Encontrando o Amor
8 Capítulo Oito
Notas iniciais

Depois de tomar um banho rápido na oficina, vou indo pra porta, e então percebo que meu chefe está me encarando.
– Essa garota que vem te buscar, é aquela que a Carla odeia? — Joe, me pergunta.
– É sim. — eu digo. — Mais ela nem sempre é aquela garota que Carla descreve, ela até que é gente boa.
– Então você não vai levar ela pro quartinho dos fundos? — ele diz.
– Logico que não. — eu respondo, fazendo careta.
– Nem faz essa cara, já vi você fazer isso sempre, e sempre com essas outras garotas, você nem se importa de tomar banho, já essa tal de Kyara.
– Nada a ver, Juca. — eu respondo. — Tomei banho porque não vou transar assim que sair daqui, e Kyara é toda nojentinha, se eu saísse sujo de graxa pra ir pra biblioteca, ela me mataria. E já minhas outras amigas, elas acham super sexy, eu sujo e suado.
– Claro que acham, já que são todas loucas. — Kyara entra na oficina e eu fico surpreso. Nunca vi Kyara com esses tipos de roupa, essas roupas mais despojadas, ela sempre foi toda de vestidinhos e sainhas, ou calças jeans. E devo dizer que é muito bom para os olhos, essa menina de shortinho tão curto.
– Agora entendi o motivo do banho. — Juca diz rindo, e vai pros fundo da oficina. — Fecha a porta da frente, Rick.
– Eu vou deixar meu carro aqui, e depois venho buscar. – eu falo pra ele e depois me viro pra Kyara. — Desde quando você usa roupa assim?
– Desde sempre, porque há algo de errado? — ela diz, e então fica corada por eu estar a olhando.
– Não, na verdade está tudo certo demais. — eu respondo.
Nós saímos e eu abaixo a porta da oficina, e então entramos no seu carro.
– Para onde estamos indo? — pergunto assim que percebo que já passamos a biblioteca.
– Pra minha casa. — ela responde.
– Pensei que íamos pra biblioteca.
– Que biblioteca fica aberta depois das oito?
– Ta bom. Seus pais vão está em casa?
– Nem. Meu pai não mora mais com a gente, minha mãe está no serviço e meu irmão deve ta pra casa da namorada ainda.
Ela diz com tranquilidade, e eu não estou nada tranquilo, ficar sozinho com Kyara de novo, não faz nada bem pra mim e muito menos para meu amigo lá debaixo.
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Simplesmente não consigo me concentrar. Eu e Kyara estamos fazendo o trabalho há algum tempo, e sim os slides e as pesquisas estão indo pra um caminho totalmente surpreendente, nós trabalhamos bem juntos. Eu sou bem artístico com as coisas, já ela é exigente e organizada.
– Ai que fome. — ela geme quando se levanta do nada, e olha pra mim. — Vem, vamos dá uma pausa.
Vamos pra cozinha e ela começa a rodar que nem peru em dia de natal, então decide que quer sorvete com torta, o que eu acho totalmente loucura.
– Serio que você nunca experimentou? — ela pergunta pegando duas tigelas.
– É claro que não. Já vi comer sorvete com bolo, mais agora com torta de limão, nunca. Acho que não combina.
– É uma delícia. — ela fala pegando o sorvete, e colocando no balcão. — Às vezes duas coisas que parecem não combinar, são perfeitas juntas. — ela diz, e então eu a olho de verdade, quer dizer eu realmente a olho.
Kyara é diferente de todas as garotas que conheço ou já conheci, ela é uma mistura de menina meiga mais ao mesmo tempo toda bruta. Ela mexe com minha cabeça, e sim, as duas. E começo a pensar em como seria bom, agora mesmo puxar ela em minha direção, e beijá-la, e torná-la minha.
Balanço minha cabeça, e tento tirar essa imagem da minha cabeça. E ela continua falando sobre algo, e então ela se vira e envia uma colher cheia de torta e sorvete de baunilha na minha boca.
– Então? — ela pergunta, ela está me olhando com os olhinhos ansiosos.
– É muito bom. — eu digo depois de engolir, é realmente gostoso.
– Eu disse pra você. — ela ri, e eu percebo que essa garota está fazendo algo comigo.
Então continuamos a comer e conversamos, ela queria saber tudo da minha vida, e eu contei várias situações constrangedoras e então ela começou a contar da vida dela, e nisso comemos uma metade de torta e um pote de sorvete.
– Ai, to muito cheia. — ela reclama, se jogando no sofá.
– Só podemos culpar uma pessoa, você! — eu digo e me jogo ao seu lado.
– Você também comeu pra caramba. — ela me joga uma almofada, e começa a rir.
– Ah você não fez isso. — eu digo, então parto pra cima dela, e começo a fazer cosquinhas.
– Não, para... Por favor... Eu não aguento. — ela tenta falar enquanto continuo a atacando, então ela tenta me arranhar, mas não consegue, ela grita, rir e tenta me chutar, mais nada dá certo, continuo a atacando. Então ela fica totalmente parada, e começa a chorar, eu paro na hora e me afasto, ela está no cantinho do sofá com a cabeça baixa e chorando.
– Hey, eu estava apenas... — eu sou interrompido, pois ela dá uma risada, e monta em cima de mim e prende meus braços.
– Você achou que eu estava chorando mesmo? — ela diz debochada.
Eu sei que eu posso muito bem tirá-la de cima de mim, mas esse é o detalhe? Eu não quero.
– Ok você venceu, agora o que vai fazer. — ela fala, e então começa a fazer cosquinhas em mim, eu começo a rir não porque estou realmente sentindo cocegas, mais porque toda essa situação é engraçada.
Se me dissessem que eu estaria brincando na casa de Kyara, e me divertindo eu jamais acreditaria, pois sempre pensei que ela fosse totalmente antipática, e metida, mas ela é totalmente diferente, ela é doce, engraçada e me desafia, não fala asneiras e ainda por cima me deixa totalmente louco.
Nós continuamos nossa lutinha, até que eu percebo o que eu realmente quero fazer, eu a paro em cima do meu colo e a aperto. Ela me olha e então vejo tudo que está refletido em meus olhos.
Eu tiro uma mecha do cabelo dela, que está em cima de seus olhos, e a coloco atrás da orelha, não tiramos os olhos um do outro. Então eu me aproximo e ela também, e parece incrível o jeito em que estamos na mesmo sintonia.
Chegamos cada vez mais perto, não consigo parar de olha para sua boca, e ela então sorri e envolve os braços em meu pescoço.
– Vai tomar atitude logo, ou vou ter que te forçar? — ela diz chegando bem perto da minha boca.
Então faço algo que já tinha vontade de fazer a muito tempo.
Eu a beijo.
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