Encontro do Destino
6 Capítulo 6
Depois de alguns minutos de beijo nos soltamos e ela sorriu sem graça me soltando.
E: e agora? O que foi isso?
G: outro impulso...eu acho. – disse sem graça novamente.
E: e o que queria me falar? – e ela respirou ainda ofegante.
G: eu queria dizer que...que...
E: eu estou afim de você. – ela tomou iniciativa me olhando como se tivesse
com medo da minha reação ao receber aquela notícia. .
G: você afim de mim? – perguntei sem graça. Comecei a rir de tão nervoso e então achei que era hora de dizer o que eu sentia. – eu também...também acho que...que estou afim de você.
E: você acha? – e ela começou a rir sem graça.
G: não, eu não acho. – e abaixei a cabeça olhando pra piscina. – eu gosto de você.
Ficamos assim parados: eu olhando a piscina e ela poucos metros de distancia, quando ela se aproximou de mim e levantou meu rosto depois me beijou. Estávamos nos beijando quando a mãe dela apareceu no quintal junto com Frank e Mikey cada um com um prato na mão com hambúrgueres.
R: kaham. – fez com a garganta fingindo um pigarro. – odeio atrapalhar, mas o lanche está pronto.
Nos soltamos na hora envergonhados ao ver rose, a mãe dela, ali nos olhando. Frank e mikey nos olhavam assustados e ao mesmo tempo rindo de nós dois.
Quando cheguei em casa Mikey não achou suficiente o que eles, Frank e ele, me zoaram o caminho inteiro, então continuou me zoando no quarto.
M: sabia que você estava afim dela.
G: não sabe falar em outra coisa não?
M: vocês vão namorar?
G: Mikey, não enche. – e ele começou a rir e saiu do quarto.
eu liguei o computador e abri uma pasta chamada “Gee” que continha fotos minhas com a Emily. Abri umas das fotos que eu sorria pra câmera e ela me olhava de rabo de olho. Ri sozinho enquanto observada a foto. E eu não consiga pensar em outra coisa a não ser em Emily.
[visão da Emily]Eu estava no meu quarto rindo sozinha olhando pro teto e lembrando do momento na piscina. Passava a mão nos meus lábios como se fosse sentir ainda os lábios dele no meu. Ai, como foi bom aquele beijo. Não me sentia bem daquele jeito desde quando Paul me pediu em namoro. Fazia tanto tempo que não gostava de alguém. Minha felicidade foi interrompida por alguém que bateu na porta e em seguida a abriu. Era minha mãe. Ela entrou e se sentou na minha cama ao meu lado.
R: tudo bem? – perguntou como quem não queria nada.
E: tudo. – disse me sentando.
R: legal... – e ela ficou olhando em volta sem falar.
E: pode ir direto ao assunto. eu sei que quer perguntar sobre aquilo lá na piscina.
R: bom, na verdade sim. Eu me preocupo com você e não conheço esse garoto e...
E: mãe, não precisa se preocupar. estamos ficando.
R: e você o conhece faz tempo?
E: não. Ele entrou no colégio nesse ano.
R: e como se conheceram?
E: bem... – e lembrei de quando abri a porta do banheiro e ele me olhava assustado com uma arma na mão... – foi estranho...
R: como assim?
E: ah...é que...é...eu o conheci no banheiro das meninas, ele entrou lá por engano e nossa ele ficou tão sem graça quando me viu entrar e...ele era novo lá sabe?
R: ele entrou no banheiro das meninas?
E: é, ele não viu a placa.
R: e ele tava fazendo o que quando você entrou?
E: calma mãe. ele lavava as mãos apenas. E assim começamos a nos falar foi isso... – menti. A mentira mais idiota do mundo, mas parecia ter sido convincente.
R: eu não sei, eu o acho meio estranho...
E: por que?
R: ele tem um olhar meio sombrio.
E: ai mãe para com isso, o Gerard é muito legal e além do mais nós só nos beijamos, isso não quer dizer nada ainda pra você ficar nessa preocupação.
R: ok filha. Você quem sabe. Vou confiar em você, mas espero que não sofra como sofreu com o tal do Paul. – eu revirei os olhos, não estava acreditando que ela estava tocando nesse assunto pela milésima vez. – Boa noite. – me beijou a testa e saiu do quarto.
E: Boa noite mãe.
No dia seguinte tive a surpresa quando recebi um telefonema e ao atender ouvir uma voz feminina do outro lado da linha.
G: Emily?
E: sim, sou eu.
G: não sabia que tinha meu telefone...
E: pedi pro Frank.
G: ah...
E: algum problema?
G: não, claro que não.
E: estou te ligando pra perguntar se não quer sair pra dar uma volta...?
G: ok, mas quem devia fazer esse convite era eu. – ajeitei minha garganta e ela ria do outro lado da linha. – e então, quer dar uma volta por aí? Sair pra algum lugar legal, curtir um ao outro?
E: ok engraçadinho. passa aqui e a gente resolve. Vem lá pras duas e meia.
G: ta.
E: er...tchau.
G: tchau. – e ela desligou.
Duas horas eu já estava saindo de casa para me encontrar com ela. Quando estava chegando a vi saindo de casa.
E: oi. – disse quando me aproximei dela. E nos cumprimentamos com um selinho.
G: tava de saída?
E: na verdade eu ia na sua casa, eu estava nervosa lá dentro, sou um pouco ansiosa...
G: eu também estava bastante ansioso.
E: e então? O que faremos?
G: não sei, me diz você. Não moro tanto tempo aqui, o que tem de bom?
E: podemos ir ao cinema, o que você acha?
G: perfeito.
Entramos no carro dela e fomos pro cinema que não ficava tão longe dali. Eu pensei que ela fosse escolher um filme de romance, mas ao invés disso ela escolheu de vampiros, não sei se foi pra me agradar, mas foi uma ótima escolha.
O filme começou e as luzes se apagaram, eu estava nervoso e percebi que ela também. Bebia meu refrigerante e de vez em quando olhava de rabo de olho pra ela que olhava atentamente pro filme, mas acho que ela não aprestava atenção mesmo olhando pra tela. Quando foi um pouco depois coloquei meu braço no apoio da poltrona e nossas mãos se encontraram por iniciativa dela. Fiquei sem reação e apenas apertava aquelas mãos macias que ela tinha. Ela acariciou a minha mão então resolvi encara-la, ela me olhou e sorriu e eu tomei iniciativa e a beijei.
Eu estava mesmo gostando do filme, mas não aprestei atenção em mais nada depois que começamos a nos beijar.
Após o cinema fomos pra uma pracinha que ficava em frente e nos sentamos cada um em um balanço. Ela chutava a terra e olhava atentamente para seus pés e eu ficava olhando-a fazer isso. Ela olhou pra mim e sorriu sem graça.
E: que foi?
G: ta calada...
E: você me deixa tímida.
G: eu? Por que?
E: não sei...nunca me senti assim com ninguém antes. E quando estou perto de você eu tenho vergonha...
G: você também me causa isso.
E: por que?
G: também não sei...
E: minha mãe veio conversar comigo ontem sobre você, ela está preocupada... – tentou puxar conversa.
G; por que?
E: por que uma vez sofri por causa de um cara...
G: e quem era esse cara?
E: o Paul. – disse olhando pro chão depois me encarou.
G: o que ele fez?
E: ah, ele me fez sofrer. Me traiu...
G: ele não tem cara mesmo que preste...
E: mas quando a gente gosta, a gente nem percebe...
G: você ainda gosta dele?
E: não... – falou ela fazendo cara de nojo.
G: tem certeza?
E: assim...eu gosto dele, mas só como amigo. Agora estou gostando de outra pessoa.
G: e quem é?
E: você. – ela me encarou. Eu não resisti e me levantei puxando-a pelo braço e a beijei.
E: ela não chamou minha atenção, só comentou Gerard...preocupação de
mãe..
G: ta bom. Então, ela comentou?
E: só perguntou por que eu tinha chegado tão tarde.
G: e o que você disse?
E: disse que fomos ao cinema e depois ficamos conversando um pouco.
G: ontem foi ótimo. – disse acariciando o rosto meigo dela.
E: também achei. – nos beijamos. – só tem uma coisa que está faltando...
G: o que é?
E: você cantar pra mim. – disse fazendo cara de pidona. – você nem me
mostrou ainda como você canta.
G: nem pensar.
E: por que não?
G: tenho vergonha.
E: vergonha? Mas se você vai ter que cantar pra um monte de gente...
G: eu sei...mas...
E: tem vergonha de mim? – disse ela me beijando.
G: ok, de noite eu venho te buscar.
E: e pra onde vamos?
G: pra um karaokê.
E: brincou.
G: sério.
E: vai cantar pra mim? Jura? Mal posso esperar.
Ficamos namorando mais um pouco e depois fui embora pra me preparar pra noite.
Antes de passar na casa da Emily eu fui na casa do Frank e pedi o carro dele emprestado. Depois passei na casa dela.
Logo mais...
G: oi.
E: nossa, você ta lindo. – disse quando abriu a porta. Fechou a porta e pulou no meu colo. –tá lindo cara.
G: você também. – disse me afastando pra admira-la.
E: obrigada.
G: hoje eu dirijo. Peguei o carro do Frank emprestado.
E: uau. E já sabe pra onde vamos?
G: perguntei ao Frank e ele me indicou um lugar muito bom.
Entramos no carro e fomos pro tal do clube de karaokê. Quando chegamos lá nos sentamos à mesa de frente pro palco.
G: to com vergonha. – disse baixinho.
E: o que? Fala mais alto.
G: eu disse que to com vergonha. – disse no ouvido dela.
E: é sua chance de treinar, quando tiver um público maior não vai poder ficar assim. Vai dar tudo certo. – e me beijou.
G: agora to com coragem. – disse depois do beijo. — eu sou o próximo.
E: arrase! – nos beijamos e subi no palco.
G: ok... – respirei fundo. – essa música eu dedico pra uma pessoa especial que está aqui comigo hoje. – ela me olhou de boca aberta não acreditando. – Emily, essa é pra você. – e eu cantei a música I dare you to move do Switchfoot. No final todos aplaudiram e Emily sorria ao mesmo tempo emocionada com minha apresentação. Quando eu saia do palco ela correu até mim e me abraçou e nos beijamos fazendo todos baterem mais palmas ainda. E: sou sua fã. Você foi ótimo. Eles te adoraram.
G: não é pra tanto.
E: você foi ótimo.
G: obrigado. – e a beijei novamente. Mais tarde a levei pra casa e nos deitamos no capô do carro do Frank, ela com a cabeça no meu peito, e ficamos olhando as estrelas. E: eu adoro olhar as estrelas.
G: eu também. Lá onde eu morava tinha mais estrelas do que aqui. Era a coisa mais linda.
E: sabe onde é bonito ver as estrelas? De frente pro mar. Ficar deitado na areia da praia por horas admirando o céu.
G: deve ser mesmo.
E: você já foi à praia?
G: se fui eu não lembro.
E: nossa, então temos que ir. Você tem que conhecer o mar, coisa mais linda!
G: um dia nós vamos...
E: adorei a dedicatória que você fez pra mim lá no clube. Eu nem acreditei quando ouvi meu nome, nossa! Emocionante. – disse me olhando.
G: eu percebi a cara que você fez, tipo... – e imitei a cara dela de surpresa.
E: ah, eu não faço essa cara não. – disse ela me empurrando.
G: faz sim.
E: ai, faço nada Gerard!
G: ta bom, então faz assim. – e fiz outra cara.
E: piorou.
G: ok, então como você faz?
E: assim. – ela se sentou e fez a cara dela de surpresa.
G: viu? Como eu fiz.
E: não! — eu a puxei pra cima de mim e nos beijamos. – queria que o tempo parasse agora...e ficasse assim: só você e eu. Sabe?
G: por mim também. O tempo ao seu lado passa tão rápido. Se pudesse passava vinte quatro horas do seu lado.
E: e meu pai te mataria.
G: mataria nada. Vou chegar e dizer: e aí sogrão, beleza? E ele vai dizer: pow beleza cara, manda ver. Vai dar o maior apoio.
E: ai como você é bobo.
G: e como você é linda.
E: ó que fofo! Ficamos nos beijando por várias horas até eu resolver ir embora por que ainda tinha que entregar o carro do Frank e no dia seguinte era dia de...ai ai...aula. Putz!
Segunda-feira, aula, ninguém merece. Agora seriam cinco dias acordando cedo, cinco dias aturando professores, cinco dias aturando o Frank falando do meu lado a aula inteira, cinco dias aturando a caminhada de ida e volta embaixo do sol, mas uma coisa boa seria, cinco dias ao lado da Emily. É...eu estava mesmo gostando dela.
Ela não assistiu às aulas, deduzi que estivesse em treinos. Estava rezando pra que a hora do recreio chegasse. Vocês devem saber como é demorada a passagem dos minutos quando você deseja demais que ele passe rápido. Quando deu a hora do recreio eu corri pro lugar de sempre junto com Frank e ficamos bebendo refrigerante e eu observava o corredor que dava pro campo na esperança de vê-la. Foi quando apareceram umas meninas todas de uniforme e no final Emily acompanhada de Maggie, ela apenas nos olhou e depois virou a cara e foi com maggie pra outro lugar sumindo de vista.
F: o que deu nela?
G: não sei.
F: ela nem falou com você. Vocês brigaram?
G: não que eu saiba. Ontem até ficamos juntos.
F: estranho, aposto que é por causa da Maggie.
G: acho que ela não nos viu... – tentei justificar.
F: pode ser...se ela for cega...mas me conta, estão ficando legal?
G: é...está sendo legal. Estamos nos conhecendo ainda...
F: Poxa, torço pra que dê certo pros dois. Ela é super gente boa e você
também. Felicidade pros pombinhos. – ele disse me descabelando todo esfregando a mão na minha cabeça.
Quando foi no final da aula íamos embora Mikey, Frank e eu e ela não apareceu como de costume. De tarde eu fui pro ensaio e estava desconcentrado pensando nela. Quando foi mais tarde e cheguei em casa Donna veio me dizer que alguém tinha ligado. Fui pro meu quarto e me deitei, rabiscava algo no papel quando o telefone tocou e Mikey gritou lá de baixo me chamando.
G: oi. – atendi.
E: Gerard?
G: ele mesmo.
E: tudo bem? É a Emily.
G: oi. Tava sumida hoje...
E: eu? Que nada.
G: não falou comigo na hora do recreio.
E: eu falei sim, você que não deve ter percebido. – dizia meio nervosa.
G: fomos embora e você não veio conosco, ficou conversando com as
meninas e com o Paul do lado de fora do colégio.
E: ah...é que...eu tava ocupada, tinha que resolver sobre os treinos e...
G: ok, não precisa explicar. Sei que anda muito ocupada.
E: que bom que entendeu tudo direitinho.
G: é...
E: Sinto saudades.
G: eu também.
E: eu tenho que desligar. vou ensaiar mais um pouco... Beijos. espero te ver amanhã. – e desligou.
No dia seguinte aquilo se repetiu e eu já estava achando bem estranha a atitude dela, não falava comigo quando estava com as amigas, me ignorava totalmente. Quando foi de tarde novamente ela me ligou.
G: olha só Emily foi bom ter ligado pra gente resolver umas coisas... – eu já estava irritado com aquilo.
E: resolver o que?
G: se não quer mais ficar comigo tudo bem, mas fala logo e acabamos logo de uma vez.
E: o que está dizendo? É claro que eu quero ficar com você. Eu gosto
muito de você.
G: não é o que parece. Não fala comigo há dois dias, me ignora...
E: está falando bobagens Gerard, só estou sem tempo. Tente ser um pouco compreensivo comigo. Prometo que no final de semana eu fico com você.
G: final de semana não Emily, quero que fale comigo na hora do recreio amanhã...
E: não sei se será possível.
G: por que não?
E: estarei ocupada com treinos.
G: estou começando a achar que está com vergonha de mim por causa de seus amigos.
E: não, mas...mas que coisa mais estúpida o que pensou.
G: será mesmo?
E: ok Gerard, vou desligar antes que a gente discuta. Tchau. – e bateu com o telefone.
Quando desliguei e me virei dei de cara com Donna que ouvia toda a conversa.
D: brigas com a namorada?
G: anda ouvindo demais.
D: não faz assim...porque não traz ela pra eu conhecer?
G: pra que?
D: sou sua mãe.
G: minha mãe está morta. – e subi as escadas deixando-a parada na sala pensativa.
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