Ensina-me A Ser Tua
9 Capítulo 9 - Poderosa Quinn Fabray...
Quinn dormia, enquanto Rachel não conseguia deixar de admirá-la. Os traços perfeitos da loira a hipnotizavam. E a nudez que compartilhavam a estava deixando louca. Sua mente não parava de trabalhar, perguntando-se o tempo todo o porquê de ela não sentir esse desejo avassalador por Finn, afinal, ele é seu namorado. E quanto mais tentava pensar numa forma de sair dessa armadilha em que se meteu, mais queria os beijos de Quinn... Horas depois, conseguiu dormir.
Já era de manhã quando a loira despertou. Virou-se para ver Rachel e suspirou. A morena estava de bruços, com os cabelos jogados para o lado, deixando todo o pescoço exposto. Os pelinhos claros na pele morena, que enlouqueciam Quinn quando se arrepiavam... Era tentação demais no corpo de alguém tão baixinha. A loira se levantou e foi ao banheiro. Tentou se segurar. Sabia que precisava se segurar. Lavou o rosto, escovou os dentes e optou por tomar banho depois. Não queria acordar Rachel. Olhou-se no espelho e viu as marcas deixadas pelas mordidas e pelos chupões da morena em seu corpo. “Deus do céu, Rachel Berry é selvagem demais!” Pensou... Ela sabia que estava se esforçando, sabia que estava fazendo o seu melhor. Sabia que ia falhar... Saiu do banheiro e deitou-se novamente. Contou até dez, esperando mudar de ideia. Era impossível. “Dane-se!” Fez o inevitável: puxou o lençol mais para baixo, deixando as costas de Rachel completamente expostas. Por alguns segundos, ficou sem ar... Aquelas lindas e perfeitas costas nuas eram como um convite ao paraíso. Aproximou-se e deu um delicado beijo no ombro direito. Ela não acordou. Um delicado beijo no ombro esquerdo. Nada... A delicadeza foi deixada de lado e o beijo se tornou mais quente. A língua passou a agir. Um sorriso sonolento começou a se formar nos lábios da morena. Quinn percebeu. Aumentou a intensidade dos beijos, seguindo em direção ao pescoço. Deitou-se quase que totalmente sobre as costas de Rachel, fazendo-a se arrepiar. Encaixou o braço direito sob o corpo da morena para acariciar o seio direito. Arrancou dela um gemido baixo. A mão começou a descer em direção à intimidade de Rachel, que estremeceu ao ver que Quinn ia levar aquilo até o fim. Subiu um pouco o quadril para facilitar o deslize da mão até o local. A loira sorriu com a “ajuda” que recebia. Deu um chupão na base do pescoço e apertou o seio esquerdo com a mão esquerda, levando os lábios ao ouvido dela:
Q: Está gostando do meu bom dia? [perguntou rouca, fazendo Rachel se arrepiar novamente]
R: Siiim... [respondeu quase que num sussurro, já completamente excitada com os dedos de Quinn massageando seu clitóris]
Q: Você está tão molhada... [manteve a voz rouca e sexy]
R: Hum hum...
Q: Me deixa com água na boca...
Oh droga! Rachel quase gozou só de ouvir as palavras e a forma como Quinn as pronunciava em seu ouvido. Aquela era a coisa mais louca que poderia acontecer na história da humanidade: Quinn Fabray, linda, perfeita, quase uma princesa, de pose aristocrática e fala pausada, sorriso discreto, dentes perfeitos, estava desejando Rachel Berry. Para o mundo, Quinn era um modelo de perfeição. Para Rachel, ela não era apenas um modelo... Era a materialização disso. Os lábios e a língua da loira estavam brincando em seu pescoço e nuca, e a voz naturalmente sexy dela a levava à loucura em seu ouvido. Sentia os seios nus da loira em suas costas e as pernas dividindo espaço com as dela. E os dedos.. Ah, os dedos... Eles dançavam sobre seu clitóris. Seus pensamentos fugiram quando sentiu os dedos de Quinn lhe invadirem mais uma vez. Aquela posição em que estavam tinha tudo para ser desconfortável, mas estava garantindo mais da metade do prazer.
Q: Eu quero que você goze de novo pra mim... [sussurrou no ouvido de Rachel que não conseguia dizer nada além de gemer]
Q: Isso, Berry! Me sinta dentro de você! Ninguém jamais te tocará dessa forma...
Era mais do que evidente que Quinn deixava-se dominar pelo desejo. Assim, ela não cedia ao romantismo. Ela não poderia ser romântica. Ela não deveria. Oh droga, mas ela queria... E como queria! Mas era sexo e não amor, então ela deveria agir como tal. “Sem amor, sem amor, sem amor...” Era o mantra em sua mente. Ela precisava não se apaixonar. Mas a quem ela queria enganar? Já era um pouco tarde para isso...
Enquanto intensificava a penetração, sentia os quadris de Rachel tentando se movimentar para trás, desprendendo-se do colchão, buscando algum suporte para aguentar aquele prazer. A morena estava desesperada sob o corpo da loira. Quinn passou a lamber o pescoço dela, escovando a pele com os dentes. Rachel segurava com força o lençol. A forma como o corpo da morena reagia estava fazendo Quinn se sentir ainda mais poderosa. Aquilo era bom demais!
Q: Gostosa... [sussurrava quente em seu ouvido] Goza pra mim...
Rachel nunca tinha ouvido essas coisas. Finn nunca tinha falado nada parecido. Na verdade, ele quase não falava enquanto transava com ela. Havia apenas alguns “eu te amo” e vários gemidos. Ouvir Quinn verbalizar seu desejo e elogios tão carnais, fazia com que sua cabeça desse voltas. Sua libido ia à estratosfera...
A morena só gemia e suspirava, não conseguia falar. A forma como seu corpo estava sendo possuído pela loira a deixava quase sem consciência. Estava derretendo nas mãos de Quinn. Poderosa Quinn Fabray... Rachel atingiu o orgasmo e Quinn continuou a movimentar os dedos dentro dela. Estavam ensopados, mas ela continuava mesmo assim. A morena tremia e seus espasmos não tinham cessado. A velocidade foi diminuindo. A loira passou a fazer movimentos quase que em câmera lenta até parar... Retirou sua mão dali para acariciar as nádegas de Rachel, apertando levemente. Ainda beijava-lhe o pescoço quando começou a deslizar o nariz sobre a pele macia, levemente suada. Fez a morena se virar e tomou-lhe os lábios sem prévio aviso. Rachel levou as mãos ao pescoço dela, arranhando sua nuca. Quinn chupava a língua dela com fome. Mais uma vez fazia algo novo por ela. Rachel nunca tinha recebido um beijo como aquele pela manhã. Poucas vezes ela amanheceu com Finn, e ele nunca agiu dessa forma. Quando o beijo acabou, os olhos verdes foram direto para os castanhos e naquele olhar, não havia qualquer insegurança:
Q: Tudo bem? [perguntou suavemente]
Para onde tinha ido aquela Quinn selvagem de minutos atrás? Ali estava a delicadeza em forma de gente. Ela não poderia ser mais perfeita...
R: Sim... [respondeu com um sorriso preguiçoso] Tudo bem!
Q: Ótimo! [sorriu novamente]
Quando a loira ia beijá-la novamente, o celular de Rachel tocou. O corpo de Quinn enrijeceu, só em pensar que era Finn:
R: É o alarme... [disse rapidamente, sabendo o que a loira estava pensando] Tenho que ir... [disse num tom de desapontamento]
Rachel não queria mesmo sair dali. Estava pouco se lixando para o mundo lá fora. Ali dentro, tudo parecia perfeito. Mas o problema era justamente esse: “parecia” perfeito, mas estava longe disso.
Q: Quer que eu te acompanhe até lá?
R: Não precisa! [sorriu em agradecimento] Durma mais! Descanse... Vamos nos ver mais tarde? [perguntou temerosa]
Q: Mais tarde eu vou embora! [respondeu com um sorriso meio sem graça]
R: Como assim? [perguntou surpresa]
Q: New Haven... É lá que eu moro. [disse num tom de obviedade um pouco divertida]
R: Sim, eu sei. Mas eu não sabia que você voltaria logo.
Q: Tenho aula amanhã. Preciso voltar. [disse se levantando para se preparar para um banho]
Rachel se sentou e passou a mão pelos cabelos. Tentava organizar as ideias, mas não conseguia:
R: Qual a hora do seu trem?
Q: Depois do almoço. Vou almoçar com Santana e Britt. Depois elas me deixam na estação.
R: Como... A gente... [tentava formular uma pergunta, mas não sabia como se expressar]
Rachel queria saber como as coisas iam ficar, mas era impossível definirem aquilo naquele momento. Não havia tempo, muito menos coerência em suas cabeças. Não saberiam o que decidir...
Q: Agora não dá para falarmos sobre isso. [disse calma, apesar do nervosismo que voltava a lhe atacar]
R: Você vai sumir de novo? [perguntou insegura]
Q: Não pretendo, embora eu não ache que sumi.
R: Sumiu! [acusou]
Q: Tudo bem... [tentou evitar qualquer discussão] Depois conversamos.
Rachel se levantou e foi ao banheiro escovar os dentes. Não dava tempo de tomar um banho, então voltou ao quarto e se vestiu. Quinn usava um roupão de seda azul marinho, enquanto observava cada movimento da morena. Quando Rachel estava pronta, não sabia o que fazer ou dizer...
R: Então... Boa viagem de volta! [sorriu nervosa]
Q: É estranho, não é?! Interagirmos normalmente depois de tudo o que aconteceu...
R: Nunca nada foi tão difícil... [sorriu sem graça em concordância]
Quinn se aproximou e a puxou. Segurou em sua nuca e iniciou um beijo calmo que Rachel logo tratou de aprofundar. Seria muita hipocrisia delas se, naquele momento, depois da noite (e da manhã) que tiveram, deixassem os cumprimentos muito formais.
Q: Se conversarmos agora, teremos que pensar numa saída definitiva e sabemos que não estamos prontas para isso. Nem para definir, nem para deixar... [disse no ouvido de Rachel enquanto a abraçava]
R: Por favor, não suma! Não fuja de mim... [pediu com intensidade]
Quinn se separou do abraço e deu-lhe um intenso selinho, seguido de um sorriso acolhedor. Naquele momento ela tinha acabado de decidir: iria se atirar nesse precipício chamado Rachel Berry. Estava disposta a adquirir seus ferimentos de guerra. A morena não sabia disso, mas a loira estava pronta para a briga que viria... E Quinn Fabray não aceitava perder...
Notas finais
Beijos! :)
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