Endless

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Hey! Boa Leitura!

POV Maxon

Senti-la em meus braços era definitivamente a melhor coisa que eu poderia ter pedido, e por esse motivo nunca dormíamos em quartos separados, mesmo nos dias em que apenas dormíamos. Era bom senti-la ali, tão perto e calma, como se fossemos pessoas comuns e não tivéssemos um reino para cuidar. E isso me fazia ama-la cada vez mais, como uma força infinita que aumentava gradativamente.

Eu estava completamente convicto quando disse a ela que meu coração é dela pra ela machucar se quisesse e era reconfortante saber que ela escolheu amar-me de volta ao invés disso.

Flash Back On

-Eu te amo minha querida. – gracejei sorrindo.

-Não me chame de querida. – resmungou America.

-Amor, princesa, rainha, vida, coração... Você é o meu tudo.

-E você é o meu, Magnifico Marido. Estava pensando que podíamos usar aquele computador da biblioteca e pesquisar musicas antigas, fiquei curiosa para ver o que eles escutavam a alguns anos.

-Seu desejo é uma ordem America. – falei estendendo a mão, que ela aceitou gentilmente.

Caminhamos apressados, torcendo para passarmos despercebidos e não sermos tirados de nosso pequeno intervalo.

A biblioteca era uma das nossas partes favoritas do palácio, descobrimos que não continha apenas à história de nossa nação, mas também mundos diversos cheios de fantasia e magica, fruto da imaginação de nossos ancestrais.

Liguei o computador e digitei musicas, logo um milhão de arquivos apareceram e a cada segundo eles se multiplicavam.

-Uau, eles definitivamente gostavam bastante de música. – America riu.

-Você faria um grande sucesso na época. – comentei.

-E quem disse que eles gostavam do tipo de música que eu sei tocar?

-Só um tolo não gostaria de algo que sai de você.

-Você só fala isso porque me ama.

-Tem como não amar? – falei rindo. – Vamos ver logo as músicas, antes que nos descubram aqui.

-Que tal vermos uma dessas eletrônicas?

-Claro. – e logo cliquei em uma chamada Summer de um tal de Calvin Harris.

Logo uma batida animada e um pouco estranha invadiu o ambiente, a letra era sobre um casal que se apaixonou no verão.

America sorriu e começou a dançar no ritmo da batida e me puxou junto, tenho quase certeza que a música não devia ser dançada desse jeito, mas a diversão era muito maior do que a preocupação de estar certo ou não.

-Que tal esse tal de rock agora?- perguntei.

- Claro. – afirmou e clicou em uma musica chamada Still into you de uma banda chamada Paramore. A foto da cantora era engraçada, ela tinha o cabelo literalmente laranja, em algumas fotos ela aparecia com o cabelo laranja e as pontas cor de rosa, olhei pra America e ela ria um pouco.

Com essa musica não era diferente, America me puxou pra dançar e tentando acompanhar a letra da musica que era bem bonita.

-I should be over all the butterflies. But I'm into you (I'm into you). And, baby, even on our worst nights. I'm into you (I'm into you) [Devia ter superado todos os calafrios. Mas estou afim de você (estou afim de você). E, querido, mesmo nas nossas piores noites. Estou afim de você (estou afim de você)] – Ela cantarolou ao final, já aprendendo a letra.

-Não me chame de querido. – falei imitando-a com a mão na cintura e fazendo cara feia, explodindo em uma gargalhada logo depois.

-America, ainda bem que eu te encontrei. Precisamos decidir como vamos fazer a recepção dos reis da Itália. – disse Marlee nos interrompendo.

-O dever me chama amor. – falou America vindo me abraçar com um sorriso triste no rosto.

-Vou ficar aqui por alguns minutos, mas já vou descer também. Preciso falar com Aspen e Carter sobre nosso novo projeto. – falei abraçando-a de volta e depositando um beijo em sua testa.

-Vamos logo Ames, deixe o Maxon agora e poderá voltar em breve. – falou Marlee.

-Eu estou muito bem Marlee, é ótimo te ver também. – brinquei rindo.

-Quanta frescura, Vossa Majestade. – respondeu rindo. Eu e Marlee éramos ótimos amigos agora, ela havia se tornado a irmã que eu não havia tido. E ela se preocupava e cuidava de America, o que era ainda mais importante.

Assim que elas saíram voltei minha atenção novamente para o computador, cliquei em pop e apareceram vários artistas, entre elas uma chamada Miley Cyrus. As fotos dela se dividiam entre uma garota bonita, de cabelos longos e escuros e uma mulher de cabelos loiros curtíssimos, mais curtos do que o meu em algumas fotos, e loiro. Fiquei curioso para escutar uma musica dessa garota que aparentemente mudou drasticamente. Adore you, foi a escolhida. A melodia era bem calma e enchia o ambiente de paz, a letra descrevia o que eu sentia por Ames.

-When you say you love me. Know, I love you more. When you say you need me. Know, I need you more. Girl, I adore you, I adore you. (Quando você diz que me ama. Sabe, eu te amo mais. E quando você diz que precisa de mim. Sabe, eu preciso de você mais. Garota, eu adoro você, eu adoro você) – cantarolei.

Eu estava decidido a aprender e decorar a musica, mas também optei por procurar uma partitura e imprimi-la pra America aprender também. Não importava o quanto ela me amasse, eu a amaria mais, sem esforço algum, pois ela havia dado luz para aquele garotinho perdido que tinha medo do pai. O garotinho que tinha marcas nas costas agora era um jovem rei, tudo graças a ela e ama-la ao máximo que eu podia era o mínimo que eu poderia fazer.

Flash Back Off

-Eu te amo mais, sempre mais Ames- sussurrei em seu ouvido.

Ela se moveu e se aconchegou um pouco mais ao meu peito, ainda não acordando.

-Eu amo você, Maxon. – murmurou ainda dormindo.

Eram esses pequenos gestos que me faziam lembrar que ela era minha, um dia ela amou a Aspen, mas eu sabia que o coração dela era meu agora, assim como o meu sempre foi dela.

Aspen era uma peça engraçada da minha vida. O homem que foi namorado de America por dois anos, que a fez entrar na seleção e que sempre a amou, hoje era um dos meus melhores amigos. Isso mesmo, um dos meus melhores amigos. Ele e Carter eram pessoas constantes na minha vida, eu havia os escolhido para participarem do novo conselho, já que alguns antigos ministros haviam sido mortos no ultimo ataque sulista. O novo conselho era uma boa mistura, composto por August, Aspen, Carter, Lucy, Marlee e os ministros que restaram. Sim, o novo conselho tinha mulheres, era bom ter todo tipo de gente, eram novas perspectivas.

Lembro-me de como minha amizade com Aspen começou, foi uma semana depois que eu e America voltamos de lua de mel.

Flash Back On.

O sol estava forte e eu aproveitei para analisar os papeis no jardim do palácio.

-Com licença, Vossa Majestade. Posso falar com você? – perguntou Aspen se aproximando.

-Claro Sr. Leger, sente-se. – falei apontando para uma cadeira próxima a minha.

-Vossa Majestade, eu queria explicar para você meu relacionamento com a America. Sei que minha decisão possa ser estranha, mas peço que me escute antes de interferir. – falou Aspen quando percebeu que eu ia me interferir. – Ela já deve ter te contado que eu era um Seis e ela uma Cinco, as regras era claras, se uma moça Cinco casa com um Quatro ela sobe de casta, mas se ela casa com um Seis ela desce de casta. E isso me apavorava, eu a amava demais, ela era tudo pra mim, mas eu não podia dar nada do que ela merecia.

“Você sabe que ela merece o melhor não é? E eu nunca poderia dar a ela. Então quando surgiu a oportunidade de coloca-la na Seleção eu implorei para que ela tentasse, mesmo ela odiando a ideia. Afinal, se essa era a única maneira de ela ter o que merecia, eu abriria a mão de ser feliz com ela para ver ela feliz com outra pessoa. Ela veio para a Seleção e eu acompanhava tudo que falavam dela, via como você gostava dela e como as pessoas queriam que ela fosse a nova rainha e mesmo que meu coração doía, eu estava feliz por vê-la bem. Então eu virei um soldado, um Dois, agora eu poderia dar o que ela merecia. Não tanto quanto você, mas poderia dar a ela mais conforto do que quando era um Seis. Só que ela havia se apaixonado por você, muito, e não sabia. Ela ainda se preocupava comigo, mas te amava mais do que conseguiria me amar. ”

-E eu usei isso, tentei fazer com que ela me amasse como te ama, mas era impossível. – falou. – Ela me usava como segunda opção, se você cansasse dela, ela correria pros meus braços, mesmo te amando. Eu tentei, juro que tentei faze-la me amar, mas quanto mais eu tentava, mais ela te amava. Até o momento que ela falou que era pra eu ir embora, pra eu tentar ir atrás de alguém, foi quando eu soube que eu havia perdido qualquer chance que um dia eu tinha tido. E então eu abri meus olhos e resolvi procurar por alguém, então Lucy apareceu. Não era como America, cheia de si, dona da verdade, independente e rebelde, não, Lucy era dependente, calma, tímida e precisava de alguém pra cuidar dela. America nunca precisou ser salva, ela conseguia fazer as coisas sozinhas, ela estava destinada a salvar alguém e não ao contrario. Já Lucy precisava de um cavaleiro com armadura brilhante e eu estava disposto a ser o seu cavaleiro. No começo foi difícil, mas aos poucos eu fui me entregando a Lucy e deixei-me ser conquistado por ela. Não vou mentir e dizer que não amo ou nunca amei a America. Na verdade eu a amo com toda a minha força, ela foi e sempre será uma parte única e importante da minha vida, mas acho que agora eu a amo de outra maneira, como parte da minha família, alguém que mesmo que não precisa, eu vou proteger, como uma irmã, parceira de traquinagem. E você faz parte desse pacote. É o homem por quem a minha melhor amiga se apaixonou, quem ela estava destinada a salvar. Pode parecer estranho tentar me aproximar de você por causa de todas essas circunstancias, mas além de você ser o marido de minha atual melhor amiga, é uma pessoa que eu descobri ser dotado de uma bondade incrível e um caráter espetacular. E eu quero ser seu amigo, não te cumprimentar por educação, mas que você saiba que pode contar comigo. – terminou de falar.

- Eu aceito sua amizade Leger, e ofereço a minha. Sei que você foi e é importante para America. Implicar por você por causa do passado não vai nos levar a nada. – falei

-Se seremos amigos, me chame de Aspen. – falou estendendo a mão.

-Me chame de Maxon então. – falei pegando a sua mão.

Flash Back Off.

E realmente era idiota ficar remoendo o passado. America havia o amado no passado, queria casar com ele, mas o universo queria que eu ficasse com ela. Eu precisava dela e o universo a trouxe para mim.

Dentro de alguns meses nós teríamos nossos filhos e isso era tão assustadoramente magnifico. Uma pequena mistura de Maxon e America, dada a mim para que eu pudesse proteger e cuidar e que daqui a alguns anos governaria em meu lugar.

Flash Back On.

-Maxon, você gosta de crianças? – America perguntou do nada, enquanto eu a balançava no balanço do jardim.

-Que pergunta ruivinha, você sabe que eu amo crianças. – falei sorrindo.

-Que nome você daria pros nossos filhos?

-Acho que se fosse menina seria Amberly, pra menino eu não tenho certeza.

-Eu também gosto de Amberly e eu também penso em Celeste. E para menino Shalom, Anthony Shalom Singer Schreave.

-São ótimos nomes. Antes eu pensava em Alessa, mas é o nome da filha de Kriss e Kota. Não podemos colocar nomes repetido.- falei. Sim, Kriss e Kota estavam juntos, não sei como se conheceram, mas parece que Kriss deu um jeito em toda a ganancia de Kota e fisgou seu coração.

-É lindo também e combina com a nossa afilhada.

-Com certeza. Não vejo a hora de nossos filhos nascerem. Eu tinha medo sabe? De ser igual o meu pai, mas eu sei que se eu fosse você me daria um jeito.

-Ainda bem que você sabe — comentou rindo.

-Não vejo a hora de ver uma menina linda, com os cabelos ruivos iguais o seu e os olhos azuis iguais ao seu também, correndo pelo palácio.

-Ela terá que ter a sua personalidade, se não ficaremos carecas e cheios de rugas. – falou America rindo. – E eu não vejo a hora de ter um menininho ruivo, quase loiro, e bagunçado como o seu, com os olhos azuis iguais aos meus e com esse seu sorriso perfeito.

-Meu sorriso só é perfeito porque você é quem me faz sorrir.

-Em breve nossa família vai aumentar. E teremos mais motivos pra sorrir

-Com certeza. Não vejo a hora de ter nossa pequena princesa ou nosso pequeno príncipe em meus braços. – falei sorrindo.

-Teremos em breve. – respondeu sorrindo de volta.

Flash Back Off.

Havíamos descoberto em um ultrassom que não era um príncipe ou uma princesa, mas sim um príncipe e duas princesas. Celeste Brave Singer Schreave, Amberly Rose Singer Schreave e Anthony Shalom Singer Schreave.

A barriga de America estava enorme, afinal faltava pouco tempo para ela dar a luz.

-Bom dia meu amor. – falou America acordando.

-Bom dia, meus amores. – falei dando um beijo nela e depois em sua barriga, recebendo um chute de bom dia dos meus bebês.

-Eles sempre se agitam quando você chega perto. – falou rindo.

-Eles percebem o amor que eu sinto por vocês.

-Eu também os amo muito. – falou fazendo biquinho.

-Mas eles sentem o seu amor constantemente, porque eles estão dentro de você. Mas eu preciso chegar perto pra que eles sintam o amor.

-Só escuto desculpas. – falou brincando. –Eu sei que eles sabem que os amo. E eu amo você também.

- Quando você diz que me ama. Sabe, eu te amo mais. – cantarolei.

-Miley de novo amor? Você ama essa musica de verdade.

-É pra te lembrar do meu amor por você. Que é e sempre será infinito.

-Você sabe que eu te amo mais do que tudo. Passei por cima do medo de ser rainha por você.

-Eu sei que você me ama. Você me salvou na verdade, e continua me salvando a cada dia. Eu só posso retribuir te amando. Enquanto me amares, eu te amarei em dobro. E se um dia você parar de me amar eu ainda te amarei e meu coração ainda será seu para machucar se quiser. –falei beijando-a.

Levantamos, trocamos de roupa e nos dirigimos para a sala de jantar. America tentava ao máximo se livrar dos vestidos, então se não houvesse uma comemoração usava vestidos completamente simples, sapatilha e coroa, como hoje.

Marlee, Carter, Lucy, Aspen, May, Gerard, Magda e Silvia nos esperavam para o café da manhã.

-Bom dia Maxon e America. – falaram em uníssono e brincaram de fazer reverencia.

-Bom dia meus amigos. – respondemos juntos.

Os “criados” começaram a trazer as comidas e começou a típica bagunça que agora era constante em nosso café da manhã. Eu e America eliminamos boa parte das formalidades, já que ela odiava essas coisas e eu também já estava cansado de todo esse protocolo. Criamos o habito de cumprimentar a todos, perguntar se estavam bem e lembrávamos seus nomes, afinal, eram todos humanos e mereciam ser tratados como tal, estávamos até com um projeto de aumentar o salão de refeições para que todos pudéssemos comer juntos, mas por enquanto as refeições eram partilhadas apenas por nós, com algumas aparições de Kriss, Kota, Georgia, August, tia Adele e meus primos, que moravam perto do palácio agora.

Olhei ao redor e observei que minha vida não podia estar melhor, tudo que eu sonhei estava se tornando real. Eu tinha amigos, sim amigos, coisa que eu nunca tive na vida e juntos estávamos mudando o nosso país pra melhor. E em breve meus filhos nasceriam e eu poderia mima-los e protege-los. E eu tinha America.

Ah, America! O amor da minha vida e o motivo de todos os meus sonhos estarem se tornando realidade. A dona do meu coração, a mãe dos meus filhos, a minha melhor amiga, a minha melhor conselheira, a minha rainha e é claro a minha America. Juntos formávamos uma espécie de dupla de super heróis, movidos pelo amor e prontos para salvar o mundo.

- Eu olho ao redor e agradeço a Deus todos os dias por ter vocês. Faltam algumas pessoas, que eu queria e acredito que vocês também, que estivessem aqui. Mas tudo tem um motivo e Deus não faz nada errado. Por isso eu quero propor um brinde. Um brinde não a um felizes para sempre, porque isso não é o que somos. Um brinde ao começo. Um começo de uma história e de uma nova nação. Uma nação que olha para o passado, não com medo, e sim com garra. Fugindo das mentiras que um dia nos condenaram e prontos para construir um futuro dignamente feliz e sem fim. – falei levantando meu copo de suco.

-Ao futuro sem fim. – responderam juntos erguendo seus copos.

“Sem fim como meu amor por America.” – pensei ao segurar sua mão .

Notas finais
Roupa da Meri: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=134631850&.locale=pt-br

E ai pessoal, gostaram? Não? Deixem seus cometários e alegre a vida dessa escritora.
Beijos, até a próxima.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!