Enemys Of Love - Finding Love
8 Capítulo 8 - Mother
Notas iniciais
— Vejo que minha filha continua a mesma. — as portas são abertas e lá estava a bruxa — Entre, querida, você não sabe o quanto esperei por esse momento.
REGINA gelou ao ouvir a voz da mãe. Era Cora mesmo. Mas como? Ela morreu em seus braços graças aquela maldita vela de Mary Margaret. E agora ela estava ali em carne e osso, ou quase isso.
— Venha, minha filha, entre. — Cora chama — Traga seus amigos, não vou machuca-los agora.
Um pouco hesitantes, entraram no palácio. As cores predominantes eram diversos tons de vinho e marrom. Parecia que tudo ali possuía essas cores.
— Diga logo o que você quer, Cora. — Regina disse, quase não acreditando que sua voz tinha realmente saído.
— Cora? Desde quando eu deixei de ser sua mãe?
— Você sequestrou meu filho, me fez voltar para essa terra e ainda por cima tentou me matar. Não foi um bom começo.
— Eu apenas fiz isso para poder me reaproximar de você. Em Storybrooke não conseguimos, mas aqui será diferente. Podemos restaurar o nosso reino. Governaremos juntas, nenhum reino será mais poderoso que o nosso.
— Eu não quero governar, na verdade nem ligo mais para isso! Eu tenho meu filho e isso pra mim já basta.
— Henry não é seu filho! Você se preocupa demais com ele e esquece suas obrigações.
— Obrigações? Henry é meu filho sim! Ele é minha principal preocupação. Eu faço qualquer coisa pelo meu filho.
— Você sabe como uma mãe se sente, Regina. Nós fazemos qualquer coisa para ficarmos perto de nossos filhos, e eu quero minha filha de volta. Nós podemos recomeçar, Regina, ser a família que éramos antes.
— Um pouco tarde demais pra isso, não acha? Mã-Cora, eu já tenho minha família agora. Você teve sua chance de provar que estava mudada e desperdiçou. Você me fez ser odiada mais uma vez pelo povo de Storybrooke, não que eu realmente me importe com a opinião deles, mas sempre que eu tento mudar, algo acontece. Eu não vou deixar isso acontecer novamente. Dessa vez eu serei motivo de orgulho para meu filho.
— Você já é motivo de orgulho para seu filho, Regina. — Mary Margaret se pronunciou pela primeira vez
— Pensei que todos tinham perdido a língua. — Cora se voltou para os outros — Eu não sei como você ainda consegue andar com eles, Regina. Essa aí — apontou para Mary Margaret — desde criança já arruinava sua vida, ou será que você se esqueceu de Daniel? Se não fosse por ela ser tão boca-aberta vocês dois poderiam estar juntos até hoje.
— Você sabe que a culpa disso tudo foi sua, Cora! — Mary Margaret disse — Eu era apenas uma criança!
— Uma criança egoísta! Você não se importou com a felicidade de Regina também.
— Parem as duas! Daniel é passado e eu não quero voltar nesse assunto. Agora me devolva meu filho.
— Não tão rápido. Regina, pense, você não sente falta de reinar? Do poder? Em Storybrooke você pode ter perdido um pouco desse gosto, mas agora estamos aqui, no seu lar. Onde você voltará a ser uma rainha! Eu sei que no fundo você sente vontade de voltar a ser como era antes.
Regina não podia negar uma coisa, desde o momento em que ela havia tentado matar Kate, ela estava sentindo algo diferente. Ela queria fazer aquilo. Mas ainda não mudava o fato de que Storybrooke era sua nova casa. Com seu filho.
— Essa sua demora pra responder só confirma o que acabei de dizer. — Cora continua
— Onde está meu filho? — Regina pergunta
— Bem. Ele e o príncipe intrometido estão a salvo.
— Solte-os. — Regina ordena.
— Eu irei soltá-los. Afinal, não tenho motivos para mantê-los presos aqui. — Cora diz fazendo Regina suspirar aliviada — Porém, eu tenho uma condição.
— Que condição? — Regina pergunta entredentes.
— Eu quero que você fique. Quero minha filha aqui comigo.
— De jeito nenhum. — Emma se pronuncia — A Regina não vai ficar.
— E desde quando você tem o direito de falar? — Cora pergunta — Essa é minha condição, Regina. Não irei perder tempo com essas pessoas. Se quiser que eu solte aqueles dois, você tem que ficar!
Regina suspira. Ela sabia que não havia outra maneira. E já que essa era a única maneira, então que assim seja.
— Tudo bem, eu fico. — Diz por fim.
— Regina, não... — Emma tenta
— Swan, eu já decidi. — Regina a interrompe — Se essa for a única maneira de garantir a segurança do meu filho, então eu fico.
Cora sorri.
— Regina, você não pode... — Snow tenta.
— Já está decidido, Mary Margaret. Vão embora. — Regina tenta manter a voz firme.
Apesar de todo o receio que estava sentindo, não podia deixar isso transparecer. Henry era sua prioridade. E sua segurança dependia disso.
— Muito bem. — Cora se aproxima da filha — Eu sempre soube que voltaríamos a nos unir, querida. Assim que vocês saírem, encontrarão o garoto e o príncipe lá fora.
— E que garantia nós temos disso? — Emma pergunta
— A minha garantia. — Cora responde — Agora vão embora antes que eu perca minha paciência com vocês.
Os quatro hesitaram.
— Vão!
Mary, Emma, Killian e Kate estavam se preparando para sair, quando Kate para.
— Espera. Minha irmã também vai estar lá fora, né? — Era perceptível o seu nervosismo.
— Não. — Cora responde naturalmente — Você não cumpriu corretamente com sua parte no acordo. Ela vai ficar.
— Sua filha está com você! O que mais você quer? — A garota pergunta elevando um pouco o tom de voz.
Cora suspira com tédio.
— Você não se esforçou o suficiente para ter sua irmã de volta. Isso estava com ela. — Uma fumaça roxa surge sobre a palma da mão de Cora e um desenho de uma mulher aparece lá.
— T-Teresa. — Kate diz, parecendo afetada.
Ninguém pareceu entender, até Regina ficou em silencio para observar o que estava se passando.
— Lisa sempre preferiu a irmã mais velha. — Cora começa — Nesses dias que passei observando a garota, pude ter certeza disso. Na verdade, ela nem gosta de você, só te atura porque é a única que sobrou. Você nunca soube cuidar de Lisa, nem para salva-la você serviu...
A garota não movia um músculo sequer, mas Regina conseguiu perceber o quanto aquilo a estava afetando.
— Cora... — Regina começa, mas é ignorada.
— Nos desejos mais profundos dela, ela queria que você tivesse morrido no lugar de Teresa. — Cora termina.
Kate parecia a ponto de chorar.
— C-cala a boca! — grita.
Cora ri.
— Você não aguenta a verdade, queridinha?
Num movimento que ninguém esperava, Kate pegou um vaso da decoração que estava perto deles, e jogou em direção a bruxa. É claro que o vaso se desintegrou antes mesmo de chegar perto.
Mas Cora se irritou. Ela estava prestes a fazer algo, quando Regina se manifestou:
— Já está tudo resolvido aqui. Vão embora.
— Não tem nada resolvido! Eu não vou embora sem minha irmã! — Kate grita.
— Sim, você vai. — Regina diz séria — Levem ela. — Pede pra Mary e Hook.
— Kate, vamos... Vai ser melhor. — Mary fala para a garota.
— Melhor pra quem? — A garota estava desesperada.
Regina fez um movimento com a mão, e fez os quatro aparecem do lado de fora do castelo. Ela havia entendido o lado de Kate, sua preocupação com a irmã. Porém, deixa-la perto de Cora poderia ser pior.
— Muito bem, filha. — Cora sorri para a filha.
— Por que você não soltou a irmã dela?
— Ainda tenho alguns planos em mente. — A bruxa disse dando de ombros — Mas isso não importa agora. Bem vinda ao lar.
EMMA demorou alguns segundos para entender o que estava acontecendo. Como eles puderam deixar Regina sozinha com aquela bruxa? O que poderia acontecer com a morena agora?
— Nós não podemos deixar a Regina com a Cora. — Diz para Mary que ainda tentava acalmar Kate.
— Não, precisamos de um...
— Mãe! — Emma ouve a voz de seu filho a chamando.
— Henry! — Ela se vira e vê o garoto correndo em direção a ela, acompanhado de David que foi direto até Mary Margaret. — Você está bem? Ela te machucou? — A loira perguntou, preocupada.
O garoto sorriu.
— Não... Quer dizer, sim. — Se confundiu com as respostas — Enfim, estou bem.
Emma sorriu e o abraçou.
— EI, cadê minha outra mãe? — O garoto pergunta.
Mary e Emma se entreolham.
— Er... A Regina ficou no palácio... — Emma responde
— Por quê? Vamos busca-la então. — Henry começa a andar.
— Não, Henry... — Emma o puxa — Ainda não...
— Por que ainda não?
— Cora queria que Regina ficasse. Por isso sequestrou Henry. — David deduz.
Mary assente.
— Mas nós iremos encontrar um jeito de pegar sua mãe de volta. — Ela diz sorrindo para Henry.
Emma suspira e se senta em um pedaço de tronco caído. Ela esperava que sim. E iria lutar com todas as forças para impedir que Regina volte a ser a Evil Queen.
KATE ainda estava se recuperando do choque. Ela havia falhado. E por causa disso, sua irmã ainda estava com aquela bruxa. Talvez Cora estivesse certa, talvez ela deveria mesmo ter morrido no lugar de Teresa. Se isso tivesse acontecido, Lisa não estaria em perigo agora.
A garota se encostou em uma árvore e passou as mãos pelo rosto, encontrando algumas lágrimas que ela nem havia notado quando caíram.
— Ei... — Hook veio até ela.
Kate limpou as lágrimas rapidamente e olhou para o pirata, mas sem dizer nada.
— Nós iremos te ajudar a encontrar a sua irmã. — Hook continuou, ao ver que a garota não ia falar nada.
— Não, vocês não vão. Sua preocupação agora é Regina e não uma garota que vocês nem conhecem.
— Mas conhecemos você. Por mim, nós nem estaríamos mais aqui — o pirata dá de ombros —, mas Mary e David são boas pessoas, eles irão querer te ajudar.
— Ajudar como? — Kate tentou disfarçar a pontada de esperança que passou por ela.
— Não sei como, mas sei que... — Hook se interrompe — Só um momento, aquele desenho, pertencia a sua irmã, certo?
— Sim. — Kate responde, sem entender o motivo disso.
— Eu acho que tenho algo que pode ajudar. — Hook mexe em um de seus bolsos da jaqueta — Aqui! — Tira um frasco de lá.
Kate o olha ainda sem entender.
— Isso — Hook aponta para o frasco com o gancho — é uma poção localizadora. É só despejar o conteúdo em algo que pertença à pessoa, e o objeto nos levara até ela.
— E isso funciona mesmo? — Kate não conseguiu disfarçar a animação.
— É melhor do que nada, não é?
— É... — Kate concorda
— Porém, temos que consultar Mary Margaret e outros. Regina é importante para eles também...
— Eu entendo. — Kate o interrompe.
É claro que não concordariam. Por que eles iriam ajudar uma pessoa que nem conhecem ao invés de pensar num jeito de salvar Regina?
— Vamos falar com Mary. — Hook diz, indo em direção a Snow que agora tentava acalmar Emma.
HOOK entendia perfeitamente como Kate estava se sentindo e realmente esperava que Mary e Emma concordassem em ajudar. Não queria que Kate passasse pela mesma perda que ele.
— Com licença, ladies. — Hook chegou até as duas — Mary, eu estava pensando... Talvez possa haver um jeito de acharmos a irmã da garota. Eu tenho um frasco daquela poção localizadora que peguei na loja do Crocodilo. Podemos tentar...
— Nós não vamos procurar ninguém agora! — Emma interrompe — Regina está com Cora. Precisamos tirar ela de lá.
Hook ainda se impressionava por as duas terem demorado tanto pra se declarar. Estava mais do que na cara que havia algum sentimento entre elas.
— Swan... — Hook tentou
— Não me venha com Swan. Nós nem conhecemos essa garota! Quando ela se aliou a Cora, ela sabia no que estava se metendo.
— Emma! — Mary Margaret a repreende — Kate foi obrigada a fazer isso e não podemos deixa-la na mão agora. Não podemos ser egoístas num momento como esse.
David, que até então estava com Henry, se juntou a conversa.
— O que está havendo? — pergunta
— Hook está tentando desviar nosso objetivo só porque está a fim da garota. — Emma responde
Hook suspira.
— Swan, todos entendemos que você está preocupada com Regina, mas vocês duas não são o centro do universo.
Emma estava prestes a responder, quando Mary Margaret falou:
— Parem os dois! Ambas as partes tem razão. Porém, Emma, não podemos ficar aqui parados enquanto a irmã de Kate corre perigo. Por enquanto, não conseguimos pensar em nada para tirarmos Regina de lá.
— Mas juntos nós iremos conseguir salvar as duas. Porque nós sempre iremos nos encontrar. — David complementa
Hook teve de se controlar para não revirar os olhos. Será que eles tinham algum tipo de pacto para repetir essa frase sempre? Enfim, isso não importava no momento.
Emma suspira.
— Tudo bem. Façam o que vocês quiserem.
Mary Margaret e David ficaram a encarando, sem saber o que falar, diante da reação da filha.
— Então — Hook cortou o silencio — Está resolvido. Vamos usar a poção. — terminou de falar e foi até a Kate — Eles concordaram. — pegou seu cantil de rum e bebeu um gole
— Emma não queria concordar.
— Mas teve que concordar. Vamos, cadê o desenho?
Kate pegou o desenho e Hook entregou a poção para ela.
— É só despejar sobre o desenho.
Kate fez o que Hook havia dito, e depois de alguns segundos, o desenho estava no ar.
— Funcionou! — Kate sorriu animada. Desde que haviam se conhecido, Hook não viu a garota sorrir de tal forma.
O pirata também não pôde deixar de sorrir.
— É melhor nos apressarmos antes que fiquemos pra trás. — apontou para o desenho que já estava seguindo uma direção.
— É... Tem razão. — Kate correu para acompanhar o desenho.
Foi seguida por Emma e Henry que estavam abraçados e depois por David e Mary, porém, a última pediu para que o marido seguisse e parou para falar com Hook.
— Foi uma atitude muita bonita a sua, Hook.
— Só fiz o que era necessário. — bebeu mais um gole de seu rum, enquanto seguia os outros.
— De qualquer forma, Kate está muito feliz. Ela parece ser uma boa pessoa...
— É... — Hook concorda.
Queria entender o motivo dessa conversa, mas resolveu não questionar.
— Você gostou dela? — Mary perguntou por fim.
Tinha que ser. Era óbvio que ela iria perguntar isso.
— Todos gostaram.
— Você entendeu.
Hook suspirou.
— Eu não acho que...
— Ei, vocês vão se perder se continuarem para trás! — Henry gritou de lá da frente — Venham logo!
Hook aproveitou a deixa para poder sair do assunto.
Andaram por um bom tempo e, para a sorte de Hook, Mary pareceu ter desistido de voltar para o assunto. Emma parecia ainda estava nervosa, mas David e Henry estavam tentando acalma-la. Kate parecia ser a única que estava verdadeiramente animada.
— Vai lá falar com ela. — Mary disse ao pegar Hook observando a moça.
— Eu... O quê? Não... — o pirata deu de ombros
Mary riu.
— Prefere continuar nossa conversa de antes?
— Não. — o pirata forçou um sorriso e foi até Kate — E então...
— Isso é incrível! — a garota sorriu e o abraçou.
Hook sorriu, sem graça. Quando os dois se separaram do abraço, o pirata teve uma pequena impressão de que o brilho nos olhos da garota havia mudado. Será que ele estava ficando louco?
— Eu só queria dizer que... — ela começou, mas fez uma pausa — Bem, não adianta querer dar uma de bonzinho comigo. Não é só porque a Emma não te quis que eu vou querer. — dito isso, a garota continuou andando.
Hook ficou atônito por alguns instantes. Ela havia realmente dito isso? Depois de ele tê-la ajudado? O que diabos se passava pela cabeça daquela garota?
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