Encontre o lobo - Um jogo mortal

2 Capítulo 1 - Os Jogadores


Notas iniciais
Primeiro capitulo, espero sinceramente que alguém leia e goste hauhuhauah

Bom, um amigo meu leu e fez uma piadinha ele disse que o lobo é o Jacob hauahuhuha Mas, todos aqui são humanos ta? Então nada a ver hauahuhauah Não se preocupem não darei detalhes das mortes, então não será uma coisa macabra e nojenta é só suspense mesmo. Bjks o/

Edward estava sentado no costumeiro banco do parque com o celular em mãos. Já era quase fim de tarde e ainda não havia descoberto o lobo. Correu os olhos pela movimentada Central Park buscando algum suspeito. Havia varias pessoas usando o celular naquele momento, mas nenhuma demonstrava nenhum tipo de emoção suspeita. Suspirou olhando a tela de Game Over e fechou o celular. Fechou os olhos respirando fundo para se acalmar e preparou-se para levantar, mas foi impedido quando alguém tapou seus olhos com as mãos.

–Adivinha quem é? – A voz disse sorrindo.

–Hmm, Bella?

–Eu mesma – Ela respondeu.

–Veio sozinha?

–Foi. Cadê o resto do pessoal?

–Não sei. Só eu tinha chegado até agora.

–Ah – Ela revirou os olhos – Esse pessoal sempre atrasado!

–Como você está?

–Estou bem.

–Hmm.

–E você?

–Também... Na medida do possível.

–Olha só parece que estão chegando.

Bella apontou para as pessoas que vinham do outro lado do parque. Rosalie e Jacob que empurrava Alice na cadeira de rodas. O grupo se juntou e todos se cumprimentaram.

–E então estão com os celulares? – Edward perguntou.

–Sim – Responderam em coro.

–Por que está com esse coelho de pelúcia no colo Alice?

–Ah – Ela sorriu – Eu perdi a correia do meu celular então tive que improvisar.

–Ainda não entendo por que usamos essa coisa gay pendurada no celular – Jacob resmungou.

–Não é uma coisa gay Jake – Bella disse revirando os olhos – Essas correias com um coelho na ponta são o símbolo dos jogadores. Usamos para nos identificarmos.

–Ainda sim é gay.

–Machista – Rosalie disse.

–A conversa não chegou na farmácia.

–O que? – Ela cruzou os braços – Como assim na farmácia?

–É onde você compra sua água oxigenada.

–Suas piadinhas estão cada vez mais sem graças.

–Vocês dois não conseguem passar cinco segundos juntos sem brigar? – Edward disse revirando os olhos – Viemos aqui para jogar ou discutir?

–Ele tem razão – Alice disse timidamente – Vocês precisam aprender a se suportar.

–Vamos jogar então?

–Tarde demais – Jacob disse gargalhando – Acabei de matar o Edward!

–Droga! – Edward resmungou olhando a tela de Game Over no celular.

–Vocês dois sempre competindo – Bella sorriu – Queria saber quando vão aprender a jogar limpo!

–E o que é jogar limpo para você Bella? – Jacob a cutucou – Ah, me esqueci que você é a certinha do grupo. Nunca trapaceia...

–Que mentira – Rosalie gargalhou – Bella é a maior campeã do nosso grupo, acha que ela conseguiu fazer isso jogando limpo?

–Ah e você Rosalie? – Ela a encarou desafiadora – É a maior golpista do jogo!

–Eu diria que sou um lobo perfeito – Ela sorriu.

–Vocês vão me explicar direito como funciona o jogo? – Alice disse – Jacob até tentou me explicar, mas eu não entendi muito bem.

–É o seguinte – Bella disse mostrando o celular – Você tem que encontrar o lobo disfarçado. Todo mundo pega um coelho como personagem e é desafiado em um mini jogo. Entre os coelhos existe um lobo disfarçado.

–Essa é a parte divertida – Edward completou.

–Exatamente e o objetivo desse jogo é encontrar e capturar o cara que está disfarçado.

–Mas enquanto não é encontrado o lobo tenta confundir as pessoas.

–Em outras palavras o objetivo do jogo é encontrar o lobo. Simples, se o fizer você ganha o jogo – Edward disse acendendo um cigarro e fumando.

–Edward – Bella o encarou com as mãos na cintura – Quantos anos você tem?

–dezoito, por quê?

–Hum – Ela arrancou o cigarro da boca dele e jogou no chão pisando-o.

–Que droga é essa que está fazendo?

–Você não pode fumar antes dos vinte.

–Odeio quando você tem essas crises de consciência. Só por que seu pai é da policia e você é representante de classe não precisa ser tão certinha.

–Então sua seriedade é de família? – Rosalie perguntou e Jacob riu.

–Não tem graça – Ela respondeu cruzando os braços.

–Não se preocupem pessoal a Bella tem constantes mudanças de humor.

–O que é uma coisa boa – Jacob disse – Se você for a mesma pessoa o tempo todo nesse jogo você se dá mal.

–Está insinuando que tenho dupla personalidade?

–Ah qual é Bells – Ele deu de ombros – É um jogo. Cada um tem sua estratégia.

–Sei...

–Vocês são divertidos – Alice disse sorrindo.

–E você está linda hoje Alice – Jacob se abaixou para encará-la – Muito mais do que de costume.

–Obrigada...

–Não caia na lábia desse ai Alice, ele é um galinha – Bella disse sorrindo.

–Qual é Bella? Vai pegar no meu pé agora? Olha que isso pode ser ciúmes hein – Ele respondeu coçando a cabeça.

–Pessoal – Rose disse – Eu pensei em uma coisa legal.

–O que?

–Por que não vamos lá para o karaokê? Estou a fim de me divertir hoje

–Poxa que legal. Seria muito divertido.

–Vocês topam?

–Eu aceito – Edward disse.

–Parece bom – Jacob concordou.

–Eu também – Bella afirmou — E você Alice?

–Parece bom.

–Então está decidido. Vamos lá galera?

[...]

O grupo seguiu para a nova lanchonete que havia sido aberta na cidade. Vários grupos escolares frequentavam o local e alguns até se arriscava no karaokê. Os jovens sentaram em uma mesa no fundo da lanchonete e pediram uns hambúrgueres e refrigerante. Também aproveitaram e jogaram uma partida de “encontre o lobo”.

–Estamos há horas aqui e ainda não cantei nenhuma musica – Edward disse fechando o celular.

–Claro! A Rosalie não largou o microfone desde que chegamos – Bella resmungou.

–Bom, mas pelo menos todo mundo parece estar se divertindo.

–Que tal fugirmos daqui e deixá-la lá? Não aguento mais ouvi-la cantando – Jacob disse tapando os ouvidos.

–Não somos tão maus assim...

–Ah somos sim.

–Sei que no fundo você gosta dela, Jake – Bella disse – Só não demonstra para não quebrar essa sua máscara de lobo mau.

–Até parece... – Jacob se levantou e saiu sorrindo.

–Ele não parou de me chamar pra sair desde que chegamos – Alice confessou baixinho mostrando uma mensagem de texto de Jacob em seu celular.

–Você é linda Alice, isso é compreensível.

–Não diga essas coisas sem sentido, Edward – Ela respondeu encarando o chão.

–Não fique sem graça – Ele riu – Nos conhecemos há apenas uma semana, mas eu gosto de você Alice.

–Obrigada...

–Fico feliz de saber que está se enturmando no grupo, você era sempre tão... Retraída.

–Eu era tanto assim?

–Uhum...

–Edward – Ela disse encarando as mãos – Você lembra daquele moça que era boa em hipnotizar? Ela sempre aparecia na TV há uns 3 ou 4 anos atrás.

–Acho que sim... Por que?

–Aquela garota era eu.

–Sério? Nossa que incrível. Bem que no dia que nos conhecemos achei seu rosto familiar.

–Edward tem razão – Bella disse – Nós dois sempre assistíamos ao seu programa, era meio que um ritual.

–Você era realmente famosa.

–Era maravilhosa – Bella acrescentou.

–Obrigada – Ela sorriu.

–É a primeira vez que me encontro com alguém famoso. Isso é bem legal.

–Então você não suspeita de mim? Digo... Você acredita em hipnotismo?

–Bom – Ele cruzou os braços – Você consegue fazer, não é? – Ela assentiu.

–Então eu acredito em você.

–Obrigada, Edward – Ele sorriu e acariciou sua mão.

–E então – Bella sorriu sem graça e puxou a mão de Edward – Não vai cantar?

–Sem chances.

–É uma pena, ouvi dizer que você tem uma bela voz.

–Quem foi o mentiroso?

–Fui eu – Jacob disse ao voltar, sentando-se à mesa – Eu disse para a Bella que você cantava quem sabe ela te convencia a subir lá no palco. Quer dizer, assim que Rosalie fizer o favor de desocupá-lo.

–Logo eles a expulsam de lá — Edward riu e tomou um gole da coca-cola.

–E então sobre o que estavam conversando quando cheguei? – Jacob perguntou enfiando as batatas na boca.

–A Alice era aquela mulher da TV que hipnotizava as pessoas.

–Jura? – Ele arqueou a sobrancelha – Legal.

–Você dizia que ia hipnotizar o mundo através da televisão – Bella disse – Eu achava incrível.

–Mas, tipo assim – Jacob disse a encarando – Você realmente hipnotizava as pessoas ou só usava as mais fáceis de se enganar?

–Jacob – Bella ralhou – Não seja indelicado.

–As pessoas comentam que seus truques foram descoberto e você fugiu.

–Bom... eu...Eu...

–Você sabe que disse muitas mentiras. Estou inventando?

–Jacob – Edward bateu na mesa – Agora realmente você foi longe demais!

–Eu apenas esperavam que todos fossem felizes – Alice respondeu encarando as mãos — Mas, os jornais e a imprensa viviam dizendo que eu estava mentindo, por mais que eu tentasse explicar ninguém acreditava em mim. Então eu tentei escapar de tudo, sai correndo do estúdio atravessei a rua sem olhar e fui atropelada. Nem ao menos consegui morrer... — Suspirou — Apenas fiquei paraplégica.

–Alice...

–Por isso sou tão tímida e retraída... Me escondo das pessoas na maioria das vezes. Não gosto que me vejam assim...

–Desculpe eu não queria ter sido grosseiro – Jacob disse.

–Hoje você foi corajosa vindo nos encontrar, Alice. E também por estar nos revelando isso – Bella segurou sua mão – Somos todos amigos agora.

A conversa descontraída durou um bom tempo e o assunto indelicado esquecido. Logo quase todos os jovens cantaram e se divertiram e então voltaram para a mesa onde Edward permanecera desde que chegaram.

–Onde está o Jacob? – Bella perguntou ofegante, exausta por cantar duas músicas da Christina Aguilera.

–Foi ao banheiro. Abusou da bebida.

–Aquele irresponsável. Sabe que não tem idade para beber!

–Me sinto tão bem – Rosalie disse sorrindo – Foi uma experiência ótima.

-Acho que vou fumar um pouco lá fora e depois vou procurar o Jacob ele está demorando demais – Edward disse se levantando.

-Edward... — Bella o repreendeu, ele apenas revirou os olhos, sorriu, deu uma piscadinha e saiu.

–Eu... Eu nunca me diverti tanto assim.

–Que bom que está gostando Alice. Fico feliz, eu realmente...

Bella foi interrompida quando seu celular que tocou.

–Alô, papai? Estou com meus amigos ainda. Vou chegar cedo prometo, um beijo.

[...]

Edward terminou seu segundo cigarro jogando-o no chão e pisando-o e então entrou novamente na lanchonete. Foi até o banheiro masculino e girou a maçaneta entrando no cômodo que parecia vazio.

–Jacob – Ele chamou – Está tudo bem ai?

Caminhou até a única porta que estava fechada e bateu.

–Jacob diga alguma coisa... – Apenas silêncio.

Edward foi até a pia e encontrou o maço de cigarros e uma garrafa de bebida pela metade. Suspirou e jogou tudo na lixeira.

–Bebendo e fumando assim você vai acabar com sua saúde cara! Mas, até que está sendo tudo divertido não acha? Podíamos fazer isso mais vezes... Nossa você nem está me respondendo, deve estar mesmo desmaiado ai dentro. Se alguém me ouvir falando sozinho vai achar que estou louco.

Edward sorriu e abriu a torneira, jogou um pouco de água fria no rosto e enxugou com uma toalha de papel. Então ouvi uma porta se abrindo devagar. Continuou enxugando o rosto enquanto os passos se aproximavam...

–Ah, se você não estava caído, desmaiado de bêbado podia ter me avisado assim eu não ficaria falando sozinho... Vamos voltar se estiver se sentindo melhor os outros já devem estar sentindo nossa falta...

Edward ia virar-se, mas antes que pudesse fazê-lo sentiu uma dor forte na nuca e então tudo ficou escuro...

Acordou com uma luz branca forte cobrindo seus olhos. Pestanejou varias vezes antes de por fim conseguir olhar ao seu redor com clareza. Estava deitado num chão de pedra duro e frio. Levantou com cuidado sentando-se e passou a mão na nuca no lugar que doía e latejava.

–Droga... – Ele xingou – Acho que alguém me atingiu.

Com dificuldade e cambaleando um pouco conseguiu se colocar de pé e então correu os olhos pelo lugar em que estava. Era um galpão grande e vazio, varias luzes fluorescente piscavam dando ao lugar um ar sombrio e estranho. Em um canto um pouco mais escuro e afastou viu alguém deitado de costas, correu até lá e deitou a cabeça tombada em seu colo...

–Bella? – Ele bateu levemente em seu rosto – Bella acorda!

–Onde... Onde estou – Ela sussurrou tentando abrir os olhos.

–Aguente firme, vou tirá-la daqui.

–Você não deveria mexer nela – Uma voz rouca falou.

Edward virou o rosto em direção a voz que o chamou e viu um homem loiro com aparência despreocupada sentado e escorado na parede.

–Você deveria esperar mais alguns minutos – Ele disse encarando o teto.

–Quem é você? Onde estamos?

–Não sei – Ele deu de ombros – Também acordei aqui. Não faço ideia de onde estamos.

–Acho que posso pedir ajuda com o celular – Edward disse enfiando a mão no bolso, mas não encontrou nada – Droga, alguém o levou!

–Aconteceu o mesmo comigo.

–Droga isso não é bom!

Edward deitou a cabeça de Bella cuidadosamente no chão e correu os olhos pelo lugar. Estava tudo vazio, as paredes eram impecavelmente brancas e o chão de mármore refletia sua imagem. Haviam duas portas uma de frente para a outra. Edward levantou e foi até uma delas, girou a maçaneta, mas estava trancada e então foi até a outra e girou a maçaneta, por sorte estava aberta.

–Uma ajuda aqui? – Ele perguntou ao loiro que continuava imóvel.

–Ta certo – Ele levantou de contra gosto e caminhou até ele.

–Sabe o que tem aqui dentro?

–Não faço ideia.

–Por que não tentou abri-la quando acordou?

–Eu tentei, mas estava trancada, isso é realmente estranho. De qualquer forma não dá pra enxergar nada, está escuro... – Ele disse entrando no cômodo.

–Vou procurar um interruptor – Edward disse tateando a parede até encontrá-lo.

A luz se acendeu no cômodo que parecia um outro quarto um pouco menor. Os dois se entreolharam. Correram os olhos pelo local procurando por algo, mas só viram uma bicicleta.

–O que uma bicicleta estaria fazendo aqui? – Edward indagou e o loiro deu de ombros.

Continuaram andando pelo quarto e então Edward avistou alguma coisa em um canto. Foi até lá e abaixou-se para pegar assustando-se com o objeto largado...

–O que é isso? – O loiro perguntou.

–É... É o coelho de pelúcia de Alice...

–Quem é essa?

–Uma amiga minha.

–E por que ela largaria um urso de pelúcia?

–Droga... Que merda está acontecendo aqui?

–Não faço ideia... Veja – Ele apontou uma outra porta.

Os dois caminharam até lá e giraram a maçaneta lentamente... Também estava escuro. Edward respirou fundo e tateou a parede, encontrando o interruptor e apertando-o. Tapou os olhos quando uma luz forte invadiu o local. Alguns segundos depois tirou as mãos lentamente e correu os olhos pelo lugar, era um banheiro comunitário com três reservados e três pias com espelhos embaçados e sujos. Junto com o loiro vagueou pelo lugar macabro abrindo a porta dos reservados e então quando chegou no ultimo se deparou com uma cena surpreendente: Uma mulher estava com as mãos amarradas pendurada no teto, um sangue ralo e escuro caia de um buraco em seu peito, os olhos estavam fechados e a boca esbranquiçada, todos os sinais de que estava morta.

–Alice...? – Edward sussurrou logo em seguida seus olhos correram para a mensagem escrita com sangue no azulejo branco ao lado do corpo:

“O Mentiroso têm que morrer”

Notas finais
Se eu receber 5 reviews posto o 2 hehe bjim