Endless Hate, Endless Love
5 Party and confusions.
Notas iniciais
(...)
Estávamos chegando a tal festa, a rua da mesma, estava repleta de carros. O som estava tão alto que eu podia sentir o chão tremer.
Ótimo, uma boa festa pra me divertir um pouco, me fazer esquecer os problemas.
Entramos e logo fomos muito bem recepcionados por várias pessoas. Eu e a Sandra fomos para o bar, enquanto os meninos ficaram perambulando por aí. Pedimos umas bebidas e ficamos conversando sobre minha vinda para Los Angeles, e depois sobre assuntos aleatorios. Sandra parecia ser uma pessoa legal.
Em uma pausa para um gole da nossa bebida, pude ver Sandra encarar uma garota, muito bonita, confesso.
– Vai lá, Sandra! – Incentivei.
– Ah, não sei. – Sandra disse indecisa.
– Ah, qual é?! – Sorri. – Ela também não para de olhar pra você. – Sandra respirou fundo e logo em seguida foi ao encontro da garota e logo começaram a conversar.
Eu fiquei no bar, alguns garotos — muito atraentes por sinal — me fitavam, sorriam, ofereciam pagar bebidas e até mesmo me davam seus números. Confesso que não resisti alguns. Ok, não resisti muitos, mas o que importa? A noite é uma criança!
Sete garrafas de vodka depois...
Já eram 03:57 da madrugada e a festa continuava agitada. Eu, Sandra, Ashley, Jake e Jinxx estávamos sentados em uma mesa, todos quase bêbados, exceto eu, não fico bêbada fácil, fácil.
– Já são quase 04:00 horas, temos que ir embora. – Eu disse.
– Ah, não. Vamos ficar mais um pouco. – Disse Jake.
– Não, a Alexia está certa. Aman... quero dizer, HOJE temos aula. – Disse Sandra.
– Af, tinha mesmo que tocar nesse assunto? – Ashley disse desanimado.
– Elas estão certas, mas primeiro temos que achar o Andy. Onde ele está? – Jinxx perguntou.
– Vamos procurá-lo. – Eu disse me levantando. A casa era enorme, tínhamos que ir todos procurá-lo, ou caso contrario, só o encontraríamos no ano seguinte — ok, isso foi um pouco de exagero -.
Procurei nas mesas, no bar, nos quartos e até mesmo no banheiro feminino, e nada do Andrew. Ele só podia estar em um lugar: Pista de dança. Com muita dificuldade fui andando por entre as pessoas, quando finalmente avistei Andrew. Comecei — tentei — andar mais rápido e alcancei Andrew.
– Andrew, vamos embora. – Eu disse perto de seu ouvido, para que ele pudesse escutar.
– M-mas já? – Ele disse inconformado.
– Sim, já. – Concordei. Andrew respirou fundo.
– Af, ok. Mas antes preciso ir ao banheiro.
– Então vai, tá esperando o que?
Na tentativa de se retirar daquela muvuca, Andrew acabou tropeçando e se apoiando em mim pra não cair.
Nossos rostos estavam a centímetros de distancia, podia sentir seu hálito quente. Como eu podia não ter reparado antes? Ele tinha belos orbes azuis.
Ficamos nos encarando por alguns segundos até que ele começou a se aproximar. Quando me dei conta já estávamos nos beijando, beijando de um jeito que eu nunca havia beijado outro cara antes. Nossas línguas brincavam uma com a outra em uma sincronia perfeita, ele explorava cada canto da minha boca como se nós já nos conhecêssemos. Suas mãos acariciavam minha cintura, enquanto eu acariciava seu rosto e brincava com seus cabelos. A cada segundo que passava o beijo ficava mais forte, mais selvagem. Por último, após um longo tempo com pequenas pausas para não morrermos sem ar, demos alguns selinhos e mordidinhas. Já estávamos ofegantes.
Ele me encarava, eu correspondia. Estávamos calados, apenas fitando um ao outro, até que decidi quebrar aquele "silencio", como se nada tivesse acontecido.
– Você não ia ao banheiro? – Eu disse me afastando do Andrew.
– Hum... é. – Ele se afastou um pouco confuso e saiu.
Esse beijo não podia ter acontecido, pensei.
Me dirigi até o bar e peguei uma cerveja, quando vi que Andrew estava saindo do banheiro virei-me para sair, mas um ser me empresou contra o bar.
– Oi gata. – O garoto disse. Eu o conhecia, já o havia visto em algum lugar. Ele era o garoto da confusão no corredor. Adam, acho que esse era o nome dele.
– Velho, licença... – Tentei livrar-me de seus braços, mas ele era mais forte que eu.
– Calma, eu não mordo, a não ser... – Ele sorria malicioso.
– Me solta porra! – Inutilmente tentei me soltar com mais força.
– Nossa, que gata mais nervosinha. – Sorriu, logo começou a me beijar.
Era nítido que eu não queria aquilo, eu tentava o empurrar mas era inútil, ele era muito — muito mesmo — mais forte que eu. Depois de alguns segundos tendo que sentir o gosto horrível do seu beijo forçado, alguém conseguiu me livrar daquela sensação horrorosa que era beijar Adam.
– Solta ela, idiota! Não tá vendo que ela não quer? – Andrew o empurrou.
– Não se mete! – Adam deu um soco na cara do Andrew.
Em questão de segundos os dois estavam rolando pelo chão da casa, mais uma vez eles estavam brigando.
Eu fiquei sem saber o que fazer, sem saber como pará-los.
Alguns instantes depois Sandra, Ashley, Jake e Jinxx apareceram, e graças aos deuses conseguiram separá-los.
A boca e a sobrancelha do Andrew sangravam, o nariz do Adam também sangrava.
– Não encosta mais um dedo nela, entendeu?! Eu quero você longe dela! – Andrew exclamou sendo segurado por Jinxx e Jake.
– Calma, Andy. Calma. – Jinxx falou puxando-o pra fora daquele lugar.
(...)
– Como é que você tá? – Eu disse passando um pano molhado sobre seus machucados. Estávamos sentados na calçada da casa.
– Bem... só vai mais devagar aí. – Ele disse fazendo uma leve cara de dor.
– Foi mal... e, valeu.
– Não foi nada. – Ele disse e ficamos nos fitando por alguns instantes.
– Temos que ir embora. – Jake disse.
– É, temos. – Concordei.
(...)
Sandra e os meninos haviam me deixando em casa. Tudo estava quieto e silencioso, na maior paz do mundo, tirei as botas e peguei-as nas mãos, fui subindo degrau por degrau até meu quarto, tomando cuidando para não fazer baralho algum, de repente a luz acendeu.
– Alexia Castro Müller, onde você estava até essa hora da madrugada? – Helena perguntou séria ao lado de Thomas, cujo estava sentando em uma poltrona no canto da sala.
Fale com o autor