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1 Depois do silêncio.


Notas iniciais
Obrigado leitor(a) por vir aqui, espero que curta essa história real... Na vida nem tudo são flores, mas quem sabe possa vir a ser?

Canções do capitulo (Caso queira ouvir é claro!)

Los Hermanos - É de lágrima.
Daughter - Made of Stone/Winter.

Deixe seu review, interaja comigo, terei prazer em respondê-los!

Estaca zero, acho que acabei voltando pra ela. Foram vinte dias de desespero em meio a distância e em minha primeira oportunidade de recomeçar, e por um fim em todo esse meu conformismo, eu estraguei tudo voltando pra você. Um erro consciente, na verdade, a distância proposital ao erro, por quê eu esperava que você viesse me procurar, mas, mais uma vez não fui capaz de dizer a verdade a você! Só consegui atropelar palavras desconexas, uma verborreia de nada a ver pra terminar dizendo que te amo mas não gosto mais de você! Mais uma das mentiras que costumo contar por ai, e dessa vez, mais uma que conto pra você! Você tenta fazer uma leitura e quanto eu espero algo que realmente possa me surpreender eu recebo uma tijolada de certezas absolutas, e me afundo discretamente no limbo da minha imperfeição em negar a verdade, engulo seco todo choro que insiste embargar minha voz, e despejo meu caminhão de justificativas e tento mostrar pra você que está errado sobre as verdades que existem em meu coração. “Você nega até o fim, você inventa desculpas, você não enfrenta, você se importa!”

Esse é o nosso problema, você me atinge com um tiro a queima roupa, e eu estanco a ferida que insiste em se abrir ainda mais, mentindo mais uma vez pra você, ou pelo menos tentando me enganar e te enganar de que não dói… A tecla do “eu te amo” martela em meu coração me puxando pra humilhação da dor e seu olhar condescendente me dizendo “sinto muito! Não quero machucar mais ninguém…” Minha alma alucinante grita desesperada querendo desaparecer, mas uma idiotice emana mais forte com mais uma mentira para minha coleção de que “Tudo bem, não se preocupe!” e a sua insistência em perguntar se “ainda dói?” e eu vomito impensadamente tentando manter a vergonha sobre controle, quando na verdade é meu orgulho sendo segurado querendo socar forte minha cara enquanto respondo “um pouco!” E uma voz ecoa dentro de mim gritando CANALHA! IMBECIL! IMBECIL!!! — em um loop desenfreado. — e uma respiração ressentida flui com um pedido de “Desculpas…” vindo do meu coração, por que me importo tanto com você que tenho medo de ficar mal por não conseguir me amar.

É uma pena você não conseguir enxergar que eu estou aqui e me sinto tão perfeita pra você, em desejos, em ser, em personalidade, mas imperfeita o suficiente pra reconhecer que é milagre de Deus você me amar um dia. E a imbecilidade da auto comiseração atormenta me degradando segundo após segundo, e vejo você recuar um pouco, depois se aproximar por curiosidade, porque você é tão egocêntrico que quer que eu te descreva o tempo inteiro e eu o faço deixando sempre um quê de curiosidade não proposital, — porque não domino a arte da expressão verbal — pelo menos, ainda mantenho você interessado, mantenho você comigo, ainda por perto, e a migalha é mísera, mas me faz contar, me faz mendigar ainda mais, e quando vejo cá estou, rastejando por você outra vez! E um suspiro que soa como uma, — como se diz mesmo? Bom, não me lembro, — Mas seria como implorar encarecidamente por uma “amizade genuína” e ver você sorrir dizendo que “tudo bem! Você é a única que me conhece tão bem!” E um sentimento leve de importância ressurge, me fazendo esquecer de toda mágoa que me causa, como uma morfina sobre a dor inflamada e febril!

Me contento com poucas palavras e um belo “vai te catar!” querendo dizer um grande eu te amo no final da noite meio termo que me trás uma certa felicidade insatisfeita.

Me sinto crua, totalmente sentimental e doente, e sem querer libero dor até você e te vejo silenciar por um instante… Me recomponho mais uma vez e visto a mentira de que ta tudo bem, e me sinto superior por um momento, na verdade é a inferioridade gritante que insiste em camuflar por uma boa impressão que sempre surte efeito contrário.

Não sei se é você, mas sinto que seja, e depois me desespero por medo de ser só mais uma lição que preciso aprender, e me desespero mais uma vez querendo que seja você, mas morrendo de medo de que seja… Eu não sou, e isso é difícil demais! Não ser, e ser ao mesmo tempo, ser mais erro do que acertos, e se tratando de você é ai que me sinto mais errada ainda. Acho tão errado te amar, e sinto vontade de contar pra todo mundo o quanto eu te amo pra ver se é compreensivo, porque você nunca será capaz de entender o que sinto, o quanto gosto, o quanto te odeio, e o quanto sinto vontade de te socar quando me ironiza, e ao mesmo tempo agarrá-lo a força, encostar você na parede e beijá-lo intensamente, morder seus lábios, sentir seu gosto, deslizar sobre seu pescoço e me enlaçar em seu cheiro, passar minha mão sobre seu torax e apertar sua cintura contra a minha pra fazer você sentir o meu desejo, meu calor, fazer você sentir o que me faz sentir, enfiar minha mão embaixo da sua camisa e arranhar suas costas e voltar a sua boca com beijos frenéticos. Quero sentir suas mãos sobre minhas costas delicadamente deslizando até minha cintura e a apertando forte. Me imagino por cima de você, totalmente em transe na transa com suas mãos sobre meus seios e me apertando forte a cada movimento, tento sentir suas mordidas leves, e me derreter ao seu sussurrar excitado ao pé do ouvido.

Que horrível é sentir tudo isso, que horrível é imaginar, que terrível é ter você perto e tão longe.

Sr Lima, quero tanto ter você entrelaçado e acho isso tão errado, querer-te tanto pra mim é pecado!

Notas finais
Obrigado!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.