seus cabelos, enquanto lhe dava um selinho.

Eu fiquei chateada no início... Mas, logo passou. Você é um homem genial, meu amor. E os erros de homens geniais, geralmente são maiores que eles. Disse, tentando explicar como eu o via. – Você errou, tentando nos proteger. Procurando o melhor! E eu amo você e o perdoo por isso. Se outros, não são capazes de fazer isso... Só posso lamentar por eles. Disse, o olhando carinhosa.

Você é maravilhosa. Perfeita para mim em todos os aspectos! Afirmou, me dando um beijo apaixonado e carinhoso. Seus braços me envolveram, enquanto colava seu corpo ao meu. Gemi de necessidade e saudade dele.

Vamos ao Brasil comigo? Questionei, o olhando. Ele me olhou surpreso, enquanto eu suspirei nervosa. Eu só torcia para que ele aceitasse.

Notas finais
Estamos na contagem regressiva para Guerra Civil. 6 meses para Guerra Civil na cronologia da fic. 1 capitulo para nós. O que será que Scarlet fará? Apoiará o homem que a ama? Ou será #TeamCap, que também é apaixonado por ela? O que vocês acham? Gostaram? Comentem. Tony aceitará viajar? Até a próxima. E Tony ama vocês! ♥