Encontro inevitável

13 Capítulo 13 - Cara a cara: o primeiro encontro



No capítulo anterior...

"E nisso, Vegeta ignora as palavras do soldado, porém no corredor ele se depara com Gurdo, um membro das Forças Especiais Gyniuu. E é aí que ele descobre que Freeza não está na nave. Ele havia partido e estava em busca das Esferas do Dragão. Saindo de forma exasperada e pegando da mão do soldado o seu scouter que antes havia pensado que não precisaria, vai para sua pequena nave e parte também rumo à Namekusei.
Vegeta: Esse maldito não pode tê-las! Esse desejo será meu...”

Tanto os terráqueos como o saiyajin, vagavam pelo espaço em direção à Namekusei, e após duas semanas e meia, o povo da Terra chega até o planeta desejado, sendo até antes do praso esperado pois tinham pego um atalho. Era meio turbulento, mas um atalho eficaz.

Interior da nave – entrada na órbita de Namekusei

Aiyme: Vejam só! Chegamos... – e eles avistam um planeta verde, de tamanho relativamente grande, porém bem menor que a Terra quando vista de cima.
Kuririn: Mas já?! Que bom!
Gohan: Puxa...!! Então aqui é Namekusei?!
Bulma: Sim, Gohan. Bem... Eu acho que é...
Aiyme: É, e já estamos entrando em sua órbita... – nesse momento ela dá uma ordem ao sistema por comando de voz – Entrando na órbita namekuseijin, fazer relatório dos compostos minerais do solo e gases da atmosfera. – em menos de um minuto eles têm uma resposta.
Sistema: Solo com minerais fósseis, rico em vitaminas e muito fértil. Nenhuma presença de matérias radioativos em quantidade relevante e ou à exposição externa. Gases componentes da atmosfera não tóxicos e com presença de 47% de oxigênio respirável, propício para respiração celular animal.
Aiyme: Perfeito. Então não teremos nenhum problema em relação a isso. – novamente ela fala com o sistema – Permitido o pouso no solo de Namekusei.

Eles então aterrissam e a nave abre a porta para que eles saiam de seu interior.

Bulma: Ah! Finalmente, terra firme, planeta, solo... – ela se joga no chão.
Aiyme: Como você é dramática! Só ficou 19 dias dentro da nave...
Bulma: Mesmo assim! Você não entende que... – Bulma é impedida de continuar falando, pois Kuririn chama a atenção.
Kuririn: Ei!
Bulma: Kuririn, não me interrompa, tá ouvindo?!
Kuririn: Espera, Bulma, é sério...
Bulma: Ãmm? O que foi?! Por acaso é algum tipo de perigo?? – ela fica com medo e se encolhe atrás de Kuririn.
Kuririn: Sentiu isso, Gohan?
Gohan: Sim, Kuririn. Esses Ki's...
Aiyme: O que tem? Por acaso acham que são uma ameaça? – ela fala sério naquele momento, sem deboches.
Kuririn: Não sei...
Aiyme: Podem ser dos nativos daqui. Por enquanto não vamos nos preocupar, mas é melhor estarmos atentos...
Kuririn: É... Tem razão.

Ao pisarem no solo daquele planeta, foi possível se sentir a presença de Ki’s muito poderosos, que eles pensavam ser dos namekuseijins. Mas a verdade era que Freeza e seus homens já estavam por lá, e para piorar, com cinco das sete Esferas do Dragão...

Aiyme: Bulma! Me dê o Radar do Dragão para localizarmos as esferas.
Bulma: Ah, sim! Tome, aqui está... – ela entrega o radar, e Aiyme logo o ativa. Mas sua expressão não era nada boa, parecia ter visto algo ruim – Ãmm? O que foi, Aiyme, tem alguma coisa de errado? O radar não está funcionando??
Aiyme: Não, Bulma, o radar está funcionando perfeitamente, e isso que me preocupa...
Kuririn: O quê? Como assim?! Não entendi... Explica isso direito, Aiyme.
Aiyme: Melhor que isso, vejam vocês mesmos. – ela mostra a eles a tela, que avisava a presença das esferas no planeta. Mas o mais estranho era que cinco delas se encontravam reunidas num mesmo ponto.
Bulma: Não pode ser. Deve ter algo errado com isso!
Aiyme: Não, não tem. Você mesma testou ele antes de partirmos da Terra. Isso só pode significar que tem mais alguém reunindo as esferas. Não estamos sozinhos...
Kuririn: Arr... Só pode ser aquele maldito saiyajin! Mas, como ele se recuperou tão depressa?! E como chegou antes de nós?...

Como a nave de Vegeta era menor que a de Aiyme, Bulma, Kuririn e Gohan, ele chegou mais cedo que eles no planeta, mas não tinha sido o saiyajin quem reunira as esferas...
Tendo a diferença de apenas dois dias, ele encontra logo de cara com um dos homens de Freeza, Kiwi, com quem tinha uma certa inimizade, e acabou podendo acertar as contas... E não só com ele, outros soldados mais poderosos, que antes tinham um poder de luta superior ao seu, agora imploravam pela sua vida...

Dodoria: Não, Vegeta! Me solte, por favor... Não me mate, Vegeta!!
Vegeta: Hum... E por que eu deveria poupar sua vida, verme?! – ele o segurava com os braços para trás e o puxava cada vez mais, causando uma dor intensa.
Dodoria: Porque... Porque eu sei uma coisa sobre seu planeta que te interessará!!... Me solte por favor e eu te conto!
Vegeta: Ãmm? Sobre meu planeta... – e ele afrouxa os braços de Dodoria, fazendo com que ele se soltasse – Ande, agora me diga o que sabe sobre o planeta dos saiyajins. E é bom que seja algo relevante se não quiser perder a vida!
Dodoria: É sim, Vegeta. Eu garanto...
Vegeta: Então diga de uma vez, verme. – ele tenta aparentar desinteresse no assunto, mas seu coração palpitava ao falar sobre o Planeta Vegeta, lugar onde nasceu e que um dia iria governar.
Dodoria: Bem... Lembra-se de quando lhe foi dito que o Planeta Vegeta fora destruído por um meteoro que se chocou com ele?
Vegeta: Claro que me lembro, seu imbecil. Mas, o que isso tem a ver? Não tem nada de nova nessa informação! Vou acabar com você de uma vez por todas, só está me enrolando... – Vegeta prepara o ataque, mas é parado por algumas palavras que Dodoria diz.
Dodoria: Espere! Isso não é o que ia te falar. A verdade é que essa história contada a você é mentira!
Vegeta: Ãmm?...
Dodoria: Todos esses anos, Freeza lhe escondeu a verdade de que seu planeta fora destruído por ele, por temer a revolta dos saiyajins e por um acaso não o matou também...
Vegeta: O quê?! – ele paralisa por dentro. Seu cérebro não consegue processar bem a informação recebida.
Dodoria: ...Por algum motivo, ele sempre teve apreço por você. E, mesmo assim, você virou as costas para ele e o traiu. Sua maior sorte foi que o Grande Freeza tenha lhe poupado a vida, mas isso foi um erro. Erro esse que ele logo irá reparar!!... – ele apenas dá um sorriso cínico e discreto. Logo em seguida se pronuncia.
Vegeta: Pena que eu não serei tão piedoso com você como ele foi comigo... – um olhar sinistro é lançado em direção a Dodoria e um ataque mortal é disparado, retirando a vida do infeliz.
Dodoria: O quê?! Não...!!! – e não se restava mais nem sinal do soldado depois do ataque desferido pelo saiyajin.
Vegeta: Essa foi uma das únicas coisas que segui fielmente em relação a Freeza: não ter piedade por seus inimigos... – e ele deixa o local, seguindo seus planos de encontrar as Esferas Do Dragão.


Não demorou muito tempo para que eles tivessem a certeza de que Vegeta também estava lá, deixando os seus rastros de sangue, atos bárbaros e com o Ki inconfundível, que havia aumentado consideravelmente desde que esteve na Terra. E, além de terem noção da presença dele no planeta, lhes foi avisado por meio do Senhor Kaio, que, Freeza e seus capangas eram quem estavam lá também em busca das esferas. E se achavam que o saiyajin era uma grande ameaça, não tinham a mínima noção do quão perigoso e poderoso era Freeza...
Uma hora eles iriam se esbarrar em meio àquele lugar, que não era tão grande. E em um certo dia houve o inevitável encontro entre eles, que nesse caso não foi com Freeza, para a sorte dos terráqueos. Esse fora com o saiyajin. O primeiro encontro feito pessoalmente entre Aiyme e Vegeta...

Namekusei – lado externo da caverna

Vegeta: Me entregue a esfera, terráquea.
Bulma: Não vou te entregar nada, nós tivemos muito trabalho para consegui-la!
Vegeta: Aproveite enquanto pode, eu estou de bom humor... Vou falar apenas mais uma vez. Me entregue a esfera e quem sabe eu te deixo com vida.
Bulma: Aai... Na-não... – Bulma tremia de medo e recuava, porém não entregava a esfera. Então de repente se escuta uma voz ao fundo.
Aiyme: Vá para dentro.
Bulma: A-Aiyme...?! Você por aqui? Pensei que estivesse... – ela a corta.
Aiyme: Ande logo, vá para dentro e não me conteste.
Bulma: Mas...
Aiyme: AGORA! – ela ordena – E antes de ir, me entregue essa esfera.
Bulma: O que você vai fazer??
Aiyme: Não é da sua conta. Faça logo o que eu mandei e saia daqui!

Nisso, Bulma obedece a ordem que lhe foi dada e entra na caverna para se esconder. Após isso, Aiyme enfrenta Vegeta cara a cara.


Aiyme: Era isso aqui que você queria, não é?? – ela segurava a esfera em suas mãos e logo depois a erguia, para que em seguida jogasse em direção a Vegeta – Tome. Aí está a esfera, é sua.
Vegeta: O quê?! Você vai me entregar a esfera assim tão facilmente?... Achava que seria mais difícil tirá-la de você do que daquela garota escandalosa. Mas pelo que vejo, me enganei... Ela parece ser mais insistente que você. – o deboche em sua voz era quase que palpável, e seu sorriso cínico plantado no canto da boca irritava Aiyme num grau extremo, pois aquelas eram algumas das manias dela própria.
Aiyme: Hunf! Não pense que eu estou te dando a esfera assim de graça porque é de meu agrado. Só estou te entregando porque por mais que você seja odioso, prefiro que as esferas fiquem com você do que com Freeza... – dizia a frase com certo desprezo e deboche.
Vegeta: Ora, mas como você é insolente, terráquea. Tenho sido generoso ao te manter viva até agora e você me chama de odioso! – ele se irrita no começo, mas depois resolve testá-la – Por acaso não tem medo de morrer? Se eu quisesse, te matava aqui e agora mesmo... – nisso ele forma uma pequena bola de energia na ponta de seu dedo indicador.
Aiyme: Sei disso. Você tem poder mais do que suficiente para fazer isso, porém se quiser me matar, que seja breve. Se acha que me sujeitarei a alguma humilhação, está enganado. Tenho acima de tudo o meu orgulho e dignidade... – ela mantinha-se imponente, mesmo admitindo a inferioridade em relação a ele.
Vegeta: Hunf! Como é valente... Mas vamos ver até onde vai essa valentia toda. – pensamento – Hum... Então quer dizer que eu posso te matar? – dizia, de modo cínico e analisando os seus movimentos.
Aiyme: Hunf! Seria uma honra... – dizia debochada e mantendo sua pose firme. E, sarcasticamente dava um sorriso de canto – Prefiro morrer pelas suas mãos, do que pelas de Freeza... – agora ela falava com seriedade, e encara profundamente os olhos de Vegeta. Nesse momento ele desfaz a bola de energia e sai voando de lá.
Vegeta: É seu dia de sorte, aproveite ele.

Ao vê-lo sair sobrevoando o céu, ela permitiu que o ar que prendia em seus pulmões fosse solto pelas suas narinas, e percebendo que toda sua estrutura estava tensa apenas depois de sentir seus músculos descontraírem. Ela nunca tinha sentido uma sensação daquelas como a sentida naquele momento. Uma mistura de medo, raiva, tensão, e... atração?! Tinha algo naqueles olhos que faziam com que atraíssem a sua atenção, pareciam familiares de algum modo...


Aiyme: Aah... – suspirava aliviada – Não acredito que ainda saí viva dessa... Como pude ser tão imprudente?! Nunca senti uma sensação tão estranha assim. Parecia que aqueles olhos me eram familiares. Tão penetrantes, intensos, profundos... – ela refletia e olhava para o céu, tinha um olhar perdido na imensidão azul, buscando sabe-se lá o que. Quem sabe, uma parte dela mesma que foi perdida em algum momento de sua vida, e que aquele homem a trazia de volta...


Após deixar o local onde estava, Vegeta pensa em como foi confrontado por aquela mulher que estava a sua frente, olhando diretamente em seus olhos. Geralmente poucos se atreviam a olhá-lo nos olhos daquela forma com que ela fez. E esses sempre eram mortos por ousarem encará-lo àquele modo. Aiyme foi a primeira a sair com vida em todos esses anos. Aliás, a segunda. Havia apenas mais uma a qual tinha o encarado daquela forma, mas naquela época ele era apenas uma criança...


Vegeta: Hum... É muito corajosa essa mulher. Mesmo sendo tão fraca, ousa desafiar-me dessa forma. Ainda por cima diz que prefere morrer pelas minhas mãos... Essa foi a primeira que tanto se atreveu a me confrontar e sair viva. Parece que tinha algo naqueles olhos que me era familiar... Mas não consigo entender... Parece até que já havia os visto antes... – de repente ele volta de seus devaneios, pois eles pareciam que estavam o levando a um caminho errado e sem nenhum sentido – Ora, isso não importa! Já faz muito tempo, é impossível... Pelo menos consegui a última esfera que me faltava. Agora poderei realizar meu desejo e me tornar imortal!!

Vegeta comemorava vitória, pois havia roubado as cinco esferas que Freeza tinha reunido. Porém, não sabia que Gohan havia pego uma das esferas que ele tinha escondido, sendo assim, seu desejo não seria feito. E Aiyme já sabia disso, por esse motivo entregou tão facilmente a esfera para Vegeta, já que com apenas seis das esferas elas se tornariam inúteis. Apenas as sete reunidas poderiam efetuar o pedido ao deus dragão...