Ensina-me A Ser Tua

15 Capítulo 15 - Definições (Parte 2)...


"Q: Você não está sozinha nessa! [disse deixando escapar algumas lágrimas] Estou com você e quero que deixe que eu faça parte do quer que seja em sua vida... Eu preciso! Eu quero...

R: Eu não sei como... [ainda chorava]

Q: Não precisa saber agora. [interrompeu, sabendo o que ela diria] Agora só fica aqui comigo e seja minha, como você disse que seria..."

Quinn puxou Rachel e a beijou. Era tudo o que a morena queria. Pela primeira vez, desde que ela chegou, sentiu que o beijo poderia levá-la ao nível mais alto, aquele ao qual se acostumaram... Era um beijo quente, onde a loira sugava com fome os lábios da morena, levando as mãos para baixo da blusa dela...

R: Espera... [interrompeu] Eu não acho que... agora...

Q: Não estou procurando sexo agora. [tranquilizou-a] Não precisamos transar para que eu possa sentir você como “minha”. [explicou calma]

R: Desculpe... É que estava começando a ficar quente. [justificou-se]

Q: Não é só sexo, Rachel. Sabemos disso...

Quando a morena ia falar, seu celular tocou. Ela se afastou para pegá-lo na bolsa e seu corpo congelou. Quinn percebeu na hora... Rachel respirou fundo e atendeu:

R: Hey! [tentou sorrir]

F: Ei, Rach! Como foi de viagem? [perguntava sorridente]

R: Tudo bem! Bem rápida, por sinal... [tentava manter-se calma]

F: Isso é ótimo! E como está sendo o workshop? E como está Quinn?

R: Tudo bem! Ela está bem! [tentava dissimular]

F: Sua voz está diferente...

R: Aqui está bem frio! Acho que estou gripando... [mais uma mentira. Aquilo a estava machucando ainda mais]

F: Ah. Você tem que se cuidar, Rach. [disse preocupado]

R: Farei isso. [garantiu, forçando um sorriso]

F: Estou com saudade... [disse carinhoso]

R: Eu também! Eu preciso desligar. Minha bateria está acabando... [mentiras, mentiras e mentiras]

F: Tudo bem! Me liga depois. Eu te amo!

R: Eu também... [sentiu-se terrível]

Rachel desligou o telefone antes que Finn falasse mais alguma coisa. Ela não conseguiria falar mais nada. O nó em sua garganta se transformou em pranto e ela não conseguiu se conter. Sentou-se no sofá e apoiou os braços nas pernas, levando as mãos ao rosto. Seu choro era sofrido e intenso. Ela soluçava... Sentia vergonha do que estava fazendo. Sentia-se desonesta... Não sabia o que dizer para Quinn. Ela não deveria presenciar essa cena. Mas já era tarde... A loira passou por cima de suas próprias fragilidades e se sentou ao lado dela, abraçando-a. Rachel se surpreendeu e se deixou envolver. Deitou a cabeça no ombro de Quinn e apertou os braços ao redor dela. A loira continuou calada, ouvindo o choro pesado em seu ouvido, enquanto deslizava a mão pelas costas da morena. Aquele momento não se tratava dela. Tratava-se de Rachel descarregando o peso que a sufocava...

Quinn esperou os soluços diminuírem e as lágrimas se tornarem mais brandas. Soltou-se do abraço e se levantou. Rachel ficou um pouco confusa e logo viu que a loira estendia a mão para ela:

Q: Vem... Vamos deitar um pouco... [disse com a voz suave]

R: Preciso terminar o jantar.

Q: Depois... Vem deitar...

Rachel a seguiu. Quinn a conduziu até a cama e entrou com ela embaixo das cobertas. Puxou-a para si. Suas pernas se entrelaçaram e a morena encaixou o rosto no pescoço dela... Em nenhum momento, Quinn pensou em deixá-la sozinha. Não houve um segundo sequer de hesitação. Não era de solidão que ela precisava... Na cabeça de Rachel, nada daquilo fazia sentido. Desde que colocou os pés dentro daquele apartamento, pensou que Quinn avançaria sobre ela para arrancar suas roupas. Esperou que ela gritasse e a rejeitasse quando ela contou que transou com Finn. Mas a loira estava sendo perfeita. Ela estava sendo o suporte perfeito para ela. Passaram um bom tempo em silêncio. Quinn não dizia nada, não perguntava nada... Apenas mantinha uma carícia singela sobre o braço de Rachel. Não sabiam por quanto tempo ficaram naquela posição. A loira sentia a respiração da morena em seu pescoço e sabia que ela não estava dormindo. Queria dizer alguma coisa, mas não sabia o quê. Rachel se remexeu e se soltou daquele abraço, buscando os olhos claros. Quinn a olhava com ternura e segurança. O silêncio durou o tempo necessário, até que Rachel o quebrou:

R: Eu disse a ele que viria a um workshop que você tinha me avisado em cima da hora. Como se não bastasse toda a mentira, eu usei uma outra mentira para encobri-la. [disse envergonhada]

Q: Pare de se martirizar... [disse calmamente]

R: Não consigo! [respondeu agoniada]

Q: Apenas tente... [manteve o tom]

R: Eu não pensei que você agiria assim. [confessou]

Q: Assim como? [perguntou confusa]

R: Calma, compreensiva...

Q: E como eu deveria agir?

R: Pensei que ao ouvir que eu transei com ele você ficaria decepcionada... [confessou constrangida]

Rachel percebeu uma mudança na loira quando ela disse “transei”. E algo realmente mudou. Quinn se remexeu e se virou, deitando de costas para a cama, olhando para o teto. Ela ficou um pouco em silêncio. Ela precisava daquilo... Rachel a observava, esperando que ela falasse mais alguma coisa:

Q: Eu não tinha o direito de agir diferente. [disse com a voz baixa] Ele é seu namorado, independente de qualquer coisa. Mas pensar que... pensar que ele tocou em partes do seu corpo que... Eu não quero pensar... Eu não quero pensar nisso... [uma lágrima teimosa escorreu pelo canto de seu olho e Rachel viu]

Quinn fechou os olhos. Ela não devia chorar. Ela não podia ser frágil ali. Ela precisava ser o elo forte que manteria Rachel de pé.

R: Me desculpa... [pediu com a voz falha]

A loira abriu os olhos e virou o rosto para ela. Confusa...

Q: Por que pede desculpas?

R: Por magoar você... [Quinn ficou em silêncio] Eu fiquei com medo de que você decidisse se afastar de mim por causa disso...

Q: Isso não era uma opção... [disse segura]

Rachel estremeceu, virou-se e ficou na mesma posição de Quinn, encarando o teto...

R: Quando você saiu da minha casa, naquele dia, imaginou que nos reencontraríamos e viveríamos aquilo de novo?

Q: Eu desejei que acontecesse de novo... [confessou]

R: Eu também... [disse num sussurro] Eu pensei em você em cada santo dia desde aquele...

Q: Comigo não foi diferente... [disse sincera]

R: E agora mesmo eu preciso me segurar para não perder o controle com você... [confessou]

Q: Não se controle... [pediu]

Ambas viraram seus rostos e se encararam. Quinn percebeu que tinha o sinal verde para avançar e assim o fez... aproximou-se e se colocou sobre ela, apoiando-se nos braços, mantendo certa distância:

Q: Nunca foi só sexo, não é?!

R: Jamais poderia ser só isso...

Quinn foi se abaixando, colando seus corpos devagar. Em nenhum momento deixou de encarar os olhos castanhos, até que Rachel os fechou. Quando a loira a beijou, suas mãos foram direto às costas dela. Quinn beijava cada lábio da morena separadamente, bem devagar. Ela estava degustando o sabor dos lábios carnudos. O deslizar da língua da loira dentro da boca de Rachel, fez a morena gemer alto e a loira estremecer. Nunca haviam feito antes daquela forma. Estavam fazendo amor pela primeira vez... Pela primeira vez, admitiam para si mesmas que não era só sexo e deixavam de lado a urgência carnal que usavam para disfarçar seus verdadeiros sentimentos.

Quinn fazia questão do contato visual. A cada beijo interrompido, ela buscava os olhos de Rachel, que sempre estava esperando o brilho dos olhos verdes a encontrar. A loira desceu os beijos para o colo da morena, tirando a blusa dela sem pressa, alisando a pele macia com carinho. O sutiã foi retirado logo depois e seus lábios foram direto para os seios perfeitos de Rachel. Quinn queria degustá-los e degustou com propriedade. A forma como sugava fez a morena se contorcer. Usava a língua com maestria, pura perfeição! Precisava fazer Rachel esquecer a noite de terça. E ela estava conseguindo. Apenas no começo a morena tentou fazer alguma comparação mental entre os toques de Quinn e Finn. Mas o rapaz saiu de sua mente tão logo os lábios da loira alcançaram seus mamilos. E, por enquanto, ele não voltaria mais à sua mente. O que Quinn não fazia ideia era do quão poderoso era seu efeito sobre Rachel, mas isso era só questão de tempo para entender...

A morena estava entregue. Não era um momento de troca... Era um momento onde Quinn a fazia enxergar. Onde a loira tomava o controle para deixar claro que ela a queria e que dependia de Rachel se permitir ser dela...

Barriga, seios, entre os seios, lateral do corpo... Todos esses lugares eram sensualmente beijados pelos lábios e língua de Quinn, que eram quase guiados pelos gemidos suaves de Rachel. A loira teve mais cuidado com o pescoço: não precisava deixar marcas, mesmo porque, ainda havia uma. Sugou delicadamente o lóbulo da orelha da morena, voltando a sussurrar em seu ouvido:

Q: Estava com saudades do seu corpo... [Rachel sentiu-se em êxtase] De você...

Quinn voltou à sua boca e sentiu as mãos da morena deslizando por baixo de sua blusa, puxando-a para cima. A loira a ajudou a tirar. Encararam-se. Quinn sorriu. Rachel também... Ela não tinha sorrido daquela forma desde que tinha chegado no apartamento da loira. Ela não sorria daquela forma desde terça. Na verdade, desde domingo pela manhã... Os olhos de Quinn passearam pelo corpo dela, voltando rápido para os castanhos:

Q: Você é inacreditavelmente linda! [Rachel a puxou para um beijo mais urgente]

A mão direita de Quinn deslizou para dentro da calça de moletom que a morena usava, e começou a acariciar a intimidade dela por cima da calcinha, sentindo o quanto ela estava molhada:

Q: Tão molhada... Tão gostosa! [sussurrou sobre seus lábios]

Quinn massageava o clitóris de Rachel sobre a calcinha e olhava hipnotizada para o rosto da morena, com os olhos fechados, de pura excitação. Sentia os quadris dela moverem-se conforme seus dedos brincavam. Estavam se entendendo... A loira moveu a mão para dentro da calcinha de Rachel, que a segurou com força na nuca. Sua respiração ficou mais pesada. Ela estava tensa e Quinn percebeu:

Q: Abra os olhos... [pediu suavemente. Rachel abriu] Podemos parar se você quiser... [disse com a mesma suavidade] Quer parar? [perguntou atenciosa]

R: Não. [disse firme] Não quero parar...

Quinn voltou a mover seus dedos, deslizando-os delicadamente pela entrada da intimidade da morena. Seus olhares permaneceram fixos um no outro. Quando a loira sentiu que poderia avançar, introduziu dois dedos vagarosamente dentro de Rachel, que arqueou as costas de prazer. Fechou os olhos e buscou respirar o mais normal possível, mas não dava para ser assim...

Q: Tudo bem? [perguntou com a voz doce e Rachel assentiu com a cabeça]

Os movimentos de Quinn dentro dela eram quase artísticos de tão perfeitos. Ela deslizava seus dedos sem a menor pressa, como se quisesse sentir a textura das paredes internas de Rachel. Seus beijos no pescoço da morena passaram a ser um pouco mais quentes, mas ainda comportados. Escovava os dentes delicadamente na pele morena. Beijava o queixo, o canto dos lábios, a orelha...

Q: Goza pra mim... [sussurrou suavemente em seu ouvido] Goza devagar, por mim...

As unhas de Rachel arranhavam a nuca de Quinn, que estava ficando louca com os gemidos em seu ouvido. A loira sentiu as paredes da morena pressionando seus dedos e o corpo dela começar a tremer. Os espasmos do orgasmo foram assistidos atentamente por Quinn, que tentava memorizar cada movimento de Rachel. Aquela garota era dela. Finn Hudson não podia tocar nela novamente. Ele não deveria tocar nela nunca mais... Não importava o quanto ele era um bom rapaz, ele simplesmente não conhecia a morena como ela precisava ser conhecida. Finn transou com Rachel, manteve o ritmo de penetração que quis e gozou. Por mais que tenha tentado ser carinhoso, em nenhum momento percebeu a tensão da namorada. A morena chorou enquanto transava com ele e ele foi incapaz de perceber isso. Quinn, ao contrário, percebia cada mudança no corpo e no comportamento de Rachel, sabendo perfeitamente quando ela estava tensa. Conseguia decifrá-la mesmo sem vê-la, apenas por uma mensagem. Finn era incapaz de decifrá-la pela voz... Era uma competição desleal, onde o menos qualificado tinha o prêmio. Quinn precisava lutar para assumir seu lugar. Não bastava ter um bom coração e amar Rachel Berry. Era preciso transformar esse amor em algo tão grandioso quanto ela. A morena merecia mais e só a loira era capaz de lhe dar...

R: Você só pode ser alucinação minha... [disse com a voz cansada]

Q: Você acha isso? [perguntou com um sorriso]

R: Não há outra explicação. Não existe ninguém assim como você... [dizia com um tom de encantamento]

Quinn a beijou delicadamente, deitou-se ao seu lado e a puxou para si:

Q: Vamos descansar um pouco e jantar, o que acha? [perguntou com um sorriso carinhoso]

R: Acho uma ótima ideia! [sorriu de volta]

A loira beijou-lhe a testa e a fez se aconchegar mais a seu corpo.

R: Obrigada por estar sendo tão carinhosa... Obrigada por me fazer sua...



Notas finais
Estou amando os comentários de vocês! Por favor, continuem! :)
Para quem acompanha "Você Sempre Esteve Em Mim (parte 2)", peço desculpas por não ter postado hoje, mas não tive tempo. Postarei mais tarde!
Beijos!