Encontro Com O Acaso!
3 Capítulo 2
Notas iniciais
Bella
Tomei um banho demorado tentando enviar a tristeza e a angústia para o ralo, junto com a água que escorria do chuveiro, era uma luta difícil, na minha cabeça uma enxurrada de emoções, pensamentos, um sentimento terrível de falha, de perda. Mas de uma coisa estava certa, não foi por minha culpa que as coisas ruíram dessa forma, havia feito de tudo para fazer o casamento dar certo.
Saí do banheiro, enxuguei meu corpo sem pressa, passei hidratante, deslizei o vestido escolhido por meu corpo, um que me deixava linda e sexy, hoje iria me acabar de dançar, hoje extravasaria minhas tristezas, sem me poupar nada.
Vestido vinho de um ombro só, sapatos pretos altíssimos, brincos cumpridos, cabelos soltos e uma maquiagem simples, mas perfeita para a noite, carregada nos olhos, mas apenas um gloss na boca. Linda e perfumada desci ao loby do hotel.
— Por favor, gostaria de uma informação, qual o melhor lugar para dançar, o mais badalado do momento na noite caribenha? — Perguntei ao mensageiro do hotel, ele me olhava com um misto de admiração e desejo, vi que tinha acertado no look.
— Ah claro, lhe indico a Mist, é a boate mais badalada da cidade, a senhora quer que eu chame um táxi? — Perguntou solícito, assenti sorrindo, ele me acompanhou a entrada do hotel, onde abriu a porta do táxi, avisando ao motorista o meu destino.
A boate era próxima do hotel, dez minutinhos e estávamos a sua frente, ainda no interior do táxi pude perceber que o lugar estava fervendo, muita gente bonita transitava a sua frente. Paguei ao taxista, respirei fundo e desci do veículo, essa noite iria me divertir, esquecer nem que seja um pouco, o desastre do que havia se tornado meu casamento.
Entrei na boate e havia um mundo de pessoas em seu interior, ela era dividida em vários ambientes, o som era de ótima qualidade. Já balançando meu corpo de acordo com o ritmo da música tocada me dirigi ao bar, um drink era tudo o que mais precisava no momento, não queria ficar bêbada, mas uma bebida seria essencial para dar uma sacudida.
- Um Dry Martine, por favor! — Pedi notando o quanto o garçom era bonito, loiro, olhos azuis, e uma enorme tatuagem cobrindo todo seu braço esquerdo, Rose ia amar o tipo, pensei com um sorriso no canto da boca, a espera da bebida.
De posse do drink saí em direção a pista de dança, tocava um mix de músicas altamente dançantes e alegres. Soltei meu corpo enquanto esvaziava a mente, focando apenas na música, em curtir a noite, várias músicas começavam e terminavam e eu ainda estava lá, me esbaldando, alguns caras chegavam junto para dançar, paquerar, mas não dava importância, esse não era meu intuito, apenas diversão.
Porém alguém chegou a minha frente, tomando minha total atenção, dançando de forma máscula e provocante, muito próximo a mim, me olhando nos olhos, e pasmem, eram os olhos estreitos e negros mais intensos que já tinha visto, brilhavam como duas esferas negras, profundas, vivas, pareciam querer me levar para seu interior. Nossos olhares ficaram presos pelo que pensei ser uma eternidade, mas não havia incômodo, e não passou de segundos, ele me deu um sorriso ao qual avaliei como perfeito, seus lábios carnudos curvados de forma sexy, e diria que até irresistível. Longe do transe que seus olhos me impuseram, pude admirá-lo ainda mais, por completo.
Alto, moreno, do tipo bronzeado, porte atlético, peitoral e abdômen definidos, facilmente notados através de sua camisa preta de malha, cabelos negros, levemente despenteados, olhar penetrante, sorriso encantador, sem dúvidas estava diante de um dos homens mais bonitos que já havia visto.
No primeiro momento não falamos nada, apenas dançamos, um de frente para o outro, nossos olhares se encontrando, a batida ficou um pouco mais lenta, e ele se aproximou ainda mais do meu corpo, me olhando nos olhos, como se pedisse permissão. Segurou em minha cintura, girou meu corpo para que dançasse de costas pra ele, seu peito forte raspando em minhas costas, sua mão grande segurando firme minha cintura, queimando minha pele mesmo sobre o tecido do vestido.
Estava inebriada por sua presença, dançava totalmente entregue, era como se ali, naquele ambiente lotado estivesse apenas eu e ele, era algo louco, mas era assim que me sentia, talvez a bebida já tivesse causado efeito, mesmo tendo bebido apenas uma, e um drink sem grande teor alcoólico.
A música se aproximava do fim, ele girou meu corpo para dançar novamente frente a frente, encarava seu rosto me atendo a seus traços, admirando sua beleza. No meu íntimo sentia um desejo, escutar sua voz, ver se o timbre combinava com aquele homem lindo e sedutor. Sua mão não largou minha cintura, com a proximidade pude sentir seu cheiro, e por Deus, que cheiro delicioso, um perfume amadeirado, másculo, sem dúvida marcante, nunca havia sentindo nada igual, era único.
A música parou e ficamos nos encarando por longos segundos, ele balançou a cabeça, me deu um sorriso lindo, expondo todos aqueles dentes perfeitamente brancos e falou.
— Desculpe a falta de educação, meu nome é Jacob! — Sua voz era rouca, muito rouca, um timbre forte, e eis que combinava perfeitamente com ele, sorri em resposta e falei.
— Bella — Ele se aproximou, beijou minha bochecha, seu cheiro penetrou minhas narinas, seu toque quente queimou minha pele, por um instante prendi a respiração. Aquele estranho havia provocado em mim sensações que há tempos não sentia por ninguém, muito menos por meu marido, que a meses não me dava carinho.
— Aceita uma bebida Bella? — Falou com sua voz rouca, a minha havia sumido, apenas assenti um com aceno de cabeça, ele voltou a colocar a mão a minha cintura, me direcionando ao bar. Sentamos lado a lado em duas cadeiras altas que ficavam na lateral, ele logo chamou o barman.
— O que quer beber? — Perguntou gentil, não conseguia desviar minha atenção de seus olhos penetrantes, que pareciam me enxergar por dentro, era algo surreal, estranho, mas ainda assim não conseguia me sentir desconfortável.
- Um Dry Martine, por favor — Falei e ele fez os pedidos, acrescentando seu whisky .
— Me diga Bella, o que uma mulher linda como você faz sozinha nessa boate? — Perguntou bem próximo ao meu ouvido, pelo enorme barulho, mordi o lábio inferior nervosa, não iria contar o verdadeiro motivo, que meu marido havia me largado aqui sozinha.
— Faço a mesma pergunta a você? — Respondi com outra pergunta, fugindo de dar a resposta constrangedora, ele sorriu de lado e falou.
— Não estou sozinho, estou com alguns amigos do trabalho, mas todos sumiram, creio que estão ocupando seu tempo com alguém mais interessante do que eu.
— Hum... — Foi tudo o que falei bebericando meu Dry Martine.
— Você veio a passeio ou a trabalho? — Voltou a me questionar, não estava gostando de tantas perguntas, não estava a fim de responder nenhuma delas.
— Passeio — Respondi sem muito interesse, voltando a olhar a pista, ele era bonito, mas não estava interessada em ficar falando de minha vida pessoal, melhor voltar a dançar.
— Já vi que não gosta muito de falar de você, então chega de perguntas — Falou me fazendo olhá-lo mais intensamente, era perceptivo.
— Gostei disso — Falei sorrindo, ele me acompanhou. Concluímos nossas bebidas e voltamos a dançar, agora a música era mais lenta, sensual, provocante.
Ele me mantinha o tempo inteiro próxima, suas mãos deslizando por minhas costas, segurando firme em minha cintura, enquanto eu me perdia em seus olhos, de um negro tão profundo, sem contar o cheiro, tão genuíno, inebriante, era algo incontrolável.
Nesse jogo de sedução o vi se aproximar ainda mais, seu rosto estava a centímetros do meu, sabia que era errado, que não devia atravessar essa linha, mas era impossível dizer não ao sentir seu hálito puro e mentolado, ao ver seu olhar de desejo, cobiça.
A centímetros da minha boca ele fez o que eu temia, mas que desejava e muito, roçou seus lábios nos meus, eles eram macios, muito macios, logo se moviam lentamente sobre os meus, e eu me perdi no seu sabor, mergulhando no beijo. Sua língua pediu passagem, logo cedida por mim, e ela invadiu minha boca, quente, molhada, e em movimentos circulares cobria a minha, deslizando lentamente.
Suas mãos continuavam segurando firme em minha cintura, meus braços até então caídos ao lado do meu corpo, foram subindo, uma mão pausada sobre seu peito firme, a outra ao redor do seu pescoço, deslizando entre os cabelos de sua nuca, o trazendo para perto, desejando que ele aprofundasse o beijo, e ele entendeu meu recado. Sua boca agora se movia urgente, enquanto ele me aprisionava em seus braços. Arfava por ar, mas me recusava a separar nossas bocas, me descobri faminta pelo beijo, meu corpo emanando sensações que a meses desconhecia.
Nos separamos ofegantes, lábios levemente inchados, ele me deu um sorriso lindo e eu totalmente envergonhada corei violentamente, não tinha intenção de ficar com ninguém, não era certo, apesar de estar em crise, ainda era uma mulher casada, ele também parecia estar encabulado, mas me olhou de uma forma que achei totalmente fofa e depositou um breve selinho em meus lábios.
— Quer dar uma volta pela praia? — Perguntou ao meu ouvido, sem fala, apenas fiz um movimento de cabeça indicando um sim, já era a segunda vez na noite que ele me deixava sem fala, e isso não era comum a Isabella Swan. Com sua mão em minha cintura seguimos para fora da boate.
Do lado de fora, sem aquela multidão de pessoas, sem o frenesi da música, me senti um pouco envergonhada, havia beijado um estranho, e estava me sentindo cada vez mais atraída por ele, ele me olhava de uma forma tão linda, com desejo, coisa que há tempos não tinha, sentia falta disso, do calor, da pele, desejo, e estava encontrando tudo com ele, Jacob, um homem desconhecido que cruzou meu caminho por acaso.
Caminhamos alguns minutos em completo silêncio, um silêncio um tanto constrangedor, nossos dedos entrelaçados, estávamos descalços, com nossos sapatos nas mãos, ele com sua calça dobrada, caminhando pela areia fofa da praia.
— Vem, vamos sentar ali — Falou apontando para um tronco de coqueiro caído sobre a areia, e sentamos lado a lado.
- Você é muito linda Bella — Falou me olhando profundamente, seus dedos traçando o contorno do meu rosto, eu apenas me concentrava no carinho, sentindo as batidas aceleradas do coração — Você pode até achar estranho, ou duvidar da verdade, mas eu não tinha intenção de ficar com ninguém, não até ver você dançando, tão linda, eu fui atraído até você — Falou agora deslizando o dedo por meus lábios, havia parado de respirar.
Aos poucos ele se aproximou tomando meus lábios em mais um beijo, e foi ali que perdi completamente o controle, esquecendo de tudo, dos meus problemas, ali era apenas eu e ele, Bella e Jacob, sem passado, sem futuro, apenas vivendo o momento, o presente, sem preocupações, no dia seguinte muito provavelmente não iríamos mais nos ver, aproveitaríamos o momento, e isso para mim era perfeito.
Pov. Jake
Essa viagem de trabalho poucas semanas antes do casamento não estava nos meus planos, mas tinha que ir, era importante para o futuro da empresa, então segui para o Caribe, uma semana inteira de reuniões massivas, mas como a própria Leah disse, Caribe é Caribe, independente do motivo de estar lá, o lugar é um paraíso. De acordo com meus amigos Seth, que por acaso é irmão da minha noiva, Paul e Quil, uma boa oportunidade para promover minha despedida de solteiro, longe de tudo e de todos, mas isso não me interessava, sou um homem apaixonado e não penso, e nem quero pensar em trair minha noiva com uma mulher qualquer.
No primeiro dia que desembarquei no Caribe, desci do avião diretamente para a sala de reuniões, no final da tarde, todos foram intimados a ir para uma nova boate, estava cansado, queria dormir, mas o pessoal não me deixou passar a noite de festa, eles partilhavam a mesma opinião dos meus amigos, não só essa noite, mas todas a que estiver no Caribe para eles seria como uma espécie de despedida de solteiro, já que se voltar a esse paraíso mais uma vez já estarei casado, mas eu sabia que eu era apenas o motivo para eles caírem na noite.
Cheguei no hotel, tomei um banho e liguei para Leah, ela não se importava que eu saísse, suas palavras foram: Aproveite seus últimos dias de solteiro...e incentivado pelos rapazes acabei indo com eles para a tal boate. O lugar era badalado, gente bonita, música de qualidade, sentamos na mesa reservada e aos poucos os caras foram "a caça" e eu fui ficando sozinho, até que alguém me chamou atenção.
Uma mulher linda de estatura mediana, pele alva, longos cabelos castanhos avermelhados, que dançava de costas para mim, sozinha, parecia estar em seu próprio mundo, sem dúvida uma das mais lindas dali, passei a admirá-la enquanto ela dançava, louco para ver seu rosto, já que o tempo inteiro ela estava de costas, quando ela virou de frente vi que era muito mais linda do que imaginava, seus olhos eram lindos e hipnotizantes, mesmo ela estando inconsciente do meu olhar. Fiquei inclinado a ir até ela, mas não, não podia, estava noivo e mesmo que todos me incentivassem a ter minha última aventura antes do casamento, não me sentia bem em fazer isso.
Nessa briga entre a razão e o desejo continuava a admirá-la, seu porte pequeno, silhueta magra, mas com curvas na medida certa, rosto bonito, cabelos soltos, estava tentado a ir até lá, afinal dançar não arranca pedaço, e não era nada demais.
Meu corpo meio que foi levado até a pista, parei a sua frente, encarei aqueles olhos tão lindos e expressivos e me perdi, ela também parecia me olhar da mesma forma, e assim nos encaramos por longos segundos, minhas pernas estavam pesadas, mas as forcei a dançar no ritmo da batida, sempre a olhando, era ainda mais linda de perto. Era um cara noivo e não podia ter esses tipos de pensamentos, mas tinha, e não conseguia empurrá-los para longe, não olhando no fundo daqueles olhos, de frente para aquele rosto bonito.
Mais uma música iniciou e eu estava cada vez mais atraído por ela, essa era mais lenta, não resisti em tocá-la, pausei minha mão em sua cintura, como ela não esboçou reação negativa a girei, a colocando de costas pra mim, ela dançava rente a meu corpo, e isso estava me enlouquecendo, cheguei mais perto e pude sentir o cheiro de sua pele, dos seus cabelos, e não poderia ter nada igual, era como morangos e creme, estava a desejando mais a cada minuto, e esse sentimento era incontrolável.
A música estava para acabar e em minha mente não vinha outra coisa a não ser a vontade insana de beijá-la, de sentir a textura dos seus lábios. E assim o fiz, me aproximei esperando sua reação, ela parecia querer tanto quanto eu, não resisti e selei nossos lábios.
Eles eram macios, doces, e se encaixaram perfeitamente aos meus, se movendo de forma perfeita e sensual, me vi querendo mais, minha língua pediu passagem, ela cedeu, e o beijo se tornou ainda mais gostoso, seu hálito era fresco, sua língua quente e se enroscando a minha o mais sensual possível, estava entregue e em minha cabeça não vinha nada que não fosse ela, o beijo, minhas mãos apertaram sua cintura e ela enroscou seus dedos em meus cabelos, estava a ponto de enlouquecer, a queria de todas as formas.
A música acabou então a convidei para dar uma volta, ela aceitou e saímos de mãos dadas em direção a praia.
O que parecia impossível para mim se tornava cada vez mais real, desejar outra mulher, fazer valer meus últimos dias de solteiro, mas não queria pensar nisso, apenas aproveitar o momento, e foi o que fiz, na praia, sentados em um tronco sobre a areia, trocamos vários e vários beijos intermináveis, carinhos, e cada vez eu queria mais, até que tive que deixá-la ir. Nos despedimos com um longo beijo, sentia o mesmo desejo que havia em mim sobre ela, mas ninguém falou em aprofundarmos o encontro, seguimos cada qual para seu hotel, assim que cheguei tomei um bom banho gelado e adormeci.
Não tive bons sonhos, tive um pesadelo com Leah, ela me flagrava com Bella aos beijos, cancelando o casamento, me senti péssimo, consciência pesada, mas ainda assim Bella não saía da minha cabeça, dos meus pensamentos, tão linda.
O desejo no dia seguinte pareceu aumentar, felizmente e para o bem do meu autocontrole, que provei ontem estar péssimo, não deveria a ver mais, nessa imensidão de pessoas seria quase impossível, apesar de querer muito.
Notas finais
Bella casada, Jacob noivo, isso pode dar certo gente? É o que veremos no próximo cap.
Essa é a fase 1 da fic, que vai passar por varias, logo logo saberão do que digo.
Amores agora onde estão os meus reviews? Que já são super importantes, mas nessa fase inicial de fic são ainda mais, então por favor, leu comenta.
Bjs e até o próximo capítulo.
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N/B:Olá meninas!
Bella bem q poderia passar a noite se entupindo de besteiras, assistindo a um romance da tv e chorando como uma louca, mas não, ela resolveu sair e aproveitar ao máximo a noite Caribenha...boa Bellinha!
Vestida para matar, es esbaldou na pista de dança, sem conseguir se conter, foi atraída a um certo, moreno, alto, bonito e sensual. Alguém aí ficou arrepiada com esse encontro ou foi só eu??
Q olhar, e bj, q pegada!!
Jacob não planejou nada disso, contudo aconteceu, foi uma atração incontrolável, e agora? O q fazer, já q Jacob é noivo e Bella casada?
Amadas, o apoio de vcs e opinião em relação a fic é mto importante! Comentários nos deixam pra lá de felizes!
Comentem bastante, façam uma autora e sua beta felizes!
Grande bj e logo tem mais
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