Notas iniciais
Nenhuma morte é vão se você morre por aqueles que ama... Ele morreu como um herói.

Naquela noite estávamos todos comemorando a grande vitória, mas algo ainda me incomodava não queria que todos soubessem mais estava sentindo uma dor agonizante em minhas costas, mas tentei disfarçar, estava sentada sozinha no tronco com meu marshmallow pensando em tudo que tinha acontecido no jogo, ás árvores praticamente fizeram o que eu estava pensando, elas me ajudaram, era como se a natureza tivesse conectada aos meus pensamentos. Meu marshmallow não estava bom ainda, um garoto de óculos com uma blusa xadrez por cima do acampamento se aproximou, sentou-se ao meu lado um pouco afastado do tronco, logo depois Thalles filho de Deméter chegou acompanhado com Felipe e Rodrigo os dois garotos filhos de Dionísio que estavam com a filha de Ares, sentaram-se próximos á mim, de repente o silêncio foi mútuo, três garotas também se sentaram próximos á nós uma de cabelo castanho, com olhos castanhos claros com uma adaga ao short como se pudesse ser atacada á qualquer momento, a outra garota tinha cabelos curtos pretos, um olhar penetrante, um colar com contas e uma delas tinha o desenho de uma meia lua, a que estava no meio delas era loira, olhos castanhos claro, estava de short e com um desenho de coração na bochecha, e como se eles estivessem querendo falar algo, mas estivessem com vergonha, eu já estava meio que desconfiando.
Rodrigo olhou pra mim, ele tinha cara daqueles garotos que sempre se gabava perto dos outros, ele falou:

– Bela defesa a sua hein, não vejo a Eveeh tão brava desde que...
Felipe o olhou como se o que ele fosse falar poderia causar sua morte, e falou:

– Esse seu marshmallow está demorando pra ficar pronto né? Que tal uma ajudinha Jo?

O garoto de óculos se aproximou e meio sem graça, desviou os olhos e estendeu a mão por baixo do marshmallow e de repente chamas surgiram, fazendo com que o meu marshmallow ficasse no ponto de ser degustado.

– Obrigada, mas como você fez isso? – Eu fiquei perplexa com aquela capacidade na qual o fogo simplesmente surgiu sobre o domínio dele.

– Herdei esse dom, alguns de nós possuímos alguns talentos.


De repende o Rodrigo filho de Dionísio soltou uma risada ao lado daquelas três garotas começou a brotar videiras de uvas, uma raiz enroscou na perna da que estava com adaga, ela se levantou puxou a adaga e segurou com firmeza e disse:

– Ro, se você não quer a adaga de uma filha de Afrodite atravessando seu coração, pare com isso imediatamente.

Ás risadas se cessou e Rodrigo ficou com um olhar tristonho e disse:

– Desculpe Sofis, eu só queria mostrar um dos meus talentos para a novata. Não foi minha intenção te aborrecer.

Então meus pensamentos começaram a desaparecer e eu comecei a rir da situação. Thalles me olhou e começou a rir junto comigo, e de repente a filha de Afrodite ficou sem graça e começou a rir também e todos começaram a rir da situação, menos o garoto que dominou o fogo, ele parecia muito sério, mesmo depois daquela situação, aparentava estar analisando nós e nossas capacidades. A garota com uma conta de com o desenho de uma meia lua se aproximou de mim e disse:

– Sou Luana, mas pode me chamar de Lua, sou filha de Zeus prazer te conhecer, e desculpe pela situação é que esses dois...

– Esses dois o que? – Sofis olhou para a nós duas friamente como se fosse nos pulverizar da face da Terra se continuássemos falando.

– Nada, é que eu não estou acostumada em ver amigos como vocês. – Eu disse tentando disfarçar a situação. – É que não estou acostumada com isso ainda. –Senti meu rosto queimando, como se eu tivesse morrendo de vergonha.

– Você não tem muitos amigos não é? – Felipe perguntou aquilo pra mim como se soubesse como eu me sentia.

– Bem meu único amigo, é o Léo desde quando mudei para o colégio Friburgo ele tem sido o único que tem conversado comigo, e... Por isso acho que não estou tão acostumada em ver vocês se divertindo mesmo sabendo do perigo que corremos por sermos quem somos. Isso não incomoda vocês?

– Sim, mas ás vezes nós precisamos ter momentos para distrair um pouco a pressão nos é posta. – A garota de cabelos loiros falou aquilo com a cabeça meio baixa. – É melhor se distrair e aproveitar que ainda não temos nosso destino escolhido por uma profecia estúpida. – Uma lágrima escorreu dos olhos dela, me senti culpada, como se aquela lágrima tivesse saído por minha culpa, como se eu tivesse feito lembrar-se de algo que ela tentava esquecer.

– Mari, está tudo bem! Estamos todos aqui, vamos continuar aqui. – Sofia falou para ela, era como se fosse uma irmã aconselhando a outra. – Nós vamos continuar com você.

– Está tudo bem em chorar, você não precisa aguentar tudo sozinha. – Thalles falou para ela.

– Você não pode mudar o destino dele, mas pode tentar se lembrar dele como um herói e que sua morte não foi em vão. – Jo falou aquilo, mesmo sendo alguém misterioso ele tentou ajudá-la.

Então eu fiquei sem entender o que houve, mas Lua chegou e sentou-se ao meu lado e me contou que a Mari tinha um namorado e que ele partiu em uma missão com outros dois semideuses e que ele foi morto em combate com o dragão Elluz, esse dragão guarda um poder oculto que ninguém se sabe ao certo o tamanho dos problemas que pode causar aos deuses. O nome do namorado de Mari era Rick e ele era filho de Hefesto, ele partiu nessa missão junto com Blair filha de Deméter e de Lyu filho de Apolo, na profecia tinha sido decretada que uma filha da deusa da natureza partiria a ilha de Úrcea que só se revela quando buscam uma forma de vingança aos deuses, só a filha da deusa seria capaz de descobrir o segredo que o dragão Elluz guarda e impedir que o poder caísse em mãos erradas, mas a o dragão não a reconheceu como a filha da deusa e atacou eles, Rick tinha certeza de que poderia segurar a fera enquanto Lyu carregava Blair que estava inconsciente de volta ao barco quando Rick virou cinzas com o fogo celestial que flamejava da boca do dragão. Blair e Lyu conseguiram voltar ao acampamento e Quíron os falou que Blair não a semideusa que a profecia citava, e os negou saírem de volta á essa missão.

Então consegui entender o que aconteceu, e como a Mari se sentia. Ela já havia parado de chorar Ro tinha transformado Felipe em uma foca, o que eu achei estranho mas conclui que era a forma deles tentarem melhorar o humor dela, Lua estava menos preocupada e Sofis também estava rindo, então eu chamei a Mari de canto e falei para ela:

– Me desculpe, não era a minha intenção, eu... Eu não sabia.

Ela me olhou de uma forma acolhedora e me abraçou dizendo no meu ouvido:

– Está tudo bem, ele foi um grande herói, sinto falta dele, mas espero poder encontrar a semideusa que a profecia citou e que ela possa ser capaz de concluir a missão para que o Rick não tenha morrido em vão.

Pude sentir a sinceridade naquelas palavras, soube nesse momento o quanto o amor dela por ele permanecerá o mesmo.

– Ele deve sentir muito orgulho de você por conseguir ser forte. – Eu disse aquilo sem pensar, acho que as palavras simplesmente saíram da minha boca.

– Tenho que ser forte, e devo encontrar a semideusa da profecia, pois eu quero partir nessa missão e enfrentar junto á ela o dragão Elluz, mesmo sendo filha de Afrodite, não sendo tão forte como os outros sei que posso ajudar nessa missão, que posso ser útil.

– Mari, você é forte sim, você vai conseguir encontrar ela, você deve parar de se pressionar tanto. – Falei mais uma vez sem pensar.

– Eu sei Lore, mas devo isso á ele, não vou deixar que ele tivesse morrido em vão. – Ela sorriu como se estivesse segura do que dizia. – Lore parabéns por hoje, você mostrou que mesmo estando aqui em pouco tempo possui habilidades, fiquei surpresa quando soube que você tinha sido a responsável que fez Eveeh perder no caça.

– Não fiz nada demais, eu nem sei como consegui fazer aquilo...

Quando eu ia falar o que houve Ro e os outros nos gritaram para se juntar á eles na brincadeira, Caique também estava junto com eles, acho que estavam vendo quem ficava tonto primeiro, não entendi ao certo, mas parecia legal e uma bela forma de esquecer por um tempo o que aconteceu no jogo.

– Vocês e esses papos de garotas me dão náuseas. – Thalles falou com um tom de deboche.

Então todos começaram a conversar novamente, até o toque de recolher de cada chalé. Caminhamos de volta, e dois garotos passaram por mim encarando como se eu estivesse com sujeira na cara, sei lá. Era aquele garoto asiático e um menino loiro com uma cicatriz no braço como se fosse um arranhão de um urso. Tentei não me prender á aquela situação, e continuei caminhando até o chalé 11.

Chegando no chalé me deitei na cama e estava tão cansada que dormi, comecei a sonhar que estava em um lugar escuro como uma caverna e ouvia o som de um tipo de rugido áspero e a voz de uma mulher, parecia estar assustada, ouvi correntes tentei andar mas não me saia do lugar, então ouvi uma voz de homem, ele estava falando algo que não conseguia entender direito algo como “ quem virá salva-lá agora? Todos estão ocupados demais acreditando que ele soltou os monstros do mundo inferior. Pensam que ele quer fazer uma guerra, acham que ele se uniu a você sabe quem” a mulher estava chorando consegui ouvir ela dizer “ Ele jamais irá fazer aquilo, ele nunca se uniria com aquele monstro”. O homem deu uma risada escandalosamente terrível, era assustador, ele falou “Mas ele virá procurar por você, e ao menos que você coopere conosco em fazer o segredo se revelar e despertar o poder, quem sabe podemos poupá-lo” tentei encontrar uma forma de andar até a mulher, mas ainda não consegui me mexer, era como se estivesse com chumbos em meus pés, até que percebi que mais alguém havia chegado era a voz de uma garota falando: — Temos de ir, ele quer falar com você meu Senhor. E o homem se foi e pude ouvir a voz da mulher falando: — Você está aí, eu sei que está, bom não temos muito tempo ele vai tentar me matar, eu não possuo o poder para despertar o que está escondido nesse solo, só você pode fazer isso, por favor, não vou aguentar muito tempo, preciso de você.

Ela estava falando comigo, e era mesmo comigo, como eu poderia ajudá-la? Até que acordei, aquilo não pareceu ser um sonho, era como se eu realmente tivesse presente ali.

Notas finais
Amigos são aqueles que mesmo sabendo do perigo que te aguarda, estão dispostos á irem junto com você...