Enemys Of Love - Finding Love
7 Capítulo 7 - Escape
Notas iniciais
REGINA estava tentando ao máximo evitar o assunto Eco Cave, mas parecia cada vez mais difícil. Ela já havia dado várias desculpas dizendo que precisava se concentrar para conseguir fazer um feitiço para achar Henry, para achar Cora e entre vários outros. Pelo que pareceram algumas horas, ela conseguiu manter distancia e evitar qualquer tipo de assunto, porem ela sabia que ainda teria que falar com Emma a respeito desse assunto.
— Regina você vai fugir até quando? — Emma pergunta
— E do que exatamente você acha que eu estou fugindo?
— De mim, da nossa conversa.
— Eu não sei do que você está falando, Swan. Não temos nada para conversar. — diz continuando a andar
— Regina, por favor, pare de fingir que nada aconteceu. — Emma diz segurando o braço de Regina, fazendo a morena se virar para ela.
— Swan eu já disse como poderemos resolver isso. A poção vai funcionar...
— Quantas vezes eu tenho que dizer que eu não quero poção nenhuma? Regina eu... — a loira começa a dizer, mas se interrompe quando Mary Margaret, Hook e Kate passam por elas.
— Swan, isso não existe... Essa coisa que nós achamos sentir.
— Regina...
— Nossa principal preocupação agora é o Henry. O resto... É resto, não vai fazer importância agora.
Emma solta um longo suspiro.
— Tudo bem, você tem razão.
— Claro que tenho... E... Acho melhor não contarmos ao Henry sobre isso. É coisa demais para ele.
Emma assente.
Era estressante. Assim que conseguiu tirar Emma de sua cabeça. Outra coisa apareceu: Cora. Será que ela estava mesmo viva? Mas como? Ela havia morrido em seus braços graças a Mary Margaret. Kate poderia estar mentindo. Porém, a Eco Cave não a deixaria mentir, ninguém pode mentir nessa caverna. Um misto de sentimentos passava pela cabeça de Regina. Sua mãe poderia estar viva.
E isso é sinônimo de problema.
Se Cora estivesse mesmo viva, ela com certeza voltaria com a história de querer mais poder, de matar o Sr. Gold e se tornar a Senhora das Trevas. Mais problemas. E tem também o ódio que ela deve estar sentindo por Mary Margaret, com razão, mas de qualquer forma ela irá querer se vingar da família inteira. Incluindo, claro, Emma.
Se Regina se importava? Ela gostaria de dizer que não.
— Regina, está ficando tarde. Não seria melhor deixarmos para ir ao palácio de Cora amanhã? — Mary Margaret pergunta — Quer dizer, caso precisarmos enfrenta-la...
— Ok. — Regina concorda.
— Mesmo? — Mary Margaret parece surpresa
— Sim. Já está anoitecendo, podemos montar um acampamento aqui. E se Cora estiver mesmo viva, é melhor você estar preparada. Ela com certeza irá querer te matar.
Mary Margaret parece assustada.
— E-é... Pode ser que sim.
— De qualquer forma, não temos certeza se ela está viva mesmo. A fonte da informação não é confiável. — Regina diz
— Regina, pare de implicar com a Kate. Ela também pode estar sofrendo com a falta da irmã.
— Ela nos enganou.
— Mas ela contou a verdade depois.
— Porque foi obrigada.
Mary Margaret solta um suspiro.
— Regina, se imagine no lugar dela. Você não faria o mesmo se fosse pelo Henry?
— Eu faria qualquer coisa pelo meu filho!
— Então.
Regina revira os olhos.
— Ok, você tem razão. Agora vamos montar logo esse acampamento, porque de amanhã não passa. Eu VOU ter meu filho de volta.
O acampamento foi montado, novamente com magia. Até mesmo Regina estava se surpreendendo com a evolução de Emma. Diferente da primeira vez, ela conseguiu fazer com que a barraca se montasse sozinha, sem desabar várias vezes ou tentar ataca-los, apenas alguns incidentes. Mesmo com o clima de tensão, conseguiram trabalhar juntas e também disfarçar, qualquer troca de olhares que poderia ter acontecido.
KATE estava ficando cada vez mais desesperada. Cora já conseguiu o que queria, sua filha estava indo exatamente para o palácio. Depois disso, o problema era deles, mas e ela? Kate não era mais útil, entretanto Cora ainda tinha seu coração, literalmente, e sua irmã. Deveria fugir? Parecia ser o mais seguro. Se Cora quiser mesmo fazer com que Regina retorne a ser a Evil Queen, era melhor estar o mais longe disso possível. Talvez quando a garota chegasse em sua casa, Lisa poderia estar na sala esperando para as duas fazerem a torta. Não custa sonhar, certo?
Realmente, fugir parecia ser a melhor opção, nada tirava da cabeça da garota, que Regina poderia mata-la no primeiro surto. Todos estavam dormindo, estranhamente, Emma e Regina estavam dormindo abraçadas, as duas não tinham discutido há poucos minutos? Mary Margaret estava serena em seu sono, Emma era sortuda por ter uma mãe como ela. Kate sentiu uma pontada de inveja, nunca soube o que era ter uma mãe tão amorosa quanto aquela, sentiria saudades de Mary Margaret. O pirata, Hook, estava dormindo, segurando, com a mão boa, seu cantil de rum. Como ele consegue beber tanto sem ficar bêbado? E como aquilo nunca acaba? Ok, nesse momento, essas coisas não pareciam muito importantes.
A oportunidade perfeita. Se não saísse agora provavelmente nunca mais veria Lisa. Kate conseguiu se levantar, silenciosamente, e fez força para desamarrar as cordas que apertavam seus pulsos, sem sucesso. Será que estariam encantadas? Possivelmente. Magia as colocou e magia teria que tira-las.
— Merda! — pragueja quase em silencio.
Tentou cortar as malditas cordas com uma pedra que estava ali perto, mas também não funcionou. Em casa daria um jeito nisso. Deu uma última checada, todos estavam dormindo. Adentrou um pouco em um dos cantos da floresta e foi andando as cegas. Ela não conhecia aquele lugar, nunca tinha visto. Nem ao menos se lembrava de qual caminho tinha pego para chegar até ali.
— Achou mesmo que poderia enganar um pirata? — a garota se assustou com a voz rouca atrás dela.
— H-Hook. — ela se virou e percebeu que ele estava realmente perto — E-eu...
— Você me deixou intrigado. — ele se encostou em uma árvore — O que você pretendia quando conseguisse fugir?
— Eu não estava tentando fugir. — mente
— Não? Então o que estava fazendo?
— E-eu... perdi o sono, só isso.
— Eu também perdi. Te faço companhia.
— Não! — ele arqueia uma sobrancelha — Quer dizer, eu já vou deitar novamente.
— Eu espero.
Maldito pirata!
Kate se senta em um pedaço de tronco caído e Hook continua parado no mesmo lugar. Ele não ia sair dali mesmo? Por que esse idiota tinha que acordar? Isso só atrapalharia mais ainda! Kate ficou um bom tempo olhando para o nada e brincando com o colar que Lisa havia lhe dado. Talvez o pirata se cansasse de ficar tanto tempo ali parado. Mas isso não aconteceu.
— Quando você vai desistir dessa ideia para finalmente podermos voltar a dormir? — Hook pergunta, soltando um bocejo em seguida.
— Que ideia?
— Querer fugir. Olha, se você quer mesmo convencer Regina a não te matar, é melhor não tentar fugir. Ainda mais se a personalidade de Evil Queen dela voltar.
— Eu não quero convencer ninguém de nada! Ela pode pensar o que quiser de mim. Eu só quero minha irmã de volta. — diz se levantando
— E você acha que Cora vai simplesmente solta-la para vocês duas viverem felizes para sempre? — debocha — Não é assim que as coisas funcionam com aquela bruxa.
— Ela quer a filha, amanhã ela já vai ter isso, Lisa não tem nada a ver com essa história.
— E você não parou pra pensar no que isso pode acarretar? Cora e Regina trabalhando juntas. O caos que elas podem criar.
— Eu não me importo. Assim que eu conseguir minha irmã de volta, nós sairemos desse lugar. Eu tenho ouro suficiente pra isso.
— Você tem noção do quanto egoísta isso é? — o pirata pergunta se aproximando — Eu não vou deixar você fugir.
— Não? — a garota desafia — Que bom que eu não estou pedindo sua permissão. — ela diz e, aproveitando da proximidade dos dois, dá uma joelhada entre as pernas de Hook. A garota nem esperou para ver a reação dele. Só se virou para uma das entradas e correu floresta adentro.
Se antes ela estava perdida, agora estava mais ainda. O pirata tinha razão, Cora não seria tão “boazinha” assim. Porém, se não contar a vantagem da velha por ter sua irmã, Regina parecia bem mais ameaçadora do que Cora.
Ela não sabia o quanto havia se distanciado do acampamento, mas logo teve que parar para recuperar o fôlego, além do mais, estava fazendo muito frio e suas roupas não estavam ajudando. Quando estava se preparando para voltar a correr, sentiu uma mão segurando seu braço, e logo seu corpo foi empurrado contra uma árvore.
— Certo, garota, chega de brincadeiras. — Era o pirata. E ele parecia bem irritado.
Como ele chegou ali tão rápido?
— Não era pra você estar “se recuperando”? Que eu saiba um chute nessas partes deve doer, a não ser que você não tenha... — a garota deixa a frase no ar
Hook solta um suspiro e aperta o braço da garota com mais força.
— Você não deveria provocar um pirata.
— Estou morrendo de medo. — diz em tom de deboche
O pirata a encara por alguns instantes, a falta de iluminação dificultava para a garota ver a expressão de Hook. Levantou o braço, num movimento quase como se fosse ataca-la. A garota fechou os olhos. Então o aperto em seus pulsos havia cessado.
— Você ainda nem tinha se dado o trabalho de soltar as cordas. — Hook diz, terminando de soltar os braços da garota.
— E-eu não consegui solta-las. — admite — E o seu gancho é a última coisa que eu tentaria usar.
— Você se admiraria com as coisas que meu gancho pode fazer... — Hook diz em tom malicioso, fazendo a garota cruzar os braços e revirar os olhos — Vamos.
Logo já estava sendo puxada novamente de volta para o acampamento. Por algum motivo, passou a mão pelo pescoço, para mexer no colar de Lisa, mas ele não estava lá.
— Espera. — Kate para — M-meu colar.
— Colar? Que colar?
— Que minha irmã me deu. Deve ter caído quando você cortou as cordas com essa sua delicadeza.
— Oh... Uma pena. Agora vamos.
— Não. Eu quero meu colar de volta.
— E você acha que eu vou ficar aqui procurando colares?
— Eu não saio daqui sem o colar da minha irmã.
Hook revira os olhos. Se dando por vencido, aceita ajudar a garota a procurar o colar. Os dois voltam até a árvore onde cortou as cordas e vê um colar no chão.
— É esse aqui? — pergunta segurando um colar com uma pedra azul.
— Isso! Ele mesmo. — a garota tenta pegá-lo, mas Hook não deixa.
— O que tem demais num colarzinho desse?
— Nada que seja da sua conta. Me devolve.
— Não sei se você merece.
Então ele queria jogar? Kate não deixaria o colar de sua irmã ficar nas mãos de um pirata.
— Por favor. — ela suavizou a voz e se esforçou para tentar fazer algumas lágrimas surgirem em seus olhos — Se algo acontecer, essa é a única lembrança que eu tenho da minha irmã...
Hook pareceu afetado.
— Ei, garota, se acalme. Não gosto de ver uma mulher chorando. — ele entregou o colar
— É, deu pra perceber.
Kate pegou o colar e limpou as lágrimas que nem tinham chegado a cair. Em seguida, sorriu.
— Espera aí, você me enganou! — Hook acusa
— Oh! — a garota finge espanto.
Hook fica sério, mas logo sorri.
— Você seria uma boa pirata.
— Talvez... Agora vamos, eu quero ter uma boa noite de sono antes de ter que olhar para aquela bruxa novamente.
— Então você não vai mais tentar fugir?
— Eu já estou ferrada de qualquer jeito, pelo menos ficando eu vejo o show.
[...]
No dia seguinte...
— Então, esse é o palácio dela... — Kate diz
— E o que a gente faz agora? Bate na porta? — Emma pergunta
— Não acho que será necessário. Ela sabe que estamos aqui. — Regina diz e todos a encaram — Não me perguntem como, eu apenas sei.
— Vejo que minha filha continua a mesma. — as portas são abertas e lá estava a bruxa — Entre, querida, você não sabe o quanto esperei por esse momento.
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