Encontro
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Vocês já sabem todos os motivos dos meus atrasos né?! :( Desculpe mesmo... Mas enfim aí está cap. novo *-*
Cap. anterior:
Era como se Jacob soubesse exatamente como eu queria ser beijada... Seus lábios são suaves e gentis no começo, mas depois de algum tempo o beijo fica mais exigente, nós dois ansiamos por mais e quando sinto sua língua em meus lábios acho que vou desmaiar.
Mas felizmente não desmaio e o beijo fica cada vez melhor até que o ar nos falta e somos obrigados a interrompê-lo. Jacob continua a me segurar perto de seu corpo e minhas mãos descansam em seus ombros acariciando sua nuca e seus cabelos.
Não consigo parar de sorrir e quando olho em seus olhos vejo uma mistura indecifrável de emoções ali.
-Foi perfeito. – sussurro com medo de que ele possa dizer algo antes, talvez que tenha se arrependido, mas ele só sorri pra mim.
-Sim, foi perfeito... Não sei se foi certo, mas foi maravilhoso. – ele diz.
-Como isso pode não ser certo Jake? – lhe dou um selinho e tento me afastar, mas ele me segura ali e intensifica o beijo de novo.
Não sei o que isso vai significar para nós dois, o que acontecerá quando descermos dessa roda gigante, mas por enquanto decido aproveitar o momento!
...
POV Bella
Quando a roda gigante para e descemos sinto minhas pernas tremerem, na verdade meu corpo todo treme, por causa dos beijos que Jacob me deu.
Gabriel corre ao nosso encontro comemorando e deixando claro o quanto se divertiu, então Jacob e eu não temos como conversar sobre o que aconteceu e o que isso vai significar de agora em diante. Isso me deixa nervosa, me sinto cada vez mais encantada por ele, mais apaixonada e, apesar de não ser muito experiente, depois dos beijos que trocamos tenho certeza de que ele sente algo por mim também, mas eu também tenho consciência de toda a tristeza que ele ainda carrega pelo que aconteceu com sua esposa e seu filho. Quero poder fazer Jacob feliz de novo, fazê-lo sorrir sempre.
-Agora nós vamos embora. – digo ao Gabriel, e mesmo claramente decepcionado ele concorda.
-Que tal antes comprar mais pipoca? – Jacob sugere e Gabe volta a se animar rapidamente.
Depois de comprarmos pipoca vamos para o carro do Jacob. Ajeito Gabriel com segurança no banco de trás e quando me sento no banco da frente Jacob dá partida. Durante o caminho até La Push Jacob não fala muito, parece extremamente pensativo, e nas poucas vezes que ele fala é com o Gabe que tagarela sem parar sobre o quanto adorou ir ao parque.
Começo a me sentir mais nervosa.
Não demora muito para chegarmos em La Push e assim que Jacob para o carro em frente a minha casa olho para trás e vejo que Gabriel acabou pegando no sono.
-Ele deve estar exausto. – sussurro.
-Eu o levo pra você. – Jacob diz e antes que eu possa sequer o olhar ele já saiu do carro e está abrindo a porta de trás e pegando meu irmão adormecido em seus braços.
Sem outra opção saio do carro e corro para abrir a porta de casa.
-Mãe. – chamo, mas ela não está. Quando me viro vejo que Jacob está logo atrás de mim. –Vem, o quarto dele é por aqui.
O levo até o quarto do Gabe e ele o coloca com cuidado em sua cama. Me apresso em tirar os sapatos do meu irmão e o cubro rapidamente, depois vou ter que acordá-lo para um banho mesmo.
Para meu alívio Jacob não vai simplesmente embora, ele fica ali ao meu lado até eu terminar de cobrir o Gabe e depois me segue quando saio do quarto e vou para a sala.
-Obrigada pelo passeio, foi muito divertido e o Gabe ficou tão feliz. – digo sem saber direito como abordar o assunto “beijo”.
-Não precisa agradecer, Bella. Eu também me diverti muito. – ele suspira ruidosamente e bagunça os cabelos. –Sobre o que aconteceu...
-Os beijos. – sussurro sentindo meu estômago se revirar de nervosismo.
-Isso, os beijos... – para meu alívio ele sorri um pouco. –Eu não sei se devia ter feito aquilo, Bella.
-Porque não? – de repente me sinto apenas como uma menininha estúpida. –Você não gostou?
-Não é isso. – ele se apressa em dizer e com mais um suspiro me puxa delicadamente pela mão para nos sentarmos no sofá. –Eu gostei... Na verdade gostei muito... Pela primeira vez em muito tempo me senti vivo!
Meu coração acelera com suas palavras.
-Então qual é o problema? – murmuro.
-Você já sabe de toda minha história. – ele dá de ombros. –Eu tenho vinte e sete anos e você só dezoito...
-Isso não importa nem um pouco. – o interrompo rapidamente.
-Mesmo assim... – ele acaricia meu rosto. –Você está só começando a sua vida, Bella. Eu já carrego tantas mágoas, tantas cicatrizes e não sei se sou capaz de curá-las. Não sei se sou capaz de amar novamente.
-Estou apaixonada por você. – confesso e o olhar dele suaviza, uma de suas mãos continua em meu rosto e seu toque me dá coragem para seguir falando. –E eu também já carrego algumas cicatrizes, Jake. Minha vida não é fácil, nada fácil, mas eu ainda tenho fé na vida. E isso de você não ser capaz de amar novamente é besteira, quando eu vejo o jeito que você olha e conversa com o Gabe, quando lembro o jeito que me beijou, tenho certeza absoluta de que você é inteiramente capaz de amar.
Também acaricio seu rosto e vejo seus olhos marejarem.
-Acredite em mim, eu faria qualquer coisa para tirar toda essa dor que você carrega em seu coração, essa culpa, tristeza e raiva... Você ainda tem uma vida inteira pela frente Jacob e eu adoraria te ajudar a vivê-la. – suspiro me aproximando mais dele.
-Você é boa demais pra mim, Isabella. – o jeito como ele murmura meu nome me faz tremer.
-Me deixa entrar nesse seu coração tão machucado... Você já entrou no meu. – sussurro, meus lábios agora roçam nos dele.
-Você é inacreditável. – ele enlaça os dedos em meus cabelos.
-Isso é bom? – sorrio.
-É sim, eu acho muito bom. – ele me beija e não consigo pensar em mais nada.
Meu coração bate tão forte que chego a me assustar. Nossos corpos estão colados o máximo que podem, eu já estou praticamente no colo dele. Apesar de já termos nos beijado há tão pouco tempo eu ainda fico chocada com o poder que ele tem sobre mim... Seus lábios fazem maravilhas nos meus e sua língua em minha boca faz com que eu sinta que estou a ponto de derreter até virar uma poça de água.
Não quero nunca mais me afastar dele, mas meus malditos pulmões imploram por ar e somos obrigados a encerrar o beijo.
-O que você está fazendo comigo, menina? – ele ofega, seus olhos brilham refletindo o mesmo desejo que estou sentindo.
-Não sei, mas se for o mesmo que você está fazendo comigo é maravilhoso.
Ele ri da minha resposta e me rouba mais um beijo, dessa vez é suave, lento, mas tão perfeito quanto o outro.
-Acho melhor eu ir agora. – ele diz quando nos afastamos.
-Por quê? – me preocupo.
-Porque foi tudo bom demais até agora e é melhor deixarmos assim por enquanto. – ele se levanta.
-Você não vai fugir de mim, vai? – pergunto rapidamente e ele ri.
-Acha que você me assusta, Bella? – arqueia as sobrancelhas.
-Sim, na verdade eu acho sim. – dou de ombros e ele balança a cabeça, mas sorri.
-É, você realmente me assusta... O que você me faz sentir me assusta. – admite. –Mas não vou fugir de você.
-Promete? – peço.
-Prometo. – ele me puxa para um abraço e me aconchego em seu peito, quando seus braços rodeiam meu corpo me sinto tão protegida, tão em paz.
Vou com ele até a varanda.
-Você vai entregar doces amanhã? – ele pergunta.
-Vou sim, quer que eu te leve algum bolo?
-Eu adoraria. Principalmente se for acompanhado de beijos. – acho que ele enfim está relaxando, abaixando a guarda, e isso me alegra tanto.
-Vão ter muitos beijos. – garanto e para provar fico na ponta dos pés para alcançar seus lábios.
Depois de mais beijos de despedida, Jacob vai embora e eu fico ali na varanda até ver seu carro desaparecer.
Ao entrar em casa de novo me sinto feliz de um jeito que nunca me senti antes!
...
Nunca dormi tão bem em minha vida quanto na noite passada.
Quando minha mãe chegou em casa conversamos um pouco, mas não lhe contei ainda sobre o que tinha acontecido, farei isso hoje mais tarde, ontem eu queria guardar aquilo tudo só pra mim.
Acordo cedo e levo o Gabe para o colégio, depois volto pra casa para pegar as encomendas do dia e ir entregá-las.
Conto os segundos para ver Jacob de novo.
O dia está frio e já começa a chuviscar, mas nem isso estraga meu humor. Penso que nada poderá estragar meu humor hoje, mas quando entro em casa percebo o quanto estou errada.
-O que foi mãe? – corro para me sentar no sofá ao seu lado quando a vejo parada com lágrimas caindo por seu rosto.
Ela não me responde nada, ao me ver só chora ainda mais.
-Mãe... – começo a me apavorar. –Por favor, me diz o que aconteceu!
-Isso. – ela sussurra entre o choro e me entrega algo que estava praticamente amassado em suas mãos. É uma folha... Ao desamassar o papel vejo que é uma carta e meu coração quase para ao ver a assinatura lá embaixo.
-É do papai? – sussurro já sentindo meus próprios olhos se encherem de lágrimas também.
-Eu não... Eu não... – ela ofega tentando controlar seu choro. –Não consigo acreditar.
-O que diz aqui? – pergunto. Aquele papel parece queimar em minhas mãos, tenho medo de ler o que aquelas palavras dizem, mas não consigo soltá-lo.
-Oh querida! – minha mãe me abraça e beija meus cabelos. –Eu preciso de um minuto sozinha... Só um minuto...
-Mãe. – tento segurá-la, mas ela se levanta tentando em vão secar suas lágrimas.
-Por favor Bella, não quero que você me veja assim. – ela implora com o olhar e ainda me sentindo em choque eu só concordo com um aceno de cabeça e a vejo praticamente correr para seu quarto.
Lentamente volto a encarar o papel em minhas mãos, não quero lê-lo... Não quero que meu pai volte a estragar as coisas justo quando minha vida estava começando a melhorar.
Mas é mais forte do que eu e quando dou por mim já estou lendo aquela carta avidamente...
Querida Renée,
Não sei por onde começar, acho que nem tenho mais o direito de te chamar de querida... Você deve me odiar, não é mesmo?Bom,eu mesmo me odeio.
Acho melhor começar pedindo desculpas, sinto muito pelo que fiz, pelo modo como agi, fui um covarde! Simplesmente fugir daquele jeito foi terrível e cruel, eu sei, mas na hora não pensei, só fiz, juro que tentei escrever uma carta, logo depois que parti por inúmeras vezes tentei ligar, mas nunca sabia o que dizer, então permaneci em silêncio.
Por aqui não vou conseguir te explicar os motivos pelo que fiz o que fiz, na verdade acho que nada justifica minhas atitudes, abandonar minha esposa e meus dois filhos foi tão errado... E mesmo assim naquela hora parecia a melhor decisão. Eu não era mais eu mesmo, não me reconhecia, não conseguia ser feliz e... Ah, tanta coisa aconteceu!
Já faz quase dois anos desde que parti, sinto saudades, suas, de nossos filhos e a cada dia penso cada vez mais em vocês três. Não fui muito longe, estou em Phoenix,e muita coisa mudou em mim desde então.
Quero explicar a vocês, ao menos tentar, os motivos que me fizeram partir daquele jeito, duvido que vocês entendam, eu mesmo não consigo entender completamente, mas preciso tentar. Preciso ver meus filhos mais uma vez, pedir perdão... O seu perdão também!
Provavelmente vocês não vão aceitar essa notícia muito bem, mas estou voltando para La Push, não permanentemente, acho que vocês não me aceitariam e acho que minha vida não é mais aí... Mas parte da minha vida está aí, são vocês, e eu tenho que voltar... Vou tentar explicar tudo, vou tentar corrigir meus erros.
Sei que o aniversário do Gabriel está chegando e pensei que era uma boa hora, espero que isso seja um bom presente para meu garotinho. Dê um beijo nele e em Bella por mim, diga que eu os amo, do meu jeito torto e cheio de erros, mas os amo.
Até breve...
Charlie.
Ao terminar de ler, as lágrimas já banham meu rosto. Aquelas palavras não parecem de um homem que teve a coragem de abandonar a família do jeito que ele fez, o jeito arrependido e carinhoso com que ele escreveu me deixa dilacerada por dentro... Milhares de lembranças que tenho dele me invadem, as lembranças boas de minha infância... Afinal de contas que motivo o faria fugir daquele jeito? Ele estava certo quando escreveu que nada justificava suas atitudes.
Volto a reler as últimas frases, ele está voltando... Isso faz um soluço escapar por meus lábios, me sinto tão confusa!
Quero correr até minha mãe, mas ela já estava sofrendo tanto e eu não quero que veja meu sofrimento também. Num rompante me levanto e com aquela carta ainda amassada em minhas mãos corro porta afora e vou em direção ao único lugar onde sei que vou me sentir segura e em paz.
Corro e a chuva aumenta me encharcando, mas não me importo com isso, as gotas grossas e frias que caem em meu rosto se misturam com minhas lágrimas.
Quando chego na casa de Jacob bato na porta desesperadamente, não consigo pensar direito, me sinto tão pequena e frágil. Ele abre a porta e vejo a surpresa e espanto em seu rosto.
-Bella, o que...
Antes mesmo de ele terminar de falar eu me jogo em seus braços e choro ainda mais quando ele me abraça com força e me leva para dentro de sua casa.
Apesar do turbilhão de sentimentos dentro de mim, me sinto instantaneamente melhor ao estar nos braços dele.
-Shh, o que foi Bella? O que aconteceu? – percebo a preocupação em seu tom de voz. –Você está machucada?
-Não... – consigo soluçar.
Jacob me pega no colo e se senta no sofá me embalando carinhosamente e me apertando forte contra si.
Não consigo falar nada ainda, então lhe entrego a carta, amassada e molhada, mas ainda legível.
Ele me olha confuso, mas pega o papel e hesitando começa a ler. Não vejo sua expressão enquanto ele lê, porque enterro meu rosto em seu peito, inalo com força seu perfume e isso começa a me ajudar a me acalmar.
-É o seu pai... Ele... Ele está voltando. – Jacob diz e concluo que enfim terminou de ler.
-Sim e eu não sei o que fazer. – sussurro com o rosto ainda enterrado em seu peito.
-Vai ficar tudo bem. – ele diz com confiança. –Eu vou estar ao seu lado, prometo.
Suas palavras me ajudam a recuperar um pouco do meu controle, mas permaneço agarrada com força a ele, que acaricia meus cabelos e em silêncio me dá o conforto e a segurança de que preciso nesse momento.
Notas finais
Bom, espero que tenham gostado do cap. e o mais breve possível estarei de volta.
Bjokas... May
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