Ensina-me A Te Amar.
30 Epílogo. Nossa vida
Notas iniciais
É uma sensação estranha. Eu não sabia quando comecei a postar como era bacana. Principalmente essa interação leitor-escritor através dos reviews. Estou apaixonada por vocês que me incentivaram por este tempo. Espero contar com vocês na minha outra fic. Não posso exigir que gostem dela como gostavam desta. Cada um tem um gosto, mas se derem uma chance a outra fic garanto que não se arrependerão.
Quanto a Ensina-me A Te mar nos falamos mais lá nas notas finais.
Comentem muiiito.
Beijos Ju.
10 anos depois.
Pov. Bella
Eu já havia verificado a contabilidade e estava tudo certo. Essa parte sempre era minha responsabilidade. Tinha orgulho de nossa empresa tivesse sempre dentro das expectativas que previmos para ela. Uma cadeia de restaurante sempre dava bastante trabalho. Manter a qualidade que nos fez famosos era a principal delas. Principalmente depois que Esme resolveu se aposentar.
Ouvi um grito seguido por um choro e já sabia Claire e Antony estavam brigando novamente. Ter dois filhos com gênio tão forte era sempre trabalhoso. Sai do escritório em direção ao quarto de Claire.
Entrei e peguei os dois discutindo.
- Devolva a minha boneca seu nanico.
Claire rosnava para Antony.
- O que está acontecendo aqui?
Antony se assustou como sempre quando eu o pegava fazendo alguma arte, já Claire não, ela era muito segura pra mostrar qualquer medo de mim.
- Mãe, o Antony escondeu a minha boneca de novo.
Eu não conseguia entender essa mania de meu filho em esconder as coisas. Isso já havia até dado uma pequena confusão quando ele escondeu o anel de noivado que Jasper daria a Alice.
- Tony devolva a boneca de sua irmã.
- Mamãe ela me chamou de nanico.
Antony fez bico. Eles eram muito mimados por serem as únicas crianças da família, nós precisávamos ser enérgicos.
- Eu não quero saber quem começou. Se vocês não se entenderem agora mesmo eu vou ligar pro pai de vocês. Ele deve no momento estar naquele shopping em Los Angeles, que ele passa antes de vir pra casa pra comprar os presentes de vocês. Eu vou ligar pra ele e dizer que suspenda a compra porque os filhos dele estão brigando novamente.
Eles me olharam e sabiam que eu não estava brincando.
- Tudo bem mamãe eu vou devolver a boneca. – como era sempre Tony era o primeiro a ceder. Ele era muito parecido com o pai.
- Peça desculpa a sua irmã.
- Desculpe Claire. Eu não vou mais esconder a sua boneca.
Claire assentiu.
- Agora é sua vez Claire. Não adianta me olhar assim.
Ela bufou, mas fez o que pedi.
- Desculpe Tony não vou mais te chamar de nanico.
- Ótimo. Traga a boneca Tony.
Depois de resolver o problema com meus filhos eu fui até a cozinha falar com Mary.
- Eles estavam brigando de novo.
- Não se preocupe Bella, isso é normal entre irmãos.
- Não sei se é normal Mary eu sou filha única, não tenho experiência. Tenho que perguntar a Edward se ele brigava assim com Alice.
Mary sorriu. Ela era a mãe que eu não tinha próxima a mim para dar conselhos. As crianças simplesmente a amavam.
Eu e meus pais não havíamos feito as pazes. Eles nunca viram os netos. Foi escolha deles não pude fazer nada.
Hoje eu quase não pensava neles eram tantas coisas com que me preocupar. Uma empresa, um marido e dois filhos. Claire tinha nove anos e Antony seis anos. Claire era uma cópia minha e Antony era a cara de Edward. Ficamos em êxtase quando engravidei novamente e nosso menino chegou. Ao contrario de Claire que era muito independente e geniosa. Antony era amoroso e sensível. Eles combinavam com suas madrinhas. Rose era madrinha de Claire e Alice de Antony.
O dinheiro que minha avó havia me deixado voltou para minhas mãos logo depois do nascimento de Claire.
Então me tornei sócia de Esme e começamos a expansão do restaurante. Temos quatro ao todo o de Seattle, São Francisco, Los Angeles e Denver.
Eu ficava responsável pela administração, mas ficava somente em Seattle onde era sede. Esme ficava, até se aposentar a pouco tempo, responsável pela qualidade do que era servido e Edward visitava os restaurantes observando se tudo estava dentro dos padrões que queríamos. Agora ele teria que ficar com a parte de Esme também.
Eu havia deixado claro a Edward que não aceitaria viver como era na época de meus pais. Em que eles viajavam todo tempo e eu não os via. Não queria isso pra mim e meus filhos. Então ficou decidido que ele só podia se afastar no máximo três dias por semana. E ele estava atrasado, fazia quatro dias que tinha viajado para Los Angeles e me prometeu que hoje estaria em casa. Eu estava brava com ele, mas também com saudade.
Nosso casamento, se podíamos chamar disso, era como sempre cheio de amor. Não havíamos esfriado um minuto um com o outro. Não havíamos nos casado ou noivado. Não por falta de vontade de Edward. Eu é que não podia nem pensar no assunto. Edward comentava que éramos os únicos que não haviam se casado.
Rose e Emmett se casaram há oito anos e agora Rose estava grávida. Emmett parecia que havia surtado depois que Rose avisou que estava grávida. Ele ficava na frente do espelho procurando por cabelos brancos. Era uma fase. Uma hora temos que crescer parece que só agora Emmett se deu conta disso.
Alice e Jasper se casaram há dois anos e ela era uma famosa designer de roupas. Eles ainda não tinham filhos. Na verdade eles iriam adotar, pois Alice descobriu que não podia ter filhos biológicos. É claro que ficamos tristes na época, mas ela mesma fez questão de nos animar dizendo que eles podiam adotar e que eles tinham que se contentar com aquilo que podiam ter. Jasper sempre ao lado dela a apoiando. Eles eram um casal incrível.
Carlisle e Esme se casaram logo após o nascimento de Claire e quando não estavam paparicando os netos, Claire e Tony, eles estavam aproveitando a vida viajando pelo mundo.
Para meus filhos tio Carlisle era tão avô deles quanto Esme era a avó. Carlilse deixou sua clinica sendo bem administrada e Esme havia se aposentado do trabalho no restaurante para acompanhar o marido nas viagens.
- Bella?
Mary me tirou das minhas lembranças.
- sim.
- Eu queria te falar algo. Espero que não fique chateada comigo.
- Eu jamais ficaria chateada com você.
Eu sorri a encorajando a falar.
- Você sabe que ainda mantenho contado com sua mãe.
Sim eu sabia.
- Sei Mary.
- Bom ela me ligou hoje e disse que desde que te viu ontem no shopping. Ela espera ansiosamente por sua resposta.
Eu suspirei.
- Ainda não tenho uma resposta Mary preciso conversar com Edward sobre isso.
Mary sorriu compreensiva.
Ontem quando fui ao shopping com Alice e as crianças, não imaginava ver minha mãe após 10 anos.
Flashback On
- Mamãe eu e o Tony podemos brincar na piscina de bolinhas?
- Pode querida só cuidem para não pular muito. Vocês acabaram de comer não querem ter uma dor de barriga.
Ela sorriu e me beijou carinhosamente. Eu adorava quando ela fazia isso.
— Obrigada mãe. Vamos Tony.
E puxou Tony pela mão.
- Tony! — eu chamei- E o meu beijo.
Ele veio correndo me dando um beijão na bochecha.
Eu e Alice estávamos na mesa no Mcdonalds enquanto as crianças brincavam na piscina de bolinhas.
- Bella, não canso de me surpreender mesmo depois de todos esses anos. Como você é boa mãe.
- Obrigado Alice. Mas o trabalho não é só meu Edward também é um ótimo pai.
Alice de repente ficou branca e muda.
- O que foi Alice?
- Bella, fica calma.
Eu já olhei apavorada para as crianças, mas elas pareciam bem. Estavam brincando.
Olhei sem entender para Alice.
- Sua mãe está aqui. E está vindo em nossa direção.
Senti meu coração acelerar. Tanto tempo sem vê-la. Só o que eu soube era que eles haviam se mudado para Chicago há cinco anos. Nunca me procuraram mesmo quando eu estava grávida e eu sei que souberam meu tio Carlisle me contou.
Eu senti alguém se aproximar atrás de mim. Dez anos depois eu iria reencontrar minha mãe.
- Bella?
A vos era a mesma. Eu me virei para olhar minha mãe tantos anos depois. Ela parecia bem. Mais velha, mas ainda requintada. E parecia mais humana.
Eu não sabia o que dizer. Depois de dez anos. Oi mãe tudo bem? Isso soaria até ridículo.
- Oi ... Renée.
Ela fechou os olhos quando pronunciei seu nome. Arrependi-me de não chamá-la de mãe. Eu agora era mãe. Imagino como doeria se meus filhos fizessem isso.
- Oi Bella. – ela disse com os olhos emocionados — Será que poderíamos trocar algumas palavras? Eu prometo será rápido.
Eu queria uma forma de fugir, mas parece que eu não tinha saída.
- Eu vou deixá-las a sós.
- Não!
Eu quase gritei quando Alice ameaçou sair.
- Não se importa não é? Não escondo nada da minha família.
Disse me referindo a Alice como minha família. E ela era mesmo.
- Claro que não.
Ela se sentou e eu fiquei apreensiva por Claire ou Tony chegar neste momento, mas em uma olhada rápida vi que eles ainda brincavam.
- Eu sei que se passaram muitos anos Bella, mas nunca é tarde para se reconhecer um erro e pedir desculpas.
Eu fiquei em silêncio esperando por suas palavras.
- Erramos muito com você. E estamos pagando caro por nossos erros. Você sabe que eu e seu pai fomos morar em Chicago?
Eu assenti.
- Seu pai está doente Bella. Na verdade fomos embora por conta disso.
Eu fiquei surpresa. E assustada.
- Ele tem um tipo de câncer. Ele melhora depois piora. Em Chicago tem um programa pioneiro no tipo da doença dele. Por isso nos mudamos.
- Ele está doente há cinco anos?
- Sim. E agora ele pediu que eu viesse e falasse com você. Ele não quer morrer sem ter o seu perdão.
- Ele...ele está morrendo?
Eu perguntei com um nó na garganta.
- Não, mas acho que a pessoa que está doente sempre vê a morte por perto.
- E você ficou com ele na doença?
- Sim.
Eu estava espantada não esperava que Renée ficasse com ele num acontecimento assim.
- Eu sei que nosso casamento não foi dos melhores. Mas eu e seu pai nos amamos só que de um jeito diferente.
Põe diferente nisso para mim não servia.
- Bella ele quer conhecer os netos.
- Mãe...
Ela sorriu pela primeira vez. Alice estava muda tão espantada quanto eu.
- Eu sei que não merecemos. Estamos conscientes que se você disser que não, não iremos insistir. Vamos aceitar sua decisão. Só gostaria que pensasse bem antes de tomar sua decisão.
O não estava na ponta da minha língua, mas eu nunca fui uma pessoa rancorosa e não queria ensinar isso a meus filhos.
- Eu não sei mãe. Eu preciso falar com Edward.
- Claro pense o tempo que quiser. Só de você pensar já me deixa feliz. Eu vou deixar meu telefone com você. Quando tiver sua resposta me ligue.
Ela pegou um cartão na bolsa e me entregou. Nesse momento Claire e Antony chegaram fazendo algazarra.
- Mamãe eu quero sorvete.
Tony pediu.
Eu olhei para Renée e vi seus olhos brilharem ao ver os netos pela primeira vez. E fiquei com medo de que ela revelasse a eles quem era. Claire também chegou sendo abraçada por Alice e observei que ela ficou observando Renée, pois ela havia visto uma foto que eu tinha guardada em minhas coisas. Talvez a estivesse reconhecendo.
- Mamãe quem é ela?
Tony perguntou a mim e eu fiquei tensa.
Antes que eu respondesse Renée se adiantou.
- Oi eu sou Renée e você?
- Oi eu sou Antony.
Meu pequeno estendeu a mão para a avó a cumprimentado. Ela sorriu apertando a mão de Tony.
Eu Alice olhávamos a cena.
- Muito prazer Antony. Sabia que você é um menino muito bonito. E é muito parecido com seu pai.
- É eu sei mamãe sempre diz que eu e papai somos os homens mais bonitos de todo o muuundo.
Ele falou e todos sorriram.
- Sim é verdade.
Renée direcionou seu olhar a Claire.
- Oi, e você linda menina? Qual seu nome?
Claire ficou olhando Renée em silencio não respondendo a pergunta dela. Ela olhou para mim e eu assenti a ela mostrando que ela deveria responder a pergunta.
- Claire.
Ela disse timidamente. Eu estava certa ela havia reconhecido Renée. Renée percebendo o desconforto de Claire não insistiu mais.
- Seus filhos são lindos Bella. Eu agora tenho que ir, mas espero sua resposta. Eu lhe garanto que não vai se arrepender se nos der uma chance.
Renée se despediu e foi embora. Eu suspirei aliviada. E Alice percebendo meu estado levou meus filhos para comprar sorvete.
Agora eu tinha que fazer uma escolha permitir ou não que meus pais após 10 anos de ausência entrassem novamente em minha vida. Em minha família. Na vida dos meus filhos. Mas essa era um decisão que eu não poderia tomar sozinha. Eu contaria com meu amor para isso. Como sempre eu contaria com Edward.
Flashback Off
Pov. Edward
Eu estava terminando outra reunião com os funcionários do restaurante em Los Angeles essa reunião deveria ter sido ontem, mas imprevistos fizeram que fosse adiado.
Então eu estava a quatro dias longe de casa. Longe de Bella e meus filhos. Eu estava louco de saudade. E tomara que Bella não estivesse muito brava comigo. Ela não queria que eu ficasse muitos dias longe de casa.
Eu estava arrumando minhas coisas para correr para o aeroporto e pegar meu vôo para Seattle quando Jessica a encarregada pelo restaurante aqui de Los Angeles que Bella havia contratado entrou na minha sala. Ela era uma loira bonita e agradável. E também competente por isso Bella a contratou.
- Já vai para o aeroporto Edward?
- Sim apesar de ter um tempo eu não quero me atrasar.
- Bom. Se tem tempo. Eu e você poderíamos ir a um bar aqui perto tomar alguma coisa.
Sabe relaxar após todas essas reuniões.
Ela disse simpática, mas eu já havia percebido suas reais intenções e para não ter que me desfazer de uma funcionaria tão competente era melhor eu deixar tudo claro.
- Jessica você é uma pessoa competente e faz muito bem seu trabalho.
Ela sorriu fazendo charme.
- Mas se eu falar a Bella que você está convidando o marido dela para sair. Acha que vai permanecer nesta empresa?
Seu sorriso desapareceu. Todos sabiam que Bella era muito severa com os funcionários, principalmente as mulheres que tentavam se engraçar com o marido dela.
Jessica pareceu perceber o erro e ficou constrangida.
- Desculpe Edward isso não irá se repetir.
Eu assenti e em seguida fui para o aeroporto. Para voltar para casa. Para minha família. Para meu amor. Para Bella.
**
Eu desci do meu Volvo e cheguei em casa sem fazer muito barulho entrando na sala da nossa casa. Havíamos nos mudado para uma bela casa que daria todo conforto possível para minha família.
Encontrei Claire desenhando estirada no chão da sala e Tony no sofá vidrado em um desenho animado.
Tony percebeu minha presença me olhou e sorriu.
- Papai!
Claire também me olhou e os dois vieram correndo em minha direção me abraçando eu me agachei e quase cai com eles.
Nós gargalhamos.
- Eu estava com saudade papai.
Claire disse.
- Eu também princesa.
- Vai demorar para viajar de novo né?
Antony perguntou.
- Sim. Eu vou demorar a viajar sim.
O barulho das gargalhadas de Antony e Claire fizeram Bella vir até a sala. Ela parou ao me ver. Eu estava certo ela estava brava. Ela estava de braços cruzados encostada na soleira da porta.
- Olha só quem chegou após “quatro” dias longe de casa.
Ela frisou bem os quatro dias que eu havia ficado fora.
Eu levantei e fui em direção a ela. Meus olhos presos aos seus. A saudade dela me consumindo. Mas primeiro eu precisava domar minha onça brava.
Eu cheguei bem próxima a ela olhando alternadamente para seus olhos e sua boca. Eu senti sua respiração se alterar. Ela podia estar brava, mas eu via também o desejo em seus olhos.
- Oi amor.
Eu disse a ela e me aproximei mais deixando minha boca muito próxima a sua.
Ela respirou ofegante e antes que ela falasse tomei sua boca com a minha num beijo intenso. Colocando de imediato minha língua em sua boca e como eu presumi ela correspondeu ao beijo de imediato enrolando sua língua quente na minha.
- Olha Claire! O papai está engolindo o rosto da mamãe.
Antony disse fazendo eu e Bella terminarmos o beijo.
Eu sorri e Bella ficou vermelha.
Quando olhei Tony e Claire, eles sorriam.
Eu cheguei próximo ao horário do jantar então fomos todos para a mesa que Mary terminava de colocar. Foi um jantar agradável como sempre eram esses momentos de família. Eu era um afortunado por ter dois maravilhosos filhos e uma mulher como Bella.
Após o jantar as crianças foram dormir e eu carreguei Bella para o quarto eu estava com muita saudade.
- Eu estou louco de saudade Bella. Você não sabe como é difícil eu ficar longe de você.
Eu disse a beijando em nossa cama já abrindo sua blusa e para meu desespero Bella estava sem sutiã me deixando insano.
- Não parecia. Não voltou pra casa antes.
Ela disse me provocando e minha resposta foi fazê-la gemer quando comecei a chupar seus seios. Eu lambia o mamilo do seio de Bella que era minha fruta preferida. Rodeei minha língua em seu mamilo e em todo seu seio. Ela gemia enquanto tirava minha camisa. Eu tirei sua saia e em seguida sua calcinha. A estimulei com meus dedos deslizando-os em seu clitóris já inchado e fervente. Bella apressadamente abriu minha calça e a chutando com seus pés o mesmo fez com minha boxer.
- Eu quero você agora Edward. Duro e forte.
Eu já não pensei muito e a penetrei como ela queria. Era incrível que após tantos anos ainda era a mesma sensação maravilhosa de estar dentro dela. A saudade era tanta que logo eu e Bella estávamos gozando juntos.
Ainda nos amamos mais duas vezes naquela noite e só assim conseguimos matar o desejo e a saudade de estarmos juntos.
Eu estava com Bella em meus braços contado a ela coisas sobra a minha viajem omitindo a ela sobre o que ocorreu com Jessica. Eu já havia resolvido a situação com ela. Eu sentia que Bella queria me falar algo.
- Sinto você estranha amor. Quer me falar algo?
- Você me conhece bem não é?
Ela respondeu. Eu assenti esperando que ela falasse.
- Ontem eu encontrei minha mãe no shopping.
Eu a olhei ela parecia serena ao me dizer isso.
- E como foi?
- Estranho a principio. Eu não sei... ela parece mudada. Meu pai está doente e ela ficou com ele. Eu sempre tive a impressão que se isso acontecesse. Ela seria a primeira a fugir.
- O que seu pai tem?
- Câncer, por isso eles se mudaram para Chicago ele faz um tratamento lá.
- Saber da doença do seu pai mexeu com você?
- Não posso dizer que não. No fim das contas é meu pai.
- Eu entendo. Ela viu as crianças?
- Sim e foi bem amorosa com eles, mas sem revelar quem era ou se impor a eles.
Ficamos em silêncio.
- Edward. Ela e meu pai querem conviver com as crianças. Ela me pediu para eu pensar.
- O que acha a respeito disso?
- Eu não sei amor, eu disse a ela que primeiro queria falar com você.
- Não Bella. O que você acha sobre conviver com eles novamente?
- Eu estou dividida. Eu ainda tenho mágoa por tudo o que fizeram e se passaram 10 anos. Eles esperaram 10anos para se darem conta de que estavam errados. E também não sei se realmente mudaram. Não sei se quero meus filhos em contato com as coisas que eles teriam a ensiná-los, mas ao mesmo tempo, que tipo de pessoa eu seria se eu não perdoá-los? Que tipo de exemplo vou passar para Claire e Tony?
- Nós podemos ter uma conversa com eles e deixar claro o que pensamos e queremos para nossos filhos. Eu também acho que não devemos mais alimentar essa mágoa. E se eles mudaram mesmo após 10 anos. Bom, antes tarde do que nunca.
- Então vamos marcar um encontro com eles. E se acharmos que vale a pena daremos a eles uma chance para que conheçam nossos filhos.
- Acho essa uma boa decisão
Aconchegamo-nos mais e dormimos em seguida.
Pov. Bella
O barulho do meu celular tocava insistente. Que horas eram? Parecia que eu e Edward a recém havíamos dormido. Eu acendi o abajur ao lado da minha cama e vi que no relógio marcava 06.15 h. Era um sábado. Eu e Edward só trabalharíamos mais tarde.
Edward começou a acordar devido ao barulho insistente do celular e eu tratei de atendê-lo logo.
- Alô?
Eu disse com uma vos sonolenta.
- Bella?
Era Rose.
- Oi Rose o que foi?
- Eu acho que estou em trabalho de parto. Você poderia vir aqui e me levar ao hospital?
Eu me alertei imediatamente.
- Claro, mas onde está Emmett?
- Está no sofá da sala catatônico depois que eu disse que estava tendo nossa filha.
- Ok Rose. Eu já estou indo.
Desliguei e comecei a procurar uma roupa. Edward já estava acordado.
- O que foi Bella?
- Rose está em trabalho de parto e Emmett está em choque. Ela precisa ir para um hospital.
- Eu não acredito! Emmett pirou de vês. Eu vou com você.
Ele disse já se levantando.
- Mas o que é que acontece com os homens dessa família quando as mulheres vão dar a luz?
Edward resmungava enquanto nos vestíamos as pressas. Eu ri, ele devia estar se lembrando de quando eu tive que ir sozinha para o hospital por não conseguir falar com ele. Mas ele se redimiu quando Tony nasceu.
Descemos para a sala e resolvemos ir com o meu carro. Fui pegar a chave que ficava no aparador da sala de jantar, mas não estava lá. Estranho eu tinha certeza que havia colocado ali.
- Edward. Não estou achando as chaves do meu carro, vamos com o seu.
- Claro amor, a chave está ai no aparador.
Olhei novamente o aparador e não havia nenhuma chave.
- Não está.
- O que?
- Não está aqui Edward. A chave não está aqui.
- Mas eu tenho certeza que coloquei aqui ontem.
Então me dei conta do que estava acontecendo.
- Já sei o que aconteceu.
- O que?
- Antony as escondeu.
Edward apesar da tensão começou a sorrir.
- Vamos lá perguntar pra ele
Fomos ao quarto de Tony e ele dormia como um anjinho.
Eu e Edward optamos por procurar pelo quarto sem fazer barulho, mas não achamos. O jeito era acordá-lo. Edward me fez prometer que não brigaria com ele. Eu prometi, mas eu teria que conversar com ele. Ele não podia esconder as coisas assim.
Cheguei pertinho dele afagando seu rostinho e seu cabelo e ele começou a acordar.
- Tony? Anjinho? Acorda amor.
Ele sentou na cama esfregando os olhinhos e me olhou.
- Mamãe.
- Oi amor. Querido a mamãe e o papai precisam sair e nós não achamos a chave do carro. Você sabe onde está?
Ele levantou e foi até seu baú de brinquedos tirando de lá as duas chaves. Ele as entregou a mim e foi para a cama.
- Amor porque você escondeu as chaves do carro do papai e da mamãe?
- Eu não queria que vocês saíssem. Queria ficar todo mundo em casa.
Não tinha como ficar brava com ele, mas teríamos que ver isso. O porquê de ele esconder as coisas. Devia ser uma fase de criança.
- Ok meu lindo, mas não deve esconder as coisas. Agora o papai e a mamãe vão até a casa da tia Rose porque ela vai para o hospital para ter a sua priminha.
Ele sorriu.
- A Nina?
- Isso a Nina. Agora volte a dormir meu amor.
Mary ficou com as crianças e eu e Edward fomos para casa de Rose e lá Edward teve que agir para que Emmett parasse de frescura.
Rose gritava de dor e xingava Emmett de todos os nomes possíveis.
No fim tudo deu certo. E Rose teve a pequena Nina. Edward e eu abraçados na entrada do quarto de hospital assistíamos Emmett, Rose e Nina. E revivíamos os momentos em que éramos nós dois passando por isso.
Eu me aproximei de Edward e sussurrei em seu ouvido.
- Daqui a nove meses essa cena serei eu, você e nosso bebê.
Edward me olhou assustado e eu sorri.
- Você está?... está?
- Sim amor. Vamos ter outro filho.
Edward se aproximou mais ainda de mim sua boca pairando sobre a minha.
- Eu te amo Bella. Muito. Será que agora com nosso terceiro filho a caminho você finalmente vai aceitar se casar comigo?
- Estou começando a analisar a sua proposta com carinho.
Ele sorriu me beijando.
- Eu amo você Edward. Você salvou minha vida e me faz feliz desde o dia em que disse que me amava.
Agora outra vida crescia em meu ventre e nossa família cresceria na medida em que meu amor por Edward e o dele por mim crescia ainda mais.
Notas finais
Quando lia as fanfics Beward percebi que quase todas no primeiro olhar entre Edward e Bella eles se apaixonavam e eu queria fazer diferente. Fazer duas pessoas completamente diferentes se apaixonarem e mudarem para poder viver este amor.
Quanto a relação de Bella e os pais deixei duas opções:
Quem acha que eles devem voltar a conviver com os pais imagine que depois da conversa que eles falaram que iam ter. Eles se acertaram e ficaram todos de bem. Uma família completa e feliz. O perdão acima de tudo.
Quem acha que o que eles fizeram para Bella durante a vida toda foi demais para perdoar assim. Imagine que eles não concordaram e continuaram suas vidas felizes como estavam.
Eu como romântica incurável sempre acredito no perdão.
Em relação há uma segunda temporada não tenho idéia de fazer pelo menos por enquanto. Tenho muitas idéias para outras fanfics preciso colocar isso em pratica, mas quem sabe um dia.
Então é isso meninas aguardo vocês em Anjo Vingador.(postado hoje 02/05)
Desculpe os erros e se não atendi a todas as expectativas e também por não conseguir responder aos últimos reviews.
Beijos
Ju beija flor
Agradecimentos
Recomendações:
elispreta,yarabastoss, Paula2Lima, Rafaela Barros, Anônimo, ValB, Belatrix Cullen, Lisa SWAN, Déh Oliveira, Jessykinha, Dhanny, Elli, rlamela, Therose, brancabella, anneheyde,Reh, Sheila Cullen.
Reviews.
elispreta,yarabastoss, Rafaela Barros, ValB, Belatrix Cullen, Lisa SWAN, Déh Oliveira, Jessykinha, Dhanny, Elli, rlamela, Therose, brancabella, anneheyde,Reh, Karollramos, Karolzinha 1997, Pietra Swan, Bloon, Lyllian Clarie, Mariza, Jackeline Spinelli, Monyq c, Ray cullen, super batatinha, FRANCISMARA, fran_silva, veroka, KTwiligth, Ana Cullen, Serenety, Dany e Vagner, Popo, Shenchellys, smn, gisarj2, Rayannereis, Malabi, MPR, martita, AnaCarolina, nascida do mar, Ana Paula Souza, ClarAndrade, FR, Carol Lobo, Jeomvb, Evy e Cla, ceciliamarlene, MayaraCullen, Sheila Cullen, Sandy Beatriz, maribsouza, Izabel Cristina Cullen, GabsSalvatore1862, kattittacb, LittleDoll, Lele Cullen, miria, juh_Malfoy, lcmorais1, evie-blackstar, matitussi, Deserto, BeatrizCullen, Allie e Noah, Becca_Black, Gabs, DiCullen, laura159, cris2010, Malu93, TRob, Natha_Lice, Leila Canuto, myareis, GeovannaC, millemouram, Cristina Cullen, bellitasnv, Sheron, sipansera, daia, chjjnr, LEA OLIVEIRA, Panda Pops, Bia Swan Carlie Cullen, Man, ivis, suzana_quintana, Wilceia, Paula Lambert, ma_p06,dayfreire20, andreiapenelope, AndCaldas, milylevita, Bruna Cardoso, jandryce Silveira, Kinhaneck, tatahSPN, janys, franci2508, Rafa Mansen, gabii_barroso, Faby_R, Souso,CamilaSouza, annyhcullen, GLimaFeehily,b_g_l_r_, alexandra0101, Bruúh SwanCullen, Keroly,Páh Cullen, , Paula2Lima, jsk, MeaghanSchmidt, Clary, BellaDS,Izinha Cullen, rozinha, ivinha, Erika Patricia Silva, chelemd, Wiliana Cullen, Bella, debimeliga, millylevita, Carolzinhajf, lindalita, Flavia Cullen, GabiCullenRock, carolendres, Cris Cullen, Mylenna, giipuschmann, Krisne, _tiiis, AmandaSalvatore, Vanessa, myareis, CarlaLeal, Fabi Rodrigues, TatahSPN, Thálita Almeida.
A todas que deixaram um único review ou muitos, que recomendaram estão representadas aqui. Espero não ter esquecido ninguém e obrigado de coração.
Fale com o autor