Ensina-me a Amar
30 How To Love
Notas iniciais
Something about you
It's like an addiction
Hit me with your best shot honey
I've got no reason to doubt you
'Cause certain things hurt
And you're my only virtue
And I'm virtually yours
***
Elena respirou fundo e contou até dez mentalmente, tentando não pensar no que Damon estava passando no exército. Prendeu os cabelos em um rabo de cavalo e encolheu-se sob os cobertores. Não queria sair dali, e, se pudesse, ficaria na cama pelo resto da vida.
Damon desceu do táxi e pegou as malas no carro, sorrindo ao ver o prédio de Elena bem diante de seus olhos. Sorriu e cumprimentou o porteiro. Subiu rapidamente e pegou as chaves da casa, desejando apenas ver Elena. Abriu a porta e suspirou ao ver que não havia ninguém na sala. Jogou as malas em um canto e sorriu, andando pelo corredor e adentrando no quarto de Elena sem sequer bater na porta.
Elena assustou-se ao ouvir o som da porta sendo aberta e logo pensou que podia ser Caroline, por isso sequer deu-se ao trabalho de abrir os olhos.
Damon observou-a por alguns instantes, enquanto um sorriso de júbilo traçava-se em seu belo rosto de traços fortes. Queria abraçá-la e nunca mais deixá-la ir, e era isso o que ele iria fazer.
— Oi, Lena — sussurrou. Elena estacou diante daquela voz estranhamente familiar. Mal pôde respirar. Sentiu como se o mundo a sua volta tivesse parado subitamente, seu coração acelerou desesperadamente contra seu peito e ela abriu os olhos assustada.
Lá estava ele. Em carne e osso. Levantou da cama em um pulo e o encarou por alguns instantes, sem saber o que fazer ou dizer. Esfregou os olhos, na tentativa de saber se aquilo não era uma alucinação, e ofegou ao constatar que a visão dele era absolutamente real.
Damon sentiu-se envolvido por um forte abraço e suspirou ao inalar o perfume de rosas que tanto amava. Apertou-a contra si, enquanto Elena afundava o rosto contra o peito de namorado. Pela primeira vez, as lágrimas que caíam em seu rosto mostravam uma felicidade avassaladora, quase indescritível.
— Você voltou — ela disse sorrindo. Ele assentiu e sorriu para Elena, que parecia não querer soltá-lo. A morena mal podia acreditar que aquilo estava realmente acontecendo. — Como isso aconteceu? — Perguntou separando-se, a contragosto, dele.
— Eles descobriram que tenho arritmia — Damon respondeu sussurrando. A morena arregalou os olhos, sentindo toda a recente alegria esvair-se de seu corpo. Não sabia que ele estava doente.
— Quando isso surgiu? — Questionou confusa. Tinha certeza de que quando o conhecera o soldado não apresentava histórico de doenças cardíacas.
— Deve ter sido nos últimos dois meses... — Damon respondeu ponderando. Ele também não fazia ideia de quando a doença surgira, mas aquilo não importava muito no momento.
— Você precisa ir a um cardiologista... Precisa fazer os exames, começar a tomar os remédios... — falou afobada, movendo-se pelo quarto. Damon sorriu diante da preocupação da namorada.
— Ei... Eu sei disso, vou marcar a consulta — falou puxando-a cuidadosamente pelo braço. — Sossegue — disse rindo. Elena revirou os olhos e falou:
— Vou sossegar assim que tiver certeza de que você está tomando os remédios — falou séria. Ele riu e enlaçou-a pela cintura, secando algumas lágrimas que ainda caíam no rosto da morena.
— Eu estou oficialmente aposentado do Exército, Lena... Não irei mais precisar voltar — disse com os olhos cintilando. A morena sorriu carinhosamente e deu-lhe um selinho rápido.
— Vamos poder viver nossa vida agora — falou sorrindo.
...
Klaus abraçou Caroline e puxou-a para um beijo carinhoso, deliciando-se com o maravilhoso perfume que ela possuía. A loira recostou-se no peito dele e suspirou ao sentir os carinhos do rapaz contra sua coluna.
— Foi difícil te conquistar, sabia? — Ele questionou de repente, fazendo-a rir alto. Ela sabia que aquilo era verdade, mas ali estava ela, ao lado dele, e não pretendia sair mais dali. Queria ficar com Klaus pelo resto da vida. Nunca havia sentido nada tão forte e intenso quanto aquilo.
— Eu sei... Porém, aqui estou eu, e não vou sair mais — falou sorrindo carinhosamente.
— Eu tenho algo importante para lhe falar — falou virando-se para a mulher, que encarou-o curioso. Estava nervoso. Ele já havia pedido outras mulheres em namoro, mas com Caroline tudo era estranhamente diferente. Ele parecia um adolescente apaixonado... — Caroline Forbes, você quer namorar comigo? — Ele questionou abrindo uma caixinha de veludo, na qual havia duas belas alianças prateadas.
— Sim, claro que sim! — Caroline disse jogando-se contra o rapaz e o abraçando com força. Ele sorriu contra ela e separou-se, colocando a aliança no dedo dela. A loira sorriu e o beijou calorosamente. — A cada dia que passa você me surpreende mais — admitiu suspirando.
— É bom saber disso... E eu pretendo surpreendê-la um pouco mais a cada dia — assumiu acariciando o rosto da garota, que apenas suspirou ao sentir o toque carinhoso do namorado.
...
Elena acariciou o peitoral nu de Damon e desenhou formatos imaginários na pele dele. O rapaz encarou-a por alguns segundos enquanto brincava com uma das mechas de cabelo de sua morena.
Ela olhava para um ponto fixo, parecendo perdida em seus pensamentos. Dedilhou a pele do braço dela e sorriu ao lembrar de quando a conhecera, há meses. Em pensar que ele havia jurado para si mesmo que a odiaria até o fim dos tempos...
— Você não está triste por ter saído do exército? — Elena questionou preocupada. Sabia o quanto ele amava o que fazia, e sentia-se péssima por ele ter perdido aquilo.
— Honestamente... Estou aliviado — ele respondeu sorrindo. Apesar de ser completamente apaixonado pelo Exército, ele ainda preferia Elena, e não conseguia ver-se abrindo mão de sua morena. Tudo o que ambos haviam construído, tudo o que ela fizera por ele, faziam-o crer que o sacrifício valera à pena.
— E o que você fará agora? — Questionou curiosa. Apesar de todo o dinheiro que Damon tinha, a morena queria incentivá-lo a trabalhar, e não contar apenas com o que ele ganhara de seus pais. — Porque, apesar de seu dinheiro, acho que seria bom você continuar trabalhando — falou ponderando.
— Eu sei disso... Mas ainda não faço ideia do que farei — admitiu suspirando. Damon respirou fundo e observou Elena, que encarava-o sorrindo:
— Tenho certeza de que você pensará em algo — falou suspirando. Virou-se e ficou por cima do rapaz. Que segurou-a pela cintura e gemeu ao senti-la rebolar sobre seu membro, que já dava sinais de vida. — O que acha de um segundo round? — A morena questionou sussurrando contra o ouvido dele.
— Eu adoraria — ele respondeu safado.
...
Dois anos se passaram. O relacionamento de Damon e Elena estava cada vez mais sólido, e a cada dia que passava, ela sabia que era com ele que queria passar o resto de sua vida. Damon, porém, ainda não tomara a atitude que ela esperava com tanta impaciência.
Durante todo esse tempo, Damon jamais deu qualquer dica de que a pediria em casamento, e a morena já estava quase desistindo da ideia. Porém, em seu interior, ela orava para que ele a pedisse... Ela sempre sonhou em entrar em uma igreja, de véu e grinalda, e dizer aquela palavra com três letrinhas...
— O que foi, amiga? — Caroline perguntou ajeitando-se na cama.
— Estou me perguntando quando Damon irá me pedir em casamento, e se ele irá de fato fazer isso — respondeu suspirando. Caroline franziu o cenho e suspirou.
— Tenho certeza de que logo ele irá pedi-la — disse sorrindo, tentando encorajar a melhor amiga. — Relaxe — disse cutucando Elena.
— Será mesmo, Carol? Quero dizer... Damon nunca foi uma pessoa que gosta de relacionamentos tão sérios assim, e...
— Ei — a loira interrompeu-a: — Pare de se torturar — pediu calmamente: — Quando for a hora certa ele irá pedi-la, eu tenho certeza — Caroline disse confiante.
— Certo... É, você tem razão — a morena disse respirando fundo e sorrindo. Ela tinha que controlar sua ansiedade e esperar que Damon estivesse pronto para aquilo também.
As duas foram interrompidas pelo som de alguém batendo na porta do quarto. Elena andou até a porta e abriu-a, sorrindo ao ver o namorado bem diante dela. Abraçou-o, como se não o visse há anos, e sentiu-se enervada pela presença dele.
— E então, senhor empresário... Como é gerenciar um hospital? — Ela perguntou ajeitando a gravata do namorado. Damon riu e enlaçou-a pela cintura, inalando o agradável odor de rosas que ela possuía.
— É mais difícil do que pensei, mas está tudo indo muito bem — disse com uma óbvia animação. Elena sorriu e afundou seu rosto no peito do rapaz. Há um ano, Damon decidira abrir um hospital especializado no tratamento de soldados de guerra, que muitas vezes voltavam para casa com grandes problemas físicos e psicológicos. Mas, além do renome no atendimento de ex-militares, o local estava tornando-se famoso pela excelente equipe na área de oncologia.
— Fico muito feliz por você — Elena disse rindo.
— Porque você não vai trabalhar lá, Lena? Seu salário seria melhor e você teria menos carga horária — Damon disse pela milésima vez. A morena revirou os olhos e disse, calmamente:
— Porque eu não quero que pensem que consegui o emprego lá por sua causa... Além de quê amo trabalhar no Grace Hospital — ela disse segurando uma das mãos dele e apertando-a com força.
Damon suspirou frustrado, dando-se por vencido, por enquanto. Ele ainda iria convencê-la a ir trabalhar no hospital dele. Abraçou-a e pediu, carinhosamente:
— O que acha de sairmos para jantar?
— Acho uma excelente ideia! — Elena disse animada. Soltou-se dele e falou, sorrindo:
— Eu vou tomar banho!
— E eu vou com você — Damon disse malicioso.
...
Elena saiu do carro e sorriu ao ver aquele restaurante, o mesmo em que ele a pedira em namoro, há dois anos. Ele abraçou-a pela cintura e guiou-a para dentro do ambiente.
— A reserva está em nome de Damon Salvatore — ele disse à hoster, que praticamente o devorava com os olhos. Elena bufou irritada e revirou os olhos diante daquilo.
Os dois caminharam em direção à mesa e sentaram-se, escolhendo suas respectivas comidas em seguida e fazendo o pedido.
— Lembra desse restaurante? — Ele questionou com os olhos cintilando. A morena sorriu, finalmente esquecendo da atitude da jovem que os atendera, e assentiu:
— É claro que sim... Foi onde você me pediu em namoro — disse sorridente. Ele assentiu e afagou a mão dela, que estava sobre a mesa. Damon ficou em silêncio, apenas observando a namorada com um sorriso de canto.
Logo, a comida fora servida para ambos:
— Carol e Klaus estão noivos — Elena comentou sorrindo. Ela fora a primeira a saber daquilo, e realmente esperava que Damon não soubesse, apesar de saber que aquilo era praticamente impossível.
— Eu sei ... Ele me ligou hoje todo animado para contar — disse rindo ao lembrar da conversa com Klaus. — A Barbie deve ter surtado — falou bebericando um pouco de vinho. Elena concordou rindo e continuou a comer.
Após terminarem de comer, Damon perguntou:
— O que acha de irmos ao terraço?
Elena o olhou sorrindo e apenas assentiu, concordando imediatamente com a ideia do namorado. Os dois subiram as escadas e logo deparam-se com a bela vista de Nova York diante deles. Elena apoiou-se no parapeito e suspirou encantada com a beleza da cidade na qual crescera.
— É tão lindo — murmurou encantada. Damon concordou e puxou-a para ele, levando-a pra o centro do terraço. Encarou-a por alguns instantes e respirou fundo, pensando em como faria aquilo.
Tateou o bolso do paletó e logo sorriu ao encontrar a pequena caixinha de veludo que guardava lá dentro. Elena observava o Céu, no qual a bela Lua brilhava com imponência, sendo acompanhada por belas estrelas.
— Elena — Damon a chamou com cuidado, fazendo-a virar-se para ele e sorrir. Ele aproximou-se dela e disse, encarando-a: — Desde que conheci muitas coisas mudaram... Eu mudei... — disse respirando fundo: — E tudo isso foi graças a você — concluiu mordendo o lábio inferior: — Eu amo você... Muito — falou olhando-a. — E por isso que eu queria saber... — Perguntou tirando a caixinha de veludo do bolso e ajoelhando-se, deixando a morena atônita: — Você quer se casar comigo? — Ele questionou abrindo a caixa, onde havia uma linda aliança, composta por um solitário diamante.
Elena abriu a boca e não conseguiu falar. Por alguns instantes, ficou muda, parada. Foi então que soube que precisava dizer alguma coisa:
— Sim! Claro que sim! — Damon respirou fundo e levantou-se, sendo abraçado com força por Elena. Damon sorriu e beijou os cabelos da morena, fazendo-a suspirar.
...
Elena olhou para seu reflexo no espelho, respirando fundo. Não podia acreditar que finalmente iria casar... Depois de oito meses de correria e planejamentos, tudo estava pronto para o dia que mudaria a vida dela.
Depois de estar completamente pronta, liberou o pessoal que Damon contrata para arrumar a noiva. Eles foram embora instantes depois, deixando-a completamente sozinha em seu quarto. Elena riu ao lembrar de que Caroline expulsara o moreno dali na noite anterior, dizendo que os dois não podiam dormir juntos pois dava má sorte.
Elena Gilbert Salvatore. Esse seria seu mais novo nome. Sorriu e avaliou-se novamente, encantada com seu vestido de noiva. Era um vestido da Ellie Saa. Era tomara que caia e tinha um belo decote em formato de coração. Toda a sua parte superior era comporta de uma renda fina, que ia desaparecendo aos poucos, dando lugar a seda fina.
Os cabelos da morena estavam presos em coque preso por uma bela presilha repleta de pérolas por toda sua extensão. O véu descia até o chão, arrastando-se um pouco nele. A morena respirou fundo e sorriu ao ver Caroline adentrando no quarto.
— Uau, você está linda! — Disse sorrindo para a amiga, que apenas sorriu nervosamente. — Trouxe algo para você — Caroline disse sorrindo. Abriu uma caixa, revelando dois belos brincos com uma solitária safira. — Achei que você precisava de algo azul — falou entregando a caixa à Elena.
— Carol, são lindos! — Elena disse emocionada. Virou-se e colocou os brincos, sorrindo ao ver seu reflexo: — Muito obrigada — disse abraçando a amiga com força. Caroline retribuiu o abraço e disse:
— Eu tenho certeza de que vocês dois serão muito felizes — murmurou segurando a mão da amiga com força. Elena assentiu, prestes a chorar, e falou:
— Eu também acho — falou sorrindo.
— Agora temos que ir, daqui a pouco o casamento começa — ela disse puxando a morena para fora do quarto de hotel.
...
As portas abriram-se, e tudo o que Elena pôde ouvir foi o som da marcha nupcial. Ali estava ele, a alguns metros dela. A morena sorriu, instintivamente, ao vê-lo e começou a caminhar lentamente pelo tapete vermelho da grande igreja. Ele usava um terno preto, uma camisa branca de linho e uma gravata borboleta preta. Os cabelos, como sempre, estavam desgrenhados.
Um passo. Dois. Três. Quatro... De repente, Elena já não contava mais, apenas andava em direção a ele, sem se importar com quem que estivesse a sua volta.
Damon sorriu, analisando-a, decorando cada traço do rosto de Elena. Segurou a mão dela com carinho e beijou-a. Os dois viraram-se para o padre, que começou a falar as coisas com as quais todos estavam acostumados, até chegar aos votos:
— Agora, os dois irão compartilhar seus votos — ele disse pacientemente: — Primeiro a noiva — o padre falou movendo a cabeça:
Elena respirou algumas vezes e segurou a mão de Damon, sorrindo para ele. Ela havia treinado aquilo durante tanto tempo, mas naquele momento, era como se tudo o que ela planejara falar sumisse de sua cabeça:
— Quando nos conhecemos... Você me irritou logo de cara — ela falou sorrindo: — E quando Alaric me disse que teríamos que viver sob o mesmo teto, eu pude logo imaginar que era uma espécie de punição... Mas a cada dia que passava eu descobria que você era diferente, que você não era tão ruim quanto eu pensei que você era. — A morena apertou a mão dele, e prosseguiu: — E agora, dois anos depois, eu já não me imagino sem você — admitiu com os olhos ardendo. — Eu amo muito você — falou sorrindo.
— Agora o noivo — o padre pediu encarando Damon, que respirou fundo e afagou a mão de Elena com carinho.
— Quando nossos caminhos se cruzaram, tudo o que eu queria era te irritar o máximo possível, e depois ver-me livre de você — ele disse suspirando: — Mas quando fomos morar juntos, graças a Alaric, tudo mudou... Mesmo sendo incrivelmente irritante e teimosa, o seu jeito me cativou, e quando eu me dei conta, já estava incrivelmente apaixonado por você... Por suas manias, pelo seu sorriso. E eu só queria te agradecer por não ter desistido de mim, por ter acredito que eu era capaz de mudar... E principalmente, te agradecer por me ensinar a amar...
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