Encontre o lobo - Um jogo mortal
15 Capítulo 14 - Verdade
Notas iniciais
Quem será o ultimo sobrevivente?
-Quem está ai? – Edward gritou assustando-se com os passos que se aproximavam – É você Jasper?
Por um longo momento fez-se silencio no imenso hospital. Aquela calmaria toda fez com que Edward sentisse um gelo na espinha. Bella estava desacordada em seus braços, sua respiração era falha e dificultosa. Ela já havia sido ferida antes, mais uma ela não aguentaria. Ele precisava levá-la a um hospital imediatamente. Novamente o som dos passos foram ouvidos, eram lentos e despreocupados como se a pessoa realmente tivesse a intenção de afligi-lo.
-Que está ai droga! – Ele gritou e sua voz ecoou pelo espaço vazio.
Algumas luzes piscaram dando aquele momento um ar muito mais sombrio. Ele engoliu em seco e notou que a garganta estava tão seca quanto osso velho. De repente aquela agonia foi extinta. Uma figura muito conhecida entrou no cômodo fazendo-o gelar.
-O que foi? Parece que viu um fantasma – A pessoa sorriu, uma risada macabra.
Ele lutou com as palavras, sua boca parecia colada... Tentou a todo custo dizer qualquer coisa, mas só conseguiu dizer uma...
-V-Você?
-Sim, eu.
-Não pode ser – Ele aconchegou Bella ainda mais em seus braços na tentativa de protegê-la.
-Não pode ser o que?
-Você foi morta... Você era aleijada e agora está andando... Eu vi... Eu vi!
-Ah isso? – Alice sorriu debochada – Acontece que eu sou um lobo também, alias eu sou o verdadeiro lobo.
-Impossível!
-É verdade querido – Ela soltou um longo suspiro – Eu não agia diretamente. Bella era uma espécie de empregada. Pobrezinha, você sabia que ela está doente Edward? Muito doente. Foi fácil me aproveitar desse problema psicológico que ela desenvolveu.
-Do-Doente?
-Sim. Quando Bella veio me procurar estava uma bagunça. Tinha perdido o pai e tinha perdido você também. Ela precisava de um “motivo” para viver.
-Como assim?
-Aproveitando-me de sua depressão e desequilíbrio por perder as duas pessoas que ela mais amava eu mostrei a ela o caminho para a vingança alegando que isso aliviaria essa dor, pelo menos por um pouco. Você não imagina como ela estava sofrendo, sabia que depressão pode até matar? – Ela gargalhou – Que ironia não é? Bella era minha peça fundamental nesse jogo eu apenas puxava as rédeas.
-Você está dizendo que usou... Hipnotismo?
-Digamos que sim – Ela puxou um celular do bolso e lhe mostrou – Esse é meu verdadeiro celular. Aquele que ficava rodando por ai era um segundo que usei para o hipnotismo. Digamos que coloquei um “interruptor” na Bella e toda vez que o celular tocava a musica o acionava.
-Mas, mas ela falou com pai dela naquele celular!
-Bobinho, era eu quem estava falando com ela. O pai dela está morto há muito, tempo. Mas, com meu hipnotismo a fiz esquecer esse detalhe e a fiz acreditar que ele estava no hospital. Ela acreditava que o pai dela que estava dando ordens para a vingança.
-Alice, por que fez isso? Por quê?
-Fui um ícone por muito tempo. Todos me adoravam, mas assim que a euforia acabou fui taxada de mentirosa, humilhada! Todos a minha volta me viraram as costas até aqueles que chamava de amigos. Foi horrível, os únicos que não ficaram contra mim foram os meus pais eles me protegeram. Mas, eles foram atormentados até o limite e quando picharam toda nossa casa meu pai pegou o carro colocou a mim e minha mãe dentro e saiu da cidade, mas um acidente os tirou de mim. Tudo por que não as pessoas duvidaram de mim, então decidi que se eles disseram que meu hipnotismo era falso eu ia provar que não era e executaria minha vingança!
-Mas...
-É claro que eu não podia matar pessoas com isso, não é mágica. Não posso controlar alguém como se fosse um robô, por isso espalhei meus tentáculos pelo mundo. Uma mensagem hipnótica para aqueles que perderam pessoas que amavam. Eu tinha certeza que havia alguém lá fora que estava tão ferido quanto eu. Hipnotismo não funciona em todo mundo, mas existem aquelas pessoas que são facilmente influenciados, assim como a Bella. A morte do pai e a sua suposta traição criaram um buraco no coração dela. Você não imagina o quanto uma mente perturbada pode ser facilmente manipulada.
-Pobrezinha – Edward acariciou o rosto de Bella com as mãos trêmulas.
-O homem que vocês encontraram, Emmett, ele era como a Bella. No jogo passado ele também foi influenciado pelo desejo de vingança e matou todos os outros jogadores. Aquele foi um jogo emocionante, não tanto quanto este é claro.
-Quantos houveram?
-Muitos — Ela riu – Como eu disse, pessoas feridas e magoadas são facilmente manipuláveis. Eles não tem mais domínio de sua própria ação e posso fazer deles o que eu quiser, está vendo? Não sou uma mentirosa, minha hipnose funciona e muito bem.
-Emmett foi um lobo muito bom, me ajudou até depois que seu jogo acabou. Foi ele quem te atacou no banheiro e trouxe os outros jogadores para cá.
-Pensei que tivesse sido a Bella...
-Bella? Ela é uma fraca! Foi meu lobo mais difícil de controlar, sempre tendo falhas. Por muitas vezes tive de interferir por ela. Mas isso tem uma causa – Ela o olhou com raiva – Você! Sempre que estava perto de Bella o gancho de hipnotismo ia se tornando fraco, ela te amava tanto que esse amor por vezes superava o ódio e a dor que ela sentia. Por isso não te dei um código de barras, percebi que teria de usar um método diferente. Sem um código você seria suspeito e isolado pelos outros e com sorte eles te matariam e meu lobo voltaria ao normal!
-Você é uma doente! Como está de pé? Não era aleijada? E o banheiro? Você estava lá...
-Era tudo fachada. Nunca fui presa à cadeira de rodas! Quanto ao banheiro aquilo tudo também era fachada, equipamentos e maquiagem de cinema. Emmett me ajudou, foi muito realista não acha?
-Eu acusei Bella... Duvidei dela e a culpa sempre foi sua!
-Ela seria um lobo perfeito, cheia de raiva, ódio e dor. A hipnose seria tão simples, fácil, mas, além do pai havia outra pessoa que Bella amava mais que tudo! E isso sobrecarregou o hipnotismo! – Alice se aproximou de Edward e se abaixou para olhar em seus olhos com ódio- Você arruinou meus planos Edward!
Próximo capitulo uma conclusão eletrizante...
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