Encontro inevitável

21 Capítulo 21 - Primeira vez



Eram 08:30 da manhã e Aiyme já estava acordada, pois passaria na Corporação Cápsula para pegar o projeto da Câmara de Gravidade. Ela tinha prometido fazer com que Vegeta se fortalecesse, e promessa é dívida...

Corporação Cápsula

Ela chega até a residência dos Brief e tenta abrir a porta com a senha, mas algo estava dando errado e a porta não se abria, deixando Aiyme nervosa.


Aiyme: Aai que droga, só pode ser brincadeira! O portão está com problemas de novo... – ela então aperta o interfone e é atendida pelo robô.
Robô: Quem é e com quem quer falar?
Aiyme: É a Aiyme, e eu quero falar com o Doutor Brief!
Robô: Só um momento.
Aiyme: Aar... Que saco! – ele bufa e cruza os braços. Logo em seguida ela é atendida, mas não pelo Doutor.
Sra.Brief: Alô, quem está aí?
Aiyme: Sou eu, a Aiyme. Pensei que aquele robô inútil tivesse avisado...
Sra.Brief: Oh, Aiymezinha é você. Não se zangue, meu bem, e entre logo, por favor meu docinho!

A porta finalmente é aberta e Aiyme entra na casa, sendo muito bem recebida pela Senhora Brief, que estava sorridente como de costume.

Sra.Brief: Oh, olá meu docinho, como você está? Fiquei sabendo que terminou com o Yamcha.
Aiyme: É, terminei sim, mas estou bem. Para falar a verdade, nosso relacionamento durou tempo demais...
Sra.Brief: Ora, não fala desse jeito, meu benzinho... Vocês formavam um belo casal, minha querida, e sei que por ter durado tanto tempo deve ter se machucado ao menos um pouco quando terminaram.
Aiyme: Pouco me importa a aparência, e quanto as feridas, elas se curam, e esse mesmo tempo que foi perdido é quem vai trazer a cura...
Sra.Brief: Sim, sim... Tem razão. Agora sente-se meu bem. Vou trazer um chazinho e biscoitos, assim podemos conversar enquanto petiscamos alguma coisa... Ohohoho!
Aiyme: Não precisa, eu...
Sra.Brief: Não se preocupe, já, já estará pronto! – ela interrompe a fala de Aiyme e faz com que ela se sente no sofá da sala.
Aiyme: Ai, mas que coisa... Pelo visto vou ter que esperar esse chá ficar pronto. – ela revira os olhos e cruza os braços. Em pouco tempo a senhora Brief estava de volta, com uma bandeja nas mãos e servindo-a com um pouco chá.
Sra.Brief: Mas e então, meu bem... Como vão as coisas com o bonitão do Vegeta? – Aiyme tomava um gole do chá, e quase o cospe da boca quando escuta essa pergunta, mas tenta disfarçar.
Aiyme: O quê?! Como assim? Ele, ele e eu, nada... Por quê?
Sra.Brief: Ah, meu bem, não se faça de boba! Aquele homem é um partidão... Se eu fosse você, não perderia meu tempo e agarrava ele para mim! Ohohoho... – Aiyme fica vermelha de vergonha, e logo tenta mudar de assunto.
Aiyme: Senhora Brief, eu vim aqui para falar com o Doutor, e não para discutir esse tipo de coisa. Por favor, tem como chamá-lo agora?!
Sra.Brief: Sim meu bem, já vou chamá-lo. – ela então grita pelo seu esposo – QUERIDO, A AIYME ESTÁ AQUI, VENHA FALAR COM ELA!
Aiyme: Se soubesse que iria berrar desse jeito, eu a teria poupado de chamá-lo e gritava logo por ele de um vez... – pensamento.
Sra.Brief: Só um minutinho, ele já deve vir... E enquanto isso, meu bem, conte como vai seu coraçãozinho. Por mais que aparente estar bem, eu acho que tem muita coisa a ser resolvida no seu interior.

Fale o que quiser, a senhora Brief pode ser bem “desligada”, sorridente demais, alienada, aparentemente boba... Mas mesmo assim, ela sabia perceber os sentimentos das pessoas, e isso era um dom. Aiyme não tinha como esconder dela seus sentimentos, por isso ela apenas concorda com a senhora Brief.

Aiyme: Hunf... Acho que a confusão e o estresse ao se tratar de alguns assuntos estão me matando aos poucos. – sua voz sai um pouco abatida, mas ainda assim se mantinha rígida.
Sra.Brief: Oh meu docinho, já sei como te alegrar!! Faça o seguinte... – ela não chega a completar a frase pois Aiyme a interrompe.
Aiyme: Se for dizer para eu me atirar no primeiro homem solteiro e bonitão, a Bulma já me deu esse conselho!...
Sra.Brief: Ohohoho! Não é nada disso, querida. Mas se bem que esse é um bom conselho...
Aiyme: Aar... Se não é isso, prossiga por favor.
Sra.Brief: Ah sim, eu ia dizer para que você relaxe um pouco e tire uma folguinha nesses dias. Sair um pouco vai te fazer bem, você só vive trabalhando e nunca descansa direito.
Aiyme: Meu trabalho é muito importante, e a senhora deveria saber disso, já que trabalho para a Corporação...
Sra.Brief: A sua saúde também é muito importante para mim e também para o seu pai, Aiyme, e você deveria saber disso. Cuide-se e procure esclarecer e resolver esses problemas que passam pela sua mente, minha querida. Pense nisso... – a senhora Brief recolhe a bandeja e sai da sala, pois o Doutor já chegava para tratar de assuntos científicos com ela.
Dr.Brief: Olá Aiyme! Apareceu bem cedo, pensei que estaria dormindo a essa hora.
Aiyme: Não, Doutor, eu acordo cedo sempre. Tenho insônia na maioria das vezes... Por acaso eu acordei o senhor?
Dr.Brief: Não, não... Eu também acordo cedo e estava trabalhando.
Aiyme: Trabalhando tão cedo assim... E no que é dessa vez, Doutor?!
Dr.Brief: Ah meu bem, eu resolvi ajudá-la com essa sua criação para o treino de Vegeta. Em vez de te dar apenas o projeto da sala de gravidade, eu já fiz a máquina central geradora do campo gravitacional. Com isso, a única coisa que falta é a estrutura para comportá-la e já pode ser utilizada.
Aiyme: Hunf! Nada bobo o senhor, não é mesmo, Doutor Henri Brief... – ela fala com um sorriso de canto – Prefere ter mais trabalho me dando o peixe do que me dando a vara para eu pescar o meu próprio...

Dr.Brief: Hehehe... Você é esperta mesmo, não é, Aiyme...
Aiyme: De qualquer forma, agradeço muito, Doutor. Isso já ajudará bastante no meu projeto, mas o que o senhor não sabe é que eu não farei como a sala original que você fez... Meu objetivo é criar uma câmara de estrutura muito mais resistente, que possa suportar maior pressão e o peso da gravidade. Vou ter que mexer e recriar tudo o que estiver aqui, aumentando a potência. Acho que posso aperfeiçoar a sua criação, Doutor...
Dr.Brief: Ora minha querida, eu sei que pode. Claro que pode... Não tenho dúvidas disso.
Aiyme: Certo. Então eu já vou indo, e obrigada pelo presentinho! – ela segurava a cápsula que continha o gerador de gravidade em uma das mãos, acenando para o Doutor, de um modo debochado que só ela sabia fazer.
Dr.Brief: Ai, ai... Essa menina não tem jeito mesmo, sempre me surpreendo com ela! E eu achando que era esperto... Hehehe.

Aiyme entra em sua nave e vai em direção à sua casa, mas enquanto não chegava, durante o trajeto ela pensava naquilo que a Senhora Brief havia falado...

Aiyme: Será que eu devo parar um pouco e descansar? Já faz tanto tempo que não descanso de verdade. A última vez foi quando eu tinha 21 anos... – ela suspira pesadamente – Acho que não agora, mas quando terminar essa Câmara de Gravidade, eu vou sair um pouco, já está decidido. Pretendo ir atrás de respostas e também de um pouco de paz para minha vida. Ou do caos total, dependendo do ponto de vista...

Ela já estava decidida do que fazer, mas para onde Aiyme iria? Seja para onde for, esse lugar a traria respostas, sejam elas boas ou ruins.
Seus pensamentos foram logo cortados e não deu mais tempo dela continuar a pensar sobre seu tempo livre, pois logo já tinha chegado em casa e tinha muito trabalho pela frente. Haviam motivos reais e concretos demais para ela permanecer nos seus devaneios, incluindo um certo saiyajin para quem ela construía a Câmara de Gravida. O mesmo homem de lábios convidativos, físico esculpido em músculos e mãos fortes, as quais lhe apertavam com tamanha vontade na noite passada...

Aiyme: Aar... Isso não é hora de pensar nesse tipo de coisa! A Câmara, a Câmara, Aiyme! Se concentra. Droga...

Aiyme sempre foi muito dedicada ao trabalho, e naquele caso não seria diferente. Ela passou horas e horas naquele laboratório, seus esforços renderam e em apenas três dias ela tinha conseguido criar a tecnologia para aumentar a potência do campo gravitacional, chegando a uma gravidade de até 400 vezes maior que a da Terra. O local para colocar esse gerador de gravidade já tinha sido criado, e para uma maior segurança, ela optou por uma pequena nave sem nada em seu interior, apenas o painel de gravidade e paredes que suportassem esse peso de 400G.
Nesse tempo que ela passou construindo a Câmara, Aiyme mal havia visto Vegeta. Parecia até que eles tinham se esquecido por esses três dias, mas logo eles iriam se encontrar, pois Aiyme faria a entrega da Câmara de Gravidade.

Cozinha da casa de Aiyme


Vegeta estava na cozinha e abria a geladeira à procura de algo para comer. Ele retira uma maça e dá uma mordida, e quando fecha a porta da geladeira, dá de cara com Aiyme, que chegava na cozinha naquele exato momento.

Aiyme: Vegeta, que bom que te encontrei, preciso falar com você. – e no instante que ela diz isto, sua barriga ronca alto – Mas primeiro tenho que comer alguma coisa, faz tempo que não como algo decente... – ela corre desesperada em direção à geladeira e retira de dentro dela diversos condimentos, montando vários sanduíches com eles.
Vegeta: Hunf! É claro que está com fome, passou os últimos dias trancafiada naquele maldito laboratório! – ele dizia com a cara fechada e ar de desdém.
Aiyme: Hum... Pafa de xer xato... – Aiyme estava com a boca cheia e mal se entendia o que ela estava dizendo, então ela dá um tempo e o responde após ter engolido a comida – Glung! Para de ser chato. Eu estava lá naquele laboratório por causa de você! É... Quer dizer... – ela fica um pouco sem graça e logo conserta a frase – Eu estava lá por causa da Câmara que eu disse que ia construir para você.
Vegeta: Hunf! – ele que estava mal humorado de início, logo deixa sua carranca de lado para dar lugar a um riso malicioso e olhar provocativo – É bom saber que você ficaria em lugares fechados durante tanto tempo por mim...
Aiyme: Ora, seu... – ela para e não completa a frase – Se quer ver o que eu fiz, me acompanhe logo, porque deu muito trabalho pra fazer esse negócio!
Vegeta: Vai na frente, mulher... – ela então passa por ele e vai o guiando até a parte de fora da casa, e enquanto andavam, Vegeta tinha uma vista privilegiada da parte de trás do corpo de Aiyme, e ele olhava sem nenhum pudor...

Quando chegaram no quintal da casa eles se deparam com uma nave esférica, não muito grande, mas com espaço suficiente para se treinar lá dentro.

Vegeta: Então essa é a tal Câmara de Gravidade na qual você gastou tanto tempo?... – diz ele, analisando o lado de fora da nave de cima a baixo.
Aiyme: Espero que tenha gostado da aparência, não é muito grande, mas dá pro gasto... – ela faz uma breve pausa até soltar um comentário – Isso pode servir tanto para a nave como para mim mesma... Acredito que a vista seja boa, porque pela forma que estava me secando, não precisava nem estar de frente para saber onde que você estava olhando. Ainda bem que olhar não arranca pedaço, porque senão já estava sem bunda...
Vegeta: Hunf! – ele nada diz, apenas fica calado e de braços cruzados, voltando com sua cara mal humorada.
Aiyme: E então, não vai querer testar a Câmara? – ela estranha um pouco sua atitude e a falta de interesse no objeto. Aiyme recriminava-se por pensar ter dito uma besteira e tê-lo deixado aborrecido, mas logo em seguida ele a responde, tirando esses pensamentos de sua cabeça.
Vegeta: Não. Tenho uma ideia melhor do que fazer nesse exato momento... – o sorriso sacana de Vegeta delata sua intenção.
Aiyme: Vegeta... – ela se assusta com a aproximação repentina dele.
Vegeta: Hunf... Mulher, aposto que você quer isso tanto quanto eu... E a propósito, respondendo sua pergunta, a vista não é boa... Ela é ótima! – ele passa a mão por suas coxas e em seguida a ergue, segurando em sua bunda que tanto olhava minutos atrás. Aiyme apenas entrelaça as pernas ao redor de Vegeta e se segura em seus ombros para apoiar-se – Se vendo já era bom, tocando é melhor ainda... – ele solta um gemido rouco e enterra sua cabeça no pescoço dela, beijando-a.
Aiyme: Aah... Homem... – ele então para de beijar seu pescoço e passa a olhar para ela. Os olhos de Aiyme percorrem a face do saiyajin e nota que ele se fixava nos seus lábios.

Ele tinha um olhar faminto e selvagem, aproximava-se cada vez mais de onde queria tocar, segurando-a com firmeza e pressionando cada vez mais os seus quadris um contra o outro.
Em frações de segundos eles se beijam e se deixam levar pelas vontades, que há tanto tempo eram reprimidas. Pois mesmo tendo se beijado antes, esse beijo de agora era diferente, era mais bruto, mais voraz, mais urgente... E à medida com que essas carícias iam avançando e ficavam cada vez mais quentes, os dois sentiam o efeito que causavam um no outro. O contado entre seus corpos era preciso, mas somente beijos não seriam capazes de saciar tanto desejo, eles precisavam de mais...

Aiyme: Aah, Vegeta... – ela dizia ofegante e com a voz falha – Hum... Tem certeza disso? Aqui?!
Vegeta: Aqui e agora, mulher. Não vou esperar mais nem um segundo para te ter, Aiyme... – dito isso, ele a coloca no chão e rasga sua blusa, tira-lhe a calça e a deixa apenas com as lingeries.

Naquele momento ele para por um instante e olha para o corpo daquela mulher que estava à sua frente. Ironicamente, Aiyme, que trocava beijos e carícias ousadas com ele segundos atrás, sente o rosto queimar de vergonha pela forma que ele a olhava. Mas mesmo assim gosta dessa sensação, pois nunca, jamais havia sido olhada àquele modo. Nenhum homem, nem mesmo Yamcha em todos esses anos que passaram juntos conseguia fazê-la sentir o desejo puro emanar e fluir, sendo devorada pelo olhar do saiyajin. Parecia que cada parte dela era uma obra de arte, e o conjunto de todas essas obras eram a perfeição em forma humana.
Ela estava sobre o chão frio, mas seu corpo estava tão quente que nem se importava com aquilo, e se por um momento havia tido tempo para sentir a baixa temperatura do piso, logo Vegeta vinha por cima dela para aquecê-la ainda mais...

Aiyme: E então... – ela segura o rosto dele com uma das mãos e olha profundamente em seus olhos, que tomavam um brilho turvo jamais visto por ela antes, que por detrás deles estavam cheios de más intenções... Logo em seguida ela sussurra em seu ouvido e termina dando uma mordiscada no lóbulo de sua orelha – Você vai ficar aí só olhando ou vai fazer alguma coisa?... Deixa eu tirar essa sua roupa... – aquilo era mais que um pedido, era uma súplica da parte dela, que o desejava tanto quanto ele.

Vegeta permite que ela retirasse suas roupas e se divertia com isso. Para ele, vê-la tomar alguma atitude sobre ele, sobre seu corpo, era algo novo e delicioso.

Vegeta: Gosta do que vê?... – ele fala com um tom canalha assim que ela abaixa sua calça e o vê apenas de cueca, que por ser branca, acentuava ainda mais o seu membro, que não escondia sua excitação.
Aiyme: Hunf! Depois que eu tirar isso eu te respondo...

Ela passa os dedos pela borda de sua cueca e aos poucos vai a abaixando. E quando ela a retira de vez, Aiyme morde os lábios e sorri de modo safado ao vê-lo daquela forma. Tão imponente, glorioso e ao mesmo tempo natural. Aquele homem era simplesmente a tentação personificada. Ela não se contém e num impulso acaba subindo sobre ele e tomando conta da situação.

Aiyme: Hum... Agora eu que mando por aqui. – ela se posiciona acima dele e distribui beijos pelo seu abdômen, que enrijecia ao sentir os lábios de Aiyme, que o arrepiavam. Os beijos subiam por seu abdômen, peitoral e pescoço, até chegarem a boca.

Geralmente era sempre ele quem ditava as regras, mas dessa vez tinha encontrado uma mulher tão firme quanto ele próprio e pensa até que talvez possa aceitar isso, mas apenas se puder dividir o controle...

Vegeta: Hmm... – ele solta um gemido rouco, que não conseguiu conter pois já não estava mais aguentando de desejo – Agora é minha vez, mulher. Vou mostrar que comigo não se brinca... – ele sobe por cima dela e a domina, invertendo rapidamente as posições. Seu jeito é mais bruto e também mais apressado, mas isso não impede que seja bem feito...

Segurando seus braços para trás com suas mãos, Vegeta a beijava de modo caloroso e enquanto recuperava o fôlego, lhe dava chupões no pescoço. Certamente um presentinho para que depois que acabassem com isso, ela se lembrasse do que tiveram feito...
Essa brincadeira de poder entre eles era muito excitante, mas também muito perigosa... Como num jogo de azar, aquela relação era tudo ou nada. Ou eles apenas se divertiam, ou não viveriam mais um sem o outro depois disso. Ele então decide apostar todas suas fichas nela, pois em um jogo tão delicioso como aquele, a princípio, ambos os lados saem ganhando...
Os dois desejavam, queriam e não aguentavam mais esperar, então foi dentro daquela nave, naquele chão frio e extasiados de desejo que eles se amaram.
Um sexo voraz, com vontade e sem muita delicadeza. O que eles queriam era se saciar um com o outro, não importando o local ou o tempo que levariam até atingirem seus máximos... Tudo o que importava era o que sentiam e o que faziam naquele momento.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.