Enigmas Do Passado
4 Capítulo 4 - Um rosa corrompida pela dor
Notas iniciais
Desculpem a demora. Realmente demorei muito -q
Mas é que eu planejava terminar logo A Casa do Lago para poder me concentrar melhor nessa fic por que a historia é um tanto complicada e eu preciso estar bem focada nela e tals. ^.^'
encim, boa leitura.
P.s.: partes em italico são lembranças.
- Por que? – indagou a ruiva sentindo o coração apertar.
Houve silencio por alguns instantes.
- Por que eu amo ela – afirmou-o dando as costas e partindo.
Elesis respirou profundamente enquanto mantinha o olhar no horizonte onde já se podiam ver alguns poucos raios solares. O sol já estava para nascer e ela ainda não dormira.
Sorriu fraco logo abaixando o olhar para encontrar as suas mãos envolvidas nas do caçador.
Fechou os olhos por mais alguns segundos.
- Adeus...
Aquela pequena palavra ainda ressoava em sua mente. A dolorosa lembrança ainda vinha lhe torturar os sonhos todas as noites, por isso que – por mais uma vez – ela não dormira.
Elesis preferiria passar a noite a observar Lupus dormir, ou ate mesmo, vigiar o acampamento, a ter que relembrar cada palavra que ele havia dito para si.
Suspirou baixo. Não queria acordar o homem ao qual encontrava-se junto.
Voltou o olhar para o horizonte enquanto acomodava-se melhor.
Não era estranho para ela encontrar-se com tamanha intimidade para com o caçador de recompensas. No começo fora meio surpreendente ver que o mesmo tentava, da melhor forma possível, fazê-la esquecer o moreno – mesmo que de forma momentânea.
A ruiva sabia que nunca deveria apoiar-se em alguém, mas para isso ela realmente precisava de alguém. A mulher também possuía a certeza de que não deveria fazer isso para com o homem. Ela sabe que sente alguma coisa por ele e pode notar reciprocidade de tal sentimento – mesmo que esta, assim como ele, não sabia que tipo de sentimento se trata -, mas no fundo Elesis tem certeza absoluta de que ama Sieghart e que, por amá-lo, não quer que o caçador sofra.
Outro suspiro.
- Algum problema? – ouviu-o murmurar. – Já é o segundo suspiro...
A ruiva ergueu a sobrancelha. Há quanto tempo ele estava acordado?
- Nenhum – murmurou-a sentindo-o envolve-la de forma protetora.
O casal permaneceu calado. O homem, apesar de não assumir, sabia o motivo da ruiva não querer tocar no assunto.
*
Já passava da hora do almoço quando a rosada mais velha retornou para o Q.G. da Grand Caçada. De forma alguma ela queria ter vindo nessa ‘missão’, mas a tentação de revê-lo a fez mudar de idéia, afinal a quantos séculos ela não o via... por quantas vezes ela não sonhara em vê-lo por mais uma vez, ver o sorriso dele e a forma descontraída como o mesmo agia.
Amy suspirou já parando no arco de entrada do local.
Voltou seu olhar para o céu. Haviam nuvens nebulosas pairando, não apenas por aquele local, mas as mesmas dirigiam-se para o castelo.
- Amy... algo errado? – indagou o albino aproximando-se.
- O céu... – foi tudo o que a jovem murmurara.
Lass estreitou os olhos por alguns segundos. Era notável a tensão que estava se formando na rosada.
O ninja voltou-se para o céu nublado, o mesmo aparentava apenas que em breve iria chover, mas este por saber que a rosada sabia mais do que aparentava manteve-se quieto.
Por alguns segundos tudo silenciou-se. E nem mesmo o vento atrevia-se a mostrar-se presente.
- Hey gente, algum problema? – indagou ambos os ruivos aproximando-se do casal. Os mesmo já haviam chamado a rosada e o albino por varias vezes e estes se quer lhe deram atenção.
- Esta começando... – fora tudo o que a rosada murmurara antes de começar a correr em direção ao castelo.
Aquelas poucas palavras foram o suficiente para que o homem entendesse a situação.
- Jin e Ryan... chamem Lothos rápido – ordenou-o.
- Mas por... – começou o jovem lutador logo sendo cortado.
- AGORA! – afirmou o albino logo vendo grandes bolas de fogo caírem dos céus em direção a cidade.
Rapidamente Lass virou-se e rumou para dentro do Quartel General. Não podia perder tempo, tinha de achá-la.
*
Os passos da rosada eram rápidos e silenciosos enquanto esta rumava para o castelo. Ela sabia que tinham de montar uma barreira de proteção grande o suficiente, mas ainda sim seu peito apertava ao lembrar de que ele estaria desprotegido.
Mordeu o lábio inferior com força logo parando de correr assim que encontrava-se frente ao grande arco de entrada do castelo de Canabam.
- Algum problema senhorita? – indagou um dos guardas presentes.
- Saiam daqui rápido – mandou-a ajeitando melhor as luvas em seus punhos.
- Mas o qu.... – e antes que o homem pudesse terminar sua frase pode-se notar o céu escurecer enquanto uma das imensas bolas de fogo caia em direção a rosada.
Amy virou-se rapidamente e, assim que seu olhar decaiu sobre a roxa incandescente, a mesma transformara-se em pedaços.
- Saiam daqui rápido – mandou-a virando-se e voltando a caminhar para o interior do castelo.
Correu por um pequeno percurso logo chegando a uma pequena fonte que havia em meio há um grande jardim. Lembrava-se que este não passava de meras ruínas, assim como o castelo, na época ao qual ela pertencia.
Parou bruscamente seus passos. Respirou profundamente já fechando os olhos. E assim não mais moveu-se enquanto palavras antigas eram pronunciadas por seus lábios. Nada a desconcentraria naquele momento, nem mesmo o chamado dos guardas do castelo, ou ate mesmo os ventos que – naquele momento – tornavam-se extremamente fortes.
*
Lass cessou os passos assim que avistou-a parada com um livro em mãos enquanto procurava incessantemente pela chave do próprio quarto.
Franziu a testa.
- Se não é ela então... – murmurou para si próprio.
- O que não era ela? – ouviu-se a voz rouca e fria atrás de si. Ouvir a si mesmo falando daquela forma era realmente.... irritante.
Virou-se logo encarando a si mesmo, apenas alguns centímetros mais baixo, e também, um pouco mais magro.
- Precisamos nos preparar para a luta... – fora tudo o que proclamou antes de ser cortado.
- A comandante já mandou a Amy, o Jin, o Ryan e o Sieg para o castelo – afirmou o mais novo.
Por alguns segundos o mais velho pareceu divagar entre pensamentos.
Havia algo que deveria lembrar.... mas o que...?
- Droga! – gritou-o após alguns segundos virando-se e pulando de uma janela próxima, sendo seguido por si mesmo.
Nenhuma palavra era proferida enquanto ambos seguiam as pressas para o castelo. Um esperando que não fosse tarde demais para o que aconteceria, e o outro curioso sobre a súbita mudança do mais velho.
*
A respiração da rosada estava entrecortada enquanto esta parava, um pouco afastada do inimigo, segurando firmemente um punhal com a mão direita.
Franziu a testa mantendo um olhar analítico sobre o inimigo a frente cuja seriedade era mais que evidente.
Os ventos que rondavam o local rapidamente cessaram fazendo assim com que as pétalas vermelhas começassem a cair devagar.
Trincou o maxilar. Precisava terminar logo a barreira.
Avançou para contra Astaroth enquanto, baixo quase inaudívelmente, proclamava o restante das palavras.
Desviou de cortes da espada do homem enquanto defendia-se com seu punhal. Não pretendia machucá-lo – não naquele momento. Precisava concentrar-se o máximo possível.
Recuou um pouco logo ao ouvir passos cessarem-se atrás de si. Virou um pouco a cabeça e arregalou os olhos ao notar os cabelos avermelhados do lutador.
- Saiam daqui! – berrou ignorando o restante dos presentes.
- Ora não seja tão chat.... – e antes que o imortal pudesse continuar o punhal fora lançado em sua direção, passando rapidamente pela lateral de seu rosto e abrindo um ferimento superficial sobre a bochecha esquerda.
Sieghart encontrava-se de olhos arregalados. Por todos os séculos que viveu jamais havia visto tamanha velocidade.
- Saiam – rosnou-a voltando-se para o inimigo, ou assim esperava encontrá-lo ao virar-se.
Antes que seu olhar pudesse decair sobre o lugar onde Astharot se encontrava antes, agora a espada do mesmo quase atravessara seu corpo. Deu um mortal para trás logo levando à mão a barriga apenas para encontrar um corte superficial.
Voltou a proclamar suas palavras enquanto avançava em direção ao homem. O restante dos presentes apenas observavam a rosada lutar de igual para igual com o inimigo mais poderoso que a caçada já enfrentara.
Alguns milésimos de segundos de descuido foram o suficientes para que o inimigo a jogasse contra um muro alto que havia próximo.
A jovem de cabelos curtos e rosados apenas soltou um muxoxo de dor antes de voltar ao feitiço da barreira.
Assim que seu corpo foi-se para o chão pode-se ver um filete de sangue escorrer pelo canto de seus lábios. O druida, assim como a versão mais nova de si mesma, a ajudaram a se erguer enquanto o imortal e o lutador ‘distraiam’ o inimigo.
- Tsc... – fora o único som que escapou de seus lábios assim que esta terminara de proclamar as ultimas palavras do feitiço. E a pequena gota de sangue que escorreu do canto de seu boca foi o suficiente para ativá-lo.
Por breves segundos uma ventania forte passou e, assim que esta cessou, pode-se ver nos céus – sobre todo o reino – um imenso circulo de magia. O mesmo era composto por uma estrela de cinco pontas enquanto no interior da estrela prevalecia o velho símbolo representante do Ar.
Um riso curto e inaudível proveio da rosada mais velha, este logo desapareceu assim que seu olhar decaiu sobre a cena distante.
Seus olhos, assim como os da mais nova que agora derramava lagrimas diversas, arregalaram-se a ponto de quase pular das orbes.
Sua respiração faltou enquanto sentia a dor em seu peito retornar mais forte que da primeira vez que revira tal cena.
Ergueu-se com dificuldade enquanto o ruivo passava a sua frente para ajudar o amigo, agora caído.
Um passo...
- Jin... – chorou-a curvando-se sobre o corpo inerte do lutador. Ainda podiam-se ouvir batidas fracas vindas do coração do mesmo, mas talvez já fosse tarde para o jovem...
Outro passo...
A rosada sentia-se impotente. Não pudera fazer nada. Não conseguira salva-lo, ou ate mesmo ajudá-lo. Ela era apenas um fardo.
Precisava treinar. Ficar forte. E assim vingar seu amado.
Parou subitamente.
Vingança?! Era tudo o que ela pensara durante todos aqueles anos. Mas ainda sim eles o aceitaram entre si. Eles o tratavam como amigo. Eles riam com ele. Eles que prometeram ajudá-la.
Seu olhar foi-se para o imortal. Ele principalmente... ele abandonou a todos... Mas não... ela precisava vingá-lo primeiro. Precisava ter o prazer de arrancar a vida miserável daquele ser.
Ergueu seu olhar deparando-se com o homem... o inimigo deve ser aniquilado. O inimigo pelo qual ela abandonara os próprios sonhos apenas para destruí-lo. O inimigo que arrancara seu amor de si e o levara a morte com apenas um golpe de espada.
Começou a caminhar... logo seus passos tornaram-se mais rápidos. E antes que pudesse ser detida esta já encontrava-se erguendo o Astharot pelo pescoço enquanto o mesmo contorcia-se como se fosse uma criança frágil.
- Eu não busco vingança – proclamou o ruivo. – Eu não busco vingança contra Cazeaje. Quero apenas derrotá-la para trazer paz ao mundo. Vingança apenas nos torna pessoas amargas e pecadoras. E também... vingança não vai mudar nada...
Aquelas palavras rodaram sua mente.
Será que ela estava errada durante todos esses anos...?
Notas finais
bjoss ;*
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