Encontros, desencontros e novos encontros
32 Capítulo 32:
Notas iniciais
Alguns dias se passaram, e as coisas não continuavam diferentes, entre Ben e Anita, as implicâncias eram as mesmas, e tudo parecia piorar, ambos traçavam uma rota de fuga em suas mentes para longe de tudo aquilo.
– Oi Anita. – Disse Meg entrando ao quarto, extremamente animada.
– Hum, chegou, tava aonde, posso saber, sumiu. – Anita indagou, fechando o notebook, parando para encarar Meg.
– Ah eu. – Meg pensou seriamente se falava ou não. – Nem vem, de implicância tá legal, eu fui dar uma volta com a Marcelo, só uma volta e mais nada. – Disse Meg, fazendo questão de deixar tudo claro.
– Ok, não vou falar nada, você sabe o que eu penso. – Falou Anita rindo.
– O que você tava fazendo ai. – Questionou a loira, sentando ao lado de Anita na cama.
– Marcando minha passagem de volta, não vejo a hora disso acontecer, poder voltar, marquei pra um dia depois da festa da mamãe. – Ela explicou.
– As nossas não é, a festa é nesse domingo, ai tá acabando, até que eu tava gostando sabia. – Falou Meg melancólica.
– É minha cara, mais tá chegando a hora de voltar pra realidade, chega de sonhar acordada. – afirmou Anita, nesse momento vendo Pedro entrar que nem um furacão pela porta, com uma cara apavorada.
– Que foi. – Anita questionou confusa.
– A mamãe Anita. – Disse Pedro sem ar, de tão rápido que subiu as escadas.
– O que tem ela. – Indagou Anita, vendo uma aflição se instalar em si.
– Ela desmaiou lá em baixo. – Soltou ele.
– O que, como assim, ela tá sozinha. – Anita pulou da cama, calçou as botas e saiu como um relâmpago pela porta, seguido de Meg e Pedro.
– Mãe, mãe, fala comigo. – Falou Anita apavorada, quando viu a mãe desmaiada no sofá. – O que houve Ben. – Ela perguntou a ele, que tentava reanimar Vera.
– Não sei, eu não tava aqui, o Pedro veio me chamar, eu tava no quintal. – Respondeu ele também assustado.
– Mãe, fala comigo. – Disse Anita, suplicando, passando a mão no rosto dela. – Por favor, acorda. – Pediu a garota em pânico.
–Mãe, tá tudo bem. – Anita perguntou quando a viu abrir o olho.
– Anita, ai filha. – Vera disse confusa.
– Pega uma água pra ela, alguém. – Disse a garota.
– Eu pego. – Marcelo foi rapidamente até a cozinha.
– Vera como você esta se sentindo. – Questionou Ben, preocupado.
– Não sei, meio cansada. – Respondeu ela, confusa.
– Aí gente a água. – Marcelo alcançou o copo a Anita.
– Toma, vai fazer você se sentir melhor. – Pediu Anita, escorando as costas dela com uma almofada.
– É melhor a gente te levar no hospital Vera pra saber o que, que aconteceu de verdade. – Aconselhou Ben.
– Não gente, foi só uma queda de pressão, já estou boa. – Relutou ela, tomando a água.
– Não mesmo, você vai sim, nem pensar, você não tava nada bem. – Anita insistiu categórica.
– Isso, ela tem razão. – Disse Ben, preocupado com a madrasta.
– Gente, eu tenho um monte de coisas pra fazer, não posso. – Afirmou ela.
– Nem pensar, vamos sim, eu vou com você. – Disse Anita, não se dando por vencida.
–É vão, eu fico aqui pra explicar pro pessoal o que houve. – Se ofereceu Meg.
– Eu te ajudo, no que precisar. – Marcelo falou, também achando melhor ela ver o que tinha havido realmente.
– Então vamos não é. – Afirmou Ben, não desistindo de convence-la.
– Mãe, por favor, melhor você saber o que houve de verdade. – Insistiu Anita.
– Tá eu vou. – Vera acabou concordando depois de todo insistência.
– As chaves do carro, onde tão. – Perguntou Ben confuso.
– Tá na gaveta da cômoda, Pedro pega pra ele. – Pediu Vera.
– Tá bom. – O Pequeno correu subindo as escadas.
– O Ronaldo não gosta de deixar aqui em baixo, porque não gosta que o Vitor saia muito com o carro, preocupação de pai. – Afirmou Vera se recompondo.
– Eu vou pegar minhas bolsa, e a tua mãe, pode precisar de algum documento. – Anita lembrou-se.
– Vai sim filha, faz isso. – Consentiu Vera, e Anita também saiu.
– Aqui Ben. – Disse o caçula, alcançando as chaves para Ben.
– Obrigada. – Agradeceu ele.
– Esperar a Anita então, pra gente ir. – Afirmou Ben tenso.
– To aqui, vamos logo. – Falou Anita descendo as escadas rapidamente.
– Vem Vera, eu te ajudo. – Ben falou amparando a madrasta.
– Eu vou ligar pro Ronaldo, ele vai ficar preocupado se souber de outro jeito. – Anita exclamou tentando manter-se calma.
– E liga vocês também, pra falar o que houve. – Meg pediu, também preocupada.
– Pode deixar, eu ligo, assim que a gente chegar no hospital. – Afirmou Anita, com eles já saindo pela porta.
Já no hospital.
– Faz horas que o Ronaldo, tá lá dentro com ela e o médico, meus deus que demora. – Anita andava de um lado para o outro na sala de espera aflita.
– É, faz um tempinho. – Concordou Ben, sentido pelo estado nervoso de Anita. – É, hey, vai ficar tudo bem. – Falou ele, se aproximando e se ajoelhando de frente para Anita, que havia se sentado por um instante.
– Tomara eu to muito preocupada. – Anita confidenciou totalmente aflita.
– Deve ter sido só um mau estar, a Vera é forte. – Ele quis conforta-la, e aproximou sua mão a dela, segurando a mão da garota, que pareceu se acalmar por um momento.
– Vai ser. – Anita respondeu, esboçando um sorriso com esperança.
– Confia. – Afirmou Ben também sorrindo. – Meu pai vindo ali. – Falou Ben quando viu Ronaldo vindo até os dois.
– Ronaldo tá tudo bem. – Anita levantando-se e questionou de imediato.
– Fala pai. – Perguntou Ben, nervoso.
– Tá sim, ela tá dormindo agora, tava esgotada. – Falou Ronaldo, com um suspiro de alivio por poder dizer aquilo.
– Graças a deus. – Anita respirou aliviada. – Mais o que houve com ela, porque do desmaio. – Anita indagou.
– O médico disse que ela teve um esgotamento, um cansaço, estresse, que ocasionou o desmaio, e pode ter outras consequências se a Vera não sair dessa onda de trabalho e mais nada, ainda mais com a festa. – Explicou ele aos dois. – E também ela tá com um quadro de anemia. – Justificou ele.
– É ela anda, fazendo coisa de mais mesmo, preocupada com essa festa. – Ben afirmou.
– Ela pode ir embora. – Anita questionou.
– Não, ela vai ficar aqui, uns dois dias pra se recuperar, e depois vai pra casa, será que vocês podem me trazer uma muda de roupa pra ela, eu vou ficar aqui com ela. – Pediu ele.
– Mais a gente não pode ficar. – Anita não queria ir embora sem ver a mãe.
– Não, ela provavelmente vai acordar só amanhã, agora nem adianta vocês ficarem aqui, vão pra casa, conversem com os irmãos de vocês – Ronaldo exclamou, agora mais calmo.
– É, se não dá pra gente falar com ela, não adiante mesmo. – Afirmou Anita, relutando um pouco.
– Vão pra casa, e me trazem uma muda de roupa para Vera, por favor. – Ronaldo afirmou. – Tá tudo bem, às vezes eu acho que no fundo, a Vera só teve esse mal estar aí, por medo de perder as filhas de novo, ela sabe que depois da festa vai voltar a ser tudo como era antes. – Disse Ronaldo, prevendo as inseguranças da esposa.
– Anita, a galerinha deve tá preocupada, melhor a gente voltar pra casa, não é, ouvir pessoalmente que tá tudo bem, eles vão se sentir mais seguros. – Be argumentou.
– Tá certo, mais amanhã cedo, eu venho pra ficar com ela, se tem que trabalhar, não é Ronaldo, era bom até que outra pessoa ficasse com ela. – Anita falou, concordando.
– Podem ir, eu vou ficar bem, prefiro assim. – Ronaldo quis tranquiliza-los.
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