Notas iniciais
Gente desculpem a demora eu vou continuar a fic sim, mas a net não colaborava comigo e finalmente consegui!! kkkkkk desculpem

Acordei no outro dia, e sentindo a maciez da cama, e por uma fração de segundo, tive a sensação de estar na floresta encantada, e que tudo não passara de um sonho. Mas abrindo os olhos devagar, e olhando em volta, me encontrei no mesmo quartinho de antes, agora mais claro pela luz do sol que passava pelo estreito da cortina entreaberta, suspirei fundo tentando manter a calma, e pensar em alguma solução. Me levantando , e com um simples movimento da mão, todo o quarto se organizou em meio á nuvem roxa, e eu estava com uma nova roupa em cima da cama, que eu vestiria após um banho, e que eu não pretendia ser rápida. Entrei na banheira, relaxando, e me sentindo bem por conseguir uma dessas novamente, coisa que sempre gostei, mas que resolveram não evoluir no castelo de Snow. Essas banheiras sempre me deixavam maravilhosamente bem, já que conseguia pensar ali, e agora eu tentava pensar em alguma solução plausível para o que estava acontecendo, mas pela falta de experiência, nada vinha a minha mente. Deixando minha cabeça cair para trás e fechando os olhos, resolvi só relaxar dessa vez, e lembrar de tudo que aconteceu, para eu achar alguma coisa diferente... foi quando me lembrei dos buracos, os 3 buracos estranhos que tinha me deparado antes de cair aqui.

Depois do banho resolvi sair pela cidade, ver com o que estava lidando ali, para conseguir um meio de voltar para casa. Então, da mesma maneira que Rumple me devolveu , joguei a mão para trás, sobre o ombro, e puxando da nuvem roxa, o livro que uma vez era de minha mãe, que poderia ter uma solução para esse problema, ou se não ao menos uma explicação. Pegando o livro, me dirigi até uma escrivaninha ali perto, e sentada na cadeira giratória ali, fui folheando as paginas a procura de algo semelhante, alguma palavra que me fosse familiar. Até chegar a uma pagina especifica, que não dava feitiços, ou alguma solução plausível, mas explicava sobre dimensões e chamou minha atenção... acho que nem ao menos podia dizer que explicava, mas dava uma previa sobre isso. Mesmo assim, aquilo era muito básico, e não conseguiria soluções desse jeito. Então saí de casa com o mesmo objetivo, e seguindo pelas ruas destruídas, e quando passei por uma pequena lojinha que dizia ser de magia, imaginava Gold, com aquela loja tão pequena e simples como a dele, afastei aquele pensamento imaginando o quão ridículo deveria ser a magia neste lugar, mas vendo o mostruário, vi um livro de capa de couro marrom, com o titulo “Dimensões” em tecido azul e, sem muitas opções, resolvi entrar na lojinha. A mesma me lembrava novamente a lojinha de Gold, tendo varias bugigangas para todo lado, coisas sem o menor sentido para acumulo, e uma dor em meu coração começou a corroê-lo ao pensar em meu velho amigo, mas logo ignorei e segui loja a dentro, me deparando com uma senhora, de cabelos brancos, que agora estava de costas para mim, mas quando encostei a porta, fechando-a, a senhora virou para mim rindo... ela me lembrava a Granny, aparentava certa idade mais avançada, e tinha olhos escuros, e a cara doce, que transmitia certa segurança;

–Olá ... posso ajudar...- ela disse saindo de trás do balcão e caminhando pelo corredor estreito, até chegar mais próxima possível de mim.

–Eu queria um livro daquele da vitrine...- eu disse por fim, apontando para o livro.

–Ah meu bem, esse livro não esta a venda , você pega emprestado...- ela disse fazendo feição de desapontada.- e isso você só lida com a minha filha, Juliana.

–E quando posso encontrar essa Juliana ?

–Ela está viajando, cuidado do enterro do meu ex-marido...- ela disse juntando as mãos, segurando uma a outra.- volta daqui a alguns meses, só... principalmente com essa catástrofe que teve...-ela arqueou as sobrancelhas e soltou as mãos.

–Sinto muito...- eu disse querendo parecer o mais sentida possível.- mas a senhora não pode me emprestar até lá...?

–Não querida, somente minha filha sabe o feitiço para destravar o livro...- ela disse por fim se virando de costas para mim.- e eu não conseguiria nada lendo suas anotações...- ela riu, e foi quando notei que era cega, pelo seu modo de caminhar, de como caminhava firme, mas apalpando tudo, verificando se tudo estava em seu devido lugar. E apesar de não acreditar muito nessas magicas de Nova York, sai de lá convencida que naquela hora não conseguiria nada, e desorientada do que fazer naquela hora fui caminhar pelas ruas destruídas novamente. Resolvi dessa vez, seguir em direção à lanchonete que eu conhecia, uma próxima ao lugar onde encontrei Henry. Era ao estilo antigo, com discos de vinil grudados na parede, as mesas com poltronas vermelhas em volta, e bem no canto, podia-se ver um toca discos por moeda, antigo... gostava desse estilo, apesar de não ser de minha origem, era atrativo. Me sentei em uma das mesas observando o quão vazio estava, tendo só uma pessoa sentada no fundo. Pedi algo diferente que da ultima vez que estava lá, algumas roscas, e café expresso, ótimo para começar o dia. E sentada ali esperando meu pedido, fiquei me perguntando o que aquele livro me mostraria, no que me seria útil tanta espera, mas por enquanto era a única pista que eu tinha... e a única que eu pretendia usar, vi então o homem vestido de preto, se levantar e se aproximar de mim;

–Olá...- disse um homem de roupa preta, e tapa olho , enquanto se sentava. Acenei com a cabeça como resposta.- meu nome é Fury...- ele disse estendendo a mão, e esperando que eu o cumprimentasse coisa que não fiz, então ele trouxe sua mão de volta frustrado.- podemos conversar em outro lugar, senhorita...?

–Regina... Regina Miller...- eu disse me acomodando na cadeira, e imaginando o que aquele pirata queria comigo, e por favor, eu até entendo o gancho de Hook, mas um tapa olho?

–Ms. Miller... eu gostaria de conversar com você em algum lugar mais apropriado...- ele disse, direcionando para um carro que nos esperava do lado de fora, um jipe preto.

–Quem me garante que você não quer me sequestrar? Ou me roubar?- eu disse quando ele me indicara sua mão para que me ajudasse a levantar.

–Algo me diz que você saberia se defender...

–Você está certo... eu consigo..- eu disse me levantando sozinha, afastando sua mão para o lado, e indo para o carro, sem perceber que ele ficou para trás, mas logo tomou seu lugar ao meu lado. O carro, apesar de mostrar ser pequeno por fora, era extremamente confortável, e maior por dentro, tendo o banco revestido de couro preto.

Quando chegamos, parecia um barco extremamente grande, e afastado de toda sociedade, e entrando observei tudo em volta, e nunca tinha notado tudo tão evoluído assim antes, ou talvez realmente eu estava em outra dimensão maluca. Senti um tremor em meus pés, olhando por todo o equipamento e pessoas trabalhando, procurando alguma mudança para o tremor, até ver na gigante janela, o céu... nós estávamos voando, eu cheguei um pouco para trás e esbarrei em alguma coisa, e acabei caindo nos braços de alguém. Me afastei rápido, e me equilibrando olhei o rosto do homem que me segurara, e eu o conhecia, mas me esforcei para lembrar de onde;

–Se não é a feiticeira...- ele disse sorrindo, e aquele sorriso, e jeito sarcástico me deram um click em minha mente, e me lembrei dele, quando cheguei a esse lugar, e não conseguia responder.

Notas finais
Espero que tenham gostado!! Comentem! ^^