Enlouquecendo O Internato

11 Como nos velhos tempos...


Notas iniciais
Hey amendoins!
Não me matem, eu tenho uma justificativa. Haha, tava lendo Os Jogos Vorazes, todos os três, bem, não todos, eu aind ato lendo "A Esperança", e tava em semana de provas e dando uma de 'cupido' aqui. Ou seja: super ocupada. E até porque, eu ia postar ontem, mais ai eu fui pro festival de música da escola (u.u foi muito massa, só fiquei falando do povo, e de como eles cantaval mal hehe).
Ah, e obrigado as meninas que me mandaram apoio quando eu briguei com a minha, já me resolvi com aquela bitch ( é apelido carinhoso ) e agora estamos mais BFCF'S (Best Friend Crazy Forever - melhores amigas loucas pra sempre, eu que inventei) que nunca.
Então, boa leitura, e que a sorte esteja com vocês!

21 de Outubro de 2012, Domingo

KYLEE POV’S

Ok. Meu fim de semana até que foi razoável, Charles e eu fomos acampar em uma reserva florestal perto da cidade, lá não tinha sinal de telefone e nem de computador, o que era até bom, já que eu não tinha que aguentar as ligações de umas piriguetes para o meu irmão... É, se eu descobrisse o endereço delas, elas já podiam se dar por mortas. O irmão é meu e não de nenhuma vadia por ai ¬¬. Enfim, voltando... Assim, nós fomos acampar, o sábado, bem... o sábado até que foi legal, nós fomos fazer trilha, assamos marshmallow ( mamãe gosta!), pescamos e ficamos falando mal dos nossos pais até tarde. Mais foi no domingo que surgiu a parte mais interessante, nós estávamos fazendo trilha, o Jake tinha vindo também, e eu estava atrás daquele gato idiota porque nós já estávamos arrumando as coisas para a gente ir.

- Jake, seu gato safado! Cadê você, bebê? – gritei, eu olhava para as árvores, ele gostava de subir em árvores, foi aí que desastrada do jeito que eu sou, que eu tropecei em um tronco de árvore e cai de mal jeito encima do meu braço direito, ai minha santa mãezinha, eu juro que eu ouvi alguma coisa estalar. O problema é que meu braço tava doendo pra caralho, e eu não podia levantar, pois segundo as minhas aulas de primeiros socorros, a única em que eu prestava o mínimo de atenção, era preciso deixar o braço imobilizado pra os ossos não endoidarem e fuder logo tudo de uma vez, não necessariamente nessas palavras, mais é assim que eu me lembro.

- CHARLES! – Gritei – CHUCK! AH, QUAL É PORRA VEM AQUI! EU QUEBREI A MERDA DO BRAÇO! – Eu já estava ficando impaciente, então, me levantei e fiquei segurando o braço direito. Escutei um miado. — Ah, é agora que eu acho você, não é? Você é um mala, Jake – falei. Continuei andando, meu braço ainda doía, muito, dava vontade de arrancar o resto. Até que enfim cheguei na merda do nosso acampamento já desmontado e Charles veio me socorrer. Agora, bem, eu estou no hospital, deitada em uma maca, com Charles do meu lado e um médico, o Dr. Spaclle ( é, eu sei, sobrenome estranho, né? ‘-‘ ) olhando para meu raio-x.

- Foi uma fratura intensa, Srta. Button. – disse o médico. Olhei para ele com a maior cara de tédio que consegui produzir.

- Hmmm... Sem querer ofender, mais já ofendendo, poderia engessar meu braço logo?! Tenho que arrumar minha mala, sabe? Vou ter que voltar pra o Infernato ( Inferno + Internato) amanhã cedo. – o doutor me olhou como se eu fosse possuída mais finalmente se apressou. É, para vocês terem uma ideia, eu estou usando uma t-shit qualquer, um short e tênis, sou baixinha e tenho um rosto “ inocente”, agora, pensem que essa mesma garota com cara de criança ingênua e fofa começasse a gritar e falar todos os tipos de palavrões.Bem, essa sou eu. (Kylee: Odeio ser baixinha ) ( n/a: então somos duas, Ky) (Kylee: é KYLEE, sem apelidos?) (n/a: mais eu amo apelidos!) (Kylee: Ah é? Vamos ver se você gosta desse: NAYARINHA, NAYARINHA) (Nay: Aí é golpe baixo!) ( Kylee: você que pediu isso ) Agora eu estou no banco da frente do carro de Chuck, enquanto ele dirige, o rádio estava ligado, e tocava uma música que eu não conhecia, mais Charles a cantou inteira, não errando uma palavra e ainda imitando os toques de guitarra. Quando a música dele acabou, começou a tocar A Thousand Years da Christina Perri, ele estendeu a mão para mudar, mais eu a segurei.

- Não tira, Chuck – falei.

- Eu vou colocar em uma música melhor. – ele falou e tentou soltar a mão da minha. WTF?! Como assim música melhor?! Essa é A música! É Beward, caramba ( modo Twilighter ON)

- Não, deixa aí!

- Eu vou tirar, essa música é uma merda – Ah, agora, já deu.

- DEIXA NA PORRA DESSA MÚSICA, QUE CACETE! ESSA MÚSICA É FODA E VOCÊ NÃO VAI TIRAR, CARALHO! PUTA MERDA CHARLES DEIXA DE SER CHATO! – Gritei a todo o pulmão.

- O que aconteceu com você? Quando foi que você ficou assim, toda irritada, falando palavrões, fazendo birra?! O que aconteceu com a minha loirinha?! – ele parecia ofendido.

- Ela morreu! Você a matou quando passou pela porra daquela porta há dois anos e me deixou sozinha com aqueles idiotas que eu sou obrigada a chamar de pais! Você prometeu que cuidaria de mim, mais me deixou sozinha. Se eu estou assim, a culpa é sua! – Gritei, meus olhos estavam lacrimejando. Mais eu não choraria na frente dele, não me mostraria fraca na frente dele, não deixaria a idiota da loirinha dele voltar a tona, a minha versão que ele tinha conhecido, a garotinha fofa e meiga estava soterrada por todas as mágoas que sofrera, por ter pais ausentes que não lhe davam a mínima e um irmão mais velho que deveria te proteger que havia ido embora. Agora, o carro estava estacionado na frente de nossa casa, eu sai correndo do carro, atravessei o jardim enorme, abri a porta, que só estava encostada já que a empregada já deveria ter passado por aqui, e corri em rompante pelas escadas até chegar no meu quarto, eu sabia que Charles estava atrás de mim, gritando o meu nome, mais eu fechei a porta do quarto com força e me joguei na cama, deixando as lágrimas caírem e ensoparem meu travesseiro.

A próxima coisa que percebi é que já estava escuro, eu havia cochilado. Meu quarto estava escuro, então eu acendi o abajur, as paredes azul-bebê, mal eram visíveis agora pela enorme quantidade de postes de filmes, bandas e atores colados nela, o quarto era enorme, grande mais para uma pessoa só, até porque, quando éramos pequenos, Charles e eu dividíamos esse quarto, mas então ele completou treze anos e se mudou para o quarto da frente,e quarto ficou só pra mim, mas, bem eu só tinha quatro anos, então, sempre que eu podia eu invadia seu quarto e acabava dormindo com ele. O chão era coberto por um carpete branco, quando eu era menor, eu fingia que aquilo era neve, o quarto em si era uma bagunça, roupas espalhadas, meus objetos, meus livros, eu conseguia ver onde meu exemplar de “Jogos Vorazes – A Esperança” estava jogado embaixo da minha mesa. Me levantei da cama, minha barriga estava roncando e fui até o banheiro do meu quarto, tomei um banho demorado, tomando cuidado com a merda do gesso, e depois coloquei uma blusa camiseta branca qualquer, meu casaco de couro( que eu lutei para passar pelo gesso) ele estava quase todo surrado, o pobre, um short preto e deixei meu cabelo solto. Meu rosto estava vermelho e achatado, com as bordas do travesseiro marcada nele, peguei meu cobertor, a noite tava fria, e desci as escadas, me sentei no sofá e me enrosquei no cobertor

- Hey Kylee – falou Charles. Ele estava parado atrás do sofá, com um balde de pipoca em uma mão e um monte de DVD na outra. O ignorei – Olha, me desculpa, ok? – ele pulou o sofá e se sentou ao meu lado.

- Desculpar pelo quê? – perguntei, eu queria uma desculpa completa, ele havia me magoado muito.

- Por ter ido pra Londres e deixado você com eles, mas, entenda Ely – fiquei surpresa, fazia tanto tempo que ele não me chama assim – eu tinha que ir, queria me formar logo, arrumar um emprego, aí a gente não teria que viver as custas deles, eu não podia levar você, e me desculpe por ter falado daquele jeito com você. Eu não devia ter te julgado, loirinha – ele suspirou e me deu um meio-sorriso.

- Desculpe por ter gritado com você, Chuck, mas, eu não vou mudar, ok?

- Tudo bem. Só não quero perder minha pirralha. E aí, quer assistir um filme? Que tal Jogos Vorazes?

- É. Jogos vorazes – concordei, pegando um pouco da pipoca que ele tinha deixado do seu lado enquanto ia colocar o filme.

- Hey, tá frio, sabia? Não mereço nem um pouquinho desse cobertor? – Charles fingiu-se de magoado.

- Idiota – murmurei, mais lhe dei um pouco do meu cobertor, deitei a cabeça em seu ombro. E assim ficamos pelo resto da noite, vendo os amantes desafortunados do Distrito 12.

Notas finais
Frase de hoje: Estou Cansada de está cansada pois está cansada é cansativo ( # via Face )