Engaiolada

13 Capítulo 13


Notas iniciais
Desculpe a demora, tive uma daquelas crises de criatividade u.u' e a escola também não ajuda muito.
Espero que gostem. Boa leitura!

À tarde fora de repouso para a garota, algo muito estranho acontecera, já que desde que sua mãe chegara não ouviu gritos e a mesma não apareceu no quarto da jovem para brigar. Ela tomou um banho relaxante e vestiu sua camisola, estava se sentindo bem agora. Aqueles sonhos não passavam de mentiras inventadas por sua mente cansada. Pelo menos era isso o que ela pensava...

O jantar foi servido em seu quarto já que Marie insistiu para que ela continuasse a repousar mesmo Lucy ter dito que estava bem. Abriu a janela e pegou a rosa que o ser misterioso havia deixado para ela. Ficou a olhar e pensar em seu fascínio por rosas. Desde quando começara? Por que gostava tanto daquela flor? Respostas não vinham a sua mente. Mas não se preocupou com isso, estava feliz, apenas isso. Adormeceu no sofá ao lado da janela aberta, onde a brisa batia.

Acordou cedo e desceu para o café da manhã, recebendo a notícia de um baile. Sua mãe estava um tanto nervosa quando disse sobre a festa, o que ela não pôde entende exatamente o porquê daquele nervosismo, porém, conteve-se em perguntar. Ao terminar o café, Lucy foi ao salão de festas e resolveu tocar um pouco de piano. A música fluía livremente, era bela e aconchegante, a brisa que passava pelo salão a inspirava a tocar mais e mais. Presa a seus pensamentos e a música, deixou-se levar pelo ritmo balançando o corpo como se estivesse dançando, envolvida, nem ao menos percebeu que três inesperados convidados haviam chegado e estavam a sua espera na porta. Eles a olhavam encantados, cada um de seu próprio jeito, mas admirados. A expressão e as emoções que a dama não expressava fisicamente as expressava na música, sua música não havia sido composta, era uma música original, nenhum compositor havia escrito ela. Henry descuidado acaba se encostando à porta, fazendo-a bater contra a parede produzindo um enorme estrondo em todo o salão, a garota parou de tocar imediatamente e olha para trás assustada com o barulho.

-Err... Desculpe interrompê-la. – diz Henry sem graça.

- Tudo bem, eu que me desculpo, não pude notar que estavam ai. Que surpresa agradável, o que os traz a minha casa hoje?

-Friedrich disse que estava mal, então pensamos em fazer uma visita. – pronunciou-se Klaus.

-Entendo. Eu estou bem melhor agora, obrigada por se preocuparem, mas não havia motivos, era apenas cansaço.

- Não deveria se descuidar desta forma, Lady. – disse Henry

Friedrich estava calado, não havia ainda pronunciado uma única palavra, estava pensativo, Lucy notou isso no homem e se aproximou deste.

-Friedrich? – disse ela entrando em seu campo de visão.

-O-oi? Perdão. Sua música estava muito bela, não notei que havia parado, bem, preciso ir a um lugar, me desculpe Lucy. Tenho negócios urgentes a tratar. – disse ele – Henry, Klaus, você podem ficar se quiserem, mas, Klaus, acredito que eu vá precisar de sua ajuda. – disse Friedrich sério olhando fixamente para o amigo.

-Claro. Eu irei contigo. – disse Klaus prontamente – Henry, você vai ficar aqui com a senhorita Lucy?

-Sim, irei. Afinal, não seria nada cortês de nossa parte vir até aqui para logo irmos, vocês podem ir. – disse ele sorrindo.

-Passaremos mais tarde para buscá-lo. – disse o duque Jenswell

-Tudo bem.

Klaus e Friedrich se despediram da dama e logo saíram, aquilo preocupou a garota, já que nunca vira o duque desta forma, ele jamais deixou seu trabalho o afetar tanto. Henry notando a expressão da jovem resolve chamá-la.

-Lucy?

-Sim...? – responde ela o encarando

- Não é necessário que se preocupe, Friedrich lida com isso há anos, não há motivos para tanta preocupação, ele apenas não demonstra suas preocupações e frustrações. – disse Henry com um ar relaxado.

- Claro.

Marie aparece a porta, sem nem ao menos entender nada do sumiço dos outros dois rapazes, chama-os para o chá da tarde. Uma mesa farta no jardim os aguardava, desde o mais delicioso bolo, ao mais humilde biscoito era divino, logo, sentaram-se a mesa e Marie começou a servi-los o chá. Henry dá um gole e Lucy aproveitava seu bolo, estavam em silêncio, era possível ouvir os pássaros cantando ao longe e a brisa passando pelas copas das árvores, até que ele resolve quebrar o silêncio.

- Que chá é este? Sabe? – perguntou interessado.

-Hum... Não. Ainda não o provei. – Lucy deixa seu talher e se prontifica a provar o chá. Por um momento fechou os olhos e sentiu seu aroma. Era um aroma adocicado com um sabor firme e refrescante. Um ótimo chá. – Não sei... Mas tem um sabor de cerejas.

-Sim. Delicioso. Este chá me lembra de você Lucy.

-De mim? Por quê? – ela o olha de forma interrogativa.

-Bem, ele é doce e ao mesmo tempo refrescante, possui um sabor firme. Talvez seja pelo doce aroma.

Lucy fica a olhar para o chá por um instante e volta a olhá-lo novamente.

-Obrigada. – ela sorri.

Neste momento, a brisa gentil e delicada passava pelos longos cabelos de Lucy, de certa forma eternizando aquele momento no coração e na mente de Henry que acabou perdido em meio a beleza da moça. Pensamentos como: “ Que sorte de Friedrich por ter uma noiva assim” ou “ Se Friedrich deixasse Lucy ele seria a pessoa mais idiota que eu já vi.” Sua mente estava desfocada, aquele momento foi como um quadro vivo.

.

.

.

Friedrich e Klaus estavam na carruagem, voltaram a casa do duque Jenswell em silêncio, chegando lá foram diretamente ao escritório, onde Klaus se manifestou primeiro.

-Então Friedrich. Diga. Sei que não é sobre a empresa, pois ela está indo muito bem, e você apenas ficou desta forma quando viu Camille saindo e Lucy tocando piano. – disse ele se sentando em um sofá que lá havia. – É sobre Lucy, não é?

-Exatamente. Algo não se encaixa em toda essa história, e preciso que você me ajude.

-Algo... Como o que não se encaixa? – disse ele olhando-o firmemente.

-A existência de Lucy na família Knightmare. – disse Friedrich sério.

- Isso é mesmo verdade Friedrich? – disse Klaus desconfiado

-Sim, pelo menos eu acho, é por isso que eu tenho que investigar antes.

-Conte-me o que aconteceu.

*Flashback*

Friedrich POV’s

Como sempre, eu estava indo verificar alguns trabalhos na empresa. Aquele dia, eu saí mais cedo já que não tinha tanto trabalho e tudo estava andando de acordo com o desejado, resolvi naquele dia ante de ir para casa, passar na casa de Lucy para visitá-la, para isso, eu levaria flores a ela. Eu não sabia que ela estava doente, mas passei em uma floricultura.Eu me dirigi a carruagem, onde vi Camille entrando em um beco da cidade disfarçadamente. Resolvi segui-la para ver onde iria, não tinha dúvidas, era mesmo ela.Aquela viela deu na porta de um bar úmido e fétido onde logo depois me atrevi a entrar, fiquei lá apenas por alguns minutos, mas foram o suficiente para ouvir uma coisa que me deixou intrigado.

-“ Logo vão descobrir que você nunca se casou Camille, ou melhor, que nunca teve filhos, diga sequer uma filha.” – dizia o homem encapuzado ao seu lado.

Saí daquele bar e fui embora, na volta, passei na casa de Lucy, e descobri que ela não estava bem, mas mesmo assim, deixei o buquê, Ainda com minhas dúvidas, resolvi perguntar a empregada onde estava Camille, eu não queria acreditar que aquilo que eu ouvi naquele bar era realmente ela quem estava lá. Então, Marie me confirmou que a senhora não estava lá naquele momento. Se ela não estava lá, não tinha engano, era mesmo ela naquele lugar.

Friedrich POV’s off

*Flashback off*

-Entendo. Agora que você explicou tudo, posso dizer que isso também me intrigou. Vou te ajudar nesta investigação. Também quero saber o que há por trás desta história. – Klaus disse sério.

Notas finais
Mereço reviews?