Enigma - O Anjo Caído

4 Capítulo 3 - Insegurança


Notas iniciais
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Após uma semana, vagando como um sem teto, Marko avista um circo. A arquitetura grande e iluminada chamava sua atenção, e nem mesmo o frio daquela noite tomava sua atenção. Aproximando-se da entrada, é barrado na entrada por um homem.
— Cadê seu bilhete? Sem bilhete não entra filho. — Marko não se intimida e retruca — É porque eu preciso de um lugar pra ficar. Minha familia... Ela... — O homem o interrompe e continua — Não interessa, aqui não é abrigo. Vai embora.
Marko o encara como uma cobra faz com sua presa, o homem devolve a expressão. E por alguns segundos o rapaz consegue sentir o calor e o medo nos olhos do homem... De repente, o homem perdeu o juízo. Começou a gritar e Marko sem entender aquilo, recuou e correu pra dentro da tenda. Andando por baixo dos acentos, ele observava o espetáculo. A cada número ele se empolgava cada vez mais.

Até que, o mágico entrou em cena. Fazendo o clássico número do coelho na cartola, e vários outros. Marko se aproximou do palco, e ficou bem próximo da arena. O mágico reparou nele, e o chamou para um número. — Venha cá rapaz, vou precisar da sua ajuda neste número.

O garoto entrou na arena e ao se aproximar do mágico, ele ouve: — Escolha uma carta. — o mágico dizia. Marko muito tímido, escolhe um "sete de paus". O mágico segura a carta que o garoto escolheu e a mostra para o público, então, ele coloca ela novamente no baralho e mistura sem receio. Marko olhava aquilo maravilhado.

Então, o mágico hesitou e disse: — Vou jogar o baralho inteiro pro ar, e a ultima carta que cair será a que você escolheu. Em um movimento rápido, o mágico joga o monte de cartas para cima, e em segundos as cartas foram caindo, sobrando apenas uma no ar. Marko pegou a ultima carta que caíra na arena e disse: — É a carta! — Sorridente e surpreso ele observava os aplausos do público.

Até que... Olhando para o chão, Marko percebe que todas as outras cartas também eram "sete de paus". Ele observa aquilo e recolhe algumas do chão, — Mas porque as outras também são iguais? — Marko pergunta ao mágico alto o bastante. O público ficou em silêncio e logo o circo virou um coro de vaias. O mágico não se conformava com aquilo, e correu para o camarim. Marko, se sentiu com medo e inseguro no centro da arena, com todos vaiando.

Demonstrando estar em prantos, ele fugiu dali. Depois de bastante tempo se distanciando, ele senta na calçada de uma avenida, olha para o outro lado e vê um shopping. Ele vê pessoas saindo e entrando felizes e sorridentes.

– " A sociedade não quer enxergar o que acontece à sua volta, porque ninguém me olha? Não tive atenção nem daqueles que me criaram... Não vou perdoar ninguém. Ninguém! "

Uma van para próximo do garoto e oferece dinheiro, ele se interessa e chega perto, a porta de trás abre rapidamente e saem dois homens de cinza. Eles agarram Marko e o colocam dentro da van. Logo o motorista acelera. — Por favor tio, não me mata! Não me mata! — Marko só falava isso.

Notas finais
MÁGICO & MARKO:
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