End of all days

1 Como tudo começou


Notas iniciais
Estou postando novamente a história, agora melhorada. Espero que gostem! Boa leitura!!

"Quando o inferno estiver lotado, os mortos reinarão sobre a terra!"

–The Walking Dead

Eram dez da manhã, eu já estava muito atrasada pra escola. Só tomei um suco de laranja e sai correndo pro carro. Tinha esquecido as chaves, então voltei em uma velocidade que nem eu acreditei que conseguia alcançar. Eu teria uma apresentação muito importante naquele dia. Teria...

Peguei as chaves e então, quando estava saindo, escutei um barulho muito alto vindo do quarto dos meus pais. Eu fiquei com medo de que podia ser minha mãe, pois ela tinha câncer e o tratamento a deixava muito fraca. Sai correndo até o quarto e abri a porta.

–Mãe, você está bem?

Ela não respondia, mas vi que estava deitada na cama, então pensei que estivesse dormindo. Não quis acordá-la nem saber de onde vinha o barulho.

Fui pro carro e dirigi até a escola. Ela ficava a cinco minutos da minha casa de carro. Eu até iria andando, mas eu realmente estava atrasada.

Quando cheguei à escola, todos estavam do lado de fora, havia carros de policia e havia bombeiros ali. Fiquei preocupada e ao mesmo tempo aliviada: não teria que apresentar.

Procurei meu melhor amigo para perguntar o que estava havendo. Ele não estava lá.

Então, ouvi duas pessoas conversando sobre isso.

–Nossa, você viu como estava aquele garoto? Parecia que estava doente, até desmaiou. Acho que ele estava com alguma coisa séria.

–Espero que não seja contagioso. O baile é daqui 3 semanas.

Conversa de patricinha, nem dei muito papo, mas fiquei preocupada pois poderia ser Andy – meu melhor amigo.

Comecei a procurá-lo. Finalmente achei, mas não do jeito que esperava.

Ele estava lá, na porta da escola, com cara de como quem viu um fantasma, todo cheio de sangue. Eu entrei em pânico, ele era como um irmão para mim. Eu detestaria que alguma coisa tivesse acontecido com ele.

Quando corri em direção a ele, ouvi alguém chamando meu nome:

–Julie, fique aí mesmo. Não chegue perto!

Era um professor da escola, Fred. Na verdade mais que isso, mas conto essa história depois. Ele me segurou e disse:

–Sinto muito, mas seu amigo não pode ter nenhum contato com ninguém. Ele pode ter sido infectado.

Eu não entendia nada, então fiz uma expressão de dúvida e preocupação. Ele me puxou para um lugar mais calmo e me explicou tudo.

–Hoje mais cedo, um aluno chegou à escola parecendo muito mal. Ele se recusou a ir embora por causa da apresentação de hoje. Estava no meio do corredor conversando com o diretor, então caiu no chão. Seu amigo viu e foi tentar ajudar. O menino então cuspiu sangue em seu amigo, e depois desmaiou. Andy foi para a enfermaria. Chamamos os paramédicos, para atender o garoto doente. Eles chegaram e viram que era mais sério que poderíamos imaginar. Mandaram todos que tiveram contato com o garoto ficarem longe das pessoas. Pelo que disseram, é algo contagioso e perigoso.

Eu entrei em pânico total. Não queria ficar longe de Andy, ele é uma das pessoas mais importantes do mundo pra mim e não poderia perdê-lo. Não ele, não naquele dia.

Foi então que aconteceu: o garoto que jogou sangue em Andy saiu de dentro da escola, com uma expressão estranha no rosto e quase não andava direito. Ele então foi em direção a um policial e uma cena muito horrível aconteceu: mordeu o rosto do policial, arrancando quase metade dele. Todos entraram em pânico e saíram correndo dali. Eu fui atrás de Andy. Quando o encontrei, no meio da confusão, ele estava ali, parado, em choque. Eu então o peguei, chamei Fred e os levei para minha casa.

Quando cheguei em casa, tinha sangue na sala. Fiquei com medo de que pudesse ser mais um dos sintomas do remédio que minha mãe estava tomando. Então a procurei e a vi de joelhos, na cozinha, com as mãos cheias de sangue e pedaços de nosso gato em suas mãos. Eu fiquei sem reação, então dei um passo em falso e tropecei em uma cadeira que estava no chão. Minha mãe escutou o barulho e se virou: ela estava com o rosto cheio de sangue, sua expressão era igual a expressão do garoto na escola. Ela veio em minha direção, não parou. Veio como uma louca. Andy entrou na cozinha e tentou segurá-la, ela se virou para ele e tentou o atacar. Fred, como talvez única opção, pegou uma cadeira e bateu na cabeça de minha mãe. A cadeira quebrou, mas minha mãe continuou tentando atacar Andy. Foi então que Fred fez uma coisa que eu jamais vou esquecer: ele pegou uma faca e enfiou no peito da minha mãe. Eu fiquei paralisada, mas foi aí que percebi: ela continuou normal, como se não tivesse acontecido nada. Eu não estava entendendo mais nada. Andy então acabou com tudo isso, pegou a faca e enfiou na cabeça dela. Ela caiu morta.

Como eu queria que aquilo tivesse sido um pesadelo, como queria acordar e ver minha mãe na cozinha preparando a famosa panqueca, fazendo aquele café amargo que só ela fazia, contando seu sonho, me ajudando com a tarefa atrasada. Aquilo não era um sonho, era realidade. Minha nova realidade.

Notas finais
Gostou? Comenta aí o que achou! Se você já lia antes, fala o que achou das pequenas mudanças que fiz.