Enquanto O Príncipe Sofria... Eu O Amava
1 De volta à Hogwarts.
Notas iniciais
Embora esse capítulo ainda não revele muito bem a história, até que ficou legal (pelo menos eu achei).
Retornar à Hogwarts, depois de tudo o que havia acontecido, não seria algo fácil. As lembranças daqueles que se foram estavam cravadas em cada canto das ruínas daquela escola.
Ao chegar, muitos ainda ficavam chocados.
- Vamos Ron! – Hermione falava em tom de ordem mas, ao mesmo tempo, compassivo.
- Eu não consigo, Mione! Eu sei que não consigo! – Rony demonstrava uma cara de medo e insegurança – Ainda é muito difícil... — Ele sussurrou.
Embora não falasse e tentasse não demonstrar, Rony ainda sentia muita falta do irmão, aliás, todos os Weasley’s ainda sentiam falta de Fred.
- Ron, eu sei que vai ser difícil! – agora, era Gina que falava, em tom meio desolado – Mas temos que fazer isso, temos que continuar, por mais difícil que seja.
- Mas...
- Mas nada, Ronald Weasley! Você vai entrar nessa escola e aceitar que, de agora em diante, as coisas serão assim. – a garota falava em tom de ordem, de certa forma, lembrando a Sra. Weasley – Além do que, eu tenho certeza que o Fred não ia querer te ver mal desse jeito.
- É, acho que você tem razão. – Rony falou parecendo um pouco mais conformado – Vamos entrar logo, então.
Rony respirou fundo e os três entraram.
Por dentro, a situação também não era das melhores. Haviam, ainda, muitos escombros espalhados por todo lado e várias paredes quebradas. Embora todos soubessem que a situação da escola era lamentável, cada aluno que entrava, parecia espantado com a situação em que o local se encontrava.
- Onde está o Harry? – pergunto Rony, percebendo, agora, que o amigo não estava lá.
- Ele entrou antes. – respondeu Hermione – Disse que precisava fazer algo...
Enquanto isso, na sala de DCAT...
O lugar estava todo destruído: As paredes estavam rachadas, as mesas todas quebradas (embora todas as mesas quebradas já tivessem sido retiradas das salas de aula). Acho que eles não vão usar essa sala para dar aula, durante esse ano... Era o que Harry pensava ao entrar no local. Mas não foi por isso que Harry foi até lá. Na verdade, o motivo da visita local era apenas a saudade. Harry sabia que aquele lugar lhe traria ótimas lembranças, de uma das melhores pessoas que ele conheceu na vida: Remo Lupin. Ele tinha sido mais um que morreu para salvar o mundo bruxo do poder das trevas. Harry, no entanto, não imaginava que se sentiria tão mal ao pensar em Lupin. Harry, de certa forma, ainda se sentia culpado pela morte do professor. Foi por causa dele que o professor e sua mulher, Ninfadora Tonks, morreram. Foi por causa dele que seu afilhado, Ted, ficou sem os pais. Só o que o conformava era saber que eles morreram lutando por todos os bruxos, não só por ele. E ele também esperava que Ted, um dia, também entendesse esses motivos.
- Você está pensativo, Sr. Potter. Algum motivo em especial?
Harry olhou para a porta, assustado, e encontrou a professora McGonagall olhando para ele, parada, com um semblante meio triste.
- Ah! Professora... eu não a tinha visto aí. – respondeu Harry, meio encabulado.
- Eu percebi, Sr. Potter. Eu percebi... Estava pensando em alguém?
- Ah, bem... eu preferia guardar isso apenas para mim, se a senhora não se incomodar...
- Claro que não. Eu apenas achei que o senhor poderia querer conversar. Mas se o senhor prefere assim...
Os dois ficaram se encarando por um tempo, dois olhares tristes perdidos, tentando, talvez, encontrar o caminho no olhar do outro. Depois de ficarem, mais ou menos, dois minutos (que pareceram uma eternidade) se olhando, o silêncio foi finalmente quebrado.
- Professora?
- Sim, Sr. Potter?
- Essa sala será usada para aula?
- Infelizmente, não, Sr. Potter. A sala ficou muito deteriorada, e tivemos de usá-la como depósito.
- E onde ocorrerão as aulas de Defesa Contra Arte das Trevas?
Minerva olhou para Harry, meio que “engolindo o choro”, e deu um longo suspiro.
- Acho que não foi uma boa pergunta... – comentou Harry.
- Ah! Não Sr. Potter! Não há nada de errado com a sua pergunta – respondeu a professora, como quem queria se retratar.
- Então, onde ocorrerão as aulas? – Perguntou Harry, meio confuso, não por sua pergunta, mas por aquela estranha reação da professora.
- Bem, por enquanto, elas ocorrerão no salão principal, até que encontremos um ambiente mais propício para as aulas.
Os dois continuaram lá, parados, Harry olhando a professora, notavelmente abalada.
-Hum... Professora? Você está bem?
- Claro que sim, Sr. Potter!
Era óbvio que ela não estava bem. Mas, antes que o garoto pudesse dizer algo, a professora se manifestou.
- Acho melhor o senhor ir encontrar seus amigos. Eles devem estar te procurando.
- Claro. – respondeu o garoto, ainda curioso.
Quando chegou próximo à porta, o garoto notou mais ainda a tristeza da professora, mas achou melhor ir embora.
Quando já estava no corredor, não muito longe da porta, Harry voltou a falar com a professora.
- Professora, posso lhe fazer uma última pergunta?
- Claro que pode.
- Quem dará as aulas de Defesa Contra Arte das Trevas?
Os olhos da professora se encheram d’água, mas ela, simplesmente, respondeu.
- A Srta. Narcisa Malfoy.
Harry ficou meio abismado, mas preferiu apenas dizer.
- Ah! Claro. Hum... Obrigado professora.
- Por nada, Sr. Potter.
Harry foi andando pelo corredor e, quando o garoto desapareceu de vista, a professora não aguentou, e uma lágrima rolou por seu rosto, enquanto ela olhava a sala.
- Sim, Sr. Potter. A Srta. Narcisa Malfoy.
Ela secou as lágrimas e fechou as portas da sala.
Notas finais
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