Enfin, amour
2 Capítulo 1
Naquela noite, Guiomar estava lendo deitada na cama, já preparada para dormir, apenas esperando que Duque chegasse.
– Guiomar! — ela ouviu Duque lá de fora.
Ela rapidamente levantou, deixou o livro sobre a cama e correu até o píer, onde avistou Duque dentro do iate.
– Duque! Nem tinha visto você chegar!
– Entra aqui.
Ele foi próximo ao píer e estendeu a mão para ajudar Guiomar a entrar.
– Fechou o Flor do Caribe mais cedo?
– É. Eu queria fazer uma coisa diferente pra nós. Vem cá.
Os dois foram até a parte coberta do iate, onde logo já havia uma mesa com algumas velas e flores em cima.
Guiomar deu um pequeno sorriso, ainda sem entender do que se tratava.
Ele a guiou até uma das cadeiras, que foi puxada para que ela se sentasse logo em seguida. E logo após, se sentou na cadeira à frente de Guiomar.
Duque serviu os dois com um bom vinho, enquanto era encarado por Guiomar que estava num misto de curiosidade e encantamento.
– Eu estive pensando naquilo que o Alberto nos falou hoje.
Guiomar deu um largo sorriso lembrando a tarde.
– Eu estou muito orgulhosa do Alberto.
– Eu também, sem dúvidas. Mas eu fiquei pensando sobre o que ele disse sobre nós.
– Duque, Duque, Duque... para de volteios e vá direto ao assunto. — sorriu, curiosa.
– Que tal... a gente ir viajar?
– Você sabe que “viagem” é uma palavra doce aos meus ouvidos, então já são 90% de chance de eu aceitar.
– País de Gales.
– Hm, quer viver nos tempos medievais e estar rodeado de castelos? Interessante...
– O País de Gales é um país muito interessante e romântico, Guiomar. Eu adoraria conhece-lo com você.
Ela já ia responder quando ele a interrompeu:
– Só que tem uma coisa. — Ela mexeu os ombros e a cabeça, com uma expressão facial que pedia para que ele continuasse falando. — Nós vamos de barco.
– De barco? — ela estranhou.
– Sim. O tempo em que o Alberto vai estar fora é a melhor época do Oceano Atlântico, sem muitas turbulências pelo caminho! E lá tem muitas cidades com mar, ao lado de castelos. Eu adoraria ancorar o Guiomar perto do castelo de Conwy! E me hospedar em Llandduno, que é ali perto e tem hotéis maravilhosos.
Ela riu.
– Já andou até pesquisando sobre o lugar, é?
– Sim. Depois de hoje à tarde, eu confesso que eu fiquei louco pra sair por aí conhecendo tudo com você.
– Mas eu ainda nem aceitei.
Duque bufou e cruzou os braços.
– Bom, então eu te dou um tempo pra pensar, ta bem?
– Hm, acho que já deu tempo de eu ter minha resposta.
Ele sorriu, empolgado.
– E então?
Ela respondeu séria:
– Você está falando de sairmos por aí mar a fora, irmos a um país minúsculo, onde muitas pessoas falam um idioma completamente esquisito...
– As pessoas de lá falam inglês também... — ele disse, já sem esperança.
– E onde tudo o que há é um monte de coisa velha e de pedra? — Ele olhou, sem nem ter coragem de responder, já desistindo de tudo. — Quando começamos?
Duque sorriu, radiante. Levantou-se e foi até ela.
– Você ta falando sério, Guiomar?
– É claro que eu tô falando sério, Duque! Eu sempre quis conhecer o País de Gales! — Ele se ajoelhou ao lado dela, e ela acompanhou os olhos dele com os seus. — E conhecer ele com você... — fez carinho em suas bochechas — vai ser um enorme prazer, mon cher.
Ele sorriu, colocou uma das mãos na cintura de Guiomar, que seguia fazendo carinho em suas bochechas, e ambos olharam os lábios um do outro por um breve instante, até que Duque ergueu a cabeça e beijou a amada.
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