Ensina-me a amar.

36 A queda do sentinela da liberdade.


Notas iniciais
Hello, amores. Sei que deveria estar postando em outra fic. Mas, não se preocupem. Os capítulos já estão em desenvolvimento e em breve. postarei. Hoje, teremos um capitulo bem emocional. E eu realmente, espero que o apreciem. Porque, é o acontecimento de Sibéria. Ao qual, eu claramente mudei um pouco. E um breve deslumbre do estado do nosso precioso Tony Stark. Gostaria de agradecer os comentários que recebi no ultimo capitulo. Obrigado por todo esse apoio e carinho á essa fic que criei com tanto amor. Leitoras e leitores novos, sejam muito bem vindos e se sintam a vontade. Sem mais delongas. Se emocionem e enjoy! Ps: E não, não postei MPP hoje. Foi um erro bem sad news e cliquei no lugar errado. Sorry! ♥

O médico suava pela primeira vez em sua vida. Como doutor, ele havia sido ensinado a dominar e controlar suas emoções em momentos de pressão desde seu primeiro dia na faculdade. Mas, era Anthony Stark naquela maca. Nem de longe, ele parecia a altura do nome ou da lenda. Ele parecia tão frágil e vulnerável. Como, se lutasse a cada segundo para vencer a morte.

Só que as chances eram mínimas. Ele estava brutalmente ferido. Uma surpresa, ele ainda estar vivo. Pessoas já haviam morrido por muito menos. Mas, o homem deitado na cada ainda lutava. E o médico não estava disposto a ceder também. Ele faria o possível para que aquele homem saísse dali.

Pelo, o que lhe haviam informado. A noiva dele e também, Vingadora. Estava no andar abaixo ainda inconsciente, passando por dezenas de exames. Que constataram sua gravidez de gêmeos.

Excelente motivo para lutar pela sua vida. Uma família. Alguém que te ama, que se importa com você. Seria o suficiente para que ele ficasse? Que resistisse a todos os seus ferimentos?

O sinal de um coração que parou de bater respondeu por ele.

Anthony Stark estava partindo. E ele não poderia evitar.

O desfibrilador agiu pela segunda vez naquele dia.

O médico pedia para que ele não desistisse.

Muita coisa a se perder. Seus filhos crescendo, o amor de sua mulher, passeios no parque. Uma vida em família, uma vida além do homem de ferro. O mundo perderia um de seus maiores heróis.

Um choque. Dois choques. Três choques. O coração não voltava a bater.

O coração dele não reagia. Anthony Stark havia partido. Não havia mais nada a ser feito. Sua armadura nunca mais seria usada, eles nunca seguraria seus filhos no colo. Sua mulher nunca mais sentiria o abraço dele. E a dezena de super heróis na sala de espera teria um grande motivo para chorar.

A morte não fazia mesmo acepção de pessoas, afinal. E aquelas palavras pesaram em sua boca. Mais do que nunca. Mesmo, tendo feito aquilo algumas vezes.

Hora da morte? Sussurrou, olhando para a equipe.

18:45, Doutor. Disse, a enfermeira. Quase tão desolada, quanto ele. Mais que um herói habitava aquela maca, agora morto. Um homem, um filho, um amigo, um futuro pai. Tantas possibilidades e sonhos partiram com ele.

A pequena chama que minguava no colar capturou os olhos do doutor. Ela parecia se apagar, junto com o herói na maca. Então, ela diminuiu gradativamente. Sumindo dos seus olhos... Deixando só os outros três espaços ocupados pelos outros elementos que haviam naquele colar.

Mas, algo estava acontecendo.

A chama azul reluziu em cima do peito de Anthony Stark. Reaparecendo ali, chamando a atenção de toda a equipe médica. Todos deram um passo para trás, quando ela cresceu do tamanho de uma bola de golpe. Brilhando e se transformando em uma luz branca, resplandecente. Aumentando de tamanho a cada minuto. Ela parou, tremeu e afundou no peito de Tony. Bem ao lado, do reator.

Fazendo seu corpo convulsionar com rapidez e força.

O bipe irritante da máquina foi um alivio e um choque para toda a equipe médica. O coração batia ritmado e acelerado. Por Deus! Nada no mundo, explicava aquilo. Ele estava vivo e a chama em seu colar o havia trago de volta a vida.

'' O fogo... É conectada à minha energia vital. Então, enquanto eu viver... Ela permanecerá acesa.’’

Mais uma chance foi dada a Anthony Stark. O homem de ferro voaria novamente, um pai veria seus filhos nascerem e uma mulher que o amava não teria nada a lamentar.

Meu Deus! Exclamou, a enfermeira que havia dito a hora de sua morte. Assim, que ouviu um respiração profunda dele e seus olhos se abrirem em seguida.

Scarlet. Sussurrou ele com a voz rouca e mínima.

Sr. Stark? Chamou o médico. – O Senhor está bem? Perguntou, surpreso. Uma pergunta idiota do ponto de vista médico.

Você é médico... Não deveria saber, se eu estou bem? Pode me responder, porque não sinto minhas pernas? Questionou Tony, já munido de seu sarcasmo e uma curiosidade sincera. Pernas? Pergunta estranha e perigosa. Pensou o doutor. A máscara de oxigênio embaçava sua fala.

Sr. Stark, o senhor está em uma sala de cirurgia. Você foi declarado morto. Ficou morto por mais de 3 minutos. Disse, o médico tremendamente assustado. Olhando para o colar... Os olhos de Tony foram imediatamente para lá. Procurando a chama que não estava mais ali.

O coração de Tony se contorceu e seus olhos lacrimejaram ao ver aquilo.

'' O fogo... É conectada à minha energia vital. Então, enquanto eu viver... Ela permanecerá acesa.’’

Não! Porque a chama não estava ali? Ele havia arriscado tudo e ela ainda ousou o deixar?

ONDE ELA ESTÁ? Gritou, ofegante. Mais vivido e desesperado do que nunca. – ME LEVE ATÉ ELA! Ordenou aos gritos na maca. A mente dele só pensava nela, só queria segura-la em seus braços e se certificar que ela estava viva e bem. Não! Ela não iria deixá-lo. Porque, as malditas pernas dele não se moviam? Sentiu suas lagrimas descerem. – Porque eu não sinto minhas pernas? Por favor, me leve até ela. ME LEVE ATÉ ELA! A voz soou dolorida, confusa e implorativa.

Vamos leva-lo até ela. Ela está bem e viva. Se acalme! Pediu o doutor, agoniado pelo desespero genuíno dele. Mas, Tony não acreditava nele. Só acreditava no colar e nela. Só quando estivesse com ela em seus braços. Somente, dessa forma. Ele se acalmaria.

STEVEN ROGERS

O que tinha acontecido? Todos deviam estar presos, agora. Tony seria capaz de deixarem prende-la? Impossível na visão dele. Stark poderia ter seus defeitos, mas Steve sabia que Scarlet era intocável para ele. Mesmo assim, a culpa o assolava. O nó em sua garganta crescia a cada minuto. A Sibéria parecia mais e mais perto.

Mas, o coração dele permanecia na Alemanha. Permanecia com ela. Quando, Bucky e eu desceram do quinjet. O tempo revolto e congelante era um pressagio de algo ruim estava por vim. Eu não era um homem muito intuitivo, mas tinha coisas que não poderia negar. Andamos calmamente pelos corredores, ainda sim preparados para qualquer coisa. Quando chegamos a um grande galpão com câmaras. As luzes foram ligadas, mostrando todos os soldados com balas gravadas na cabeça.

Se serve de consolo, eles morreram. Enquanto, dormiam. Acha mesmo que eu iria querer outros iguais a você? Vocês não ficam frustrados, quando um plano não dá certo? Questionou, dando uma risada amarga no fim. A luz foi acessa e arremessei meu escudo. – Por favor, Capitão. Os soviéticos construíram essa câmara para aguentar foguetes de UR-100. Se ao menos, o S.r. Stark estivesse aqui... Disse, desdenhando.

Matou pessoas inocentes em Vienna só para nós trazer aqui? Questionei, curioso e enojado.

É com as pobres pessoas de Vienna que está preocupado? Ou é com ela? Questionou. – Sabe, eu não pensei durante mais nada por um ano inteiro. Eu estudei você, eu segui você e agora, que você está aqui. Eu acabo de perceber, que tem um pouco de ver no azuis dos seus olhos. Que bom, encontrar uma falha. 1 ano e um plano cuidadosamente traçado, para que os Vingadores caíssem hoje. Mas, o quão amargo foi perceber que vocês se destruíram sozinhos. Disse, rindo sarcástico.

O que você fez? Questionei, quase assustado.

Eu não fiz nada. Vocês fizeram. Você e o Stark fizeram. Quando, minha mulher morreu em Sokovia, eu me senti tão culpado. Não fui capaz de salva-la... E você está prestes a experimentar a mesma sensação, Capitão. O meu plano inicial era muito simples.

Apertou o botão, soltando o vídeo dos pais de Tony. Aquilo fez Steve se sentir mais culpado do que nunca. A intenção dele nunca foi esconder algo tão grave. Mas... Como diria isso á Tony? Como ele reagiria? Bucky era a única coisa que Steve tinha da sua antiga vida. Seu melhor amigo, seu irmão. E Tony, era toda a simbologia da sua nova e insana vida. Steve queria protege-los. Ele não apreciava mentiras. Mas, esse era uma verdade que causaria a morte de alguém. Um alguém importante e inocente.

Porém, Steve queria se proteger também. O que havia de errado nisso? Não queria perder ninguém. Entretanto, a vida estava o obrigando a fazer uma escolha.

Literalmente, entre a cruz e a espada.

O Sr. Stark viria e veria os pais dele, sendo mortos pelo seu precioso amigo. E com um pouco de sorte, vocês se destruiriam completa e dolorosamente. Mas, ele infelizmente, não pode vim. Nas últimas semanas, eu descobri algo que mudaria todo o curso da vida de vocês. Capitão... Ser apaixonado pela mulher de uns dos seus melhores amigos. Isso, aliado o vídeo. Com absoluta certeza, seria o ápice para a morte de vocês. Mas, vocês me surpreenderam. Disse, rindo. Não parecendo sentir nada, realmente.

O vídeo da batalha no aeroporto tomou a tela. Assisti, com pesar. Não queria lutar, mesmo sabendo que fui criado para isso. Sabia que a imprensa gravaria algo. Mas, aquele vídeo parecia ser da segurança externa do aeroporto. O maldito estava lá, nos vendo brigar entre si.

O quinjet partiu comigo e Bucky. Alçando voo o mais rápido que conseguia. Quando vi, Tony, Rhodes, Falcão e Scarlet atrás dele. Sabia o que iria acontecer, sentiu em seu coração já amargurado. Algo iria acontecer com ela! O disparo de visão em sua direção me recuar dois passos.

Nada me preparou para ver aquilo. O disparo a atingiu. Caindo para a morte certa, enquanto todos me esqueceram e mergulharam para salva-la. Senti as lágrimas descerem de seu rosto, antes que pudesse evitar.

A culpa era minha.

O vídeo era rápido demais, segundos que perderam uma vida inteira. Vi Tony se livrar da armadura em pleno ar para envolve-la, enquanto eles caíram. Os outros, surpresos demais. Mal puderam reagir. Minha mão voou para tela, quase como se pudesse pega-la.

Meus olhos se fecharam, quando os dois caíram no chão. Era demais para mim. Mais, do que eu poderia aguentar. Ninguém sobreviveria a uma queda daquelas. Tony havia dado a vida por ela, enquanto eu fugia. Fugia por nada. Os soldados invernais estavam mortos, Tony e Scarlet estavam mortos. O amor deles os uniu. E o único responsável era ele.

Me surpreendi ao me ver de joelho em frente ao vídeo, mal tinha notado perante tamanha dor. O escudo largado ao seu lado.

NÃO! NÃO! Não queria que as coisas tivessem terminado assim. Por Deus! Não queria. Ela e Tony não poderia estar mortos.

Eu matei eles. Eu matei ela. Disse, com a voz dominada pela dor e culpa. – Eu matei a mulher que eu amava. Decretei, sem esperanças. O fato dela estar grávida, só aumentava minha dor. Devia ter convencido Scarlet a ficar ao lado de Tony. Devia ter implorado. Mas, foi egoísta. E mesmo, sem perceber. Estava tão feliz por ela tê-lo escolhido, somente daquela vez. Seus sentimentos o dominaram e o impediram de ver. Que aquilo custaria caro a todos.

A risada mais que satisfeita de Zemo ecoou pelo lugar. Uma risada insana e sem nenhuma vida.

O que melhor para matar alguém do que atingindo o seu coração? Eu disse que derrubaria o império, Capitão. E derrubei. Todos os créditos a vocês, alias. O homem de ferro e o Capitão América destruíram a mulher que amavam e a si mesmos, levando os Vingadores juntos. Nem nos meus melhores sonhos, vocês iriam tão longe. Riu, saindo da cabine e olhando para Steve. – Agora, você sabe como eu me senti. Quando, encontrei os corpos da minha mulher, pai e filhos nos destroços daquela cidade amaldiçoada. Toda a impotência que senti, quando eu não pude protege-los de vocês. Eles estão vingados. E você, vai viver sabendo que matou a mulher que amava e seu melhor amigo.

Me levantei, odiando cada palavra que saia da boca daquele homem. Uma fúria sem igual dominando minha visão, fazendo Bucky recuar alguns passos. A sua expressão devia estar bestial. Os olhos de Zemo o encararam, como se esperasse mais algo dele. Um último ato! Uma conquista final. Para manchar para sempre a consciência do grande sentinela da liberdade.

Minhas mãos foram ao seu pescoço, o girando com uma facilidade inumana. Fazendo o corpo de Zemo cair sem vida aos meus pés. Bucky estava chocado demais para pronunciar algo, ele nunca tinha matado alguém de forma... Brutal. Voltei a me ajoelhar, me dando conta do que tinha feito.

'' Não confio em alguém que não tem um lado sombrio.’’

'' Talvez, você só não tenha visto ele ainda.’’

Aquela conversa voltou, me assombrando. O grito saiu de pura raiva e dor saiu de minha garganta, antes que eu enlouquecesse. Senti o braço de Bucky me rodear, me erguendo. Sua expressão tão afetada, quando a minha.

Vamos embora daqui. Disse, me afastando. – Vai ficar tudo bem, parceiro. Eu estarei com você até o fim da linha.

Notas finais
Ufa! Muitas emoções diversas. E muito sofrimento. Nada fácil. O que acharam? Até o próximo e Tony/Steve amam vocês.