Encontros
1 Encontro no Metrô
Notas iniciais
Leiam as notas finais!
Vai chegando uma época na sua vida em que nada mais faz sentido: você quer fazer faculdade pra poder ter um bom emprego, quer ter um bom emprego para ter um bom salário, quer usar esse bom salário para pagar suas contas, fazer contas porque é consumista, tem que trocar de emprego para ter um salário melhor e poder gastar mais. E é assim: um ciclo sem fim.
Mas aí, acontece uma coisa que muda tudo isso, que dá sentido a tudo, mesmo que não faça sentido. Pode começar com um “Era uma vez” e pode não terminar com “Felizes para sempre”, mas certamente a única certeza que podemos ter além da morte é que nos apaixonaremos algum dia. Seja pelo seu melhor amigo, seja pelo garoto mais galinha do colégio, seja pelo filho do padeiro ou até mesmo por aquele pôster maravilhoso do Leonardo Di Caprio na sua parede.
Ninguém é imune a se apaixonar.
Inclusive eu.
Encontro no Metrô
“-Sakura amiga! Você não vai acreditar quando eu contar!” – minha amiga gritava do outro lado da linha.
– O que aconteceu dessa vez Tenten?
“- EU ESTOU NOIVA!”
Certo, estou ficando oficialmente para titia.
Vinte cinco anos, dois “namoros” fracassados, um pé na bunda inesquecível, quatro paqueras não correspondidas, seis livros de auto-ajuda, milhões de testes sobre “par perfeito” na Internet e eu Sakura Haruno ainda estou... Argh! Solteira.
“- Quero que seja minha madrinha!”
Não que eu tenha dor de cotovelo de ver TODAS as minhas amigas se amarrando em alguém, mas eu simplesmente não consigo entender como posso ser tão pé-frio no amor.
Acho que carrego algum tipo de maldição que determina que qualquer relacionamento- que possa futuramente se tornar um casamento- esteja fadado ao fracasso.
“- Dá pra imaginar? Eu, a futura senhora Hyuuga...”
E essa notícia que acabei de receber da Tenten só confirma isso, porque até mais ou menos uns 3 anos atrás ela era totalmente contra relacionamentos, achava eles ‘complicados demais’ e preferia se manter afastada dos mesmos. Isso até que ela conhece um rapaz na faculdade: Neji. Não que ela tenha ficado encantada com ele, muito pelo contrário, só sabia criticá-lo e só alguns meses depois, após algumas indiretas minhas é que ela se tocou que estava apaixonada por ele. Semanas depois eles começaram a sair e deu no que deu: agora ela estava noiva e eu era sua madrinha.
“-... e no Inverno vamos a Paris.”
É, ela será outra das minhas amigas a sair do time das solteiras. E eu nem vou contar para minha mãe sobre isso, porque senão ela vai vir de novo com aquele papo de “Você já tem 25 anos e nunca namorou, desse jeito vai ficar para titia!”. Por incrível que pareça ela sempre acha um jeito de dizer que eu preciso achar alguém para me desposar e ‘tornar completa a minha existência’ e blá,blá,blá,blá,blá... Já perdi a conta de quantas vezes ela tentou me ‘jogar’ para cima dos filhos de amigas dela, mas não adianta, acho que não existe ninguém nesse mundo que me faça saber realmente o que é amor.
“- Sakura, você está me ouvindo?”
– Claro – Não! – Vou ter que desligar, te vejo mais tarde!
– Tudo bem.
Tive que desligar, pois estava atrasada para o trabalho.
Já faziam dois meses que eu estava trabalhando como educadora em um colégio particular, o Instituto Oshiro. A escola era maravilhosa, tinha dois andares, biblioteca, um parquinho, enfim, uma ótima estrutura. As crianças também não deixavam a desejar, eram muito comportadas e inteligentes.
Atrasos então eram inadmissíveis, deste modo para chegar lá no horário só indo de metrô.
Quando cheguei à estação fui logo comprar um café para me libertar um pouco do sono que ainda sentia. Nem mesmo Tenten me ligando às seis da manhã me contando como Neji a pedira em casamento me fez despertar totalmente.
Depois de comprar meu café fui andando calmamente observando o lugar que naquele dia estava pouco movimentado, e imaginando como seria minha vida agora que Tenten estava para se casar e eu me tornar a última e única solteira do grupo.
Estava tão distraída que nem percebi quando uma senhorinha de aparência muito simples e simpática me perguntou se queria comprar um biscoito da sorte. Eles tinham um cheiro maravilhoso, como um favo dos deuses. Resolvi comprar um para comer enquanto bebia o café.
– “O amor está mais próximo do que você imagina.” – li o papelzinho que tinha dentro do biscoito.
Isso foi um tanto quanto irônico a julgar como é minha vida amorosa. Na verdade eu não tenho uma.
Olhei no relógio e me assustei, o metrô sairia da estação às 07h00 e já eram 6h55, sendo assim sai voando até o encontro da plataforma.
O que eu não contava era esbarrar com alguém durante esse trajeto e que o meu precioso Macchiato fosse pelos ares, ou melhor, para a camisa do rapaz que eu esbarrei.
– M-me desculpe! – eu gaguejei. Odeio quando isso acontece- Ai meu Deus! Eu sinto muito mesmo! Eu não tinha a intenção de... de...
– Tudo bem, acidentes acontecem... — ele tentou me tranquilizar. O que só aumentou o meu pânico, pois eu percebi que havia derrubado o café em uma camisa de linho que parecia caríssima.
– Olho eu sinto muito mesmo! — eu falava desesperada — Eu sou uma desastrada!
Procurei uma solução viável para tentar amenizar a situação e a única que me veio à mente foi tentar secar um pouco do café.
Peguei um lencinho que sempre carrego dentro da bolsa e comecei a passar pela camisa, o que, pelo que pude perceber depois de um tempo, só aumentava a mancha.
– Não precisa – o moço segurou minhas mãos e nesse instante eu voltei meu olhar para o dele, podendo perceber que seus olhos eram tão escuros quanto a noite – eu tenho outra. A culpa foi minha também, eu estava distraído.
Ele se desculpou e depois disso saiu correndo para algum lugar.
O que me chamou a atenção foi uma caixinha de veludo vermelha caída no chão, e que muito provavelmente era dele. Peguei-a na mão e tentei o chamar, mas ele não estava mais no meu campo de visão.
Não tive tempo de procurá-lo, pois quando percebi o metrô já aproximava. Joguei o copo no lixo e fui correndo em disparada até a plataforma.
Notas finais
1º Essa fanfic é a antiga "Tormenta", que eu reformulei.
2º Não fiquem me cobrando postagem porque o Nyah não paga as minhas contas e também não é a minha vida, então antes de ficar xingando e reclamando sobre a demora de atualização se lembrem de que não sou uma máquina de escrever com cérebro.
3º Acho legal que me mandem reviews, não fico implorando para mandarem porque acho isso chato demais, mas sabe, se for para mandar que me mande uma crítica, sugestão ou comentem sobre os capítulos. Eu acho tão desanimante responder reviews em que está escrito somente um "Gostei!" ou "Continuaaaaaaaa...". E quem sai perdendo são vocês porque quando respondo reviews na maioria das vezes deixo 'spoilers' sobre os próximos capítulos.
4º Nunca em nenhuma circunstância reclamem do tamanho dos capítulos! Eu juro que da próxima vez que alguém vier falar "aí o capítulo foi tão curto" eu excluo a minha conta no Nyah, porque uma parte das reviews que recebo nas minhas outras histórias é só pra reclamar do tamanho. O que vocês preferem: capítulos pequenos e sucintos ou gigantes que fiquem enchendo linguiça e que depois vocês tenham que perder tempo mandando reviews dizendo que não entenderam tal parte?
Enfim, era só isso que eu tinha pra dizer, acho bom deixar bem claro no começo da história do que ficar me estressando mais pra frente como aconteceu nas outras fanfics...
Se você não se encaixa nesse padrão então desculpe lhe fazer perder minutos preciosos do seu tempo.
Se quiserem mais Fanfics acessem o meu perfil!
E antes que perguntem, não sei quando sai o próximo, mas não vai demorar!
Beijos :*
Fale com o autor