Endless Love
3 Gaydar ou Odor de acasalamento dos Unicórnios?
(Vitor)
Enquanto andava com Karen pelo bosque tentando tirar ela um pouco de perto de Giulia e Emmily me deparei com um menino sentado as margens do lago com o que parecia ser um caderno e uma mochila apoiados em suas pernas, logo reconheci o menino pois era o menino que eu havia beijado na festa, eu estava um pouco assustado e com medo de que ele me visse tentei dar meia volta quando Karen gritou:
– Olha, olha ele é um unicórnio!
Desesperadamente e sem sucesso eu tentei puxar Karen e correr, mas já era tarde e o menino já estava vindo em nossa direção, com um sorriso perfeito, os olhos da cor do céu e as roupas em perfeitas condições e eu fiquei ali parado admirando até ele chegar perto e começar um assunto com Karen sobre ela sentir o odor dos unicórnios em época de acasalamento e ela sabia que ele era um unicórnio pois ele estava com esse cheiro e eu ainda com vergonha interrompi o assunto:
– Vamos indo não é Karen é melhor voltarmos para perto de Emmily e Giulia não?
Antes eu não tivesse falado nada pois assim que eu falei o menino me reconheceu e disse:
– Hey, você não é Vitor? O filho da prefeita de Vilanova? A senhora Elizabeth?
Rapidamente menti:
– Não, me chamo Kevin e o nome da minha mãe é Dianna Agron e ela detesta essa prefeita.
– Ah sim claro, e sua mãe é loira e interpreta uma líder de torcida que é uma lésbica enrustida em um seriado musical gay?
– Glee não é coisa de gay! – exclamei em um tom um tanto raivoso.
–É sim, mentira eu assisto, e te reconheço de ontem na boate, se não se lembra de meu nome prazer me chamo Gabriel, mas me chame de Gabe, você é Vitor e ela se chama?
Karen em um tom animado logo se apresentou em um tipo de apresentação desnecessária:
Prazer sou Karen, tenho 17 anos moro aqui em Vilanova e fui expulsa de casa por ser Bilíngüe...não...Bióloga...Bissexual.
Gabe olhou para Karen com uma cara de divertimento e logo me sugeriu que fossemos procurar Emmily e Giulia e seguimos andando pelo caminho que fizemos.
Não demoramos muito para encontrar Emmily e Giulia que estavam de mãos dadas como se fossem um casal de verdade, Emmys rapidamente me puxou em um canto e começou uma conversa muito séria comigo:
–Vitor a casa do bosque que sua mãe mandou construir ela será sua não é?
–Sim, mas por que quer saber?
– Quando você vai se mudar para lá?
– Bom assim que acabar esse semestre, irei ficar um tempo lá até o dia que eu for para Nova York.
– Bom...estive pensando e será que poderia ir morar com você, eu juro que durante sua estadia em NY eu cuido da casa muito bem, faço de tudo até lavo a louça!
– Lavaria até minhas cuecas? – meus olhos brilharam se ela aceitasse seria um alivio, pois é a parte que eu mais irei odiar quando for morar só, já se ela não aceitasse diria que era uma brincadeira, pois ela seria uma ótima companhia para mim.
Emmy rapidamente e com uma expressão de nojo respondeu:
– não Vitor que nojo, isso é uma coisa intima sua, você é quem deve fazer isso!
– Era só uma brincadeira eu mesmo farei isso, pois não quero minhas roupas intimas nessa sua mão de periquitas.
– enfim, você aceita ou não a minha proposta?
– lógico que sim Dwarf, uma governanta seria ótimo para minha casa e...
Fui interrompido pelo toque do meu celular, a tal senhora Elizabeth me ligando rapidamente atendi pois não queria vê-la estressada:
– Hmmm, alo, mãe?
– Vitor, onde você está? E por que motivos levou o carro de seu irmão? São exatamente oito horas da manhã e você está fora de casa fazem doze horas, venha já para casa ou irei por a policia atrás de você.
Antes que eu pudesse falar qualquer coisa a minha querida mãe já havia desligado o celular, então chamei Giulia, Emmily e Karen para irmos embora, e não podia deixar Gabe sozinho então perguntei:
Hey, não quer vim conosco? É rápido, e eu te deixo em casa!
Ele abriu um largo sorriso e disse:
Sim é o que me resta, não quero voltar andando.
Correspondi a ele com um breve sorriso e ficamos nos encarando por um tempo e rindo até que meu telefone novamente me interrompeu com uma nova mensagem e era de minha mãe dizendo algo para eu chegar em casa em menos de vinte minutos pois Vovó iria chegar em uma hora e ela me queria arrumado para vê-la, então apressei a todos e seguimos, deixei Emmily em casa em seguida Giulia e Karen na casa de Giulia e tinha ficado a sós com Gabe e enfim começamos a conversar sem interrupções:
– Então o filho da prefeita é um menino que beija as pessoas na balada e se esquece e tem amigas que dizem que o Gaydar é um tipo de odor do acasalamento dos unicórnios?
– Não beijo pessoas e esqueço e ela não é minha amiga. – Eu tentava ser grosso com ele mas não conseguia.
– Ok, mas o que achou do beijo, vai dizer que foi ruim?
– Não achei ruim, mas não farei mais coisas do tipo para mim foi coisa de uma vez só e nunca mais, a propósito chegamos ao seu destino.
– Saiba que adorei o beijo, e percebi que gostou pelo jeito que me olhava no bosque, enfim, muitos outros beijos ainda estão por vir, adeus e quando podemos nos ver mais uma vez?
– segunda as 19:00 estarei disponível pode ser? – eu não conseguia acreditar que estava marcando um encontro com um menino, era absurdo tudo isso, inclusive a parte de ele estar certo em tudo, eu sou Vitor Rivera e eu que sempre tinha que estar certo em tudo. –
– Fechado. – ele disse. – te encontro no píer as 19:00 em ponto.
E ele se foi com aquele lindo sorriso e eu segui meu caminho até minha casa, após essa noite e essa madrugada muito estranha eu sentia que muitas vidas de Vilanova estavam para mudar.
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