Encontre-me
1 Capitulo 1 :Meet me as i am.
Notas iniciais
Essa é a primeira fic que eu escrevo, então peguem leve comigo e me apontem os erros se perceberem algum.
A classificação da fic ainda não é definitiva porque eu não sei exatamente que rumo a história vai tomar. Tudo vai depender dos meus eventuais leitores, então deem sua opinião!
Não vou dizer que a história vai ser movida por reviews, até porque eu escrevo porque gosto, mas postar pro nada também não vai ter graça nenhuma.
- Elisabeth Marie Summers, venha já aqui.Vale frisar que nessa hora eu estava dormindo. Acordei com os passos da minha mãe martelando escada acima.- Não acredito que isso é outro aviso do seu professor de biologia.Levantei a cabeça- Você está invadindo o meu quarto ou é só impressão minha, mãe?- Filha, levanta. Nós precisamos conversar.- Que foi?- Lis, é sério. Levanta.Sentei-me na cama e esfreguei os olhos, cruzando as pernas e fazendo a pose mais formal que consegui, apesar de estar de lingerie.- Ok, pode falar agora Marian – Engrossei a voz para reforçar a formalidade.- Para de graça. Seu diretor ligou para me avisar que o seu professor de biologia está ameaçando te suspender. O que foi que você fez?- Nada, ele só não gosta de mim porque eu converso com todos na sala, aí ele tenta me castigar e acaba me dando um presente – sorri.- Explique-se. É a terceira vez que o senhor Memphis me liga.- Na última aula ele disse que eu estava conversando demais, então me trocou de lugar. Maaaaas – eu disse esticando a palavra pra fazer suspense e recebendo um olhar de desaprovação por isso – ele me colocou ao lado da Vee Cipriano. E como ela conhece todas as boates e restaurantes bons, acabamos por planejar o próximo fim de semana. Então, quando o senhor Sky me fez uma pergunta, me confundi com a resposta.- Você precisa se esforçar mais nas aulas dele, Lis. É a terceira vez que recebo uma ligação com reclamações dele sobre você.- Mas você recebe elogios dos outros professores, ou seja, a culpa é do senhor Sky.- Teremos que ver como resolver isso mais tarde, preciso ir resolver algumas coisas sobre os papéis do divórcio. Você sabe como seu pai é sobre pontualidade.Meu pai e minha mãe haviam decidido se divorciar a um mês. Eu me sentia mal com isso, pois achava que uma grande parcela da culpa era minha. O Dr. Andrew Summers era um homem muito perfeccionista e frio. Não era o tipo de pai muito envolvido. Como era médico, passava muito tempo fora e era meio estressado.Eu nunca fiz o tipo ‘menina meiga’, nem minha mãe. Nós duas concordávamos em quase tudo, mas meu pai pensava diferente de nós duas. Um dia eu cheguei em casa e ela me contou que eles iam se separar.- Bom,você sabe que eu prefiro ficar por fora desses assuntos... Vou me trocar para a escola e depois desço para tomarmos café juntas. – Me inclinei e beijei de leve sua bochecha, antes dela deixar o quarto e descer a escada com passos leves, o que era o seu habitual.Levantei-me da cama com um pulo e procurei uma calça próxima das minhas mãos, que alcançaram um par que eu havia vestido na noite anterior. Deslizei minhas pernas pra dentro, o couro frio em minha pele. Procurei uma blusa qualquer nas gavetas e acabei achando um suéter de cashmere branco. Peguei umas botas (pretas!) cano alto do chão e calcei, enfiando a calça para dentro.Fui até a cômoda e procurei um delineador e algum rimel. Não sou muito fã de maquiagem, mas não ao extremo de arrumar minha roupa e esquecer do resto. Passei um gloss transparente e sem brilho, mas só por causa do frio de matar que estava lá fora.Desci as escadas e minha mãe tinha preparado panquecas de morango e ovos mexidos.- Querida, recebi uma ligação do Sr. Vicent. – Era o chefe dela. – Ele vai promover um evento em Las Vegas e precisa de mim lá. O dobro do salário. Você acha que eu aceito?Pensei sobre isso. Vegas não era tão distante, mas era conhecida pelas noites agitadas... Parecia perigoso soltar a minha mãe lá.O Sr. Vicent era um cara novo, de uns 26 anos, que havia herdado a empresa quando seu pai teve um infarto, ano passado. A empresa tem prosperado desde então, já que Vicent é mais novo e sabe lidar melhor com os concorrentes. Era uma empresa que promovia grandes eventos e festas, ele sempre sabia como agradar os clientes. Além de fazer muito sucesso com a ala feminina.- Por quanto tempo? – Eu disse enquanto enfiava um morango na boca.- Duas semanas.- O quê? – Eu me engasguei visivelmente — Não acha que é tempo demais? O logo da empresa é ‘Promovemos suas melhores lembranças, na sua melhor noite’. Percebeu o singular?- Mas é que se trata de uma seqüência de eventos, é uma premiação do show de talentos local.- Mãe, L.A. tem um cassino a cada quarteirão. Onde vocês vão encontrar talentos para um show?- É em um cassino.-Você está mesmo me perguntando se eu concordo que você passe duas semanas andando por um cassino com o Vicent cheio da grana? – Limpei um pouco do chantilly da minha boca.Eu não conseguia chamar o Vicente de senhor, ele era muito novo. - Filha, é uma boa oportunidade...- Traga-o aqui e nós conversaremos. Não quero que aconteça nada com você e eu não confio muito nele. Ela sorriu pra mim e concordou- Temos que ir Lis, você não pode se atrasar.- Você sabe que eu nunca me atraso mãe.Ela pegou seu sobretudo marrom das costas da cadeira e jogou o meu preto para mim. Desejou-me um bom dia e eu escutei o seu Jeep Commander saindo da garagem. Peguei minhas chaves e meu celular e pus no bolso da calça. Saí e tranquei a porta. Como sempre, não havia ninguém na rua.Minha moto estava parada no fundo da garagem. Era uma Harley. Liguei e parei por um minuto para ouvir o motor. Saí da garagem e comecei a acelerar pela rua da nossa casa. Na terceira curva, passei pelo Commander da minha mãe e fiz uma saudação militar pra ela. Ela abaixou a janela e me mandou um beijo. Havia feito seu coque habitual e estava escutando rock. Era uma cena meio contraditória.Sorri pra ela e acelerei. Ela nem tentou me acompanhar, sabia que era inútil tentar competir comigo.Cheguei á escola no mesmo ritmo. Entrei no estacionamento acelerando e ia parar na minha vaga habitual, quando vi um Hummer parado lá. Que tipo de idiota fez isso? Todo mundo naquela escola me conhecia e sabia que eu parava o mais perto da saída possível, no lugar que todo mundo odiava porque era difícil tirar o carro. E se eu precisasse sair correndo? Que ódio.Ainda estava pensando nisso quando um sujeito de calças, botas e sobretudo preto desceu do carro com uma mochila preta na mão. Que coisa irritante isso, sair de casa parecendo um serial killer, parar na minha vaga e ainda descer do carro como se nada tivesse acontecido. Quem era essa pessoa?
Notas finais
COMENTEM, please. Se ninguém for ler eu não vou continuar postando para o vento... beeeijos :*
Fale com o autor