Ensina-me A Ser Tua

70 Capítulo 70 - Surpresa...


Era sexta-feira e Quinn havia tomado sua decisão. Voltou de YALE tendo ainda mais certeza de que tinha muito que estudar para recuperar o tempo perdido e não ter que repetir o ano letivo. Revisou os horários que Rachel esquematizou e concluiu que a morena tinha feito um excelente trabalho.

Enquanto Quinn estudava, Rachel arrumava a casa. Ela acreditava que o ambiente ao redor da loira deveria estar impecavelmente organizado para que nada a distraísse. Nada deveria tirar sua atenção, nem incomodá-la. Tudo deveria estar ao seu alcance e em perfeita harmonia.

Na mesa de estudos estavam os livros dos quais Quinn precisaria naquele dia, além do caderno, canetas, lápis, borracha, uma garrafinha d’água, uma xícara de seu chá preferido e biscoitos. Tudo muito bem organizado por Rachel. Ela não ligaria a TV, nem rádio, muito menos iria cantarolar enquanto a loira precisasse de concentração. Ela estava fazendo tudo certo...

Mas a campainha tocou. E aquele som não estava em seus planos. Antes de Quinn se mover para ir à porta, Rachel se adiantou. Tinha certeza de que era Nick. Ela o receberia rapidamente e pediria que voltasse depois. Quinn não poderia fugir do cronograma estabelecido.

Susto. Surpresa. Pavor... Um misto de vários sentimentos dominaram Rachel ao abrir a porta. Ela ficou estática, paralisada, incapaz de esboçar qualquer reação além do mais absoluto choque.

J: Boa tarde! Eu posso entrar?

Judy Fabray estava ali diante dela. Judy Fabray. Ninguém mais, ninguém menos do que a mãe de Quinn, sua esposa, seu amor... Ninguém mais, ninguém menos do que sua sogra. Ela tinha certeza de que era odiada por ela. Muito odiada...

Rachel não respondeu. Ela ficou completamente sem ação.

J: Posso entrar?

A pergunta foi feita com um tom de voz um pouco mais alto. Foi o suficiente para Quinn ouvir e chegar à porta quase que voando.

Q: Mamãe?

Completamente surpresa, Quinn estava mais branca do que o normal. Uma palidez que talvez ela nunca tenha apresentado. E ela sentia seu corpo inteiro congelar.

J: Será que eu poderia entrar?

Judy estava sendo extremamente calma, demonstrando uma educação que Shelby não demonstrou em nenhum momento quando esteve ali. Só então Rachel saiu de seu estado catatônico e deu passagem à mulher à sua frente:

R: Claro! Claro! Me desculpe... [disse completamente constrangida]

Um sorriso suave surgiu nos lábios da Fabray mais velha e aquilo causou um frio na espinha de Quinn. Era assustador tentar imaginar o que sua mãe fazia ali...

R: Eu... Eu posso oferecer alguma coisa à senhora?

Rachel estava morrendo de medo do que iria acontecer. Enquanto ela tentava não tremer, percebeu que Judy olhava ao redor, observando toda a sala do apartamento.

J: Sim... Você tem chá?

R: Sim... A Quinn adora chá!

Os olhos verdes de Judy logo encontraram os olhos verdes de Quinn e sorriu para a filha, ignorando o fato de que a loira mais nova estava assustada com sua presença:

J: Eu sei... Quinnie sempre gostou de chá. Me traga o preferido dela, por favor...

Rachel correu para a cozinha deixando-as a sós. Judy continuava observando tudo ao redor e se deteve diante do quadro branco que continha as anotações feitas por Rachel:

J: Seu apartamento é muito aconchegante!

Q: Desculpe, mas o que você veio fazer aqui, mamãe?

Judy sabia que a pergunta era bastante pertinente. Ela apareceu sem avisar e depois de muito tempo sem falar com a filha. Mas ela precisava de tempo. Ela precisou e ela utilizou aquele tempo para tentar compreender tudo e tomar as decisões certas.

J: Eu vim conversar com você, Quinn!

Q: Mamãe... [começava a retomar a calma] Se veio para brigar eu peço que...

J: Não se precipite, Quinn... [disse tranquila] Vamos esperar o chá ficar pronto. Sentaremos e conversaremos. Enquanto isso, que tal você me mostrar o resto do apartamento?

Rachel voltou à sala enquanto a água do chá fervia. Uma breve troca de olhares com Quinn fez com que elas se entendessem perfeitamente na dúvida mútua acerca da presença de Judy ali. Mais ainda: a calma com a qual a matriarca Fabray estava se comportando. Em que momento Judy explodiria e as xingaria? Quanto tempo levaria até que ela tentasse convencer Quinn a expulsar Rachel dali?

Atendendo ao pedido da mãe, Quinn guiou Judy por todo o apartamento. Por sorte, Rachel já tinha arrumado o quarto e tudo estava em seu devido lugar. Judy parecia gostar do que via e aquilo era muito estranho...

J: Tudo muito organizado e de muito bom gosto! [elogiou sem saber, mas já imaginando, que muito daquilo era obra de Rachel]

Q: Mamãe... Desculpe se estou sendo desagradável, mas eu estou agoniada... Por favor, se quiser gritar, grite logo e acabe com essa agonia...

Judy a olhou de forma compreensiva e seguiu de volta à sala, caminhando em direção ao sofá e sentando:

J: Rachel, eu creio que a água já ferveu. Você poderia conferir e trazer o chá? Eu gostaria de conversar com vocês duas.

Q: Nós duas? [surpreendeu-se] Mamãe, se tiver alguma coisa pra falar, fale comigo. Eu...

J: Com as duas, Quinn! [disse firme] Deixe de inquietação.

Rachel obedeceu e foi à cozinha, terminou de preparar o chá e colocou em uma bandeja, levando com alguns biscoitos.

J: Obrigada!

Judy pegou a xícara e tomou um gole do chá. Seu rosto entregou a satisfação que sentiu ao prová-lo:

J: Está delicioso, Rachel! Agora sente-se, por favor!

A morena teve a nítida sensação de que suas pernas tremiam. Ela pegou uma cadeira e se sentou de frente para elas, que estavam no sofá. Depois da desagradável visita de Shelby naquela mesma semana, ela já não sabia mais o que esperar da presença de Judy.

J: Hiram Berry me ligou algumas vezes.

R: Oh Deus! [levou as mãos ao coração]

J: Foram ligações bastante desagradáveis.

R: Me desculpe, senhora Fabray! Por favor!

J: Você não tem que se desculpar pelas atitudes de uma outra pessoa, Rachel. Ainda que essa pessoa seja seu pai. Ele é adulto e a responsabilidade pelo que ele faz é exclusiva dele.

Q: Onde você quer chegar, mamãe?

J: Você saberá... Então... Hiram Berry me ligou contando tudo sobre vocês. Sobre as brigas com o Finn, com os pais da Rachel, sobre o casamento de vocês...

Quinn levou as mãos ao rosto. Ela já desconfiava de que a mãe já sabia. Estranhava o fato de YALE não ter bloqueado sua matrícula por falta de pagamento, mas esperava que isso acontecesse... Rachel viu a preocupação que assolou Quinn e queria abraçá-la, mas sabia que não era uma boa ideia diante de Judy...

J: Eu senti muita raiva. Raiva por você ter feito isso, Quinn. Raiva por saber através de outra pessoa e por telefone. Aliás, tudo sobre o relacionamento de vocês eu só soube por telefone e por Hiram.

Q: O que você esperava, mamãe? Eu sabia que você não aprovava meu namoro. Como eu poderia esperar que você aprovasse meu casamento?

J: Eu não te criei para fazer as coisas escondido, Quinn. Para ser discreta, sim. Mas não para ser clandestina. No entanto, você já me deu surpresas demais para uma vida inteira.

R: Senhora Fabray, por favor! Se for para brigar é melhor pararmos por aqui!

J: Eu não vim para brigar. [garantiu] Sei que é o que vocês esperam de mim, mas eu não vim para brigar com ninguém.

Q: Então me explica o que veio fazer aqui, mamãe! [pediu agoniada]

J: Leroy também falou comigo.

R: Oh meu Deus do céu! [levantou-se nervosa]

J: Sente-se, Rachel!

A morena obedeceu e sentou na hora...

J: Ao contrário de Hiram, Leroy teve o bom senso de me procurar pessoalmente. Ele foi à Lima e conversou comigo por horas, tentando consertar muitas das coisas que seu outro pai me falou. [disse olhando diretamente para Rachel] Enquanto Hiram Berry me disse que minha filha estava sendo arrogante e ignorando a autoridade dele e a minha, desdenhando o dinheiro que usamos para sustentar vocês, Leroy me disse que Quinn estava fazendo o maior esforço do mundo para garantir que não faltasse nada à Rachel. Que nunca viu ninguém tentar mover mundos e fundos com tanta força como minha filha tem feito pela filha dele. Eu fiquei confusa ao tentar entender como dois homens tão diferentes podem ter um dia chegado a algum acordo na criação de uma criança, mas logo me lembrei da minha relação com Russel e entendi tudo. [sorriu]

Rachel estava surpresa ao saber até que ponto seus pais foram ao tentar interferir em sua vida com Quinn. Mas estava mais surpresa com a atitude de Leroy do que com a atitude de Hiram.

J: Eu sei que deixei de enviar dinheiro como antes, Quinn, embora tenha mantido o pagamento de YALE. O que me intriga é saber como você tem se alimentado e se mantido se eu sei que os Berry também não estão dando dinheiro à Rachel. Leroy me disse que tem quase certeza de que você não está trabalhando.

Quinn se levantou e caminhou pela sala. A conversa estava tomando um rumo estranho e ela precisava de espaço para raciocinar.

Q: Eu pedi dinheiro emprestado ao pai do Nick. Ele tem um banco e me emprestou. Eu vou pagá-lo com o tempo. Vou arrumar um emprego e ir pagando até quitar tudo.

Judy a olhou surpresa. Ela estava um tanto chocada com aquela informação:

J: Você vem de uma família rica, Quinn. Não faz sentido pegar dinheiro emprestado assim.

Q: Eu não tinha outra saída. O Hiram ameaçou cortar todo tipo de ajuda da Rachel e me ameaçou dizendo que contaria tudo a você e que, claro, você faria o mesmo que ele. Eu precisava de dinheiro urgente. Eu precisava garantir que ninguém nos separaria, principalmente por causa disso. Eu a amo, mamãe. Eu amo a Rachel de uma forma que eu sei que a senhora jamais irá entender. E eu não poderia nunca deixar de tentar garantir que ela tivesse tudo o que precisava ficando comigo.

Os olhos da morena se encheram de lágrimas. As palavras sinceras de Quinn a fizeram quase morrer de orgulho da coragem da esposa em dizer tudo aquilo à mãe conservadora.

J: Então você pediu dinheiro emprestado para garantir que a Rachel não passaria dificuldade?

Q: Nem ela nem o Jeremy.

J: Jeremy?

Q: É... O bebê que ela perdeu... [respondeu triste]

Judy viu Rachel se encolher um pouco na cadeira. Logo entendeu que não era um assunto a se tratar naquele momento...

J: Ok... [tentou desviar o assunto] Eu também recebi uma ligação de YALE. Essas ligações que recebi por sua causa me fizeram odiar ainda mais qualquer aparelho telefônico, devo confessar...

Q: Por que te ligaram?

J: Porque eu pago sua mensalidade. E eu sei que você acabou se afundando. Eu investi em você e não foi pouco, logo o departamento financeiro me ligou preocupado com sua provável desistência...

Q: Não se preocupe com isso. Eu já resolvi minha situação lá. Rachel me ajudou e continua me ajudando. Ela me convenceu de que não posso desistir assim. Que preciso seguir em frente e fazer de tudo para ser a melhor.

Judy olhou para a morena admirada. Dedicou-lhe um sorriso singelo que Rachel correspondeu pela primeira vez... A loira mais velha se moveu com calma e pegou a bolsa que estava ao lado, tirando de lá uma longa carteira de couro que Quinn conheceria de longe. Abriu a tal carteira e empunhou uma caneta assinando o primeiro cheque do talão e o destacou, apontando em direção à filha:

J: Tome... Preencha o valor que você deve e entregue ao pai do Nick.

Q: O quê? [surpreendeu-se]

Os olhos de Rachel praticamente duplicaram de tamanho com a surpresa diante daquele ato.

J: Não importa qual seja o valor. Preencha. Eu não quero que você fique devendo dinheiro a ninguém.

Q: Eu não estou entendendo por que você está fazendo isso... [recusava-se a pegar o cheque]

J: Eu tenho uma proposta para você. [baixou a mão]

Quinn estreitou os olhos. Claro que não seria tão fácil assim. Judy Fabray não chegaria à sua casa oferecendo trégua e dinheiro se não tivesse algum interesse por trás. E claro que ela já sabia o que era:

Q: Eu não vou me separar da Rachel se é isso que você vai propor. Eu não quero seu dinheiro nem o de ninguém se essa for a condição. Eu estudarei e trabalharei todas as horas do meu dia se preciso for, mas eu não vou me separar da Rachel. Você consegue entender isso? [disse irritada]

Judy a olhou séria, mas manteve a pose calma que apresentou desde que chegou:

J: Minha proposta é que você não desista de YALE. Que se dedique ao seu curso de medicina e se torne a melhor médica que você puder ser. Que não pense em trabalhar a menos que tenha a ver com seu curso, que seja obrigatório para sua grade curricular. Que se você me garantir que vai se formar e focar nisso, eu continuarei pagando seus estudos e enviando dinheiro para você se manter.

Q: E? [estranhou]

J: E o quê?

Q: Além disso... O que mais tenho que fazer? Qual seu verdadeiro interesse, mamãe?

J: Que você se forme e seja uma grande médica. [disse tranquila]

Q: E a Rachel?

J: Tenho certeza de que a Rachel não quer ser médica. [sorriu]

Q: Você está me deixando confusa...

J: Me explique como posso ser mais clara, minha filha...

Q: Você já me ameaçou tirar tudo de mim quando soube que estávamos namorando. Por que é diferente agora que casamos? O que você quer que eu espere?

J: Eu sei que disse coisas e fiz ameaças a você. Sei o que disse. Sei o que fiz. Mas também sei que tive tempo para pensar. Para refletir sobre tudo. Conversar com Hiram Berry me fez muito mal, mas conversar com Leroy foi muito esclarecedor. Assim como conversar com o padre. Conversei comigo mesma e com Deus. Tive tempo, Quinn, de entender que não quero te perder de novo. Que não quero perder essa pessoa que você se tornou. Tudo o que Leroy me contou me fez entender que você é mais generosa do que qualquer pessoa que eu já conheci em toda a minha vida. Como eu poderia não ser generosa com a minha própria filha? [emocionou-se] Eu posso não entender agora o que vocês vivem e, por favor, me deem tempo para absorver isso. Mas eu prometo respeitar... Não serei mais uma a lhes dar as costas. Não serei mais uma a tentar tornar a vida de vocês mais difícil...

Quinn não podia acreditar no que ouvia. Rachel muito menos. Como era possível? Judy Fabray era homofóbica e conservadora ao extremo. Como era possível que ela, justamente ela, estava ali apoiando Quinn quando Hiram Berry havia dado as costas à filha e feito da vida delas duas um inferno?

Quinn começou a chorar. Ela desabou em um choro forte. Judy a puxou para seus braços e abraçou como há muito tempo elas não se abraçavam. Rachel sentiu uma melancolia ao se dar conta de que o cenário mais improvável que ela poderia imaginar se formava ali diante dela e que era bem melhor do que sua própria família...

Judy se afastou e passou a mão nos olhos da filha, enxugando as lágrimas:

J: Você é uma Fabray forte. Não tem que chorar. [sorriu]

Q: É surreal demais pra mim isso tudo!

J: Assim você me ofende, Quinnie. Não sou tão monstro assim!

Q: Eu não disse isso. Eu só...

J: Eu sei. [disse compreensiva] Eu sei que sempre dei motivos para você esperar o pior. Sei que não ajudei. Sei que não facilitei. Mas agora estou aqui e quero ajudá-la.

Q: Me ajudar significa ajudar a Rachel também. Ela é minha esposa. Você está mesmo disposta a nos apoiar?

Judy olhou para a morena e percebeu que ela estava insegura:

J: Como eu poderia não apoiar uma pessoa que acertou o ponto exato do meu chá?

O sorriso de Judy era sincero e Rachel logo abriu um sorriso imenso diante do surpreendente bom humor da sogra.

J: Apenas me deem o tempo que eu preciso para entender o relacionamento de vocês. Não exijam muito de mim quanto a isso. No mais... Não. Eu não vim aqui pedir ou exigir que se separem. Eu entendi que você já é adulta, Quinn, e que sabe melhor do que ninguém assumir as responsabilidades de sua vida. Agora vá lavar o rosto e volte aqui para conversarmos mais.

Quinn se levantou rápido e foi ao banheiro. Judy encarou Rachel, que se sentiu intimidada com aqueles olhos verdes diante dela. Será que a sogra ia revelar um lado até então escondido?

J: Tome... [estendeu o cheque para ela] Garanta que a Quinn vai quitar essa dívida.

R: Claro. Claro... [segurou-o tremendo]

Judy pegou a mão esquerda da morena e prendeu entre as mãos:

J: E você? Diante disso tudo, como está?

R: Hã?

J: Pelo que Leroy disse, você não teve o apoio de ninguém da família na sua gravidez, nem quando perdeu o bebê. Eu sei que não é nada fácil. Por isso eu pergunto: como você está?

R: Eu... [surpreendeu-se com o interesse dela] Eu... Eu tenho sido muito bem cuidada pela Quinn. Então... Então estou bem...

O nervosismo de Rachel era perceptível...

J: Eu sei que surpreendi vocês. E sei que a confiança vem com o tempo. Vocês verão que podem contar comigo...

Rachel queria muito acreditar naquilo... Por mais incrível que pudesse parecer e por mais nervosismo que a presença de Judy trouxe para elas, a morena não podia negar que também levou uma sensação necessária de paz...

Quando Quinn voltou à sala o clima era de harmonia. Judy se mostrou preocupada com Rachel e aquilo valia tanto para a morena que ela nem saberia explicar.

J: Eu vou voltar ao hotel...

Q: A senhora não prefere ficar aqui?

J: Não. Eu não quero atrapalhar a rotina de vocês. Me ligue e avise sobre sua disponibilidade para amanhã. Eu quero passar um tempo com vocês se possível.

R: Claro! [disse aliviada] Será um prazer...

Quando Judy saiu pela porta, Quinn segurou forte a mão de Rachel. Ela jamais sonharia com o que tinha acabado de acontecer...

Q: Podemos considerar isso um milagre?

R: Possivelmente...

Quinn a olhou com um sorriso e Rachel retribuiu. Ela sabia o peso que a loira tinha acabado de tirar das costas e estava feliz por ela. Muito feliz!

Longe dali, em NY, Hiram e Finn conversavam em uma cafeteria. Eles tinham planos em comum e uniriam forças para colocá-los em prática. Não importava o que iria custar...

[CONTINUA...]

Notas finais
Surpresos com a Judy? Espero que gostem! Comentem! Beijos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.