Endless

16 Capitulo 16 – Preparativos finais.


No dia da corrida acordei agitada. Não fui à escola porque me atrasei e não consegui acordar. Meu telefone não parava de tocar

E quando fui ver era Juninho. A corrida só seria a noite, mas tínhamos combinado de nos ver depois da escola para poder treinar e fazer os últimos preparativos. Era de se esperar que ele ligasse mais de 20 vezes. Atendo ao telefone, era Juninho:

- Mari? Está tudo bem com você? Não foi a escola hoje porque? Ficamos te esperando.

- Oi, bom dia. Estou bem, não aconteceu nada comigo. Só não fui à escola porque me atrasei e não queria ficar esperando na coordenação como da ultima vez.

- Ah, que bom! Pensei que estivesse doente. Ainda está de pé nossa saída hoje mais tarde, certo?

-Claro! Nos encontramos lá.

- Eu passo ai para te buscar, não tem problema!

- Tudo bem! Espero você então! Tchau

- Tchau. Beijos.

Depois desse telefonema acordei de vez eu fui tomar um banho. Pensei em como seria a corrida, mas nada se passava em minha mente. Eu estava completamente desconecta. Tinha mesmo que esperar até a hora e isso me deixava agoniada. Como eles conseguiam ver a corrida e eu não. Afinal, eu tenho ou não o mesmo ‘dom’ que eles. Contentei-me. Nada disso ajudaria. Era meio dia quando chega em minha porta um Plymouth Road Runner personalizado. Era um carro muito comum comparado ao que eu usei naquela corrida improvisada. Muito bonito, mas não era com um desses que eu me via numa corrida tão esperada quando essa.

Entrei no carro, mas antes Juninho cumprimentou meu pai. Conversaram um pouco, mas eu logo cortei falando que estávamos atrasados. Entrando no carro Juninho me desse:

- Tudo bem?

- Se o que você entende como tudo bem for eu estar apavorado por não ter nenhuma visão sobre a corrida e vocês já saberem toda. É, estou!

- Precisa ter calma. Isso só com o tempo você vai conseguir fazer. Eu demorei quase três meses fazendo um grande esforço.

- Mas então? Como vai ser a corrida?

- Júlio esta com as coordenadas. Vai da tudo certo, confie em mim.

- Em você eu confio o problema mesmo sou eu.

- Vai conseguir! – e sorriu.

Chegamos a grande sala na rua 18 e todos começaram a me dar coordenadas

Até que Juninho pediu calma a todos e falou que Marco falaria tudo que ia acontecer. Marco se aproximou de mim e me levou até o lugar onde se encontrava o computador. Sentou-se na cadeira e me impressionei com a velocidade que suas mãos se revezavam com o mouse e o teclado. Falou:

- Bom, vamos começar Mari. Posso chamar de Mari certo?

- Claro! Comece.

- Primeiro vou te mostrar o lugar e as pegadinhas da pista ok? Preste atenção que essa é uma parte muito importante. Por mais que o GPS esteja lá para te ajudar é muito importante você já saber aonde vai.

Olhei ao alto da janela que estava que ele abriu e vi escrito ‘Rua do Rio’ e perguntei:

- Rua do rio? Machado de Queiroz?

- Sim. É o nome da rua que vocês vão correr, você conhece?

- Sim, conheço. Andava por lá com umas amigas. Conheço vários locais.

- Que bom isso ajuda. Mas vamos continuar. Estes pontos vermelhos são os lugares onde você tem que se preocupar. São virada muito perigosas onde você terá que tomar muito cuidado. Espero que possa fazer isso correndo na velocidade necessária, mas se não conseguir diminua. É melhor que você bater em alguma coisa e perdemos você! Então, tome cuidado.

- Tudo bem, entendi!

- Agora vou mostrar a estratégia que Júlio nos ofereceu. Não sei se você sabe, mas podemos ir pelo caminho que acharmos melhor. Por mais que eles estabeleçam uma pista certa não significa que precisamos segui-la! Escolhemos este caminho. Na hora eles vão lhe dar uma Gps deles, mas você vai com um nosso no bolso e é só substituir! Eu te ajudarei a não se perder.

- Mas como eu vou trocar o Gps por meu?

- No painel do seu carro, onde fica o Gps você vai ver um botão amarelo. É só apertar ele que o Gps sai na hora! Mas depois falamos do carro. Já te mostro o seu!

- Vou ter um carro?

- Sim! Preparei um carro para você. Acho que vai gostar, parece muito com seu estilo.

- Qualquer carro eu vou gostar!

- Bom então vamos até ele! Já terminamos com o computador. Entendeu tudo?

- Sim. Vamos até o carro, por favor!

Ele riu e se levantou. Fomos até um elevador muito bonito e Marco apertou o botão ‘T’. Para mim íamos para a pista, mas não, descemos mais um pouco. Era um térreo mesmo e quando cheguei lá meus olhos abriram. Eram tantos carros perfeitos que eu não sabia nem o que falar. Reconheci alguns da coleção de meu pai. Juninho, Julio e Matheus já estavam lá escolhendo os carros. Quando cheguei todos olharam para mim e riram. Matheus falou: “Ela deve estar atordoada com tantos carros bons e sem nem saber qual o nome deles. E ai Mari? Qual você acha mais bonito?”. Todos riram e eu comecei a olhar todos os carros até que achei um que me entrosou e então respondendo a pergunta dele falei:

- Adorei esse Nissan Silvia com rodas Volk Racing e pneus Cooper. Mm.. Realmente muito bonito também por dentro com esses bancos JIC Reclinable e o volante Sparco. Como é o motor?

Todos os quatros ficaram de boca aberta. Não sabiam que eu poderia dar uma resposta tão ao nível deles. Matheus perguntou:

- Como sabe isso tudo? Cara, ela não é desse mundo não.

- Aprendi com meu pai. Ele adora carros e cada carrinho que ele comprava era uma aula que eu recebia.

- É, realmente ela nasceu para ser que nem vocês dois. Marco mostra logo o carro dela.

Marco ia à direção de um Honda S2000 e enquanto isso falava às informações que ele achava necessárias. O câmbio era AP2 2006 e a embreagem de disco simples de carbono. As suspensões dianteira e traseira tinha amortecedores, tinha rodas do tipo Rays RE-30 e pneus da marca continental. O interior possuía boncas Bride e volante Top Secret com one-touch release. E por fim, abrindo a capota mostrou o motor. Era um Bulletproof Automotive GT com turbo Vortech e ignição e bomba de conbustivel originais. Era lindo. Não era uma BMW como os meninos iam usar, mas era perfeito para uma primeira corrida. Agora era pra valer. Não tinha mais jeito de voltar atrás nem de se acorvardar. E eu não ia me acovardar. Eu ia até o fim para saber o meu limite. Olhando para todos os meninos que estavam ao meu redor mais uma vez senti alguma coisa estranha. Dessa vez eu não ali que eu devia estar... Era ali que eu queria estar!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.