Encontre-me

3 Capítulo 2: Não me chama de ruiva!


Notas iniciais
obrigadinha ás minhas duas primeiras leitora, espero que não abandonem e que esse número aumente com o tempo. Capitulo dedicado a vocês. Aproveitem!

Empurrei minha moto para o lado do motorista e me encostei do lado, enquanto ele reunia umas coisas e tirava a chave da iguinição.

— Quem é você? – eu praticamente gritei.

— Calminha aí ruiva. – Odeio quando me chamam assim. Estreitei os olhos.

— De onde você veio?

Então ele simplesmente se virou e saiu andando. A alguns passos de distancia ele gritou:

— Bela moto. Achei que não fabricavam mais softails aqui.,muito menos pretas.

— E não fabricam mesmo. – Respondi em voz baixa.

Tinha começado a cair uma chuva fina, típico daqui. Todo mundo se apressava para entrar na escola e correr para as aulas, mas eu precisava de tempo para pensar. Quem aquele idiota pensava que era?

Peguei minha mochila e entrei na escola, chegando a tempo para a aula de matemática da Srta. Kitching. Sentei-me ao lado de Vee.

— Você viu o novo aluno? Amei o carro dele.

— Preferia não ter visto. E a porcaria do carro dele está estacionado na primeira vaga. E ele me chamou de ruiva.

Ele escondeu um risinho de lado com a mão e sussurrou um ‘oooops’ pra mim.

— Ele falou com você?

— Sim e não.

— Como assim?

— Eu perguntei qual era o nome dele, mas ele me chamou de ruiva em resposta. Eu perguntei de onde ele veio, e ele elogiou minha moto.

— Que estranho.

— Que idiota. – Eu respondi com raiva.

A Srta. Kitching pediu silencio e começou a aula. Passou algumas equações e deixou que a gente resolvesse.

As aulas passaram devagar, e minha raiva também. Na hora do almoço eu e Vee voamos da sala para deixar nossos livros no armário e depois ir para o almoço.

No meio do corredor nós duas estávamos conversando quando alguém trombou comigo.

— Ah meu deus Lis! Você está bem?

Levantei os olhos e vi quem era: O aluno novo. Ergui-me do chão num pulo e levantei o queixo para olhá-lo nos olhos. Sim, ele era um pouco mais alto, mesmo quando eu estava de salto como agora.

— Que tipo de idiota você pensa que é? – Eu disse bem devagar, tentando controlar minha raiva, mas era evidente que eu estava prestes a explodir com ele.

Pelo canto do olho eu via Vee arregalar os olhos e se afastar de nós e se encostar-se no armário atrás dela.

Um sorriso presunçoso se formou nos cantos da boca dele.

— Foi mal, ruiva. – Ele disse enquanto fingia tirar a poeira do meu ombro.

-Não me toque e não me chame assim. – Eu disse entre dentes.

Ele pegou uma macha do meu cabelo e jogou sobre o ombro. Eu vi um brilho faiscar nos olhos dele. Ele mexeu os lábios silenciosamente, soletrando três palavras: Cabelos ruivos, ruiva. Ergui as mãos e o empurrei seu peito, abrindo espaço entre nós e me abaixando para pegar os meus livros que haviam caído.

Passei por ele esbarrando em seus ombros e puxei Vee pela mão pelo resto do corredor até entrarmos no refeitório.

Peguei pra mim um copo de água gelada e alguns morangos e Vee pegou um sanduíche natural. Depois que me acalmei um pouco ela baixou os olhos e disse:

-Eu realmente achei que vocês dois fossem brigar na minha frente.

- Se ele encostasse a mão em mim de novo eu ia mesmo. Quem é aquele cara?

- Não sei. Ninguém nunca o viu por aqui, pelo que parece.

- Que droga! O que foi que eu fiz pra ele?

Enfiei um morango na boca e Vee deu uma mordida no sanduíche. Antes de mastigar ela engoliu e olhei sobre o meu ombro como se alguém estivesse com uma arma na minha cabeça. Virei-me devagar e dei de cara com ele.

- Você esqueceu seu celular no corredor. – Ele estava com o meu blackberry na mão. – Vim devolver.

- Obrigada.

Quando estiquei a mão pra pegar ele puxou e levantou a mão até uma altura que eu não alcançava.

- Não espere que eu fique pulando pra pegar.

Ele sorriu.

- Não esperava que você fizesse isso mesmo...

Dei a volta e ele ficou de costas pra mim. Pressionei o nervo do seu ombro ao mesmo tempo em que puxava suas chaves do bolso. Ele soltou o celular e eu voltei á posição que estava antes, com meu celular e as chaves dele na mão.

- E o feitiço se vira contra o feiticeiro... – Eu disse sorrindo.

- Me devolva.

- O que eu ganho com isso?

- Sua escolha.

Notas finais
hm, parece que alguém gosta de apostar... mas tá mexendo com a garota errada. COMENTEM BABES!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.