Encontro

1 Refeitório.


Notas iniciais
Espero que gostem ^^, se gostarem comentem.

Narradora Pov's

Matt dormia calmamente na cama ao lado. As folhas das árvores farfalhavam ao ritmo que o maestro vento conduzia àquela hora da madrugada sua orquestra quase que silenciosa.

Tudo transcorria como em um fim de noite comum, mas não era.

Mello mexia-se descontroladamente pela cama almejando uma posição confortável para enfim dormir. Keehl já havia inclusive da camisa negra de manga comprida que compunha seu pijama de flanela preferindo ficar apenas com as calças deste.

A falta de açúcar no sangue já estava o fazendo mal, embora o frio ao lado de fora da Wammy’s house, o loiro ainda insistia em sentir calor.

Talvez fossem os efeitos colaterais daquela maldita abstinência, nunca em sua vida havia passado tanto tempo longe do chocolate.

Talvez a raiva que circulava junto ao seu sangue e o fazia borbulhar.

Como diabos haviam ousado esquecer de seus chocolates?!

Maldito Roger!

Ou quem sabe, fosse a falta de ventilação no quarto por conta da janela fechada somada ao ar-condicionado que seu amigo gamer fizera-lhe o favor de quebrar.

Mello pov's


Malditos inúteis incompetentes!

Aposto como esse “esquecimento” foi coisa daquela Anya! Velha rabugenta do caralho! To pouco me importando se ela é a nutricionista da Wammy’s (recém-contratada pelo Roger desde que a última sofreu um acidente inexplicável) e coisa e tal!

Quero que ela vá pro inferno junto com a sua opinião de que devo comer menos chocolates, que se dane esse maldito futuro de merda que ela tanto fala.

A infeliz vive dizendo; “comer tantos chocolates vai te causar mal no futuro Mello! No mínimo uma diabetes ou obesidade, quem sabe até os dois.”

Pra merda ela e o imbecil do Roger que concordou com essa ideia sem noção dela!

Não aguento mais! Vou explodir caso não coma nem mesmo mais um pedaço do meu amado doce.

Tenho que fazer algo, e preciso faze-lo rápido.

Creio que deva ter sobrado algum prodigo pedaço do bolo de chocolate com calda e recheio de chocolate que distribuíram na hora do jantar e a qual eu “misteriosamente” não fui merecedor.

A ovelha até se ofereceu para me dar seu pedaço, disse que não se importava tanto com isso quanto eu e que podia ficar pra mim com a fatia que lhe cabia, mas eu, claro, rejeitei categoricamente.

Vindo do Near poderia muito bem estar envenenado ou algo assim, desse jeito não teria com quem competir, isso é obvio.

Isso é algo que eu faria, ou não.

Se bem que, partindo do principio que ele é completamente diferente de mim, talvez tenha sido burrice minha não aceitar...

O viado do Matt nem se quer pensou em fazer a mesma gentileza, preferiu dar seu pedaço a Linda, que também, como eu, havia ficado sem sua parte.

A cozinheira insistiu em dizer – eu insisto em não acreditar- que havia acabado o bolo assim que chegou a minha vez e Linda ainda estava um pouco atrás de mim na fila.

Resultado: Tivemos que nos contentar com o mousse de maracujá como sobremesa, ou melhor, eu tive. Afinal, o babaca do Matt cedeu seu pedaço a ela!

Belo amigo eu tenho!

Desisti de ficar deitado esperando meu sono chegar. Joguei minhas cobertas e travesseiro no chão e lá mesmo os deixei e mesmo sem a camisa do pijama, parti em direção a cozinha.

Ninguém separa Mihael Keehl do chocolate seus putos!

Ninguém!


Narradora pov's

Com tantas coisas para o Albino esquecer no refeitório tenha que ser justo isso?

Justo do seu ursinho de pelúcia.

Era humilhante o quanto justo um brinquedo tão infantil podia fazer tanta falta, era humilhante, mas ainda era verdade.

O único brinquedo que não possuía um idêntico como todos os outros, o seu brinquedo predileto.

Agora não conseguia dormir, não importando o quanto tentasse utilizando de outras pelúcias ou do próprio travesseiro para substituí-lo.

Aquele era especial.

Tinha o mesmo cheiro dele, cheirava a chocolate.

Tantas haviam sido as vezes que Mihael havia se apossado de seu brinquedo no intuito de irrita-lo e assim ver Nate finalmente expressando algo que não pura apatia, que a pelúcia havia adquirido seu cheiro característico.

Fazendo com que, o ursinho branco de olhos vítreos e negra gravata se tornasse, entre todos, o seu brinquedo preferido.

E Near queria, precisava, recuperar seu bem mais precioso.

Calmamente levantou da cama, alinhou os lençóis em seus devidos lugares, dobrou as cobertas e guardou o travesseiro, para então sair do quarto.


Notas finais
Gostaram??Se não, comentem me xingando mesmo >