Encontros & Desencontros
1 Capítulo 1 - Sejam bem-vindos
Notas iniciais
Boa leitura (:
Dois anos se passaram desde a ultima visita de Hector aquele lugar. O College & Boarding Half-Blood fica no “meio do mato” pelo menos é assim que os alunos se referem ao Colégio. Realmente o colégio é cercado por uma grande área verde, talvez por ser um Internato — seria mais propicio contra as fugas dos alunos – Mas, não é assim tão longe da “civilização” de carro deve dar uns 30 a 40 minutos.
Alto, pele morena clara, olhos castanhos mel, cabelo meio bagunçados meio arrepiados um pouco mais escuros que seus olhos, um bom porte físico. Talvez, Hector fosse um bom partido... Ou não.
Pov. Hector
Eu acabara de voltar para o “meio do mato”, digamos que não era exatamente o que eu queria para minha vida, mas era o que tinha para o momento, ou seja, ou vai ou racha.
Parei frente ao colégio depois de descer do ônibus publico – estou quase terminando de tirar minha carteira de motorista – Fiquei parado frente à entrada deslumbrando o CBHB, podia ser no meio do mato, mas era “O” colégio. Parecia uma mistura de “casarão antigo, com uma mansão moderna, com um toque real de um castelo” e obviamente era enorme, era relativamente fácil de perder-se lá dentro.
Passei a grande entrada que continha uma faixa escrito “Sejam bem-vindos novatos” acho que isso não se aplicara a mim, digamos que... Não era um exemplo de aluno, mas também não chegava a ser um aluno mal comportado.
Continuei depois de passar pela entrada, passei pelo corredor principal que dava acesso a Praça Central, a Biblioteca, ao Grande Refeitório e etc. O corredor principal que mais parecia, sei lá, só era realmente largo. Estava um pouco diferente, o piso era uma combinação que formava o símbolo do colégio por toda a extensão dele. Tinha alguns detalhes diferentes, algumas esculturas de fatos marcantes da historia, alguns detalhes em gesso no teto e também algumas armaduras e armas brancas e de fogo expostas em uma parede imensa, mas é claro protegida por uma espécie de “tampa de vidro”.
Até agora não vi ninguém dos meus amigos – pensei e sorri sozinho. Eu vi algumas pessoas que conhecia de vista graças a alguns acontecimentos que eu queria esquecer, mas que quando eu visse ela viria à tona novamente.
Esse corredor não tem fim cara – continuei a pensar comigo mesmo. De repente a rádio do colégio anunciou:
“– Todos os alunos devem comparecer na quadra de Futsal para o discurso de boas-vindas ao recém-chegados!”
Ótimo – ironizei. Caminhei até o fim daquele corredor imenso, virei à direita sai no jardim, dobrei a esquerda e caminhei mais um pouco até chegar à quadra. Estava aparentemente do mesmo jeito: Coberta em todos os cantos, muito bem pintada e sinalizada e ao lado estavam as outras quadras.
Do lado oposta a entrada havia um palco para discursos. A Quadra estava cheia de pessoas, mesmo a quadra sendo realmente grande, muitos alunos ficaram para fora.
O sinal tocou. O Diretor subiu ao palco, estava com seu terno preto risca de giz, também não tinha mudado desde a última vez que o vira.
– Sejam bem vindos garotos a garotas – ele disse sorrindo simpático e todos aplaudiram e gritaram extasiados –, meu nome é Hugo.
Hugo Sem-Sobrenome – pensei e sorri. Continuei no fundo da quadra para que ninguém me visse.
– Me chamem somente de Hugo, nada de Diretor ou Senhor. A primeira regra desse Colégio é: Todos aqui somos iguais, ninguém é melhor que ninguém. – Ele terminou de falar e todos aplaudiram novamente.
Ele pode ser chato às vezes e ficar te dando sermões por horas, mas definitivamente você nunca encontrara um diretor mais humilde e gente boa do que ele.
Apesar de tudo Hugo não gostava de revelar seu sobrenome, eram poucas, realmente poucas as pessoas que sabiam seu sobrenome, por isso o apelido “Hugo Sem-Sobrenome”.
– A segunda regra mais importante do nosso colégio é: Respeito. Respeite teu próximo como respeita a ti mesmo – ele disse.
– É “Ame teu próximo como ama a ti mesmo” – Alguém o gritou no meio da quadra corrigindo o diretor.
– É isso ai, – ele disfarçou – o que importa é que vocês entenderam – ele disse e soltou um breve sorriso debochado e todos o seguiram dando risada.
Hugo não era velho, tinha aproximadamente uns trinta e poucos anos, beirando quarenta, tinha cabelos castanhos quase pretos, pele parda e não muito alto. Ninguém sabe muito da sua vida pessoal, só sabemos que ele é casado e tem filhos, mas ele não gosta de aparecer muito em publico com eles.
O College & Boarding Half-Blood, segundo o próprio diretor, foi construído para ser um colégio modelo para toda a sociedade e para favorecer as pessoas mais carentes. É uma herança de família de quase um século, de geração em geração o castelo era dirigido por um membro da família do diretor. Infelizmente o colégio por ser imenso requer muitos recursos financeiros, o governo entendendo que o colégio era um bem privado – apesar de abrigar e oferecer estudo gratuito a todos –, negou-se a dar essa ajuda, a família dos “Sem-Sobrenome” – como a família do diretor ficou conhecida na mídia – Arcava com toda a despesa, mas de ano em ano a renda de cuidados do colégio aumentava e a fortuna dos Sem-Sobrenome diminuía. A única saída foi privatizar parte do colégio, o que foi um golpe para a população. Já fazem trinta anos desde a privatização, mesmo assim os dirigentes do colégio se esforçam ao máximo para manter a parte publica com tudo o que podem.
– E a última e não menos importante regra é: Sejam felizes, apenas se divirtam – ele sorriu –, agora vão para seus respectivos dormitórios, amanhã começaram as aulas. O Conselheiro de cada dormitório estará à disposição de vocês para um tour pelo colégio.
Todos os conselheiros fizeram um sinal com a mão, estavam um pouco atrás do diretor.
– Eles ficaram na porta do prédio do dormitório de vocês, e daqui meia hora farão um tour pelo colégio, qualquer duvida perguntem a eles ou ao corpo docente. Agora vão. – Ele terminou seu discurso – Sejam bem vindos e... Bem é só isso – ele sorriu e desceu do palco.
Sai rapidamente da quadra antes que aquela multidão me atropelasse, durante o caminho para o dormitório lembrei-me de uma vez em que Hugo nos contou sobre como surgiu à ideia do colégio. Ele nos dissera que seu tataratataratatara... Não sei das quanta avô era apaixonado por mitologia e por isso resolveu fazer o colégio nos modelos antigos, nos ensinando a como sobreviver na mata, a como caçar, coisas do tipo, e que por isso o colégio era cheio de estátuas dos deuses por todo seu terreno, e somando isso mais a vontade de tentar fazer o bem para a sociedade, surgiu esse colégio. Mas Hugo foi quem aprimorara o colégio. Após ler um livro sobre mitologia em sua adolescência, ele ficou pensando em como melhorar o colégio e assim foi. Não gastou muito dinheiro, apenas dividiu o colégio em dormitórios, como se fossem “chalés” que ele leu nesse livro chamado Percy Jackson e os Olimpianos, e outras coisas mais. Na verdade é o livro que ele recomenda todos a lerem, eu li e achei realmente espetacular.
Caminhei mais uns 10 minutos até chegar ao meu dormitório. Chegando lá os avistei.
– Finalmente – disse e abri um sorriso.
Notas finais
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