Notas iniciais
Outro pra vocês!! Obrigada por acompanharem sempre!!

– Humnn! – Ben que cheiro é esse. – questionou Anita chegando até a cozinha atraída pelo cheiro da comida, que ela sentiu de seu quarto, enquanto produzia um projeto de decoração encomendado pelo escritório de Londres onde ela trabalhava.

– Comida. – respondeu ele com desconfiança. – Porque tá tão ruim assim, ou você agora é só adepta da culinária inglesa. – o rapaz aproveitou para provocá-la, Anita parou a fitá-lo sorrindo debochada.

– Se você encontrar um brasileiro requintado por aí, que adora tirar onde porque morou fora, você não conta, mais pra mim país algum tem uma culinária tão incrível quanto nós brasileiros. – disse a garota brincalhona. – E, aliás, o cheiro tá maravilhoso, tanto que a minha barriga entrou em guerra, e eu fui sendo atraída até aqui, tá tocando uma escola de samba aqui dentro, mais também eu não comi nada toda tarde. – afirmou Anita deslumbrada pelo cheiro.

– Tá certo. – riu ele. – Mais também você parou toda tarde na frente daquele computador, desde que almoçou, sinceramente não sei como você consegue. – especulou Ben.

– Simples meu bem, uma coisinha chamada dinheiro, principalmente quando se gasta demais. – zoou Anita. – Ou você acha que eu não preferia estar lá fora curtindo o dia incrível que fez. – ela fechou os olhos materializando a tarde linda que ela só viu pela janela. – Foi você que cozinhou? – indagou ela.

– Foi. Por quê? – respondeu Ben, Anita parecia o olhar sem confiar muito. – Anita, o que você acha, que eu peguei a comida no restaurante e coloquei na panela pra fazer de conta. – ironizou ele sorrindo debochado.

– Hum, grandes coisas. – ela retrucou com um sorriso no canto da boca. – Você seria bem capaz, lábia você tem. – acrescentou Anita cruzando os braços.

– Ah que maldade comigo. – afirmou ele entre uma careta insatisfeita.

– Dei mole né, pra quem não para de pensar em filar teu jantar. – gargalhou Anita depois de proferir as palavras com um ar sério, e ele acabou rindo também.

– Ai só você. – Ben a fitou encantado pelo sorriso simples que a garota mantinha em seu rosto. – Mais então já que é assim, vamos jantar. – ele a convidou.

– Eu e você? – Não sei. – Anita acabou hesitando. Ele ficou a olhá-la como se quisesse convencê-la, o que desconcertou Anita. – É e depois... – Também vai saber o que você botou aí dentro dessa panela. – ela fez graça, para descontrair a tensão que unia um ao outro, enquanto o rapaz apenas ria das alegações dela.

– Relaxa tá, eu coloquei o que estava na geladeira, tiver alguma coisa estranha você se entende com a Vera. – ele afirmou.

– Tá bom, compreendido. – gesticulou ela. – Pra ser sincera tem alguma coisa que você não faça. – Ben sempre foi repleto de surpresas mesmo, ela pensou por um instante.

– Bom se isso foi um elogio, obrigada. – respondeu ele no mesmo instante que sorria lisonjeado.

– Bom então, eu vou colocar a mesa. – ela cedeu. – Mais óh e só porque minha barriga tá mais desesperada do que minha capacidade de pensar. — Anita tomou como desculpa.

– Ok, argumento aceito. – ria ele concordando.

– Eu vou arrumar a mesa então. – pensou ela mais uma vez. – Ben, tem alguma coisa errada com essa casa, o porquê da calmaria, cadê todo mundo. – constatou Anita que o local parecia até uma representação perfeita do silêncio, muito diferente do que era de costume.

Ele sorriu brincalhão. – Você estranha também não é, eu confesso que eu já tinha esquecido que era assim tão agitado. – desabafou ele.

– É... – É engraçado né, às vezes parece que a gente é só visita mesmo. – confessou ela o que tinha percepção às vezes.

– Talvez seja essa nossa realidade. – respondeu o garoto apenas. – Mais quanto ao pessoal, eu só sei mesmo do Marcelo que saiu com a Meg, o resto não faço ideia. – falou ele.

– É aquela história não é, os gatos saíram, e os ratinhos foram fazer a festa, neste caso em outro lugar desconhecido. –Anita brincou devido ao sumiço dos irmãos.

– O que não é nada bom né, eu pelo menos prometi que iria ficar de olho neles. – lembrou-se Ben, que ainda poderia sobrar uma bronca para seu lado.

– O que implica se minha mãe e o Ronaldo saberem, voltam correndo, esse povo. – disse Anita descontente. – Eu vou ligar pra ver se eu acho alguém, é o mais recomendável. – pensou Anita ao se preocupar. – Vou buscar meu celular. – comunicou saindo.

– Então soube o paradeiro de alguém. – indagou Ben ao ouvir os passes da garota descendo a escada.

– Falei. – ela respondeu caminhando até ele.

– Olha que estranho Ben, Giovana disse que iria dormir na casa da Clara, eu liguei pro telefone de casa, a mãe da Clara atendeu e disse que a Clara saiu com o Vitor. – Explicou ela. – Sei não hein, pra mim tem coisa errada aí. – ficou intrigada ela.

– Anita para né, vai dizer que você nunca contou uma mentira pra família pra passar um tempo a mais com o namorado. – imaginou Ben, pensando que a ruivinha podia estar de enrolação.

– Ahan sei, você não quer que eu responda. – Anita o encarou, arredia.

– Anita, me desculpa, eu não quis falar do passado não, sério. – Justificou Ben ao entender a reação defensiva dela.

– Eu diria que eu contei sim, mais do que uma inclusive, e você fez parte de todas elas. – a garota riu desesperada ao concluir.

– Hãm, é... – Mudar de assunto não é, acho mais recomendável. – Ben alegou temendo que ela se chateasse e o clima ameno entre os dois fosse por água a baixo literalmente, desde que chegaram ali, o que não faltava eram discussões pesadas para se recordar.

– Melhor mesmo. – ela se viu concordando, ou final daquela conversa poderia ser desastroso, imaginou em seus pensamentos. – Eu vou pôr a mesa, como eu iria fazer antes. – disse ela caminhando até armário onde a mãe costumava guardar os pratos.

– E eu vou terminar aqui. – ele afirmou concordando.

Alguns minutos depois:

– Olha sinceramente, eu juro que pensava que você nem lembrasse mais como se coloca uma mesa. – Ben fez graça implicando com ela.

– Hum pro teu governo eu não tenho empregada não, mudei de país não fiquei rica. – Anita esclareceu ao tempo que servia seu prato.

– Tá bom, foi mal. – ele se desculpou com ar e riso.

– Olha eu tenho que admitir, tá bom demais. – exclamou ela provando a comida. – Vem cá, você andou fazendo um curso de culinária é, porque antes não era tanto assim. – Anita se pôs a provocá-lo.

– É digamos que morar quase 04 anos sozinho, ajuda a gente a aprender a fazer mais do que ovo frito e macarrão não é. – respondeu Ben apenas a observando.

– Pensei que você tivesse morando com tua mãe, afinal não foi pra isso que ela te levou daqui. – especulou Anita. – O discurso dela não era, vou levar meu filho porque pretendo dar uma vida melhor a ele, coisa que você não faz Ronaldo. – Anita se recordou de algumas das palavras da mulher, onde ela acusava o padrasto de negligencia com a assistência que dava a Ben.

– Não. – negou ele. – Eu morei duas semanas com ela, depois disso arrumei um emprego e sai de casa. – revelou Ben, percebendo um olhar surpreso em Anita. – Óbvio que ela ficou louca, mais depois entendeu que não adiantava berrar no meu ouvido. – Ben se expressou a respeito da reação da mãe.

– Pelo visto você bateu o tempo recorde em desfazer os acordou com tua mãe. – disse Anita tomando um gole de suco. – E ela, sempre intragá... – Digo simpaticíssima. – falou Anita a tempo de se corrigir ao perceber que estava prestes a achincalhar a mãe do garoto.

– Talvez. – ele admitiu, deixando o fato de que Anita ainda parecia nutrir sentimentos desgostosos a cerca da personalidade de sua mãe a ser esquecido. – Mais uma hora eu tinha que acordar e finalmente tomar as rédeas da minha vida novamente. – afirmou Ben.

– Bom aprendeu a cozinhar já foi um avanço, se a faculdade de Engenharia não der certo. – falou Anita brincalhona.

– É, o que não é muito adianto dependo da situação. – discordou em parte. – Porque poucas pessoas comem estrogonofe numa boa, a Alice mesmo minha ex, fugia praticamente se tivesse que dividir uma mesa comigo. – ele comentou.

– Porque você continua com o mesmo problema, teu gosto universal por garotas cheias de frescura. – Anita sorriu audaciosa não perdendo a oportunidade de alfinetá-lo, Ben a encarou como se dissesse que nem responderia para não ficar pior. – Quem mandou arrumar uma namorada que vivi de dieta.

– Porque teu namoradinho todo culto, não se dá o trabalho de cozinhar pra você. – devolveu ele a fitando com um sorriso provocante.

– Não sei, eu não gosto de jantares românticos, acho que é porque eu não consigo me comportar como uma anoréxica. – ela respondeu remexendo em seu prato.

– Ah isso é verdade, você continua comendo por dez, apesar de que eu acho que não concordou com o segundo argumento. – Ben devolveu altura.

– Hum como mesmo, quando me dá na telha, vai querer o que, que eu faça a fina na tua frente. – ela mexeu os ombros sem dar importância.

– Claro, mais você que disse que não gostava de jantares românticos, não eu. – alertou ele.

– E você que puxou o assunto, falando da tua ex. – Anita não se dobrou facilmente.

– Você também fez isso. – Ben devolveu a acusação.

– O quer dizer que ela é trouxa, e ela é, porque se eu arrumasse alguém pra cozinhar assim pra mim, toda vez que eu chegasse em casa com vontade de descansar e mais nada. – falava ela sem colocar sentido em suas próprias palavras. — Se fosse assim eu casava com você já. – disparou Anita desatenta.

– Ah entendi. – ele a fitou com um sorriso bobo.

– Casava! – Casava é, no sentido de falar mesmo não é, no sentido irreal da situação, forma de dizer somente. – Anita sorriu desconfortável por quase se entregar, ao perceber o tamanho da gafe que acabará de sair de sua boca.

– É exatamente. – respondeu Ben soltando o copo sob a mesa em certo estado de felicidade pelas palavras dela, mesmo que impensadas.

– Até porque, isso não colaria, figura repetida não completa álbum, isso ainda não mudou o sentido. – ela se justificou, perguntando em seus pensamentos, qual seria a burrice que ela queria fazer quando disse tais palavras, o que a deixou ainda mais desconfortável.

– Você acha que eu entendi o que Anita. – Ben argumentou quase rindo do jeito dela, Anita apenas abaixou a cabeça e se pôs a mexer em seu prato com o garfo ,evitando continuar com seus devaneios.

– Eu não sei. – ela voltou a encará-lo.

– Agora o que é mais estranho você vir dizer que não gosta de jantares românticos, isso sim pra mim é uma resposta contundente e contraditória, até porque teu passado te desmente sabia. – recordou-se ele, Anita por sua vez não conseguiu ficar séria e ficou a rir, afastando o prato e se concentrando de mexer os dedos da mão esquerda rapidamente, repousados em cima de sua outra mão, como se pedisse que ele parasse por ali.

– Por quê? — Não já protagonizamos algum, porque definitivamente eu não lembro. – Anita retrucou com uma pitada de ironia e um sorriso divertido nos lábios.

– Bom sem puxar da memória, talvez eu também não saiba te responder. – ele disse sincero. – Mais me lembra de te convidar um dia, Nova York tem restaurantes ótimos, aliás, Londres também. – Ben pronunciou audacioso. – Mais isso claro, o dia que você estiver solteira, eu não quero ser acusado de furar o olho de alguém. – afirmou ele aos sorrisos.

– Olha mais como ele é bom caráter. – Anita rebateu com sarcasmo não se deixando vencer, omitindo sua última conversa com Gustavo.

– Sempre tive, mesmo que às vezes ninguém se lembrou disso, eu gosto dos meus princípios, não nego. – Ben garantiu sinceramente. – E depois vou dividir você pra que, fica até contraditório pra quem já te teve tão perto. – disse ele, despertando um enorme sentimento de fuga em Anita que suspirou apenas.

– Ah e de verdade quanto tempo à gente ficou junto, oito, nove meses um ano, eu nem sei se chegou a tanto. – Anita o contrariou.

– E é o tempo que importa, quanto tempo você tá com esse cara, e mesmo assim você ficou balançada por uma coisa que a gente nem sabe se ainda existe. – soltou ele.

– Eu não vou te responder, pode esquecer. – disse ela taxativa.

– Tudo bem, mas não é ora mim que você tem que responder, mas sim pro teu coração. – respondeu Ben, tencionado ao perceber que ele tinha lhe dado à volta outra vez.

– Meu coração. – Anita ficou a rir, sem dar destaque para as suposições dele. – Eu acho que meu coração, ele vive que nem aquelas plantinhas num jardim europeu, quando faz inverno, cai aquela neve que soterra tudo, então ele tá lá em baixo daquele amontado de floquinhos de neve. – expressou ela, brincalhona, talvez ela não fosse mesmo tão habitada a dar ouvidos a todos seus sentimentos, ao menos aqueles que contrariariam suas atitudes que fossem tomadas com frieza.

– Eu arriscaria que você não é tão racional assim. – Ben especulou.

– E eu não sou, ou não desta forma, mais eu costumo pesar minhas ações sim, não vejo isso como m sinal de fraqueza ou de alguém que não sabe o quer, mas alguém que tem sabedoria o suficiente pra saber onde vai doer. – declarou ela. — Mais sei lá, as pessoas costumam sempre a se aterem tanto, que os impulsos veem do coração, as atitudes pensadas da nossa cabeça. – Mais será que dá pra separar a razão e a emoção, uma vem do coração e outra da cabeça, ou a gente faz isso pra justificar quando se faz uma loucura. – perguntou-se ela.

– Acho que nem vivendo mil anos algum ser humanos saberia essa respostas. – ele riu.

– É eu acho que não seria tempo suficiente. – Talvez ser humano nenhum fosse detentor de tal certeza, imaginou Anita.

– Não é mais fácil você dizer que se pergunta o que você sente por mim, nesse momento. – perguntou Ben impulsivo.

– O que você acha que eu sinto. – Anita devolveu debochada.

– Não sei. – falou ele maneando a cabeça negativamente.

– E você sente o que? – Fica aí me pressionado, mas também não admite nada conclusivo. — Anita o atacou sendo direta, já que ele tinha deixado à deixa o que a restava era aproveitar.

– Sei lá, atração talvez, curiosidade em saber se seria a mesma coisa. – expressou ele se colocando a visualizar cada reação de uma Anita que parecia erguer o olhar atônita apenas sem deixar grandes percepções serem percebidas. – Você mexe comigo, sempre mexeu, a gente sempre se entendeu tão bem, físico e emocionalmente.

– Sabe qual é a diferente entre homens e mulheres, talvez a maior. – A gente não jogaria uma relação incrível no lixo, por uma simples atração, já vocês a de se pensar. – Anita a provocou, numa tentativa falha de ignorar seu jeito paralisado.

– Anita com a gente as coisas nunca forma simples nem pro bem e nem pro mal. – Ben desandou a rir assim como Anita, que se viu concordando com ele. – Então eu posso me considerar com alguma esperança. – ponderou ele.

– De que? – De não ser como você mesmo disse atração ou curiosidade, fazendo uma ressalva eu te disse que isso não aconteceria se houvesse uma relação incrível por trás, não sei se é meu caso, acho que meu namoro com o Gustavo já andava desgastado eu é que ignorava. – confidenciou ela, talvez seu erro não fosse balançar por Ben, mas sim querer construir algo indiscernível sob uma relação que não partilhava desta magia toda.

– Você daria uma ótima advogada sabia, argumentos não te faltam sabia. – Ben suspirou desapontado ao compreender que ela fugia em dizer o que sentia realmente.

– Vamos terminar de jantar não é, a gente já falou demais. – Anita colocou um ponto final no assunto.

– Não estou dizendo, já apelou novamente. – ele ironizou implicante.

– Ai chega né. – Anita não deu sequencia as provocações dele.

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– Ai eu vou te dizer uma coisa viu, se come demais nessa casa, eu só me sinto pesada desde que cheguei aqui, descobri que família ocasiona outros problemas, engorda também, eu já devo ter ganhado uns 10 quilos desde que cheguei aqui. – previu ela entre risadas.

– Jura? – Engraçado, não tá dando pra notar. – Brincou ele achando graça dela.

– Tá rindo né, porque não é você que vai virar uma orca enorme, vou levar sobrepeso no avião, quando eu voltar. – argumentou ela rindo de si mesma e sua falta de controle para comida. – Ai mais, melhor a gente lavar essa louça limpar essa bagunça. – disse ela levantando da mesa.

– Não dá pra deixar pra amanhã, confessou que to exausto. – opinou Ben com o cansaço lhe abatendo.

– Só isso, não quer mais nada não. – Anita o encarou irônica. – Sei não, você tá é querendo me deixar sozinha com essa bagunça. – ela acusou, já levando os pratos para a pia. – Inclusive, onde você foi hoje, sumiu desde a hora do almoço com o Marcelo. – perguntou Anita no momento em que não se lembrou de ver o garoto em casa.

– Fui ver umas coisas, mas não obtive muito sucesso. – respondeu ele sem mais explicações.

– Que coisas? – Anita não hesitou em questionar já que a curiosidade era maior.

– E você continua curiosa assim mesmo. – rebateu ele a ajudando com a louça.

– É talvez. – Anita admitiu esboçando um sorriso forçado. – Mais esquece, já vi que você não vai me dizer nada que me interesse. – falou ela indo para a cozinha.

– Desistiu fácil não. – Ben foi ao encontro dela.

– Quem sabe. – devolveu ela séria. – Toma, eu lavo e você seca. – disse Anita puxando o guardanapo que ficava no lugar de costume e jogando a ele.

– E quem disse que eu quero secar. – contrariou ele sorrindo.

– Tá bom ok. – a garota revirou os olhos impaciente. — E quem disse que eu quero também detonar minhas unhas lavando louça. – ela foi audaciosa com a resposta.

– Eu lavo então, sem problemas. – afirmou Ben sem ver problema algum. – Só acho que você não era tão fresca assim. – ele se aproximou a provocando soltando o pano de prato.

Anita o fitou arqueando uma das sobrancelhas. – Porque mesmo a gente está discutindo e perdendo tempo. – alegou Anita, vendo que os dois estavam só de pirraça. – Vai ver eu mudei demais, e agora você não me conhece mesmo. – ela ironizou as gargalhadas.

– É uma hipótese. – assentiu ele positivamente.

– Seca. – ordenou a garota lhe devolvendo o guardanapo.

– Vamos lá. – parou de implicar Ben, preferindo se ater a tarefa e cuidar da louça.

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– Ai me desculpa. – pediu Anita risonha ao constar que havia jogado água em Ben, no momento em que enxaguava um prato.

– Desculpa nada, você me eu um banho. – ralhou ele visualizando suas roupas molhadas.

– Juro que não foi por querer. – afirmou Anita, mas continuou rindo da cara dele.

– Ah tá achando engraçado. – questionou Ben a encarando com um sorriso.

– To. — Porque? – respondeu Anita em uma tentativa falha de ficar séria.

– Não, por nada em especifico. – garantiu ele tentando tomar a esponja da mão dela.

– Ben para, o que você vai fazer, não. – ria ela relutante.

– Isso somente. – afirmou ele a lambuzando inteira com sabão.

– Ben não. – Anita quase implorou , tentando soltar seus punhos que ele segurava. – Você sabia que eu não tenho roupa. – disse a garota desaprovando a atitude dele em molhá-la.

– Tua cara perder a mala. – alfinetou ele com risadas.

– Cala a boca. – reclamou Anita, dando com o guardanapo no braço dele. – Eu não perdi minha mala, esqueci ela no avião, eu acho só isso.. – falou ela em sua defesa.

– É só isso. – gargalhou Ben jogando água nela novamente.

– Ai, que ódio, desagradável você. – esbravejou Anita se enfurecendo. – Para, Ben você vai me pagar. – ameaçou ela se dividindo em rir e tentar fugir dele. – Ah é assim é. – Anita o desafiou também jogando água nele, os dois continuaram a travar uma batalha cuja as armas virarão água e sabão. – Meu olho, para, acabou a palhaçada. – disse ela reclamando no momento que deixava os pratos por lavarem dentro da pia.

– Anita, hey, espera. – Me desculpa, não era minha intenção, sério. – ele se aproximou dela ficando com olhar preocupado. – Me perdoa. – Ben alegou sorrindo desconcertado, diante da menina que levava as mãos aos olhos no intuito de tirar o sabão.

– Sei não hein. – retrucou ela, fingindo não acreditar, mal abrindo os olhos.

– To falando sério tá. – garantiu o garoto enxugando a água que ainda estava no rosto dela. – Melhorou. – perguntou ele quando Anita voltou sua atenção para encara-lo.

– Aham. – respondeu Anita entre um suspiro apreensivo, no momento em que ele lhe segurava as mãos.

– Que bom. – Ben esboçou um sorriso aliviado, chegando ainda mais perto dela.

– Melhor mesmo. – ela balbuciou suspirando devagar o fitando fixamente sem desviar o olhar.

– É eu... – pronunciou ele de uma forma desconexa.

– Você. – Anita o pressionou quase sem respirar, se apoiando a bancada da pia, soltando a esponja cheia de sabão sob a mesma sem nem perceber, já que sua concentração estava voltada para Ben a sua frente.

– Ah esquece. – falou Ben, atacando Anita em um beijo calma e urgente, que ela não recusou, que fez ambos perderem o rumo durante os longos segundos se concentrando apenas naquele beijo. O silêncio parecia mais conveniente, estavam tão acostumados a quebrarem a paz que os unia com palavras duras, que agora os dois pareciam desprovidos de vontade que aquele instante acabasse, as mentes e corações dos dois pareciam ter o desejo de fazer daquele beijo saudoso um momento eterno...

Notas finais
Eu não irei demorar com a continuação dessa vez, prometo!! Até breve.