Enlouquecendo O Internato

15 Piquenique clandestino com os amigos


Notas iniciais
Gente não morri, tá?
Tirei o 'fic interativa' porque já chega de gente, mal consigo aguentar vocês todos! kkkk
Esse daí me deu trabalho, tava correndo contra o tempo para postar logo, mais as coisas sairam do meu controle .-.
Enfins, espero que gostem
E ah, pessoas que mandaram os personagens e não comentam, é melhor darem as caras logo porque senão eu vou ter que começar a mandar alguns personagens para uma viajem só de ida pra lugar nenhum : )
Beijos
Nay

22 de Outubro de 2012, segunda-feira

Esqueça tudo que você sabe sobre salas de professores, limpe sua mente e tente imaginar o que eles viram: haviam instrumentos musicais, pufes coloridos, um bar, um globo de espelhos pendurado no teto, cartazes e pôsteres de bandas dos anos 80 e uma barra de poli dance, sabe-se lá para quê. Além de outros detalhes adicionais.

– O que porra eles fazem aqui?! – gritou Igor, dando um pulo para trás.

– Cara, eu tenho que mostrar isso pros meninos! É de-mais! – exclamou James, tirando o celular do bolso e começando a tirar fotos do local.

– Olha isso! – gritou Lucas, apontando para um grande mural na parede. Todos eles se juntaram para ver o que era: havia diversas fotos dos alunos de diferentes anos do internato, fotos velhas e antigas, mas as que mais predominavam eram as do segundo ano. Havia uma foto de todos eles juntos, tirada no primeiro dia de aula e um texto digitalizado embaixo:

Segundo ano? Endemoniados? Possuídos? Doentes mentais?

Essas são nossas teorias sobre a pior turma de nosso tão amado e tradicional Dom Romeo, nosso corpo de professores tem armado planos para combater esses adolescentes cheios de hormônios, alguns já são velhos conhecidos, baderneiros de longa data, até mesmo os novatos e os nossos tão queridos alunos intelectuais já estão caindo ‘nas garras’ de seus colegas problemáticos.

A questão é: o que deveríamos fazer com eles? Qualquer professor que quiser manifesta sua opinião será bem-vindo.

Atenciosamente,

Sra. Marshall

– Oh-Ooh, estão organizando um complô contra a gente – resmungou James, que esta hora já estava sentado em um dos pufes coloridos, com uma expressão pensativa no rosto – temos que acha algum de nos vingar, eles ainda não viram nada do que os ‘endemoniados’ podem fazer – assumiu um sorriso perverso de orelha a orelha.

– No que você está pensando, James? – perguntou Igor, com uma sombra do mesmo sorriso que James nos lábios.

– Nossa, ele pensa! – exclamou Charlie, fingindo-se de surpresa – você deveria ganhar um prêmio por esse feito. Quem podia imaginar, James Idiota Cole pensa!

Emily, Lucas e até mesmo Poli e Liam, que estavam sentados encima de uma mesa, no fundo da sala soltaram risadinhas.

– Eu ainda estou com aquela coisinha sua, que o seu cachorro fez o favor de me dar. E além do mais, eu e seu irmão ainda mantemos contato – James falou, num tom maléfico, sorrindo para ela. Tinha quase se esquecido de que ele ainda estava com sua calcinha sequestrada. Charlie engoliu em seco.

– Gente, deixem as brigas, apostas e os agarramento ai atrás também e vamos nos concentrar na missão. Como vocês já sabem, o que não vai faltar aqui é bebida. Então, todo mundo pegando suas mochilas e as coisas importantes, para darmos logo um fora daqui – falou Emily, ela era realmente uma boa líder, todos ali tinham que admitir.

Após uma ‘varrida’ na sala dos professores, e James ter tirado mais algumas fotos do ‘mural-sombrio-anti-alunos-dos-professores’, as mochilas estavam cheias de cerveja, uma garrafa de whisky e uma de Vodka, além de terem sequestrado algumas coisas interessantes dos professores, como uma caixa de cigarros ( n/a: me perdoem os donos dos personagens, mais vou colocar todos os personagens para beber ou fumar, sem exceções ).

– Bem... Tudo ok? Já podemos ir, Emily – disse Lucas,após fechar sua mochila.

– Missão MASP concluída. Agora vamos logo atrás dos outros – falou Poli, com um sorriso meio diabólico no rosto, como todos os outros ela também queria que os professores soubessem da encrenca em que estavam se metendo ao mexer com o 2º Ano ‘A’.

Continuando nosso ‘passeio’, virem à direita na cantina, sigam a escada até o segundo andar e achem a Sala de Música.

A missão deles tinha ido bem até agora, após Heitor praticamente arrombar a porta da Sala de Música – os veteranos estavam realmente surpreendendo-se com aquele garoto –.

O local era enorme, as janelas estavam se cortina, o que possibilitava que a luz da lua invadisse a sala pelas enormes e altas janelas. Havia todo o tipo de instrumento que se pudesse imaginar por ali, desde os mais comuns, como violão, violino e flauta, á coisas como gaitas de fole, clarinetas e tambores africanos. Era muito raro que os alunos frequentassem a Sala de Música, já que as aulas aconteciam na própria sala de aula ou então no Jardim, e as visitas aquela sala eram bônus por bom comportamento ( bônus que claramente a turma deles não tinha já que a grande maioria das pessoas estava constantemente fazendo uma visitinha a Sra. Grey na detenção ).

Santana batucava seus dedos no braço, claramente nervosa.

– Oh Dios, cuánto demora? ( Oh Deus quanto tempo leva?) – resmungou ela, baixinho. Quando nervosa, ela começava a falar coisas em espanhol com frequência.

– O que você disse?!Não entendi nada – disse Matthew, que agora estava ao seu lado. Santana soltou um pequeno grito, não tinha o visto ali.

– Hmmm... nada demais. Só estou impaciente – falou, sorrindo para ele. Só agora percebeu que Matt tinha um violão em sua mão direita.

– Você toca?

– Sim, um pouco. Toco para você depois, se quiser, claro – disse, um pouco sem graça.

– Eu adoraria ouvir – virou-se para Matt, com um sorriso ainda maior no rosto. Santana o achava legal, era engraçado e era um dos poucos populares que ela conhecia que não era exibido, nem ficava mexendo com ninguém, além do mais o conhecia desde que entrara ali, fora um dos poucos garotos que não tinha rido dela por causa de seu sotaque ainda um pouco característico em sua voz, apesar dos anos vividos nos EUA — Eles vão demorar muito? – perguntou, observando enquanto Noah, Annia e Heitor olhavam para os instrumentos, com curiosidade.

– Ah não, não, estão procurando um violão para Liam Sommers, vamos fazer um dueto e tal. Ele toca violão muito bem – respondeu, com um sorriso no rosto. Matt era o melhor amigo de Liam desde que descobriram a paixão que os dois tinham pelo instrumento.

– Legal, vou gostar de ouvir isso. Se Alle tivesse aqui provavelmente arrumaria um jeito de roubar a bateria e carregar para o quarto dela – comentou, rindo. Sant já tinha ido passar um fim de semana com a amiga e sabia muito bem o barulho que Alessandra poderia fazer com uma bateria. Mattew riu.

– Muito barulho?

– Sim, era bem capaz de ela acordar toda a cidade – Santana riu, junto com Matt. Gostava da risada dele, era contagiante.

– Bem, acho que eles acabaram ali. Vamos, Srta. Hernadez? – falou, tentando imitar um sotaque espanhol que fez Sant rir mais.

– Sí señor – respondeu e riu da cara confusa dele – Eu disse ‘sim senhor’.

– Ah, certo – estendeu o braço para ela, que passou o próprio braço ao redor do dele – Acho que nossa ‘missão’ está cumprida.

Agora, subam mais alguns andarem e cheguem aos dormitórios femininos e masculinos para obsevar nossa 4º e última missão.

Bem, aquilo não era bem uma missão, era mais como ‘ não vamos deixar vocês desocupados, então vão buscar alguma coisa para a gente se divertir’.

Cherrý e Nico tinham ido atrás dos jogos e da toalha xadrez. Enquanto Gaby e seu Liam tinham saído com o pretexto de pegar a câmera de Kylee, mas pelos sorrisos e olhares trocados, Daena sabia muito bem que não era só isso que eles iam fazer.

Dae estava sentada no parapeito da enorme janela, a luz da lua refletia em sua pele a deixando extremamente branca. Gostava de observar a lua e de como ela parecia tão linda e radiante no céu onde as estrelas eram pouco visíveis por causa das luzes da cidade, seus olhos estavam marejados, por seus pensamentos que rondavam em torno de todas as brigas que já tivera com Jason e pela dor em suas costas graças ao enorme hematoma que ganhará da briga que tivera com ele no fim de semana. Alessandra tinha visto o machucado em suas costas e tinha a perguntado o que tinha acontecido, não queria mentir para ela, era sua melhor amiga por isso contou a ela sobre todas as brigas com o irmão, o que acabou resultando em Alle furiosa com uma enorme vontade de dar uns bons tabefes em Jason.

– Por que tá aí sozinha? – perguntou Christopher, sentando-se a sua frente no parapeito. Ele agia diferente com ela, não usava sua brutalidade toda,tinham se tornado bons amigos depois daquele esbarrão no corredor.

– Hm, nada. Estava só pensando – mentiu, dando um sorriso forçado.

– Não caio nessa, Dae. Você está triste e tava assim no fim de semana também. Me conta o que aconteceu – pediu olhando nos olhos dela. Os dois tinham se falado pelo Skype no domingo e ela estava com os olhos vermelhos por ter chorado tanto. Daena sentiu uma dor no peito, não queria mais mentir para ele. Então contou a ele sobre tudo, as brigas com o irmão e os constantes machucados que recebia como resultado.

– Me deixa ver, Daena – falou Chris, a voz alterada, referindo-se ao hematoma dela. Dae suspirou e virou-se de costas, colocando os cabelos de lado para que ele pudesse ver a grande mancha roxa perto de seu pescoço. Christopher passou os dedos levemente pela borda do machucado, vendo-o assumir um tom amarelado ao seu toque e depois volta ao roxo, contraiu os músculos, sentindo a tão familiar raiva se apossar dele – Eu.Vou.Matar.Esse.Filha.Da.Puta. Como ele pode fazer isso com você?!

– Ele é assim mesmo, um monstro. Mas não suje suas mãos com ele.

– Como ele pôde?! Aquele merda, ah, quando eu ver ele, eu vou... – começou, mais foi interrompido pelos lábios de Daena nos seus.

– Shhhh... deixe meu irmão para lá, ok? – murmurou, sorrindo um pouco. Chris retribuiu o sorriso e depois foi a vez dele de beijá-la. E assim ficaram, beijando-se a luz do luar.

Depois de tantos romances, brigas, ameaças e tals, finalmente todos eles se juntaram, com as coisas prontas, embaixo de um grande salgueiro no fundo do quintal.

Fora meio complicado fazer com que todo os 28 se encaixassem ali, mas bem, nada é impossível. Mattew Hills e Liam Sommers estavam juntos, tocando violão, eles eram realmente muito talentosos, Santana observava a tudo, fascinada com o talento de Matt.

Lucas e Kylee estavam conversando com Poli, na verdade estavam mais eram tirando sarro da cara dela, já que a própria já tinha declarado milhares de vezes que nunca iria namorar com ‘aquele nerd’.

Gaby, Liam, Cherrý e Nico estavam tirando fotos deles e dos amigos, para o ‘Albúm de Zoações no Dom Romeo ‘ que Ky tinha acabado de fazer. Anthony planejava junto a Igor e James alguns planos para fazer a vingança aos professores e Emily, Annia e Heitor davam algumas sugestões a eles.

Daena e Christopher estavam um pouco mais afastados, de mãos dadas enquanto conversavam baixinho. Hector e Valerie brigavam, como sempre, além de mandarem Vicky e Matt Horn – que estavam se agarrando perto dos dois – procurarem um quarto. Chars estava reclamando para Alle, falando em como James era idiota e criança, a amiga só ria da garota e tentava acalmá-la.

Estavam bem como sempre estavam, não é? Personalidades diferentes, mas que sempre estavam juntos – apesar de todas as brigas, claro – eram amigos,aprontavam juntos, dividiam as coisas juntos. Mas bem, isso é só o começo da história, não é?

Aquele piquenique clandestino não era nada comparado ao que eles iam aprontar daqui há alguns dias, quando as tão aguardadas férias de verão começassem.