Endorfinas.
1 Capítulo único.
Notas iniciais
–Mello, Mello, meu caro amigo Mello. O que diabos esta acontecendo com você? O Near realmente te pegou de jeito não?- Matt alfinetou contendo uma risada escandalosa apenas pelo fato de que estavam em um hospital e os outros doentes do local mereciam respeito, coisa que Mihael não teria o luxo de ter ao chegar na Waamys por parte de Mail.
–É o chocolate.Se você não se lembra genio, chocolate libera endorfina, endorfina nos sentir apaixonado, talvez seja isso.- Mello respondeu acido.Tão convicto que se Matt não conhecesse tão bem sua capacidade para agir sobre pressão, talvez até acreditasse.
Talvez não.
–Maddon-chan, endorfina não faz você se jogar e ser atingido por um carro só pra salvar aquela bolinha de algodão, então, polpe desculpas esfarrapadas pro próprio Near, porque ele esta vindo logo ali.-O ruivo disse ainda risonho caminhando porta a fora do quarto apatico de hospital em que Mello estava alojado atualmente.
O albino caminhava a passos leves balbuciou um boa tarde ao ruivo que se ia e fitou o loiro que se recusava a olha-lo nos olhos.
–Porque fez isso Mello?- Near perguntou soando até um pouco mal agradecido.
O chocólatra havia o salvado de ser atropelado, mas enquanto não tivesse suas respostas não pretendia ceder tão simplesmente.
Mesmo que a resposta ele já soubesse.
–Você esta vivo, não esta moleque? Então deixa de ser palhaço e volta pra Waamys. Só cuidado para não ser atropelado de novo, se não percebeu, não posso continuar a bancar o herói. — Refere-se ao seu estado com uma carranca.
–Não vou embora até que me responda.- Near falou encarando-o.
Mello quase retribuiu o olhar intenso.
Quase.
Maldita hora em que deixou de obedecer a si mesmo e salvou a Nate. O albino não tinha nem mesmo um único arranhão, se encontrava perfeitamente bem, com exerção do amassado em suas roupas brancas e o pouco de sujeira.
Já ele, bateu a cabeça que atualmente estava enfaixada, e fraturara o braço esquerdo que pendia de uma tipoia.
O quarto de hospital exageradamente iluminado, mesmo que em um final de tarde.
Estava com saudades das roupas de couro agora substituídas pela desconfortável camisola verde anêmico.
–Endorfinas.- Mello disse repentinamente como se falasse sozinho.
Near sorriu presunçosamente.
–O que Mello?- Endossou o albino.
–Endorfinas, culpe as endorfinas pela minha loucura.
Near deu de ombros como se aquilo para ele bastasse e então levantou-se, Mello pensou que ele iria embora.
Não foi.
Em um gracioso girar de calcanhares, Near se moveu até a mesa do quarto, onde Matt havia deixado algumas barras de chocolate para o germânico chocólatra. Mello observava tudo atentamente, um protesto se formou em sua garganta, mas não ouve tempo.
Nate já saboreava o chocolate ao leite belga entre seus lábios.
Mello estremeceu.
River andava em sua direção calmamente e então chegou tão próximo que suas respirações se mesclavam e Mello quase já não conseguia mais pensar em nada que fizesse muito sentido.
O beijou.
As mãos gélidas de Near se entrelaçaram ao seu pescoço o fazendo ter arrepios e tudo que conseguiu fazer foi aproveitar a sensação.
–Culpe as endorfinas, pela minha loucura.
Foi o que ele disse, antes de voltar a Waamys House.
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