Endir
1 Ainda te amo...
Notas iniciais
Nhac pra cês! E Titio Hitler te ama!!!
Olha que coisa mois cômica, cá estou eu no banheiro da minha suite com as pernas todas cortadas, desde a coxa até os tornozelos, comecei a me cortar para ver se nesse curto momento consigo te esquecer filho da puta! E mesmo assim eu só consigo pensar em quem? Adivinha…em você. Eu fico pensando, se você me encontrasse morto você choraria ou riria da minha desgraça e daria graça a Deus por eu ter morrido?Afinal sou só um brinquedinho seu, você não me ama nem mesmo posso afirmar que você gosta de mim, como amigo, obvio. Eu sou nada mais nada menos que o terceiro, como sempre fui conhecido na Wammy’s House, pra você é só o Near, Near pra lá, Near pra cá.Você não sabe o quanto me machuca ouvir você gemendo o nome do Near em vez do meu nome...Puta merda! Eu to aqui enchendo o saco de você com a minha vida e nem me apresentei.
Meu nome é Mail Jeevas, nome escroto não? Uma puta sacanagem por parte da minha mãe...ou simplesmente Matt, o “nome” que eu recebi quando entrei na Wammy’s, e minha vida é uma merda mas ai você pergunta: “Mas por que sua vida é uma merda Matt?” Bom… vamos desde o inicio, eu amo o Mello, o Mello ama o Near e o Near provavelmente ama ele também, e quem sobra pra amar o Matt? Isso! Ninguém! Trágico, não?! Aquele filho da puta do Near estragou tudo, se o Mello não tivesse o conhecido de repente ele me amaria, e o pior de tudo é que o Near era meu amigo, sabia que eu amava o Mello e ainda o roubou de mim! Aquele viado! tá, chega de piadinha ruim…
Nesse lindo momento Emo/Depressivo da minha vida, onde eu ja não consigo mais suporta isso, estou ate pensando em cometer suicídio, afinal...quem notaria que eu sumi? Quem ligaria que o “terceiro” desapareceu do mapa? Apesar que Mello ficaria incomodado por perde seu brinquedinho, brinquedo, é só isso que eu sou pra ele, um brinquedo...mas em contra partida ele provavelmente ficaria feliz, afinal não teria mais ninguém para o atrapalhar. Mas o pior de tudo não é o fato de eu esta querendo morrer,com certeza não é isso, nem das minhas pernas estarem com tantos cortes que o banheiro esta com o chão completamente sujo de sangue, e muito menos o fato deu esta querendo escrever uma carta para o Mello explicando os motivos “disso”, e olha que isso me faz parecer um completo retardado, afinal ele provavelmente nem vai lê-la, e sim o fato de eu querer que ele seja feliz ao lado do Near.
Eu sou masoquista cara, não é possível, não há outra explicação, e um dos piores pelo jeito, pois não me contento apenas com a dor física, preciso também daquela dor que o destrói pouco a pouco de dentro pra fora, que deixa vazio, sem sentimentos, nem mesmo tristeza você consegue sentir mais, a dor psicológica, o tipo de dor que eu sinto. Ai você diz:”Mas a culpa não foi sua, foi deles que fizeram isso com você!” Não. Eu não culpo o Mello nem o Near por tudo isso, afinal a culpa realmente é minha, eu fui matando pouco a pouco ao longo desses anos, vivendo uma mentira, tentando me aproximar dele, quando lá no fundo eu sabia que o correto seria me afastar, viver a realidade, mas nããão, eu tinha que fazer isso comigo mesmo, eu já sabia dede o inicio o fim que tudo isso teria. Como eu disse antes, Masoquista.
Bom...chega, temporariamente, disso, eu preciso ir logo escrever essa maldita carta, ja estou completamente tonto com toda essa perda de sangue, acho que se eu esperar mais um pouco não conseguirei mais escrever. Vamos lá perninhas lindas e tesudas(cara, sera que eu bebi e não lembro?) hora de levantar, iii...cai...denovo, 1,2,3 e yup! Consegui levantar!! Agora é só ir ate a porta do banheiro agarrado no meu novo amor, A PAREDE!! Ta okay, depois dessa vou parar de fazer piada de mim mesmo. Arrasta, arrasta, arrasta, ta já cheguei a porta, ufa! Ah graças a deus que a mesa fica do lado da porta! Inclina, inclina, peguei, agora é só...AI! Nota mental:Nunca mais me tacar de bunda no chão, doí! Respirei fundo, e la vou eu, apoiei a ponta do lápis no papel e...nada! Eu não consigo escrever, to travado, não que não saiba o que escrever, eu sei, mas eu não sei como exatamente. Ah quer saber!? Foda-se! Eu vou sair escrevendo o que eu sinto, deixarei as palavras fluírem livres desde o meu cérebro ate a ponta deste lápis, as palavras que vem do fundo do meu coração!(que gay)
Querido Mello
Você esta lendo isso pois vai encontrar no banheiro uma cena não tão agradável, mas peço para você como meu ultimo pedido, pelo menos espero que esse seja feito, que leia essa carta ate o final para que você entenda meus motivos.
Eu sempre me senti tão triste, tão só, tão...Usado por você, sempre aguentei nessa maldita dor calado, mas eu já cansei disso, sou um ser humano no final das contas também, não um robô, eu também sinto, tenho sentimentos, ou pelo menos tinha. Mas eu cansei Mello, no inicio doía demais mas com o passar do tempo já não doía, não poque melhorou, isso nunca, mas sim porque piorou, hoje em dia eu já não consigo sentir mais nada, nem quando dei um tiro no meu próprio pé(sim, fui eu e não o outro mafioso como você pensava) eu não consigo sentir dor, eu não consigo sentir nada. Quando transávamos e você gemia o nome do Near no inicio eu me sentia triste, angustiado, já hoje: nada, e eu por experiência Propriá posso falar que não a nada pior do que ser vazio, sem sentimentos, você sente angustia e ao mesmo tempo não, tristeza e também não,e é assim com tudo, é horrível sentir e não sentir ao mesmo tempo. Por isso eu decidi dar eu mesmo um fim no meu sofrimento, afinal se eu não desse que daria?! provavelmente eu teria que esperar ate o dia em que eu tivesse uma overdose e morresse sozinho em casa.
Eu tenho duvidas se você realmente me considera um amigo ou se você só ficava ao meu lado e me usava pois eu era o único que realmente te aguentava e te ajudava, eu realmente queria saber, se você realmente gostava de mim(como amigo, por que alem disso já esta obvio que não) ou se a única pessoa que você consegue gostar, e amar, é o Near. Mas nesse momento isso não importa mais, pois apesar de esta aqui, todo cortado, escrevendo sáporra, pensando na maneira mais dolorosa e sofrida o possível(pois eu mereço por ser esse inútil que se auto destrói) de se matar, ainda quero que você seja feliz ao lado daquela ovelha da porra, ou Near, aquele que um dia eu já considerei meu amigo.
Afinal de contas eu te amo, apesar de você não merecer esse amor, peço-lhe um segundo pedido(mesmo sendo só um o correto) que não chore por mim(isso se você resolver não rir da minha cara) pois sei que seriam lagrimas falsas, o significado delas não seria por sentir falta do seu “amigo” e sim ter que arranjar outro brinquedinho para você. E o pior de tudo é que eu ainda te amo Mello. Depois de toda a dor e sofrimento eu ainda te amo.
Espero que você seja feliz com o Near.
-Matt
Eu acabei de escrever a carta mais tonto do que nunca, bem na hora certa! há! Botei a carta cuidadosamente em frente a porta e me joguei para trás para poder conseguir fecha aquela merda. Pelo menos ainda conseguia me levantar, e foi justamente isso que eu fiz, mas não antes de pegar a minha linda faca. Era realmente uma linda faca, foi um presente de uma amiga minha que morreu a muito tempo, ela sempre me dizia que eu deveria me afastar de Mello se não terminaria assim, e não é que aquela vaca leiteira tava certa?! Hum...vou me tacar no chão de novo? naum, minha amada bundinha não aguenta não cara e o chão também já ta sujo de mais...Onde vou me estirar?...HÁ! JÁ SEI! Na banheira!! Vou me tacar na banheira!! E assim fiz, literalmente, mas num tem problema, afinal...minha bundinha saliente ainda ta bem!
Achei que teria medo de me matar, mas não, eu não sentia, eu me sentia em parte ate que aliviado, pois me livraria de tudo que já me causou tanta dor, eu não teria que sentir mais isso. Já não me importava mais se ia para o céu, para o inferno ou ate mesmo para o nada. Fiz o primeiro corte no punho direito, um corte profundo. Em seguida repeti o gesto, com bastante dificuldade já que o meu punho cortado não parava de tremer, no punho esquerdo. A banheira a essa altura já estava com uma grande poça de sangue, o sangue das pernas que não parou de sair por nem um minuto e os dos punhos que saiam em abundancia, já estava a ponto de quase, quase, desmaiar. Com uma grande dificuldade, já que as mãos tremiam muito, peguei a faca e a encostei no pescoço.
-Adeus Mello! Mesmo que você não possa me ouvir, adeus! Espero que você seja feliz!
E fiz o corte mais fundo o possível, acho que atingiu a minha laringe, já que não conseguia mais respirar. A tontura que já estava sentindo em excesso se intensificou e fechei os meus olhos, já não aguentando mais os manter abertos. Senti o sangue se esvaindo do meu corpo e a respiração faltar, mas não importava, pela primeira vez desde criança me senti feliz, estava livre daquele tormento. A ultima coisa que ouvi antes de ser levado por aquela escuridão tão acolhedora foi a voz de Mello me chamar:
-Matt…
Que irônico, a ultima coisa que ouvi foi Mello a me chamar, o causador disso tudo. Mas estava feliz, e o pior é que, depois de tudo eu ainda Te Amo Mihael Keehl...
Notas finais
Eu sei que ficou tosca(*quem fala tosca?(*minha vó fala tosca(*o mendigo da esquina tb*)*)*) mas não me batam~encolhidinha~
O prx cap vai ser um cap curtinho sobre a reação do Mello ao encontrar Matt ^^
Bigada pra quem leu!! Nhac pra cês! E Titio Hitler te ama!!!
Fale com o autor