Enquanto eu Dormia
1 One Shot
Notas iniciais
Abri lentamente os olhos. Onde eu estava? Camas com o lençol perfeitamente branco, flores em uma cômoda do meu lado junto com a minha varinha e a vassoura.
Infelizmente, identifiquei que me localizava na enfermaria.
Não deveria ter colocado tanta asa de morcego na minha poção mesmo que, de acordo com os meus cálculos, o máximo que deveria acontecer era ter dado mais imunidade e durabilidade. Mas, provavelmente, deve ter ocorrido algum acidente e eu vim parar aqui. Tentei erguer o meu corpo, colocando-me de pé dolorosamente.
Cada passo era uma pontada nas nos ossos, mas ainda assim consegui chegar até o calendário. Droga! Eu tinha ficado desmaiada por mais de uma semana! Achei que os efeitos colaterais eram, no máximo, uma explosão breve.
Ouvi passos se aproximando e me joguei de volta na cama, ignorando a dor. Ninguém, ninguém mesmo, iria me ver com os cabelos emaranhados desse jeito, muito menos com essa roupa de hospital e a cara de doente. Como poderia dar continuidade ao meu título de “Senhorita Independente” se precisava de ajuda até pra poder me levantar?!
Meus músculos doíam a cada respiração, mas fiz de tudo pra me manter na mesma posição que me encontrara quando acordei. Oh, merda! Tomara que não seja o meu pai, porque quando Ronald Bilius Weasley descobrir que eu acordei, provavelmente, ia me colocar de castigo por mil e um anos, por ter o deixado louco de preocupação. Provavelmente minha mãe não faria diferente, mas depois do sermão, me daria os parabéns por estar fazendo uma descoberta ao sofrer o acidente.
Será que Hugo já deixara a família ciente? Se sim, eu colocaria fogo naquelas cartinhas que ele vinha recebendo de uma outra menina da Lufa-Lufa. O irônico é que ambos acham que tem que ter um relacionamento secreto porque é errado e proibido, contudo toda a família já está mais do que ciente, juntamente com todo o resto de Hogwarts.
Se o diretor Longbottom entrar aqui, tentarei ao máximo não entrar em desespero. Ele podia até ser um coitado quando menor, mas depois da Batalha de Hogwarts se tornou inspiração para muita gente. E se eu fosse expulsa? Provavelmente tio Jorge iria morrer de orgulho de mim, porque jamais conseguira tal proeza, mas eu estaria em completo desespero.
Claro que também existia o outro lado da moeda e, talvez eles me igualassem a Simas Finningan, um dos amigos do meu pai que inspirou Fred II, meu primo, por causa de seu longo histórico de explosões. Me sinto surpresa dele não ter sido expulso logo no primeiro ano.
Tomara que a vovó Molly não me mandasse um berrador, como me ameaçava meu pai. Porém eu, como sua neta predileta, — pelo menos como eu acho — sei que ela só me mandaria uma torta deliciosa de abóbora e um pedido de melhoras.
Mas, ao ouvir a voz rouca que conversava com a nova enfermeira, eu tive certeza de que preferia que Roxanne, a monitora da Grifinória, tivesse aparecido para me dar uma das piores detenções da história, como limpar toda a Sala Precisa, em vez dele!
Scorpius estava falando com alguma das responsáveis por mim.
Toda Hogwarts tem a noção de que a minha relação com o Malfoy estava bem longe de ser das melhores. Ele era um idiota inconsequente que não perdia a chance de me chamar de algo como “Rosa” ou “Flor”, mesmo sabendo que eu preferia manter a minha relação com meninos inexistente. Realmente, não passava de um cara rebelde sem noção do perigo!
Mas, sim, eu, definitivamente, tinha me apaixonado por ele entre uma briga ou outra. Talvez fosse o cabelo rebelde, os olhos azuis límpidos como se pudessem enxergar a minha alma, ou mesmo aquele sorriso lateral que ele sempre mantinha na boca.
Não podia ouvir a conversa direito, mas ainda assim sabia que não parecia ser muito boa. Normalmente, alunos não podem entrar na enfermaria depois das oito da noite a menos que tivessem laços de sangue, mas ele deve ter dado uma boa desculpa para poder entrar, porque rapidamente ouvi seus passos se aproximando e sentando encima da cadeira que havia do lado da cama.
— Oi, Flor. É, eu estou aqui mais dia, mas infelizmente estou desistindo de te comprar sapos de chocolate. Sabe, no primeiro dia eu te trouxe um monte, como já te disse esses dias, mas você não acordou. Sempre tive raiva de te dar as coisas e o Lysander levar todo o crédito, no entanto agora tudo que eu queria é que você abrisse esses seus olhos acastanhados e me socasse a cara.
Era como se eu pudesse o ver sorrindo por de trás das minhas pálpebras. Conhecer uma pessoa assim era estranho pra mim, mas não com Scorpius. Quando cheguei em Hogwarts, tinha onze anos e alguns dias, nossos pais se cumprimentaram e nos conhecemos. Ele era extrovertido, engraçado e aparentemente hiperativo. Já eu era a garota dos cabelos intensamente ruivos e volumosos que lia “Os Contos de Beedle, o Bardo” a pedido de minha mãe.
Nunca tivemos muito em comum.
Tinha sido muito atencioso de sua parte me trazer sapos de chocolate, só não sabia como ele descobrira que eram os meus prediletos e, muito menos, os comprara.
— Sinceramente, estou com muito medo de não te ver mais, Rosa. O seu acidente foi horrível e eu não consigo parar de me culpar, sabe? Estava do seu lado, mas não fui rápido o suficiente. Quando a coisa explodiu, tentei te proteger com o meu corpo, mas sua cabeça bateu sobre a mesa forte o suficiente pra te render um corte enorme. Claramente, ambos viemos para a enfermaria, mas eu só tinha umas bolhas de queimadura, enquanto você continuava inconsciente. Rosa, saiba que eu daria tudo para poder voltar no tempo e te proteger por completo.
Droga, droga, droga, esse infeliz não fez isso! Já sabia que Scorpius sempre tivera um instinto protetor maior do que os outros caras, tendo como prova o olho roxo que Lorcan Scamander levou depois de me confundir com sua nova namorada, mas não pensei que ele era o tipo de pessoa que se enfiava no meio de uma “bomba” só pra salvar uma pessoa.
Meu respeito por ele cresceu, e eu não sabia se queria abraçá-lo ou dar-lhe um soco por me chamar mais uma vez de “Rosa”. Sempre detestei esse apelido, sem nenhum motivo realmente aparente.
— Sei que você adoraria saber disso, por isso te falo que não foi culpa sua. Como era esperado, a poção ficou apenas mais durável e forte depois que a testaram. Só que aquele infeliz do Cameron Brown colocou uma Mandrágora lá dentro pra poder brincar um pouquinho. Seu pai, o meu, seu avô e mais a minha mãe, precisaram me segurar, com a função de que eu não quebrasse todos os ossos daquele infeliz. Mas se isso te consola, ele teve uma longa noite de dor com as costelas quebradas.
Cameron Brown era o filho da única namorada que meu pai teve antes da minha mãe. Ela não era muito feliz com o novo marido, e o filho deles parecia me odiar, e isso não era segredo pra ninguém.
Fiquei imaginando meu pai, vovô Arthur, Draco e Astoria segurando Scorpius. Sempre soube que ele era forte, meio agressivo e tinha alguns ataques de raiva, mas nunca pensei que fosse algo tão intenso.
Já o tinha visto extremamente nervoso, uma vez ou outra, mas eu sempre o consegui segurar sozinha. Nunca o vi realmente socar uma pessoa, mas sabia que a sensação deveria ser horrível só de saber a facilidade que ele tinha de levantar os móveis para sua mãe limpar a casa.
— Mas quero que me desculpe, Rosa. Sei como você odeia quando eu fico bravo, também sei que você tem medo, só que quando eu soube que aquele infeliz tinha te deixado desse jeito, eu quis fazê-lo sentir toda a merda que ele te fez sentir. Porque, sabe, eu não consegui sentir dor nenhuma sabendo o estado que você estava.
Sim, eu odiava quando ele ficava furioso, mas estava enganado quanto a eu ter medo. Eu era, provavelmente, a única pessoa que não tinha medo de nenhum Malfoy.
Muitas garotas se apaixonavam por Scorpius por causa da sua reputação de garoto malvado, mas sempre o preferi quando ele era “o cara bonzinho” que é apaixonado pela mãe e ajuda todos aqueles que precisarem.
Só de pensar nas marcas que ele deveria ter nas costas agora, não conseguia sentir raiva de nada a não ser daquele infeliz do Cameron. Agora só tinha que formular um plano pra poder terminar o trabalho que o Malfoy já tinha começado.
— Rosa, graças ao meu machucado e ao fato de não poder te ver mais, o diretor Longbottom me deixou ver o espelho Ojesed. Dessa vez não nos vi juntos tento um futuro normal. Tudo que eu mais quero agora é te ver acordar, respirar e sorrir. Não me importa com quem você vai ter um futuro, te ver feliz já é bom o suficiente pra mim. Droga, Weasley, eu estou perdidamente apaixonado por você.
Não, Rose, não chore e nem entregue o fato de você estar acordada.
Scorpius Malfoy era um infeliz idiota, isso era. E, pra minha sorte, eu retribuía o sentimento, completa e idiotamente.
— Até mais, Rose.
Depois de encerrar a fala, ele recostou seus lábios sobre a minha testa e depositou ali um beijo terno. Como não podia estragar o plano, resisti a minha vontade de agarrá-lo ali mesmo, sem se importar com o que alguém iria falar.
Assim que ele saiu e fechou a porta, me levantei e vi uma gota de sangue solitária sobre o lençol da cama. Ah, aquele Brown vagabundo me paga agora mesmo, nem que eu tenha que rachar a cara dele pra isso.
Ao me olhar no espelho de corpo completo, finalmente pude notar que, ao invés da habitual camisola de hospital, estava com um pijama de vaquinha muito fofo. Não me lembrava dele, então provavelmente foi mais um dos meus presentes, juntamente com as flores, chocolates e ursinhos de pelúcia.
Peguei uma pantufa qualquer, esperei tempo o suficiente pra ninguém ter nenhuma suspeita, e abri a porta do quarto completamente furiosa, sem nem mesmo arrumar o meu cabelo.
No outro compartimento estavam meu pai, meu avô, Draco e Cameron levantados, enquanto Scorpius se encontrava sentado colocando a camiseta. Até pensei ter o visto corar, mas rapidamente o seu sorriso foi substituído por um sorriso lateral.
— A Bela Adormecida decidiu parar de esperar o beijo do príncipe e se levantar?
Não teve como eu responder a pergunta, porque estava ocupada demais batendo, arranhando e chutando Cameron com tudo que eu podia. Ele, claramente, não estava se machucando muito, mas queria extravasar a minha raiva, socar a cara dele até perder as forças.
Eu realmente estava longe de ser a melhor mentirosa do mundo.
Meu pai me imobilizou com os braços e me levou de volta pra minha sala. Enquanto eu continuava me debatendo na cama, ele segurou os meus pulsos e falou:
— Rose, me escuta!
Na mesma hora parei de me remexer e prestei atenção nele.
— Como você descobriu?
— Quando o Malfoy entrou aqui eu só estava fingindo dormir. Estava com medo de ser o diretor Longbottom vindo pra cá me mandar uma carta de expulsão.
— Olha, eu tenho que te contar uma coisa. Lembra daquele dia na Toca quando ele simplesmente explodiu lendo uma carta?
Confirmei com a cabeça. Lembrava claramente daquele dia, porque foi a que ele resolveu passar as férias junto com a minha família. Ele sorria de uma piada qualquer que Alvo contara para ele, quando uma coruja pousou no seu colo. Ao lê-la, de repente, começou a ficar vermelho, apertou os pulsos e enfiou a cara no meio das mãos. “Victorie, leva a Rose para o seu quarto” foi tudo o que meu pai disse. Meu coração palpitou, porque o dela ficava no andar mais alto da casa.
No outro dia, ele acordou normalmente, como se nada houvesse acontecido.
— Scorpius não tem um controle muito grande, isso é verdade. Mas é claro que estavam o provocando. Lilá pediu para Cameron destruir você, porque isso acabaria comigo. E que forma seria melhor do que fazer isso se não fazendo um Malfoy, antigo inimigo da família, descontar toda a raiva em você?
Pensei um pouco no que ele dissera. Era verídico que, muitas vezes que estávamos juntos, alguma coisa o tirava do sério, entretanto nunca me preocupei muito com isso.
— Olha, era isso que a coruja tinha trazido pra ele. — Me mostrou uma foto minha dormindo.
— Uau, vou ficar furiosa porque me deram uma foto de alguém dormindo. — falei irônica enquanto me sentava.
— Rose, pense comigo. Alguém tinha tirado uma foto sua dormindo no seu quarto na Toca, enquanto ele dormia uns poucos andares pra baixo. Também tinha escrito “Eu consegui entrar e você não pode me deter. Pobrezinha da sua garotinha, o que eu posso fazer com ela!”. O Malfoy não é fácil de ser controlado. Ele chorava, arrancava fios do cabelo e rangia os dentes. Precisamos de dar um calmante muito forte pra ele não sair aquela hora da noite alterado daquele jeito. Por isso que ele passou a dormir no quarto ao lado do seu.
Droga, droga, droga. Naquelas férias eu bem que tinha notado a forma em que a minha família toca estava me tratando, inclusive meu irmão.
Não pensei que Scorpius chegaria a esse ponto, então fiquei surpresa em saber tal notícia. Tudo que eu queria agora era abraçá-lo, beijar e cuidar dele enquanto o loiro continuasse no hospital.
— Agora, olha, ele cuidou bem de você, agora é sua vez de retribuir. — Me entregou uma pomada cheirosinha. — Ele não quis passar nada, apenas melhorar no sistema trouxa enquanto você estava mal. Vai lá e convence ele a passar isso, senão Astoria vai me arrancar o couro. — Piscou pra mim.
Uau, meu pai estava falando sobre garotos comigo.
Tomei um banho merecido, coloquei minhas vestes de Hogwarts e voltei para o quarto. Agora estávamos só eu e os Malfoys. Beleza, sem pressão.
— Levanta, Malfoy. Eu tenho uma surpresinha pra você. — Mostrei o vidrinho.
— Droga, Rosa, se queria me ver sem camisa era só ter pedido com carinho. — Ele sorriu lateralmente, puxando risos baixos dos pais.
— Vamos lá, não seja difícil. — Tentei puxar à força.
— Não, não vou te deixar ver isso. — Me segurava pelos braços.
— Olha, acho melhor eu sair. Astoria não gosta muito de ver essas coisas. — Draco saiu piscando para o filho.
Sério? Por que todos os pais de meninos tinham essa coisa com os seus garotos?
— Okay, sua mãe saiu. Pode ir tirando essa camiseta porque eu tenho regras pra cumprir.
— Me desculpe, Rosa, mas eu resisto facilmente aos encantos de uma nerd.
Pensei em qual seria a minha tática, até ter uma ideia meio idiota. Tudo bem que eu queria fazer isso há tempos, mas agora eu realmente tinha um motivo.
Encostei levemente meus lábios sobre os dele, sem nem mesmo fazer pressão. Realmente, eu não sabia beijar.
— Uau, flor. Realmente, sempre imaginei que iria notar os meus encantos, mas vamos fazer isso direito. — Corei. Definitivamente, eu não saberia fazer direito. — Olha, se não souber, eu te ensino. É assim que se faz... — Tentou aproximar mais os nossos corpos, mas eu o afastei, urgentemente.
— Primeiro o remédio.
— Preciso da anestesia antes.
— Talvez, só talvez, eu te dê um antibiótico depois. Só vai arder um pouquinho.
— Dá um beijinho pra sarar depois? — Sorriu lateralmente.
— Nem nos seus sonhos mais selvagens, Malfoy.
Retirei a sua camiseta e comecei a passar a pomada encima da pele ferida e levemente torrada. Realmente, eu queria poder achar as coisas mais feias e repugnantes, e seriam se eu não soubesse o motivo delas. Essas marcas não eram só por culpa minha, mas também eram por mim.
Acabei não resistindo e, me colocando de joelhos atrás dele para poder passar com mais facilidade, lhe dei um beijo estalado na bochecha. Não era muito fã de demonstrações de carinho, contudo ele também sabia disso.
— Sabe que o que eu falei era só brincadeira, não é?
— Sei.
Comecei a espalhar a pomada pela extensão corporal das suas costas e tive que me resistir pra não chorar. Droga, ele estava todo ferrado, machucado e dolorido, enquanto eu só tinha desmaiado por um tempo. Depois que acabei, murmurei um feitiço e já podia tirar toda a gosma de cheiro de menta porque os machucados já estavam cicatrizando e pararam, imediatamente, de doer. Viva a magia!
O abracei assim que senti que era seguro e, rapidamente, fui retribuída. Scorpius sempre cheirava a sabonete e espuma de barbear, e no momento apenas isso poderia me confortar. Quebramos o abraço e nos sentamos frente a frente.
— Porque você fez isso?
— Porque você é importante pra mim, sabe? Te ver machucada me dói mil vezes mais de vezes mais do que se fosse em mim. O motivo disso é o mesmo de o Sol nascer todos os dias. Algumas coisas são fatos: Cameron é um infeliz, viver é divertido, Scorpius sente o cheiro de Rose na Amortentia.
— Eu já te disse que você é um idiota?
— Pela última semana não, mas estava louco para ouvir isso.
— Tudo bem então. Você é o idiota que vai me ensinar a dar uns beijos.
Senti ele se aproximar rapidamente de mim, com um sorriso lateral. Podia sentir sua respiração se misturando com a minha, mas tudo que eu conseguia pensar era em como eu queria que ele começasse isso logo.
— Sabe, eu sempre soube que você ia pedir isso, um dia, e fico muito feliz por ter sido antes de outro cara.
— Antes de qualquer outro cara, então é bom ser o melhor de todos. — Sussurrei de volta.
— Vou fazer o meu melhor.
Ele quebrou o pouco de distância que as nossas bocas mantinham e colocou uma mão no meu cabelo e a outra na cintura, enquanto eu mantinha as minhas duas no seu pescoço.
Não era calmo nem urgente, nem doce nem salgado, nem profundo nem singelo. Era perfeito no maior estilo Scorpius. Agora, finalmente, podia entender o motivo das meninas ficarem tão depressivas quando eram abandonadas por ele.
Assim que o ar nos faltou, pude dizer irônica e levemente ofegante.
— Esse foi o seu melhor?
— Até agora sim. Mas se me der mais umas chances, prometo que só vai melhorar. — Riu.
— Espero que cumpra a sua promessa, Malfoy, porque eu não pretendo te largar tão cedo.
— O mesmo, Weasley, o mesmo.
E, bem, Scorpius Malfoy nunca quebra uma promessa.
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