Encontros E Desencontros

1 Um começo nada convencional


Olá! Meu nome é Kuchiki Byakuya. Não vou dar detalhes da minha vida porque não sou uma autobiografia ambulante, mas, ao menos, irei contar sobre como se desenrolou algo que, talvez seja a melhor coisa que já aconteceu na minha vida.

Tudo começou com a morte da minha amada esposa Hisana, a mais ou menos dois anos, e para ninguém vir com perguntas idiotas sim, eu fui casado e tenho muito orgulho da esposa que tive, continuando, o pessoal da empresa onde trabalho, que não estou com vontade de especificar, estava querendo que eu tirasse um dia de folga coisa eu não queria, mas insistiram tanto que eu acabei cedendo. Não que eu fosse viciado em trabalho, é que desde que comecei a trabalhar nunca tive nenhum dia de folga.

Nesse dia eu decidi ir beber um pouco. Mal sabia eu o que encontraria. Quando cheguei ao tal lugar me sentei numa cadeira em frente à bancada, pedi um Wisque e fiquei pensando na vida que eu levava. Ao meu lado se sentou um rapaz, acho que não muito mais jovem que eu, ele parecia bem abatido e chateado. Não perguntei nada! Porque 1º Eu não falo com pessoas desconhecidas e suspeitas (não que eu ache isso só pelas tatuagens e o cabelo vermelho, é só que ele parece ser o tipo de pessoa que merece tudo o que quiser e eu cansei de conhecer pessoas assim e me machucar, mas, isso é outra história), e 2º Porque não me meto na vida dos outros. Se bem que, não posso esconder que estava curioso.

Ficamos em silêncio até o mesmo ser quebrado pela voz do ruivo ao meu lado.

--Você levou um pé na bunda?! — Disse ele sem me olhar

--Como?! — Perguntei confuso

--Você foi deixado por quem amava, foi chutado, sei lá, tem um monte de maneiras de perguntar isso. — Disse com muita calma.

--Não... Eu acho!

--É que, geralmente quem senta aqui foi chutado! — Quando ele disse isso senti uma estranha vontade de trocar de lugar.

--Na verdade, minha esposa faleceu há dois anos! — Falei brevemente

--hum... Meus pêsames.

Nessa hora normalmente se pergunta “E você?”, só que, tem o pequeno/grande problema que é o meu enorme orgulho, e ele diz que não devo me intrometer na vida de ninguém.

--No meu caso, fui trocado por uma fruta!

--... – Sem comentários

--Minha noiva me trocou por um cara com nome de fruta!

--Ichigo?! — Perguntei com certo interesse.

--É! — Ficamos em silencio — Temos que admitir, somos pobres coitados! — Foi o que ele disse, eu apenas assenti com a cabeça.

--Meu nome é Kuchiki Byakuya

--Eu sou Abarai Renji, prazer!

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Acho que conversar com o Abarai (sendo que mais ouvi do que falei) me fez bem. No outro dia me acordei disposto para o trabalho, até ontem eu não estava já que hoje conheceria meu novo assistente. Teria que fazer perguntas de rotina e ter certeza de que ele/ela não fosse um (a) terrorista, mas, mesmo assim, agora estou com mais coragem de me levantar da cama. “É incrível como se abrir com alguém ajuda!” Deveria estar dizendo isso sorridente agora, mas, não estou porque agora eu tenho mais o que fazer e a única coisa que quero é ir trabalhar. Pensando bem, acho que sou viciado em trabalho mesmo. Afinal, esse é o meio que encontrei de pensar em algo que pelo menos não fosse Hisana.

Quando cheguei à central, mais precisamente, no setor onde trabalho, fui recebido por um Shunsui altamente alcoolizado. Ele é o mais novo chefa desse lugar, um gênio, está comprometido com uma moça chamada Nanao, mas, tem uma fraqueza, digamos, não convencional. Ele é um bêbado, mulherengo, preguiçoso que só faz o que quer. Agora sabem por que não tiro folga desse lugar. Acabamos por entrar no elevador juntos.

--Yo Byakuya-kun! — Pronunciou-se.

--Ola!-Respondi secamente

--Pensei que estava de folga. — Falou sério

--Eu tirei o dia de folga, não a vida toda! — Respondi frio

--Mas, você realmente precisa de férias, para botar a cabeça em ordem... Depois daquele ocorrido!

--Posso muito bem trabalhar, minha cabeça esta em ordem e como você já disse... Foi só um ocorrido! — Falei visivelmente irritado, mas tentando não mudar o tom de voz.

O elevador para e as portas se abrem avisando que eu acabara de chegar onde queria. Despedi-me educadamente como me foi ensinado e fui em direção à minha sala, já que a dele era no ultimo andar, ao menos isso pra que eu possa me livrar de sua compania por algumas horas.

A minha sala era a sexta no corredor tinha uma porta com uma placa prateada onde estava escrito o meu nome.

Adentrei-a com a certeza de que só aquilo não estragaria o meu dia. Antes de chegar a real sala têm outra com paredes brancas, algumas estantes com documentos e relatórios e uma mesa de madeira com detalhes em vidro contendo um computador de ultima geração, em uma das paredes tem uma porta, antes de passar por ela dei uma olhada imaginando como seria a pessoa que ficaria naquele lugar.

__________ * _________

Chegou ao prédio imaginando como seria trabalhar naquele lugar. Foi pelo salão revestido em mármore até chegar ao elevador, dentro dele apertou em um botão que tinha o numero seis, o elevador se fechou e começou a subir.

--Que tipo de pessoa será o meu chefe! — Pensava um ruivo ansioso

As portas se abriram, andou pelo corredor até chegar à sexta sala á direita. Bateu na porta e entrou em seguida. Olhando para um papel que tinha em mãos ao mesmo tempo em que se apresentava.

--Meu nome é Abarai Renji, estou aqui para trabalhar como seu assistente! — Diz erguendo a cabeça.

--Abarai?! — Falo surpreso

--Kuchiki Byakuya?!

Continua...