Eu estava sozinha em meu chalé, mexendo nas minhas coisas. Meus meios-irmãos haviam ido treinar.

Karina, do chalé de Apolo, vem me chamar dizendo que há visitas pra mim.

- Quem é? — Perguntei.

- Não sei, Quíron apenas me mandou te chamar.

Não tinha a menor ideia de quem seria, mas a segui.

De longe avistei um homem alto com jaqueta de couro preta, óculos escuro, estilo militar. Uma mulher linda ao lado dele que usava um vestido longo e vermelho, seus cabelos passavam de loiro liso a castanho enrolado, seus olhos tinham um brilho especial, também mudando de cor. Já sabia quem era: Ares, o Deus da Guerra e Afrodite, a Deusa do Amor e da Beleza.

Me aproximei.

- Aí está ela! — Disse Ares ao me ver, estendendo o braço.

Sorrio pra ele, olho brava pra Afrodite. Por que ela viria me visitar de novo? Não gosto dela, não confio nela. Meu pai poderia muito bem vir sem ela junto, mas mesmo assim eu não disse nada.

Afrodite se aproxima.

- Olá, minha querida. — Disse, passando a mão no meu cabelo.

Me afasto e digo:

- Oi Afrodite, e pela milésima vez: Não me chame assim!

Ela sorriu, praticamente nunca ela ficava brava com alguma coisa, sempre sorrindo e calma, o que me dava raiva. Ares me olhou e franziu a testa, bravo. Dei de ombros e abaixei a cabeça, meio sem graça.

- Afrodite disse que você queria falar comigo... — Disse Ares, enquanto nos afastávamos dos outros para conversar. — Já sei o que é. Você quer saber se é mesmo minha filha, não é?

- Sim... — Falei.

- Eu já te disse. Sim, você é minha filha. Não acreditou em mim quando te contei?

- Sim, acreditei. Mas os outros falam ao contrário...

- Vai acreditar no seu pai ou nos outros? — Perguntou Ares, sua expressão era fria.

- No meu pai, claro. — Tentei dar um sorriso.

- Que bom. Elza... Mulher incrível. — Disse meu pai, se referindo a minha mãe.

- Eu ouvi isso! — Disse Afrodite enquanto passava perto de nós.

Eu e meu pai rimos.

- Enfim, você é minha filha. E outra coisa, tenha mais respeito com Afrodite, ela realmente se importa com você.

Reviro os olhos.

- Pai, eu não confio nela... Por que ela se importaria comigo? Não tenho nada de especial.

- Ela se importa com você porque você é minha única filha que não é muito 'desajeitada'. Você também é um pouco parecida com a filha dela, a... Piper... é, acho que é esse o nome dela.

Assenti.

- Tudo bem pai, vou tentar.

- Eu te observo sempre, desde que você nasceu. Gosto de ver você brava e batendo em alguém. — Disse Ares, bagunçando meu cabelo.

Sorrio meio sem jeito.

- Querido, precisamos ir! — Gritou Afrodite, de longe.

- Ok! Tenho que ir, garota. Vou ficar te observando, me dê mais motivos pra me orgulhar de você. Não me desaponte! — Disse meu pai, indo se encontrar com Afrodite.

Fiquei olhando ele ir. Ele acena pra mim, retribuo. Sabia que agora ia demorar um bom tempo pra ver ele novamente, ele sempre é bem ocupado com guerras e tal. Mas pelo menos sabia que ele ia ficar me vigiando.

Coloco minha armadura, pego minha lança e vou treinar.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!