Notas iniciais
Depois de tantos pedidos, realmente eu fiz a continuação. Espero que gostem e que tenha valido a pena esperar tanto. Obrigada pelo carinho de vocês.

- Ainda fumando? – ele perguntou ao se sentar.

- Não mais. Depois do resultado de hoje, eu acredito que não acenderei um cigarro por um bom tempo. – apenas respondeu, e deu uma colada no suco de cor avermelhada.

- Mas ainda tá com um na mão por quê?

- Ah sim, apenas o costume de possuir algo em mãos sabe? Não o levei a boca um só momento.

Ele fez o pedido da Coca-Cola enquanto a garçonete se retirava ele segurou a mão dela que jazia há um tempo sobre a mesa.

- Ainda procurando o nome na latinha? – ela riu ao fazer a pergunta.

- Não, apenas preciso de algo gelado. – depois de cinco anos juntos ele ainda continuava objetivo em suas palavras.

- Como passou o dia? – quis saber, afinal não era comum ele chegar tão antes da hora marcada no Caffé.

- Não tão ruim. Apenas algumas reuniões. E o seu? – sorriu dócil a garçonete que lhe trazia a Coca-Cola.

- O de sempre; minha mãe tagarelando sobre não ir tão rápido com o carro e papai me ligando de cinco em cinco minutos para ver como eu estava. – sorriu, seus pais eram mesmo exagerados, nem estava doente de verdade.

- E então como foi o exame? – perguntou, olhando para ver se dessa vez a tal da Coca-Cola resolvera colocar seu nome escrito.

- Ah sim, está tudo ótimo comigo, a médica só disse para retirar o cigarro por um tempo indeterminado...

- Por quê?

- Apenas por segurança própria – ela riu lembrando-se de algo que o médico disse, e ele ficou sem entender.

- Ah sim, feliz três anos de casamento – ele retirou do paletó impecável um pequeno embrulho na cor negra com uma pequena fita prateada.

- Você está frio, não sei o motivo. – ela pegou o pequeno embrulho e o abriu. Passaportes e duas passagens.

- O voo sai em três horas. – ele disse levantando e indo em direção ao caixa pagar a Coca-Cola que quase não bebeu e o suco, que ela havia pedido mais cedo ao voltar encontrou-a de pé exibindo a roupa um pouco larga e sem salto. Ela nunca ficava sem salto, ele constatou que talvez algo estivesse errado. – Você anda diferente e não me contou o motivo.

Ela ficou quieta enquanto ambos adentravam no carro dele.

- Feliz aniversário de casamento pra você também. – Da bolsa, ela tirou um embrulho não tão pequeno e o entregou. Era azul claro alguns desenhos um tanto infantis coloriam a caixa com um laço rosa bem claro... Tão infantil da parte dela, ele pensou.

Ao abrir a caixinha teve uma surpresa ao constatar que dentro havia um papel, um exame. Um teste, o qual possuía letras verdes estonteantes e que lhe causou uma alegria absurda. POSITIVO, era o que o teste dizia. E ao abrir o resto do embrulho achou um par de sapatinhos brancos tricotados.

- E então?

- Foi o melhor presente da minha vida. – ele sorriu de uma forma completa, absoluta.

- Então se prepara. – ela falou e retirou outro par de sapatinhos de lã, dessa vez amarelo.

- Sério mesmo? — ele abriu mais ainda o sorriso, se ao caso isso era possivel

- Sim, e não acaba por aqui... – falou novamente colocando a mão na bolsa rindo.

- Outro? – ele arregalou os olhos... TRIgêmeos?

- Não, era só pra te ver rir bobão. – eles riram juntos.

- Eu nunca imaginei que a cinco anos atrás te convenceria com a história de que antes do acidente eu era seu namorado. – ele riu ligando o carro.

- Mas era meu melhor amigo, então você sabia tudo sobre mim, eu que fui lerda de não perceber a sua falha.

- Que falha?

- Se apaixonar tão rápido por mim.

Ele sorriu mais nada falou, ela tocou de leve a mão na bochecha dele a acariciou.

- Você fez isso bem antes de eu te reconhecer, namorido – ele riu, foi a primeira coisa que ela disse quando casaram.

Deram um pequeno selinho coisa rápida e partiram para o aeroporto. Não importava a idade, ambos sempre fariam loucuras, incluindo viajar sem avisar a ninguém, sem malas. Pra que malas? Tinham um ao outro. E teriam para sempre. Ela nunca se lembrou das coisas que aconteceram antes do acidente, mas ele contava histórias da amizade de ambos, e de como se conheceram no Caffé. Tiveram Hazel e Kyo, os gêmeos e logo após quatro anos tiveram Yuki, o menino mais novo. Se foram felizes antes? Sim, é claro que foram, mas ela mesma dizia que não trocaria a felicidade de hoje por nada. ’’

- E foi assim que eu contei pro vovô Sasuke que eu estava grávida do pai e da mãe de vocês.

- Realmente, é por isso que eu gosto do Natal – uma menina de cabelos negros dizia.

- A vovó sempre tem as melhores histórias. – um outro disse, o de cabelos azulados.

- Mamãe, papai, crianças; o jantar está servido. – uma voz feminina gritava da cozinha Hazel, a mais velha.

- Realmente mulher, você não cansa de contar essa história para eles?

- Eu não cansei até hoje de te amar, por me cansaria da história de nós dois? — ambos já grisalhos selaram o amor com um beijo, em quanto de longe, Hazel, Kyo, Yuki e o resto da família observava o tamanho infinito daquele amor.

Notas finais
Ai gente de verdade, a parte que mais gostei de escrever foi o final, espero que tenham gostado!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!