Encontrando o Amor

33 Capítulo Trita e Três


Notas iniciais
E se eu dissese que faltam apenas 3 capítulos para encerrar a história? Como reagiriam?

Escutei vários barulhos, então tentei abrir os olhos mais não conseguia, então tentei escutar o que as vozes de longe diziam.

– Ai meu Deus é apenas uma jovem. Tem idade para ser minha filha

– Minha senhora dá licença. A ajuda já está chegando.

– Alguém pegue a bolsa dela, para ligar a algum familiar.

– Senhor policial, por que não a tira de dentro desse carro.

– Minha senhora eu já expliquei, somente a ambulância pode resgatar, tenho medo de piorar o estado dela, já que sua cabeça está sangrando muito.

Escuto o barulho da ambulância chegando, e tento mais uma vez me mexer mas não consigo, não consigo respirar direito, parece que está me faltando ar, apenas sinto minha cabeça doendo, tento abrir os olhos mais eles continuam fechados. Me sinto sendo puxada, tenho certeza que me colocaram em algum lugar macio, e me amarraram ou ataram tiras em torno das minhas pernas e em meu tórax, sinto algo sendo posto em meu rosto e assim consigo respirar um pouco melhor.

– Ela está respirando. — diz uma voz bem próxima de mim. — Vamos levá-la ao hospital mais próximo.

Depois disso não escuto mais nada, e tenho a certeza que apaguei de vez.

Acordo em um quarto branco, minha visão está um pouco turfa, mas consigo ver duas silhuetas na minha frente.

– Kyara, minha filha está se sentindo bem? — escuto a voz da minha mãe, um pouco baixa.

Gostaria de respondê-la, mas não consigo encontrar minha voz, então apenas balanço a cabeça e na mesma hora sinto uma forte dor. Escuto a porta sendo aberta e vejo um homem na casa dos trintas, ele deve ser o medico.

– Está se sentindo bem, querida? — ele me pergunta. Balanço minha cabeça de novo, e sinto mais uma fisgada de dor e faço uma careta.

– Meu bem, não balance muito a cabeça, você passou por uma cirurgia muito grave, e sua cabeça foi a mais atingida.

– Viu maninha, sua cabeça é tão dura que você resistiu. — John fala debochado, abro um pequeno sorriso, meu irmão é um idiota.

– Jonathan, pelo amor de Deus. Isso é coisa que se fala, parece que tem 10 anos em vez de 20, garoto. — minha se dirige ao meu irmão, mais vejo que ela está sorrindo, então ela se vira para o medico. — Doutor, o namorado e os amigos de Kyara estão ali fora, doidos para vê-la, será que eles podem entrar.

– Pode sim, mais não deixem ficar muito tempo. Minha paciente precisa descansar, e se quiser sair daqui pelo menos sexta de manha.

O doutor sai do quarto, e eu me desespero. Não quero ver o Rick, eu simplesmente não conseguirei lidar com isso agora, tenho certeza que ele vai se sentir culpado, e ter pena de mim, achando que deve voltar comigo. Me lembro de tudo o que dizemos um ao outro, e me doí ainda. Ele me machucou tanto, eu não quero vê-lo.

– Quem que você não quer ver? — meu irmão pergunta, nem percebi que tinha falado em voz alta.

– Rick, não deixo-o entrar. Por favor, John. — eu peço, minha voz está rouca e feia

– Está bom. – Ela vai atrás da minha mãe, me deixando sozinha. Fecho meus olhos, e me lembro da nossa segunda semana juntos, quando Patrícia espalhou para todos que eu e Rick tínhamos traído ela e Hugo, e ele tentou me animar, eu sempre gostei desse dia, porque ele não sabe animar ninguém.

– Ei você sabe que ninguém está acreditando nisso, certo? — Rick estava me consolando, já que Patricia pintou com batom na porta do meu armário um enorme PIRANHA em vermelho.

– Porque ela fez isso? — eu digo com a voz embargada.

– Baby, serio que você vai se importar no que dizem de você. — ele diz. — Se quer saber, você já tem uma fama.

– Fama, que fama? — eu pergunto preocupada.

– Ah! Todos sempre dizem que você é uma santa do pau oco, uma piranha enrustida, que se faz de pura mais já deu pro um monte e ..

– Cala a boca. Você está tentando me animar ou o que? — pergunto, dando um soco no braço dele.

– Estou tentando te mostrar, que tem coisas piores do que ser chamada de piranha.

– Uau, você consegue me deixar muito animada. — eu digo rindo.

– Eu sempre estarei aqui pra isso. — ele diz, e me beija apaixonadamente.

Sorrio ao lembrar do seu modo errado de tentar me animar, ele sempre falava as coisas mais sem noção do mundo. Sam, Gui e Carla entram no quarto

– Sejam bem vindos ao meu novo lar. — eu digo, tentando brincar.

– Kyara, você tem noção do quanto a gente ficou preocupado. Nunca mais faça isso com a gente. — Sam diz, eu sei que ela quer me bater mais em vez disso me dá um beijo na bochecha.

– Você fala como se eu tivesse feito por querer. — digo sorrindo.

– Você deixou a gente louco de preocupação. — disse Gui vindo ao meu lado, e me beijando. Carla vem e me beija também.

Eles me contam como que se assustaram quando meu irmão ligou para Sam para dizer que eu estava no hospital, e em como todos vieram para cá me ver.

– Kyh, porque não deixou o Rick entrar? – Guilherme pergunta me encarando.

– Nós terminamos. — digo grosseiramente.

– Como assim? — grita Carla, e quando percebe coloca a mão na boca. — O que aconteceu? — ela pergunta baixinho.

– Apenas acabou, e você que é amiga dele, pergunte pra ele. — ela me olha desconfiada, já que estou sendo grossa com ela. Eu só não quero ficar conversando sobre ele.

– Queridos, você precisam ir. — minha mãe entra no quarto.

– Okay, tia. — diz Sam, e se virando pra mim. — Amiga, melhoras em.

– Tchau, Kyra. — diz Carla, e sendo a primeira a sair do quarto.

– Beijocas, amiga. — diz Gui.

– Gui, tem como você cuidar da organização da formatura. Confio em você pra isso. — ele que está na porta abre um sorriso e volta pra me dá mais um beijo.

– Filha, o Rick está aqui para entrar. — minha mãe avisa.

– NÃO. — eu grito. — Não quero ele aqui dentro, não quero ver ele agora.

– Kyara, pelo amor de Deus. Não faça isso comigo. — eu o ouço, mas fecho meus olhos.

Eu sei que ainda sou completamente apaixonada por ele, e tenho certeza que o ele disse foi da boca para fora, só que eu soube assim que ele disse que era para me machucar. Então parabéns Ricardo Becker, você conseguiu me quebrar mais do que esse acidente.

Fiquei quinta feira inteira em observação, já que tinha batido a cabeça tão forte e operado também, eles precisavam ter certeza que não teria nenhum efeito ruim, assim que o doutor decidiu que não tinha nenhum perigo, fui liberada, na sexta de manha.

Perdi o dois dias de revisão no colégio, então Gui e Sam vieram para minha casa para estudarmos e eles me passarem a matéria.

Enquanto eu copiava a matéria das provas finais de semana que vem, Sam contava que terminou o namoro também e que na verdade não está muito animada para o baile. Já Gui contou que ainda não está de bem com o Bernardo e ainda por cima ele está com raiva de mim, por ignorar o Rick.

– Kyara, agora falando sério. O Rick está parecendo um fantasma, não conversa, não come e ele vai na aula com olheiras enormes e fica pensativo o tempo todo. – Sam conta me olhando, e eu apenas balanço os ombros sem olhá-la. Não quero falar sobre ele, ainda dói. — Você não está ligando? — ela me olha horrorizada.

– Sam eu apenas acho que ela não quer conversar sobre isso. — Gui tenta pará-la, mas sei que não dará certo, Sam não para até que esteja satisfeita. E eu irei ignorá-la porque não quero falar sobre Rick.

– Ta bom, eu vi que você não quer falar. Apenas me diga, foi você que terminou?

– Sam, se você continuar eu vou ser grossa. Você é minha melhor amiga, mas não quero falar sobre isso.

– Ta bom. — ela diz bufando. — Então para mudar de assunto, me diga já escolheu o vestido para o baile?

– Meu Deus, eu não vou ao baile. — eu digo, a olhando como se ela fosse um extra terrestre.

– Você vai ao baile sim, dona Keller. – Guilherme diz determinado.

– É mesmo, você tem que ir.

– Eu não quero ir. Eu quero estudar e passar por essas duas semanas de prova e esquecer do colégio.

– Não quero saber, eu também não quero ir, mas terei que ir por que alguém me colocou como organizador do baile. — Gui diz emburrado. – Então você irá comigo, com toda a certeza.

– Ok, eu vou então.

– Amanhã podemos ir às compras? – Sam pergunta.

– Podemos. Agora posso terminar de copiar a matéria? – pergunto, ela apenas balança a cabeça e eu volto a me concentrar nos estudos. Já que pelo jeito irei nesse baile e não estou nem um pouco animada.