– Tô muito atrasado amor? — Disse Sasuke, dando um selinho em Sakura, que já estava no Ichiraku.

– Não, acabei de chegar. Teve uma emergência lá no hospital agora; mas, me conta, o que o Naruto queria?

– Ah, então, foi por isso que eu me atrasei. Ele queria conversar comigo sobre trabalho...

– Missão?

– Não, não...

– Ah, você sabe que não pode né?!

– Sei sim amor...ele me perguntou se eu não queria ser o novo chefe da polícia de Konoha!

– E, é claro que você aceitou né?!

– Aceitei sim...não aguento mais ficar parado. Me sinto mais útil assim!

– Ai amor tô tão feliz por você...eu disse que você era útil, mesmo sem fazer missões!

– Não é a mesma coisa né...mas acho que já é um começo!

– Um ótimo começo meu bem; mas você nem pense em desistir do tratamento!

– Não, claro que não amor!

– Ótimo...quando você começa a trabalhar?

– Então, fui conhecer o prédio e a equipe hoje cedo. Começo a trabalhar de tarde, mas do jeito que isso aqui é parado devo ficar atoa a tarde toda.

– Se eu fosse você não subestimava tanto assim a vila...tem sempre um bêbado por aí arrumando uma briga, só pra te dar trabalho.

– Pior que é...pelo menos são só bêbados.

– É, mas é melhor não brincar com a sorte...pode aparecer alguém perigoso!

– Acho difícil viu?!

– Bandidos talvez...matadores de aluguel?!

– É, mas ainda acho que é difícil acontecer essas coisas por aqui!

– Bom, pense como quiser...mas se cuida tá?!

– Pode deixar amor...acho que já enfrentei coisas muito piores!

Os dois almoçaram rápido, pois como haviam se atrasado, não tinham muito tempo de almoço. No final, Sasuke insistiu que Sakura o deixasse levá-la até o hospital, mas ela negou, dizendo que ele não podia se atrasar no primeiro dia de trabalho. Mesmo não engolindo muito bem a desculpa da amanda, o moreno despediu-se dela e foi em direção ao prédio da polícia. Já Sakura, andou o mais rápido que pode e chegou cansada no hospital. Estava preocupada com a paciente que chegara antes do almoço, aparentemente vítima de um ataque de bandidos.

– Nossa, parece cansada Sakura! — disse Ino, entrando na sala da amiga.

– Fui almoçar com o Sasuke e voltei o mais rápido que pude. Como está a Saori?

– Ainda dorme, o sedativo que você deu pra ela ainda tá fazendo efeito. Mas, por que o Sasuke não te trouxe atá aqui?

– Ele até queria me trazer, mas eu disse que era melhor não!

– Melhor não? Como assim Sakura?

– Eu não quero espalhar pra vila toda que tô com ele...pelo menos não agora, que ainda estamos começando.

– Bela tentativa amiga, mas aposto que, pelo menos, noventa por cento da vila sabe; e os que não sabem desconfiam! Ainda mais depois daquela dança no dia da cerimônia e do almoço de hoje!

– Ele mora comigo Ino, é normal andarmos juntos. E o que tem de mal em um almoço?

– No almoço nada, mas e nos beijos que vocês trocaram depois do almoço?

– Sem beijos públicos ok?!

– Sakura você não tá com vergonha dele não, tá?!

– Claro que não Ino! Eu amo o Sasuke; só não quero me expor com ele por aí, porque tenho medo de que alguém faça alguma coisa pra nos separar.

– Alguém Karin ou Gaara?

– Gaara não. Já tinha conversado com ele e, deixei bem claro que amava o Sasuke. Ele parece ter entendido; já a Karin...

– Achei que você não tivesse ciúmes dela...

– Não é ciúmes...tô um pouco insegura, só isso! Eu sei que ela gosta dele e não sei o que é capaz de fazer se descobrir se ele tá comigo!

– Bobagem Sakura! Ele te ama e não existe Karin nesse mundo que consiga separar vocês. E também, se ela fizer alguma coisa, você pode aproveitar que ela é enfermeira aqui e demitir ela!

– Queria que fosse simples assim...

– Doutora?! — disse uma enfermeira entrando na sala de Sakura. — O estado da paciente do quarto 18 piorou...melhor a senhora dar uma olhada!

– Claro, vamos Ino?!

– Sim!

Ao chegarem no quarto, Sakura e Ino examinaram a paciente, que não parecia ter mais de quinze anos. Ela estava bastante machucada, com cortes profundos e manchas roxas pelo corpo; parecia ter sido violentada por mais de um homem. Ao examiná-la, Sakura percebeu que o caso era mais grave que imaginava e, teria de fazer uma arriscada cirurgia. Temendo pela vida da jovem, ela reuniu sua equipe e foram direto para o centro cirúrgico.

A cirurgia durou exatas quatro horas e, mesmo tendo uma breve parada cardíaca, a jovem conseguiu ser salva. Sakura saiu do centro cirúrgico respirando aliviada, por ter conseguido salvar mais uma paciente. O que mais queria agora, era ficar em sua sala, descançando até a hora de ir pra casa. Quando se aproximava de sua sala, ouviu outra enfermeira chamá-la; desejou muito que ela fosse apenas falar sobre aumento de salário ou coisa parecida.

– Doutora, parece que um ladrão tentou assaltar o Ichiraku e, na hora que fugia da polícia acabou se ferindo. Os policiais o trouxeram aqui...será que a senhora poderia dar uma olhada?

– Claro, onde ele está?

– Está na enfermaria.

– Ok, estou indo pra lá!

Chegando lá, Sakura se deparou com um jovem, que parecia ter uns 23 anos, deitado em uma das camas com um corte na perna; capitão Yamato e um outro policial vigiavam o ladrão.

– Então, o que aconteceu?

– Ele estava tentando fugir — começou o capitão — e foi em direção à uma loja. Como estava fechada, chutou a porta de vidro para quebrá-la e acabou se quebrando.

– Deixa eu dar uma olhada nessa perna... — o ladrão fez uma cara de dor quando Sakura mexeu no ferimento. — Tá bem fundo, o vidro fez um belo estrago. Mas, nada que alguns pontos não resolvam. Vou te anestesiar e costurar essa perna.

Dito isso, Sakura aplicou uma anestesia de efeito rápido no jovem e tratou de fechar seu ferimento. Em pouco tempo, ela havia dado nada menos que quinze pontos nele, que ainda estava sob efeito da anestesia.

– Terminei! Ele ainda vai ficar anestesiado por alguns minutos e vocês podem ficar aqui com ele. Se precisarem de alguma coisa estarei na minha sala, aqui estão alguns remédios que ele precisará tomar, caso inflame ou ele tenha febre.

– Muito obrigado Sakura...e desculpa o incômodo!

– Imagina capitão...se precisarem é so me chamar, e tomem cuidado!

– Pode deixar, até mais!

– Até!

"Acho que agora vou, finalmente, poder descançar!" — Pensou Sakura, se dirigindo para sua sala. Ao entrar, estava tão distraída, que nem percebeu que não estava sozinha. Só percebeu, quando foi surpreendida com um beijo.

– Sasuke?!

– Já comecei a trabalhar e te dar trabalho! — disse o moreno com um sorriso, ainda abraçando a médica.

– Sasuke, já disse que não pode ma agarrar assim aqui!

– A porta tá fechada amor, ninguém vai entrar...

– Você que pensa...

– Eles vão bater; agora vem cá! — Sasuke então, a puxou para outro beijo. Dessa vez, Sakura não ofereceu nenhuma resistência afinal, o que ela mais queria agora era estar com ele mesmo.

– Sakura?! — O casal se separou com a voz, e a médica sentiu um frio percorrer sua espinha.

– Ka-karin?!